História Conecte-me - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Aventura, Emma Swan, Ficção Cientifica, Once Upon A Time, Regina Mills, Romance, Swan Queen, Swanqueen
Exibições 24
Palavras 2.567
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Antes de qualquer coisa peço MIL desculpas pela demora na atualização!
Tempos difíceis que o bloqueio pega a gente e nada sai da cabeça!
... Prometo que o próximo capítulo virá rapidinho!

Boa leitura!!!

Capítulo 6 - Voando para Pauini


Emma conseguiu uma bela refeição com tudo o que mais gostava - um rodízio numa churrascaria modesta, mas com um tempero que a deixou farta e bem disposta. Ela não se pronunciou, deixou a loira fazer sua refeição carnívora em paz e, tão logo deixaram o restaurante, partiram em busca do aeroporto que o recepcionista do hotel havia dado o endereço. Swan estava com as forças recuperadas, já nem sentia a perna doer e, com a vigilância de Ela, não perdia os horários dos medicamentos.

- Depois que acertarmos o avião poderemos comprar roupas novas!

"E bom vê-la mais animada, Emma!"

- Claro! Estamos quase no fim dessa viagem, não é mesmo?! Logo estarei com você na base e voltaremos juntas para a casa!

"Veja, Swan, o portão do aeroporto é no fim da rua."

Emma caminhou mais rápido e dirigiu-se até a guarita onde pediu informações sobre como alugar um monomotor. O vigia pediu que aguardassem e saiu em busca de outra pessoa que não entenderam bem quem seria.

- Espero que dê certo!

"Vai dar certo! Tenha calma!"

Enquanto esperavam o vigia voltar, perceberam que a movimentação no aeroporto não era muito grande. Aquele silêncio perturbador deixava maios a certeza de que algo muito errado acontecera com o sistema de comunicações. Quando o homem retornou foi logo abrindo o portão e deixando que Emma entrasse.

- Siga até aquele hangar menor e procure por um homem chamado Nestor.

Swan agradeceu o vigia com um sorriso e avançou para a direção que ele apontara. À medida que avançava pelo espaço do aeroporto a certeza que não haviam vôos recorrentes para lugares maiores era maior.

- Mesmo que quisesse não conseguiria ir até algum lugar com mais recursos.

"Sim, não há movimentação de aviões maiores."

Quando parou no portão do hangar viu um monomotor com as portas abertas e ao seu lado um senhor lendo uma prancheta que levava nas mãos.

- É o senhor Nestor? - Emma aproximou-se com um sorriso amigável, mas cautelosa como só ela conseguia ser.

- Sim. - o homem olhou-a desconfiado, mas já sabia o que ela queria - É a moça que quer uma viagem até Pauini?

- Eu mesma. Emma Swan. - estendeu a mão para cumprimentá-lo. Foi retribuída com um meio sorriso, ele olhou-a por cima dos óculos e adiantou-se.

- Podemos sair agora mesmo se quiser.

Emma então explicou que precisava retornar ao hotel e o homem concordou que saíssem no fim da tarde. Ela acertou o valor da viagem e não questionou o abuso por ser alto demais e, em caso de desistência, ele ficaria com metade do montante. Não teria outra oportunidade de chegar ao seu destino de maneira segura e rápida. O homem era o dono do avião e estava ali esperando que alguém precisasse dos serviços, pois já fazia alguns dias que a torre de comando não dava sinais de qualquer funcionamento e, mesmo com o alerta das autoridades para que não levantasse vôo, ele dizia precisar do dinheiro e não poderia ficar parado no chão.

"Emma, não se esqueça de uma capa de chuva, por favor... Compre também um agasalho, pois o abrigo é úmido e pode esfriar muito à noite."

- Mas não vamos ficar muito tempo aí, não é?!

"Concentre-se primeiro em comprar o que precisa."

