História Complicated Love - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Vampire Knight
Tags Drama, Kaname, Romance, Yuuki
Exibições 70
Palavras 2.146
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Hentai, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 9 - We need to talk


Fanfic / Fanfiction Complicated Love - Capítulo 9 - We need to talk

Kaname on

 

Como nós estávamos, vamos dizer que, muito próximos por causa do fone, e eu não percebi que ela estava me olhando, quando eu me virei, acabei a beijando sem querer...

 

Em um ato de reflexo, cai da cadeira. Não foi diferente de Yuuki. A mesma se encontrava no chão de olhos arregalados. Nós dois estávamos sem coragem de encarar um ao outro nos olhos. O IPod havia caído no chão junto com os fones. Até a pilha de livros havia caído e se espalhando todo no chão. Creio que ao ser exposta a esse susto, Yuuki acabou derrubando os livros que se encontravam ao seu lado. 

 

Ficamos um bom tempo em silêncio no chão.

 

Carolyne entrou às pressas, junto a Katsuo, na biblioteca. Provavelmente por terem ouvido a barulheira toda se assustado e se preocupado conosco.

 

Carolyne- O que aconteceu?! - perguntou com um olhar de preocupação. - vocês estão bem? Se machucaram? 

 

Percebi que Yuuki não parava de colocar o cabelo atrás da orelha. Isso significava ma coisa: Ela estava nervosa. Claro, né! Que não ficaria? 

 

Com isso, decidi não falar sobre o ocorrido. Iria ser melhor para os dois lados não tocar no assunto.

 

Kaname- ah, é que eu encontrei a Yuuki, ela estava escutando música... aí eu a Yuuki estávamos ouvindo música...do nada apareceu um inseto na nossa frente que acabou nos assustando. Só. Creio que o inseto já foi embora, Yuuki. - menti. Não sei se fui convincente o suficiente, mas era a única desculpa reckon all que havia passado pela minha cabeça naquele momento tão... delicado, complicado e envergonhoso.

 

Carolyne desconfiou da minha desculpa, mas não dei tempo dela falar nada ou simplesmente formular um argumento em sua cabeça porque eu me levantei e fui para o lado em que Yuuki estava dando um pequeno sorriso. Dei a mão para ela se lavantar, mas ela me ignorou e se levantou sozinha, ainda sem me olhar. Sério, isso tá me incomodando, mas eu sei perfeitamente que esse comportamento é o normal. 

 

Kaname- então... eu já vou indo. Te vejo depois, Yuuki.- continuei sorrindo para ela e sai da "humilde" casa depressa. Estava envergonhado tanto como ela e percebi que minha presença não era solicitado naquele momento.

 

 O estranho é que eu já beijei várias vezes, diversas garotas e nunca me senti tão envergonhado. Sério, o negócio tá estranho. Sabe aquele negócio de que no primeiro beijo você sente borboletas no estômago e um friozinho? Então, eu estou sentindo isso agora. Não senti nada disso no meu primeiro beijo. Deve ser porque eu nunca beijei uma amiga. Isso! Deve ser isso! É só um sentimento novo, nada a se preocupar. Mas... eu até que gostei...

 

 Foco, Kaname. Foco! Sem desvaneios! 

 

Entrei no carro que já me aguardava do lado de fora e cheguei em minha casa um tempo depois. Entrei e fui direto para o meu quarto. Eduart, estranhando a minha atitude, veio falar comigo. 

 

Eduart- está tudo bem, Kaname-sama? O senhor necessita de algo?  Aconteceu algo?

 

Kaname- não está tudo bem, Eduart. Eu preciso de um conselho. Aconteceu muita coisa. 

 

Eduart- ao seu dispor, Kaname-sama. - se curvou. Fiz uma careta pela formalidade e ele riu.- desembucha. - disse sério cruzando os braços. Eduart me conhece muito bem por ter cuidado de mim desde quando eu nasci e por isso sabe que quando eu peço um conselho a coisa tá feia. Sempre contei muito com Eduart para situações complicadas que necessitam de um segundo palpite é ele nunca me deixou na mão.

 

Kaname- eu... beijei a Yuuki...- falei envergonhado. - Mas foi só um selinho! - acrescentei rapidamente.

 

Eduart- Aleluia!- suspirou comemorando.

 

Kaname- que reação é essa?- perguntei meio confuso com sua reação.

 

Eduart- é que o senhor é lerdo, desculpe por minhas palavras tão diretas mas é isso que eu penso. -deu umas pausa- Tinha que ter feito isso antes. Sabemos que ama a Yuuki-sama faz um tempo e...

 

Kaname- que história é essa de que eu amo a Yuuki? - o cortei.

 

Eduart- era o que eu e o resto do mundos vampiros pensamos que...- coçou a nuca.- o senhor não a ama?- perguntou sem graça.

 

Kaname- eu sinceramente não sei. - disse pensativo. Eu realmente não sabia a resposta para aquela pergunta.

 

Eduart- então iremos descobrir. Irei fazer algumas perguntas e quero que me responda com sinceridade, ok? Está de acordo? - perguntou meio receoso. 

 

Kaname- ok.- me sentei na beirada da cama e bati do meu lado para que ele se sentasse. Assim como pedido foi feito. Eduart se sentou ao meu lado e me encarou. 

 

Eduart- o senhor gosta da companhia de Yuuki-sama?- perguntou sério. 

 

Kaname- gosto sim.

 

Eduart- o senhor tem vontade de sair juntos, passear, se divertir... entre outro?

 

Kaname- tenho. 

 

Eduart- o senhor sente uma falta imensa de Yuuki-sama quando a mesma viaja não importa pra onde ou quando ela não está por perto?

 

Kaname- sinto, na maioria das vezes. 

 

Eduart- pronto. O senhor ama a Yuuki-sama. - disse meio contente com as minhas respostas. 

 

Kaname- isto não prova que a amo. Eu também sinto essas coisas por Takuma e eu não o amo romanticamente.- bufei. - deixa pra lá, Eduart. Se eu amo mesmo a Yuuki, uma hora eu vou perceber. Me trás um chá, por favor? Estou precisando.- desconversei. Eduart percebeu a minha tentativa de mudar de assunto mas mesmo assim de assentiu e se retirou dizendo que em breve voltaria para me servir o chá. 

 

Me deitei e encarei o teto. Pensei em tudo o que havia acontecido. Eu amo a Yuuki?

 

Kaname off

Yuuki on

 

Estou pasma. Literalmente. Tô com a sensação de borboletas na minha barriga. O pior é que elas não estão afim de sair. Sério. Eu sei que foi um acidente mas poxa, foi meu primeiro beijo. 

 

Eu odeio essa sensação. Não quero mais senti-la. Mas eu também não quero magoar o Kaname. Ele não fez nada de errado e seria injusto magoa-lo.  Eu não quero mais sentir isso porque eu sei que uma hora ela vai acabar e eu vou me magoar muito. Estou sendo muito egoista neste exato momento mas quem se importa, né?

 

Graças à algum espírito, ou por muita convivência mesmo, Kaname percebeu que eu não queria tocar no assunto e acabou se retirando do aposento. Podia perceber o olhar desconfiado de Carolyne e Katsuo. 
Katsuo, como sempre, decidiu não interferir na minha vida pessoal e se retirou da biblioteca, deferente de Carolyne que não parou de me encarar. 

 

Carolyne- o que aconteceu, Yuuki-sama?

 

Apenas abaixei a cabeça envergonhada. Como eu poderia descrever isso... toquei nos meus lábios me lembrando dos lábios de Kaname. Eram tão macios...

 

Carolyne- MEUS SANTOS DO CÉU!!! ELE TE BEIJOU??? OH MY GOD!!! - interrompe meus pensamentos (desnecessários) e faz um escândalo. Não que não seja normal vindo de Carolyne. Já até me acostumei.- Até que enfim!

 

Arqueei as sobrancelhas a olhando meio confusa.

 

Carolyne- vamos ser sinceros, Yuuki-sama. Nós já sabíamos que ele gostava e ainda gosta da senhorita, mas eu acho que nem ele sabia disso. E aí? Como foi? Ele beija bem? - perguntou animada. 

 

"Foi um acidente. Nem era para ter acontecido." 

 

Carolyne- como assim "acidente"?

 

" Eu e Kaname estávamos ouvindo música. Ele se virou para me perguntar alguma coisa e acabou acontecendo. Só. Nada demais aconteceu. Sem romance, sem nada."

 

Carolyne- ai que sem graça...- disse com um tom meio indignado- e e eu achando que ele tinha realmente caído na real... Mas... a senhorita gostou?- deu um sorrisinho safado.

 

"Nao . Eu espero que isso nunca mais aconteça."

 

Carolyne- ai que fria...- me abraçou. - Eu sei que a senhorita gostou sim, mas está com medo não é? - deu uma pausa- medo de que isso acabe te machucando.-mais uma pausa- Mas olha, prefira se sentir feliz e sofrer um pouco depois do que nunca sentir a felicidade. Sabe...-começou a acariciar meus cabelos- a felicidade é umas das melhores sensações do mundo. Mesmo que dure só um pouco, é bom senti-la.-sussurrou a última parte. Me soltou do abraço e me deu um grande sorriso.- Agora vamos para o jardim! As flores estão lindas! 

 

Carolyne me abraçando e me dando "conselhos" pode parecer estranho ou até mesmo uma falta de educada para os outros. Segundo a "sociedade" não é bem vindo tanta intimidade entre os sangue-puros e os inferiores (plebeus e alguns nobres). 

 

Eu sinceramente não me importo. Eu me sinto acolhida é protegida quando estou com Carolyne. Ela está comigo desde quando eu nasci. Deve ser por isso que tenho tanta confiança nela. 

 

Tenho noção total do significado das palavras que ela me disse e ela está certa. Tenho medo. Muito medo. E por esse medo, estou magoando pessoas. Não muitas, mas pessoas que eu considero importantes. Não que eu queira magoa-las, é só que... eu não consigo. Eu não consigo esquecer aquele dia. Eu não consigo superar. 
Não quero me aproximar. 

 

Mesmo sem falar e interagir muito, eu me aproximei intimamente de Kaname e os outros. Como seria se eu falasse e interagisse? E se depois disso tudo eles me deixasse? É essa palavra que me atormenta. 

 

Não quero conhecer.

 

E se. E se aquilo, e se isso. Essa palavra me deixa abismada. Gostaria de saber do futuro para que eu não escolha o caminho errado. Isso por enquanto não está disponível.

 

Não quero interagir.

 

O concelho me chama de exemplo de sangue-puro por eu ser "sem sentimentos" e "sem fraquezas". O irônico é que meus comportamentos só são assim por minhas fraquezas. 

 

Não quero amar. 

 

Nem todo o concelho quer isso de mim. Ichijou e Ichiou ainda desejam que eu seja alegre novamente. Eles gostavam de antigo eu. Mas isso não irá ocorrer. Pelo menos não irá ser em breve. 

 

Não quero mais sofrer. Para mim já deu. 

 

Essa foi a causa para me isolar. Assim ninguém me magoaria mais, certo? Errado. Ainda tem uma fresta que eu não consegui fechar. A parte em que Carolyne e Katsuo deixaram aberta. Uma fresta pequena, mas bem significante. Uma fresta que tende a se rachar até destruir toda a barreira com a ajuda de todos aqueles que "me querem de volta". 

 

Se não fosse por Carolyne e Katsuo, eu com certeza teria cometido suicídio naquele dia. 

 

Eu os agradeço e amaldiçoo. 

 

Agradeço por não terem desistido de mim. Amaldiçoo por me deixarem viva para sofrer tanto. 

 

O mundo não é justo, não acham?

Não é que eu não acredite
Mas sim que eu quero tentar resistir
Porque isso é tudo
Que eu posso fazer

Quero permanecer
Quero sonhar mais
Mesmo assim
Sei que está na hora de ir

É, essa a minha verdade
Essa é minha verdade
Ficarei coberto com ferimentos
Mas é o meu destino
É o meu destino
Mesmo assim, quero me esforçar e lutar

(Awake - Jin / BTS) 

 

 

Yuuki off

Kaname on 

 

 

Depois desse dia, Yuuki começou a me evitar. Eu mandava mensagens para ela, mas ela só visualizava e não me respondia. Quando finalmente encontrava ela, me ignorava. 

 

Eu odeio quando as pessoas me ignoram.

 

Mas não foi o sentimento de ódio que nutri por Yuuki. Foi o sentimento de tristeza que se após sou de mim. Não sei o porque mas me deixava extremamente para baixo o fato de Yuuki não querer minha presença ou até conversar comigo virtualmente. 

 

Já se faziam um mês e pouco que Yuuki não falava comigo. 

 

Essa tristeza me tomou tanto que até o pessoal do concelho percebeu isso. Sempre alguém de lá me perguntava se estava tudo bem comigo, mas nunca me perguntavam o que tinha acontecido porque isso seria muita "falta de respeito". Às vezes até faziam algumas piadas sem graça para tentar me alegrar quee funcionavam porque eu ria pelas piadas serem tão patéticas. 

 

Ichiou e Takuma (os mais preocupados nessa "relação" minha e de Yuuki) até me perguntaram se nós avíamos brigado para eu estar para baixo e, como sempre, eu tive que contar todo o ocorrido a eles até os mínimos detalhes senão não me deixariam em paz. 

 

Por conta do destino ou não, Yuuki estava no concelho e passou direto por nós. Pedi licença para Takuma e Ichiou e eles gritaram um "você consegue" juntos, mas eles nem sabiam o que eu iria fazer. Ri internamente. 
Corri até ela e segurei seu braço a impedindo de fugir. Já havia decidido conversar com ela e pedir desculpas se for necessário a um tempo atrás, mas nunca tive essa oportunidade pois a mesma sempre que possível me evitava. 

 

Pedi para Katsuo, que a acompanhava como sempre, a se retirar por um momento. Ele aceitou, indicou a sua localização onde esperaria a Yuuki quando terminássemos a conversa e fez uma reverência. 

 

A puxei/ arrastei até uma sala vazia e fechei a porta. A encarei, mas ela não me olhava. 

 

Kaname- temos que conversar, Yuuki.

 

 

 

 

 

(Continua?)

 



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