História Conceda-me - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook
Tags Demonios, Jihope, Jikook, Mhar, Short Fic
Exibições 105
Palavras 1.011
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Feito


 

Quando assim foi deixado, sozinho e inerte em suas decisões privadas, pôs-se a pensar sobre qual maneira havia o levado até aquele presente momento. Momento tão especial e marcante, e ainda assim presente, mesmo que Jeon Jeongguk houvesse saído porta afora com o som de seus elegantes sapatos.

Pôs-se a pensar nele mais uma vez. Jimin pôs-se a pensar, realmente. Por mais que parecesse irreal, não fora apenas um sonho tolo e carregado de ilusões. Aquilo foi real. O contato foi incrível e intenso, não simples ligações infames de sua mente perversa por vingança.

Assim que aquele homem perfeito deixou a Jimin e sua casa, o lugar pareceu ter se tornado vazio de um momento a outro. Como se ali, em todos os cômodos da casa, houvesse situado um frio horrível e a vida parecesse ter seguido os passos do que se fora. Como se nada mais fizesse sentido, por mais que tal sentimento fosse completamente estranho e errado.

Jimin sentiu-se só, de repente. Ele de fato estava, havia pensado, mas não naquele sentido. Não mais naquele irrelevante sentido, ele sentiu-se só por dentro e por fora. A solidão invadindo as quatro faces de sua alma como objetos cortantes e saturados, desfazendo-o por completo. Jimin sentia agora uma terrível angústia e amargura por ter sido deixado, mesmo que fosse uma tremenda besteira aquilo também.

Caminhou em passos rápidos até a primeira porta. Abriu e deixou-a aberta, correndo até a sala para, quem sabe, encontrar-se com ele e não deixá-lo ir tão cedo.

Queria lhe dizer algo, queria ao menos agradecer pelo o que Jeongguk havia feito para si. Tirou aquele peso de suas costas carregados por anos. O mesmo peso que costumava denominar de amor por Jung Hoseok. Não sabia como ele havia feito aquilo, mas estava agradecido.

Porém, o sorriso entortou em questão de segundos ao descobrir que não estava mais lá. Não havia nada mais que o escuro da manhã fria e o sentimento de vazio incorporado. Oh, céus, que falta de sorte infinita, Jeon Jeongguk já havia ido embora.

Fechou a porta e sentou-se no chão, relembrando as cenas da noite passada, dos momentos intensos e das sensações jamais sentidas em cima de sua cama. Das vezes em que gemeu tão sôfrego que achou, por um mísero segundo, haver encontrado uma bela maneira de morrer.

No entanto, com os pensamentos já distantes no passar do tempo, em meio aquele frio quase congelante, um sorriso surgiu confiante nos lábios do rapaz. As mãos pousaram na própria boca para esconder aquele sorriso, quão grande e inabalável fora o teu ânimo ao desvendar o que parecia agora ter sido uma charada.

Aquele homem perfeito que saíra a dez minutos atrás, coberto com o tecido mais fino e desconhecido, e os anéis reluzentes nos dedos... Ele deveria encontrá-lo novamente. Oh, sim.

Só agora e apenas agora havia entendido o que, de fato, aconteceu dentro de seu quarto e consigo mesmo. Jimin poderia ter o que ganhou mais uma vez, mas teria que cumprir com o que já fora combinado. Poderia tê-lo novamente e sentir o amontoado de boas sensações que ele lhe passara quando estava tão perto.

Lembrou-se das palavras do belo Jeongguk e repetiu-as em mente para confirmar o que já estava claro para si. Só teria que abrir a boca e repetir o que já foi dito. Deixar as palavras escaparem livres e, pela mesma maneira, o poder preso à todas elas. Porque palavras ditas eram lindas, não era o que ouvira de Jeon Jeongguk?

Repetiu-as, assim.

Jimin, ele as repetiu.

E, ao entardecer daquela noite, conquistou Jung Hoseok. Não soubera como fizera aquilo, mas foi tão fácil que chegou a lhe assustar. Encontrou-o por obra do destino, com ele passando por um caminho pelo qual jamais usou desde o primeiro dia em que o viu; aqueles teus bons amigos já não mais estavam ao teu lado como sempre fora, ele estava simplesmente só e com um sorriso nos lábios ao avistá-lo vindo na direção contrária.

Foi fácil conquistar Jung Hoseok.

Como foi fácil iniciar uma conversa civilizada e arrancar dele tantos sorrisos naquele tarde fria. Como foi fácil, Jimin se lembrava, de atrair Jung Hoseok para a sua própria casa e fazê-lo provar de seu corpo até o cair da mesma tarde. Como foi fácil repetir o que fez com Jeongguk na cama, era como se Jimin estivesse colocando na prática o que o professor havia lhe ensinado.

Assustou-se sim, ele estava com tudo em mãos de um momento a outro. Era para assustar-se, nunca havia conseguido a proeza de receber ao menos um cumprimento de Jung Hoseok, e agora... O que havia acabado de conseguir de maneira tão simples?

Jimin poderia tê-lo agora e para sempre se quisesse. Por mais estranho e inacreditável, seu antigo amor encontrou-se apaixonado por ele. Jurou amor eterno e pediu o perdão por todos os erros que houvera cometido.

Mas, Jimin sabia o que se passava no próprio coração. Nada daquilo aconteceria se a vingança não fosse o sentido principal de tudo.

Nada aconteceria.

E, sendo assim, Jung Hoseok terminou sozinho. Jogado à beirada do caminho de seu coração e deixado para sofrer pelo amor inusitado que ganhara dentro do peito.

Por fim, naquela mesma noite, Jeon Jungguk retornou.

Não pela porta a qual havia saído, nem mesmo pelas cinco janelas da casa. Voltou por onde, ao mesmo tempo, havia saído e entrado. Apareceu para Jimin quando tudo o que ele queria já estava em suas mãos, colocando primeiro a tua sombra para fora e depois as mãos que finalmente lhe dariam impulso para sair do móvel, tal como fizeram antes.

Jimin, com um sorriso no rosto e não mais sentindo o vazio ou tristeza lhe tomarem, avistou o seu novo amor através do espelho. O quarto pareceu quente, as sensações jogavam todo o seu interior para cima e ele estava ansioso por ter esperado aquele reencontro que mais lhe pareceu uma demora de séculos.

No entanto, Jeongguk não estava mais lá para satisfazer os desejos de sua carne.

Voltou para apenas buscá-lo.

 



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