Swan obedeceu Ela. Foi parar numa loja de roupas e calçados. Ali encontrou o precisava - jeans, algumas camisetas, um tênis confortável e outra bota - sim, precisava de outra bota ou não conseguiria caminhar pela mata se fosse necessário. Não encontrou a capa de chuva, mas o agasalho que Ela tanto insistiu foi comprado - lembrou de sua jaqueta vermelha, não encontraria outra daquela, precisava buscá-la, mas talvez não quisesse retornar ao Brasil tão cedo. A atendente, com alguma dificuldade, conseguiu entender o que Emma procurava e quis saber o motivo que levara a loira até Lábrea - Swan contou que era arqueóloga e estava a trabalho, mas por causa dos problemas que enfrentavam durante aqueles dias ela não conseguia voltar para a casa.

- A última vez que conseguimos um sinal de televisão foi há três dias. - essa afirmação deixou Emma aflita.

- E o que sabem sobre o conflito na Europa?

- Tudo o que consegui ver foram as notícias de que o exército brasileiro enviará tropas para combater ao lado do Estados Unidos.

- Nada sobre a invasão da Bulgária ou da Grécia?!

- Senhora... - a moça sorriu desolada percebendo que Emma estava realmente fora de órbita - O Vaticano sofreu um atentado e o Papa foi assassinado... Logo depois houveram ataques à Budapeste, Viena, Praga, Munique e Milão. A última coisa que soubemos foi que as células adormecidas que eles tanto noticiam despertaram quase todas ao mesmo tempo.

- O quê?! - Emma arregalou os olhos, mas a moça continuou a relatar as últimas notícias sobre a guerra que ela só vira começar por tensões entre as fronteiras da Turquia e daqueles dois países que foram invadidos primeiro. Swan terminou a conversa ainda com assombro no rosto, pagou pelas compras e saiu dali observada por toda a loja, afinal era a única cliente que aparecera por lá em dias.

Segurava as sacolas desajeitada e observava ao seu redor. O que aconteceu durante todos esses dias em que esteve desaparecida no meio do mato? A moça da loja não soube explicar se seu país sofrera algum ataque e isso a deixou mais preocupada com os pais.

"Calma, Emma, não soubemos de ataque algum na América do Norte."

- Tem certeza?! - caminhava apressada e já nem se importava se as pessoas achavam estranho que ela estivesse falando sozinha.

"Concentre-se ou eu não poderei permanecer aqui. Calma, Emma. Lembra do que eu disse que não estava sozinha aqui? Pois bem, existe uma pessoa que pode monitorar a energia que se acumula nesses conflitos."

- Energia?! O que acontece? Vocês conseguem ver um mapa com ondas de calor?! Mas não temos energia para isso!

"Não falo sobre essa energia, Emma. Da mesma forma que me comunico com você, alguém pode sentir os conflitos há um grande distância, sua localização..."

- Ela! - gritou espantada - Eu quero acreditar que tudo o que você me diz é verdade, mas ao que parece é que vocês aí transformaram-se nos X-Men! - ouviu imediatamente a risada dobrada de Ela.

"Não, minha querida, não somos mutantes! E eu nem poderia, não sou ruiva como Jean Grey!"

Mesmo confusa com todas aquelas informações Emma continuou sua caminhada rapidamente para o hotel onde fecharia a conta para voltar ao aeroporto.

O rapaz da recepção resolveu tudo com agilidade e ainda ajudou a loira chamando um táxi e colocando sua mochila pesada no carro quando este chegou. Ela confirmou tudo que ela ouvira na loja e ainda alertou sobre os possíveis ataques à América do Sul, o Brasil não havia não sofrera nenhum ataque pelo o que ele sabia, mas Chile, Bolívia e Peru tinham sido atacados poucas horas antes da transmissão de Televisão falhar novamente. Swan pensou logo nas pessoas que conhecera em Lima, desejou que os danos e perdas não tivessem sido grandes. Sentia o coração palpitar no caminho para o aeroporto.

"Você mal despediu-se do rapaz, Emma!"

- Eu estou preocupada com tudo o que ouvi. Você não?!

"Eu já disse para ter calma que essas notícias podem estar adulteradas. Não há comunicação, Emma! Quem sabe de onde tiraram todas essas informações?"

- Eu não vou discutir com você, Ela! Está tão tranquila que parece nem estar no mesmo planeta que eu... - de repente Emma suspirou e parou observando o motorista do táxi que olhava pelo retrovisor prestando atenção no que ela dizia. Sozinha. Calou-se, mas seus pensamentos questionavam Ela.

"Não insista nisso, Emma! Eu não estou no espaço se é o que quer saber! Eu já lhe disse que nunca saí da Terra, o máximo foram cápsulas de teste no centro de pesquisa bem presa ao chão... Nem tanto, pois era simulação e a cápsula não tinha gravidade."

Emma pagou o táxi rapidamente e mal olhou para o motorista que continuava com o olhar assustado para ela. Correu até o vigia que a recebera mais cedo e ele já sabia que Nestor estava esperando por ela. Então, o homem já tinha deixado o monomotor pronto, era só Emma embarcar e partiriam para Pauini. Fez o pagamento adiantado, como ele mesmo exigira e, antes de levantarem vôo, Nestor foi até o escritório dentro do hangar e entregou o dinheiro para um rapaz que Emma pode ver pela janela da aeronave.

"Espero que esse avião seja rápido, não gostei desse Nestor."

- Ele também não me inspira confiança, mas dependemos dele.

"Fique atenta, querida. Eu também vou tentar apurar meus sentidos. Está vendo algum para-quedas?"

- Está aqui ao lado do banco, não se preocupe. - Emma deu uma olhada geral pelo avião e verificou portas, janelas, o próprio para-quedas, extintor de incêndio - Você entende de paineis de avião como entende de naves espaciais?

"Um pouco e já verifiquei esse. Não há problema algum nele, acho que podemos ficar mais despreocupadas."

O homem retornou e pediu que Emma colocasse o cinto de segurança. Ele ajeitou-se em sua poltrona.

- Espero que a senhora não se assuste, mas já sabe que não temos sinais de comunicação, então não poderei ter noção do que vem pela nossa frente!

- Como assim?!

- A senhora entendeu. Eu não tenho torre de comendo, rádio, coisa alguma para me comunicar. Se outra aeronave estiver transitando por aí corremos o risco de chocar com ela! - o estômago de Emma embrulhou todo com aquelas palavras, mas logo a voz de Ela veio serena como um sopro.

"Ele está querendo amedrontá-la. Ele não tem certeza, mas eu tenho, Swan. Não há nenhuma nave há quilômetros e quilômetros de distância de onde você está. Ele vai querer mais dinheiro por segurança."

E Ela estava certa.

- Preciso de um adicional caso isso aconteça.

- Se chegarmos a Pauini com segurança eu pago o adicional. - Swan sorriu ironicamente para Nestor.

- Como pode ter certeza que não vai acontecer nada?! - ele sorria, mas começava a brotar suor na sua testa. Ela riu na cabeça de Emma dizendo que ele começava a acreditar na própria incerteza.

- Eu tenho certeza. - Swan cruzou os braços e olhou para frente - Vamos logo! Eu quero chegar rápido e quando pousarmos eu pagarei por não termos chocado com nenhuma outra nave - olhou para ele e piscou sorrindo.

O homem arregalou os olhos e engoliu seco. Acreditava até aquele momento que Emma pagaria imediatamente ou desistiria da viagem deixando metade do pagamento antecipado. Acessou todos os botões possíveis do painel e logo o monomotor começou a funcionar. Ver a hélice começando a girar rápido no bico da aeronave deixou o coração de Emma palpitante e ela sorriu mais aliviada. Enfim, estava um pouco mais próxima de Ela e de casa.

