História Conecte-me - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Aventura, Emma Swan, Ficção Cientifica, Once Upon A Time, Regina Mills, Romance, Swan Queen, Swanqueen
Exibições 29
Palavras 2.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção Científica, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ok, pessoal!
Mais um capítulo!
Eu optei por não colocar lembranças de Emma em capítulos que ela tenha que interagir com outros personagens ou isso ficaria mais confuso, portanto, esse ainda segue o formato do anterior.

Boa leitura!

Capítulo 7 - Sobre motores de linha


"Esse rio tem um percurso bastante sinuoso e curvas bem fechadas, isso faz nossa viagem demorar um pouco mais que o normal. Ele é a principal via de transporte de mercadorias e pessoas nessa região; o que vem de Manaus passa tudo por aqui. A nossa vantagem é que o trecho que vamos seguir é navegável ou teríamos que caminhar mais um pouco e não seria bom para você."

Ela ia relatando os aspectos do rio Purus à Emma enquanto o piloto fazia a manobra para pousar no pequeno aeroporto de Pauini. A cidade também era bem pequena, mas do alto já podia-se notar as embarcações à beira do rio.

— Chegamos, dona! - Nestor estava mais empolgado com o acréscimo que teria no pagamento do que em mostrar a vista da cidade para sua passageira. Emma não estava interessada em conversar com o homem, ficara irritada e ele insistia em querer travar um diálogo sem muito sentido com ela durante todo o caminho.

— Eu preciso saber se consigo uma embarcação fácil.

— Transporte fluvial é o que não falta em Pauini! A senhora vai ter que conseguir um lugar nos motores de linha!

— O que é isso?

— São barcos de transporte. Já viraram tradição nessa região. Mas, a senhora terá que ter mais um pouco de paciência, as instalações desses barcos não são nada confortáveis, geralmente as pessoas viajam em redes disputando espaço por todos os cantos da embarcação.

"Talvez consigamos um desses barcos que não navegue tão cheio, Emma. Não se precipite."

Ela sentia a irritação de Emma e o quanto ficava ansiosa com toda a narrativa do piloto. O avião estava pousando. Swan fechou os olhos por não gostar daquela sensação.

"Você tem medo de voar?! Como eu não percebi isso antes?"

— Isso não é da sua conta! - resmungou a loira.

— O que?! - Nestor percebia que a mulher ao seu lado tinha hábitos estranhos como aquele de falar coisas sem sentido e de uma hora para a outra, assim ele concentrou-se no pouso e nada mais disse.

Quando teve certeza de estar em terra firme e sentir o motor desacelerar, Emma abriu os olhos e olhou ao redor o que era o aeroporto de Pauini. Pequeno, não haviam aviões na pista paralela e os dois hangares estavam fechados. O lugar estava completamente deserto. Apanhou sua mochila e saltou da aeronave. Ainda observou com mais atenção todo o lugar - a torre vazia, veículos estacionados ao final da pista e apenas um homem no portão lateral. Nestor ajeitou as calças e espreguiçou-se bocejando. Coçou a nuca e foi se aproximando de Swan.

— Então, sem nenhum avião no caminho!... - com isso ele já partiria para a cobrança do que Emma havia prometido.

"Pague logo esse idiota e vamos sair daqui Emma. Esse lugar está me deixando nervosa."

Pegou a carteira dentro da mochila e retirou duas notas estendendo-as ao piloto. O homem apanhou aquele dinheiro e examinou sorrindo, olhou para a loira e sorriu.

— A senhora deve estar mesmo desesperada para chegar onde quer.

— Eu preciso ir para casa, nada mais. - Nestor guardou o dinheiro. Colocou as mãos na cintura e olhou para o portão de saída, Emma também olhava para lá - Bem, acho que preciso procurar por um... Como é mesmo o nome?

— Motor de linha. - a mulher começou a se afastar e ele ainda tentou mais uma intervenção - Obrigada, dona. - ela olhou para trás e lançou-lhe um meio sorriso adiantando-se a caminho da saída da pista.

"O que foi?! Também sentiu uma sensação de angústia?"

— Não sei bem o que é, Ela, mas estou com um pressentimento ruim. - dizia enquanto caminhava - Parece que vou passar um bom tempo nesse lugar.

"Não pense nisso, Emma, creio que estamos ansiosas pelo fim dessa viagem estar tão próximo. É só atravessar aquele portão e dirigir-se até o fim da rua, vire a direita e desça até à beira do rio."

— Minha perna está dormente por ter ficado muito tempo sentada. Preciso de água para tomar os comprimidos.

"Aguente firme. Depois que estiver no barco poderá descansar o quanto quiser."

Um carro aproximou-se. Emma olhou por cima do ombro e quis praguejar - era Nestor. Ele colocou o cotovelo debruçado na porta enquanto diminuía a velocidade, sorriu com o ar de cafajeste.

— Posso levá-la até o porto. Tenho um conhecido que tem um motor de linha. - Emma ainda caminhava sem olhar para ele, mas parou de repente e parecia estar bem nervosa.

— Ok, Nestor. E por que não me disse isso antes?

"Calma, Emma!"

— Eu não tenho certeza se ele está na cidade ou esta navegando! - ele retirou o sorriso imbecil do rosto e enrubesceu diante da loira com cara de poucos amigos. Emma olhou para o fim da rua para onde deveria seguir e fitou Nestor - Você está com aflita, dona, deixe eu ajudá-la.

"Nisso ele tem razão, meu amor, você está muito ansiosa!"

— Tudo bem, Nestor. - suspirou, contornou o carro e, antes de entrar, abaixou-se olhando para ele - Só espero que não tente arrancar mais dinheiro de mim!

"Emma!"

Swan entrou no carro e Nestor seguiu em frente sem dizer nada. