História Complicações - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias K.A.R.D, Kim Woo Bin
Personagens B.M, J.Seph, Jiwoo, Somin
Tags Dominhakim, Jmin, Kard Ua, Mattwoo, Sepmin, Taemin
Visualizações 30
Palavras 2.539
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ainda é quinta-feira, certo?

Oi, bem aqui estou eu e.. Ahhh! Obrigada pelos 30 favoritos, uau! Eu estou muito feliz, obrigada de verdade!

Bora para a leitura e o mais importante: não desistam de mim!

Capítulo 11 - 11 - Acalme meu corpo


Demorou um tempo para eles saírem do apartamento dela. Matthew ficou vários minutos no banheiro, tentando limpar o sangue seco de suas mãos, enquanto ela tentava se acalmar.

Quando entraram no carro, o silencio inundou-os e várias perguntas ficaram presentes no seu interior.

Quem era ele?

O que estava fazendo na casa dela?

Por que havia falado todos aqueles absurdos sobre ela?

Dirigia sem qualquer pressa na rua deserta. Haviam ficado horas no apartamento dela, por esse motivo, o relógio do carro marcava meia noite. O frio se instalava na cidade. Era uma época do frio gritante em Seul. O que era engraçado, pois, sempre de dia, o sol brilhava impecável no céu, até anoitecer e o frio ser algo inefável.

Jiwoo ainda estava assustada pelo acontecimento da noite. Ela e Woo Bin, Matthew aparecendo e salvando-na.

Ah, só queria que aquele pesadelo passasse logo.

Quando chegaram no prédio dele e entraram no apartamento, Jiwoo não pôde conter o sorriso que formou. Fazia um bom tempo que não aparecia ali. As mobília refinadas e de bom gosto, deixava tudo mais confortável. Ele não era um homem que ligava para aquelas coisas, tanto que, quem que havia decorado aquele lugar, tinha sido Somin.

Seu coração pesou quando lembrou-se da namorada dele. Estava sendo uma intrusa por estar lá, sem a presença dela. Somin não era uma mulher ciumenta, contudo, naquele caso...

- Tome - virou para a voz rouca de Matthew, ele estendia uma toalha para ela e na outra mão segurava ainda as chaves do carro e da casa. - tome um banho para se acalmar. Eu tomo em seguida.

Receosa, a loira pegou a toalha branca e então sumiu no corredor.

Matthew estava sentido-se acabado; os socos que tinha levado, passou a doer no minuto em que levaram o golpe do vento fora do apartamento. Seus músculos imploravam por descanso enquanto suas mãos não agüentavam nem serem fechadas, pela dor imensurável. Fazia um bom tempo que não batia em alguém e, agora notou que não sentia nenhuma saudade daquilo.

Andou até a cozinha, no caminho tirou a gravata de sua camisa social e jogou as chaves no pote de vidro que tinha sobre a mesa. Queria fazer algo para Jiwoo comer, porém, sabia que, quando a garota ficava daquele jeito - aflita e assustada - não comia nada nem que enfiassem garganta a baixo.

Resolveu fazer um chocolate quente, pelo menos aquilo iria esquenta-lá e animar um pouco. Vasculhou os ingredientes no armário, pegando tudo e fazendo o que tinha que fazer.

Enquanto se movimentava, não pôde deixar de pensar nos acontecimentos.

Quem era aquele homem? Ele teria sido alguém importante? Pois, ela se desarmou por completo na presença dele. O dito cujo não era alguém que ele conhecia, porém, pelo que tinha presenciado, era alguém bem íntimo de Jiwoo. A questão era que, ele não conhecia ela tão bem ao ponto de saber sobre seu passado. Sabia que a loira não gostava de comentar sobre, todavia, ele sempre notou como ela ficava horas em devaneios, olhando janela á fora. Tinha coisa coberta debaixo do pano e Matthew se sentia ridículo por não ter a mínima ideia do quê. Ela era misteriosa, sempre soube. No começo, pouco se importava, porém, agora, depois do que aconteceu aquele dia, depois de todas palavras medíocres que o homem disse, Matthew estava se sentindo fadigado com tudo relacionado com a loira. Queria saber mais sobre o amor de sua vida, saber qualquer coisa. Era até engraçado isso; a coisa mais profunda que sabia dela era o sobrenome.

Saiu de seus devaneios quando terminou de preparar o chocolate quente. Colocou um prato em cima da caneca e decidiu ir tomar um banho antes de ir falar com a loira.

Se apressou, chegando no seu quarto e abrindo a porta. Tinha que pegar sua toalha.

Jiwoo estava sentada na cama, olhando para o nada. Ela já tinha tomado banho, pois, agora ela estava usando o seu moletom branco que havia levantado um pouco, mostrando mais suas coxas. Seus cabelos estavam úmidos, porém, não era algo muito preciso. Ela não tinha notado sua presença lá, por isso, quando ele pisou no chão de madeira com seu sapato social, ela se sobressaltou e encarou-o assustada.

- Desculpe - murmurou. - eu só vim pegar minha toalha.

Ela nada disse, continuando a observar sua parede, que agora estava pintada de branco gelo.

Droga!

Tinha esquecido que, desde que ambos terminaram, ele havia tentado de alguma forma, sentir-se perto dela e, a única forma que conseguiu foi ter pintado seu quarto da cor que mais lembrava-se dela. Pintou da cor que era o apartamento dela todo: branco gelo.

Porém, parecia que ela não tinha ligado para aquilo, pois, nenhuma palavra foi direcionada á ele.

Ela quer ficar sozinha, pensou.

De cabeça baixa, saiu do quarto e foi para o banheiro tomar um banho.


(…)


A água caía sobre seus cabelos, molhando seu rosto e percorrendo seu pescoço, indo até seu abdômen, deslizando pela sua virilha e pernas, até enfim cair no chão.

Algumas gotas eram persistentes, indo-se embora somente após outra tomar seu lugar.

Era isso que Matthew notava, enquanto aproveitava o vapor quente e a água, relaxando seu corpo. Ele poderia estar tomando banho no banheiro de seu quarto, onde tinha a banheira; poderia estar deitado na bendita banheira e relaxado por completo. Porém, seu interior revirou e então, decidiu que era melhor Jiwoo ter privacidade naquele curto período.

Estava sentindo um pesar por deixá-lá daquele jeito. Mas ele não podia ajudar alguém que não contava nada, oras!

Enquanto tomava banho, pensou seriamente em chamar Somin e ver se ela conseguiria ajudar a loira, entretanto, aquele assunto provavelmente era pessoal.

Ou será que Jeon Jiwoo havia ligado para ele justamente para dizer sobre?

Não, impossível.

Ah, estava cheio daquilo!

Fechando o registro - após meia hora de banho -, pegou sua toalha, enrolando na sua cintura.


- Aish! - se tocou que havia esquecido de pegar algumas roupas em seu armário.

Emburrado, saiu do banheiro, deixando o vapor sair consigo. Dedilho seus dedos na toalha, segurando pocessivamente, corando um pouco.

Sim, estava tímido pela presença da Jeon, o julguem!

Mas era isso; se tornava novamente um adolescente quando estava na presença daquele ser de madeixas descoloridas. Jiwoo tinha aquele poder de deixa-lo receoso de fazer qualquer burrada.

Oh, e como estava se controlando para não tentar algo!

Demorou um tempo na porta, se acalmando e então abriu-a. Rolou seus olhos para a cama. Ela estava ali.

Jiwoo continuava sentada na cama. Notando a presença dele, a loira sorriu pouco.

Entrou no quarto, indo para frente do armário e então abriu, pegando peças rápidas com medo de deixar a toalha cair; bermuda de elástico e uma regata, não esquecendo da peça principal.

Quando ia sair, deu uma uma espiada na jovem sobre sua cama.

- Por que não se troca aqui?

- O que? - congelou pelas palavras ditas dela, se colocando de frente para poder encara-lá perfeitamente. - acho me…-

- Estava brincado, Matthew. Calma - ela riu baixo, porém, bem notável o quão abatida estava. Ela levantou da cama, indo até ele. - eu saio, não vou fazê-lo sair do próprio quarto.

Antes de dizer qualquer coisa, ela saiu. Matthew se trocou rápido, colocando a toalha na cadeira que tinha em seu quarto e então saiu também.

Foi para a cozinha, sem se preocupar para onde Jiwoo havia se enfiado. Ligou o fogo da boca que estava sob a caneca, do fogão. Daria uma esquentada rápida no líquido que tinha preparado e então ambos deitariam.

Depois do banho, o cansaço de ter trabalhado o dia inteiro e da confusão no apartamento dela, juntou tudo em uma bola de neve que crescia rápidamente.

Virou-se para olhar o horário no relógio do microondas.

O3:O5

Estava tarde.

Desligou o fogo. Pegou uma xícara para o chocolate quente, somente para ela; Matthew não gostava de coisa doce.

Quando despejou o líquido escuro, em um estalar, tudo se apagou.

Droga!

A casa ficou totalmente escura, por causa da queda de energia.

Por que logo agora?

- Porra! - murmurou, passando sua mão em cima do balcão, á procura de uma caixinha de fósforo que tinha ali.

Escutou passos rápidos, e uma luz fraca.

Jiwoo.

Oh, aquela garota morria de medo do escuro.

- Oppa…! - a luz da tela do celular dela brilhou em seu rosto, doendo sua vista. - o que aconteceu para a luz acabar?

O rosto dela estava esboçando o quão assutada estava. Matthew sentiu um aperto no peito; proteger ela estava no topo de sua lista.

- Hum… eu não sei. - aproximou dela, segurando o pulso da mesma, fazendo colar os corpos. - me ajude aqui… - virou a tela do celular, clareando o balcão. - achei!

Matthew pegou a caixinha, agora abrindo a gaveta e tirando dali duas velas. O prato que havia utilizado para tampar a caneca, usou para grudar a vela - após acender e derramar cera no objeto.

- Pronto.

Pegou na mão a xícara vermelha e estendeu para ela.

- Tome, sei que não quer comer nada, contudo, pelo menos isso.

Não sabia se era pelo medo da falta de luz ou pelo dia exaustivo, pois, ela sem protestar, pegou a xícara.

- Só não me deixe sozinha - bloqueou o celular, deixando apenas a luz da vela. - hoje não.

- Não vou, Deus sabe como eu tentei. - murmurou, deixando as palavras tomarem seu próprio rumo. - mas, eu não consigo deixa-lá, Jiwoo.

A loira se assustou quando ele respondeu-a, daquela forma. Ele não era alguém tão direto.

Matthew não deixou ela responder, apenas pegou o prato com a vela.

- Vamos para o quarto, pelo menos lá tem cobertor.


Andaram em completo silêncio, chegando no quarto dele.

Quando entrou, colocou o prato sobre o criado-mudo, iluminando parcialmente o quarto. Pela janela fechada, dava-se para escutar o vento forte, golpeando e fazendo parecer um assovio.

- Meu pai - começou, enquanto pegava o cobertor no armário. - sempre disse que quando o vento assobiar, significa que os espíritos querem falar com você.

Jiwoo o encarou indignada.

- E você fala isso justamente agora que está escuro? - ela disse, se aproximando dele.

Matthew controlou a risada, jogando o cobertor na cama.

Olhou para ela, que continha um sorriso ladino, enquanto encarava ele também. Ela desceu o olhar para os lábios dele, mordendo os próprios.

Pela luz fraca, o moreno pôde notar levemente os traços angelicais da loira; cada parte que assombrava seus pensamentos. Porém, seus olhos focaram nos lábios vermelhos dela; estavam um pouco úmidos e gritando por atenção. Estavam tentadores.

- Beba o chocolate quente antes que esfrie.

Sim, ele quebrou o clima. Era necessário, pois, ele se controlava para não passar do limite com uma Jiwoo frágil.

- Sei que é constrangedor… - a voz dela saiu baixa. - mas, agora que a energia se foi, posso dormir aqui com você?

- Tudo bem - disse, abrindo o cobertor e estendendo-o na cama. - é melhor para nós dois, assim, podemos conversar.

Jiwoo gemeu, dando a volta na cama e entrando debaixo do cobertor.

- Por favor - ela suplicou, ainda segurando a xícara. - vamos falar disso amanhã, hoje… juro que não é o meu melhor dia.

Matthew ergueu suas duas mãos, informando sua desistência. A loira sorriu. O moreno levantou o cobertor, deitando e depois se cobrindo, porém antes, retirou sua regata, deixando seu peitoral desnudo.

Virou para olhar a garota. Ela bebia o chocolate quente com os olhos fechados.

- Deus! - Jiwoo sorriu, virando para ele. - faz um bom tempo que eu não tomo um desses, Oppa!

- Hum… acho que está bom então…?

- Gracioso!

Sorriu pela sinceridade dela.

- Espero que Somin não fique chateada por eu dormir aqui…

Foi como um estalo.

Não, não falaria nada sobre ele e Somin, não agora.