"Percebeu que você pode conversar comigo sem pronunciar palavras? Onde estávamos não era necessário esse cuidado, não havia ninguém por perto e os macacos não se importavam do alto das árvores. Mas é preciso tomar cuidado quando tem alguém por perto. Esse homem é estranho e precisamos ficar bem atentas à ele. Parece que ele sabe o que está fazendo quando pilota, mas é bom não perdê-lo de vista, ele está nervoso por ter tentado intimidá-la e não ter conseguido mais dinheiro. Que homem idiota! Nem ele mesmo sabe se existe outro avião por aí! Como pode jogar assim com você?!... Eu tenho certeza absoluta que chegaremos até Pauini em segurança, meu amor... Eu gosto de chamá-la assim, Emma: meu amor!... Nos últimos dias você tem representado tantas coisas para mim que é difícil escolher um nome carinhoso para você, mas o meu preferido é, realmente, Indiana Jones!"

- Pare com isso! - exclamou Emma esquecendo-se que estava ao lado do piloto.

- O quê?! - o homem olhou rápido para ela e para frente novamente.

- Não foi nada!... Pensava alto.

- A senhora vem de que lugar dos Estados Unidos?

- Como tem certeza que sou de lá?

- Pelas roupas, dona. E seu jeito estranho de falar sozinha... Americanos são esquisitos! - ele começou a rir e continuou a falar - Um tempo atrás uns cientistas vieram parar em Lábrea e todos eles se vestiam como você a não ser uma morena bonita que usava terno e saia. Parecia que era a chefe deles, os outros eram homens novos e tinham umas moças também, mas nenhuma tão bonita quanto a morena.

"Eu sabia."

- O que disse? - Emma não entendeu o que Ela queria dizer com aquilo e Nestor achou que estava falando com ele.

- É... Essa morena era bonita demais! Na época eu trabalhava com transporte de barco e levei uma carga para esse pessoal até Pauini. A morena pagou bem pela viagem.

"Eu não reconheci esse homem, está mais gordo agora. Foi ele que levou o equipamento para Pauini de barco. Fez nosso transporte quando viemos para cá."

- Então, ele sabe onde é o bunker!

"Não, não sabe! Mude de assunto, Emma!"

- Eu não sei onde é esse negócio, dona, mas deixei aquele pessoal em Pauini com todas aquelas caixas. Pagaram bem e a morena ainda pagou a mais pelo meu silêncio!... - ele meneou a cabeça ponderando - Eu não deveria contar isso, mas a senhora vem do mesmo lugar e já passou tanto tempo que eles já devem ter ido embora!...

"Emma, mude de assunto, por favor!"

- É mesmo?! - Emma ignorou a voz de Ela e levaria aquela conversa até o final para saber os mistérios das pesquisas de Ela na Amazônia - E sabe se esse pessoal voltou para os Estados Unidos?!

- Isso eu não sei dizer, dona, mas eles levaram muita coisa pra dentro da floresta e devem ter demorado muito tempo por lá.

- Talvez ainda estejam aqui na Amazônia...

- Já faz tempo, mas quem vai saber, não é?! Esses cientistas são malucos! De vez em quando aparece um querendo viver com índios ou observar animais... A dona ainda não disse o que faz...

- Eu pesquiso árvores. - foi o melhor que Emma pode elaborar e isso arrancou uma risada tímida de Ela. Mentalmente Emma questionou o medo de Ela pela língua destravada do piloto e o que ela tanto queria esconder se logo chegaria até a base de pesquisa.

"Emma, por favor, tente entender que faz parte da ética de trabalho. O que você não conhece muito bem ou teria deixado as moedas do professor García no Peru!"

- Talvez o professor García esteja morto! - Swan disse alto aquela frase fora de propósito e Nestor olhou-a com assombro novamente.

- Quem morreu?

- Ninguém!... - ela desconversou - Quanto tempo até chegarmos?

- Meia hora, no máximo! - aquela hora o homem já estava mais confortável com sua passageira - Se quiser podemos voar mais baixo e vai ver uma aldeia de índios logo à frente.

- Não precisa. Eu só quero chegar a Pauini.

Continuaram o restante do vôo em silêncio. Ate mesmo Ela se calou. Emma pode apreciar a floresta de cima. Belíssima. Mas Swan bem sabia o quanto era penoso caminhar por entre aquele mar verde sob seus pés.

 


Notas Finais


Até o próximo!!! =D


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