História Complicated - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Magcon, Nash Grier
Tags Lifeofnashgirl, Magcon, Nash Grier
Exibições 264
Palavras 1.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


oi!!!!!!!!! dessa vez eu não demorei tanto, viram?? queria lembrar a vocês que o feedback de vocês é de extrema importância, ok? boa leitura, meus amores!

Capítulo 12 - Agarrando.


Charlie point of view:

Nash chamou meu nome em voz alta, mas sua voz soou como um gemido em minha cabeça por conta das lembranças que ainda voltavam aos poucos. Eu me via ajoelha em sua frente em borrões, e ver a expressão de prazer tomando conta do rosto dele me causava arrepios. Ele precisou estalar os dedos na frente do meu rosto e sacudir levemente meus ombros pra que eu saísse do transe em que eu me encontrava.

— Sobe aí. — Nash murmurou e eu obedeci ainda meio perdida. Tentando entender se aquilo eram realmente lembranças da festa da Maria, ou se eram só desejos sujos da minha mente.

— Pra onde estamos indo? — questionei um pouco rouca, envolvendo minhas mãos ao redor de seu corpo quando ele arrancou com sua moto.

— Não sei, só estou seguindo o táxi que acabou de passar com meu pai dentro, e pelo jeito ele estava com uma mulher. Desculpa atrapalhar seus planos. — ele falou alto pra que eu ouvisse, já que o vento forte atrapalhava não só sua fala mas minha audição também.

— Tudo bem. — murmurei distraída.

Eu sinceramente não conseguia acreditar. E só de pensar e vasculhar minha memória, meu corpo inteiro esquentava e subia um arrepio por minha espinha, que eu tenho certeza que ficava escancarado em meu rosto.

Fui praticamente chutada de meus pensamentos ao ver minha mãe saindo do táxi, logo sendo abraçada por um cara de meia idade, muito bem conservado, de olhos azuis esverdeados e o cabelo grisalho. Desci da moto assim que Nash o fez.

— Meu Deus… Quem é esse cara que está agarrando minha mãe?

— Meu Deus… Quem é essa mulher que meu pai está agarrando?

Nash e eu falamos ao mesmo tempo. E ao nos ouvirmos, nos viramos um para o outro, completamente confusos.

— Como se isso não tivesse como ficar mais estranho… — sussurrei pra mim mesma, olhando em direção ao casal que nossos pais formavam, agora aos beijos. — Então é isso… É exatamente isso. Nós vamos “nos conhecer”, na segunda feira. — disse me virando pro Nash, e ele franziu o cenho ainda mais confuso.

— Como assim? — passei a língua entre os lábios e acompanhei com os olhos minha mãe e o pai de Nash entrarem no aeroporto, logo voltando minha atenção ao rosto de Nash.

— Lembra que eu te disse que tinha ouvido uma conversa estranha da minha mãe ao telefone? — questionei e Nash assentiu ainda olhando pro local onde antes nossos pais estavam. — Então, pelo que eu entendi até agora, seu pai, e minha mãe estão pretendendo morar juntos. — expliquei e Nash suspirou decepcionado. Eu fiquei sem entender a princípio, mas talvez a decepção dele fosse a mesma que a minha, e se o lance que eu me lembrei foi realmente o que rolou na festa da Maria, nunca mais poderia acontecer novamente.

— E agora? O que a gente faz com uma informação dessas?

— Não sei, é coisa demais pra processar. — disse tentando organizar meus pensamentos, e estranhei ao sentir as mãos de Nash em minha cintura me virando pra ele.

— Vamos, né? Não tem mais nada que a gente possa resolver ficando aqui. E eu preciso conversar com você. — gelei ao ouvir aquilo e mordi meu lábio inferior assentindo.

Nash e eu voltamos pra moto, e ele logo arrancou do aeroporto, indo em direção à só ele sabia aonde.

Quando ele estacionou, pude perceber que estávamos a caminho do lago Norman. Caminhamos em silêncio em direção ao píer, e nos sentamos no chão, de frente um pro outro. Um clima tenso e estranho tomou conta do ar, já que Nash e eu ficamos em completo silêncio nos encarando por alguns segundos.

— Eu te trouxe aqui pra te fazer uma pergunta que vem me assombrando já à alguns dias. — Nash se explicou e passou a língua entre os lábios enquanto juntava as mãos, sem tirar os olhos do meu rosto ele suspirou pesadamente e eu assenti para que ele continuasse. — Você se lembra de alguma coisa da festa da Maria? — ele foi rápido como uma bala.

Meu corpo inteiro gelou. Eu sabia que era sobre aquilo o que ele “precisava conversar comigo”, mas mesmo assim fui pega de surpresa. Respirei fundo tentando controlar minha respiração e levantei o olhar para o rosto dele. As coisas ainda estavam muito embaralhadas na minha cabeça, mas depois dessa pergunta, ficou óbvio que o que aconteceu mais cedo fora uma lembrança, e não o meu cérebro me forçando a pensar sacanagem.

A única coisa que eu tenho certeza absoluta nesse momento, é que isso nunca vai acontecer. Eu conheço minha mãe, e se ela achar que eu estou tentando alguma coisa com o filho do cara com quem ela pretende morar junto, ela vai sacrificar a felicidade dela pela minha. Vai provavelmente terminar com o namorado, ou noivo, não sei, para que eu possa ficar com o filho dele, mesmo sem saber se eu realmente sinto algo pelo Nash, coisa que nem eu mesma sei. E de verdade, minha mãe merece mais do que ninguém ser feliz, ela já sofreu demais nas mãos do meu pai, acho que pelo menos uma vez ela precisa estar com alguém que a ame e a respeite. E devido a felicidade dela nesses últimos meses, eu acredito que o pai do Nash faça isso por ela.

Tomei fôlego e umedeci meus lábios. Sem pronunciar nenhuma palavra, sacudi apenas a cabeça em sinal positivo para a resposta de Nash.

— Então você lembra de nós dois? De tudo o que rolou? — ele questionou curioso, e sua voz tinha uma pontada de animação.

— Sim, Nash. Eu lembro do que rolou entre a gente. Na verdade, faz algumas horas apenas que eu comecei a lembrar de tudo. — expliquei calmamente e observei Nash levar uma de suas mãos por cima da minha. — Mas quero que fique ciente que aquilo só aconteceu porque eu estava fora de mim, completamente bêbada. E que nunca mais vai acontecer. — disse curta e grossa, logo me colocando de pé.

Nash levantou-se logo depois de mim, e segurou em meu ante-braço me virando para ele bruscamente.

— E porque isso? Você pareceu gostar tanto. — falou baixo levando sua mão livre a minha cintura e me puxou para perto colando seu corpo no meu. — E eu gostei tanto… — sussurrou próximo ao meu ouvido, depois de me olhar com um sorriso sacana e debochado no canto os lábios.

Meu corpo estava completamente mole ao seu toque, e todos os pelos do meu corpo estavam eriçados por conta da proximidade dos lábios dele em meu ouvido. Ele sorriu próximo a minha orelha, me fazendo arrepiar ainda mais, sua mão subiu do meu braço ao meu pescoço e logo o sentir esbarrar seus lábios nos meus.

— Eu ainda gosto do Cameron. — menti num momento de desespero e me afastei dele bruscamente.

— Você o que? — Nash praticamente gritou, totalmente incrédulo. Sua expressão era de total decepção. E não precisava nem pensar pra entender o porque. — Você está dizendo pra mim que ainda gosta do cara que quase te bateu, que te difamou e que pra piorar quase te matou afogada? — cruzou os braços e riu debochado negando com a cabeça. Apenas assenti e fechei a cara.

— É exatamente isso. — falei baixo e desviei o olhar do rosto dele.

— Eu nunca mais te defendo a partir de hoje. E não, não é porque você me deu um fora, sim porque você me deu certeza que gosta de todos os maus tratos dele. Boa sorte ao se afundar, Charlie. — Nash cuspiu as palavras e saiu do píer pisando duro. Pude vê-lo de costas com as mãos fechadas em punhos, seu corpo parecia tenso, e meu coração batia acelerado como se fosse sair pela boca a qualquer momento.

Eu não imaginei que ver Nash daquela maneira fosse me atingir tanto. Eu nem sabia que eu me importava com ele, nem muito menos que ele tinha interesse em mim. Mas eu fiz a coisa certa, eu não ia permitir que minha mãe descobrisse tudo aquilo e talvez se sacrificasse mais uma vez por minha causa.

Como Nash foi embora, eu fui obrigada a caminhar até minha casa à pé, já que na pressa eu saí sem dinheiro então não tinha como pegar um táxi.

Ao chegar em casa a única coisa que fiz além de tomar um banho gelado foi pedir uma pizza. Fiquei trocando mensagens com Maria, explicando o que havia acontecido e chamei Emily para dormir em minha casa, já que não estava nem um pouco afim de dormir sozinha.

— Você vai na festa de aniversário da Madison no sábado? — Emily questionou enquanto revirávamos o Netflix atrás de algum filme pra assistir.

— Não faço a menor ideia. Como vou achar uma roupa pra ir à uma festa em dois dias? Acho meio impossível… — dei de ombros e coloquei Friends para assistirmos.

— Nós saímos amanhã pra procurar, depois da aula, ué!?

— Eu tenho detenção. — resmunguei revirando os olhos.

— Depois da detenção, temos o resto da tarde toda e a noite amanhã, e também sábado até umas quatro da tarde. — insistiu Emily.

— Ok! Você venceu. — me rendi.

 


Notas Finais




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