Olhou para ela novamente, seu lábio estava úmido pelo liquido quente e, Matthew controlou-se para não toca-lo com sua boca.

Jiwoo estava mais que tentadora, entretanto, não se aproveitaria da situação, ela estava indefesa e precisava descansar, assim como ele.

Esperou-a terminar todo o chocolate, para colocar a xícara no criado-mudo. Quando o fez, ela virou-se para ele, sorrindo fraco.

- Me sinto um pouco melhor, obrigada - disse se aproximando.

Matthew recuou, virando e fazendo sua barriga tocar o colchão. Jiwoo entendeu o recado.

Quando algum dos dois não queriam "ter mais contato", para não dar um fora, resolveram fazer um código: deitando de costas para cima, significava que apenas queriam dormir. E mesmo não estando no relacionamento conturbado, ainda respeitavam essa regra.

Ela estava em pânico, por isso, para se sentir melhor, queria tê-lo de forma carnal. Não, ele não se aproveitaria disso, de forma alguma. A garota sabia muito bem que, o que aconteceu no seu apartamento havia sido algo sério, então, tentaria qualquer coisa para que no dia seguinte ele não perguntasse sobre.

Jiwoo, vendo que agora ele estava com o rosto do lado oposto que ela, percebeu que não continuariam conversando. Notando isso, resolveu ceder ao sono; querendo ou não. Deitou na cama, colocando seu corpo quase todo sobre ele: as costas dele era um ótimo travesseiro. Sentia-se protegida com a presença dele, por isso, tê-lo mais perto era algo inexpressivo.

Woo Bin não saía de seus pensamentos, estava com medo de chegar em seu apartamento no dia seguinte e, ele estiver esperando-a com uma arma. Deus, ele era um monstro e faria de tudo para vingar a briga que ocorreu, não gostava de perder, então aquilo tinha sido quase como uma aposta; quem sairia vivo? Ela também não sabia.

Pensava em como seria as coisas á partir de agora. Como Matthew veria ela depois de contar como foi explorada pelo canalha de seu ex-noivo, como sofreu calada por não ter coragem suficiente de erguer a voz para ele, como morreu de medo quando ficava sozinha no apartamento dele, mas também implorava para que ele saísse. Droga, lembrar daquelas coisas tão repugnantes deixavam-na exposta para a dor que arrebatava todo seu ser, apenas queria sentir, o pesar de ter alguém perseguindo-a, ir-se embora junto com o arrependimento. Porém, aquela dor não a deixava de forma alguma, parecia que estava querendo corroe-lá até o último suspiro. Por notar que agora que havia caído sua ficha, a loira pôde enfim sentir o medo a levando de volta ao lugar escuro que era seu passado. Sentiu-se sozinha novamente, quase podia sentir as palavras imundas e chulas de Woo Bin, atingindo-a sem qualquer pudor. O medo a pegou e então mergulhou novamente no buraco negro.

Sentindo Jiwoo tremer, Matthew tentou virar para ficar cara-cara, contudo, a loira ergueu uma de suas mãos para o braço dele, impedindo que virasse.

- Não quero que me veja chorando - ela pôde dizer sem tremer sua voz, contudo o moreno percebeu. - apenas… fique como está.

Jiwoo enfim demonstrou como estava, a dor que sentia. Tirou a máscara de "está tudo bem, eu sou forte".

Não, ele não conseguiria ficar quieto enquanto escutasse - quase impossível - Jiwoo desmanchando em prantos. Virou seu corpo, vendo enfim a verdadeira Jiwoo; frágil e maleável. Sem pensar duas vezes, abraçou o corpo trêmulo dela, apertando de forma que demonstrasse que estaria ali para tudo. Para ela.

Jiwoo, com seus dedos tremendo, abraçou a cintura dele, apertando o máximo que podia. Ela chorava entre soluços e palavras que nunca terminavam de se formar.

Não tinha nada para melhorar o clima, não sabia exatamente o que acontecia na vida da garota, por isso, a única coisa que fazia era abraçar e sussurrar "está tudo bem", "estou aqui" ou até mesmo: "eu amo você", porquê sim, ele amava aquela mulher agora e continuaria amando até o fim de sua vida.



Notas Finais


Foi isso, espero de coração que tenham gostado (desculpem-me pelo horário).
Não deixem de deixar a opinião de vocês, isso é estimulante e me incentiva muito!
Desculpe qualquer erro!

Kissus e bye bye ❤❤


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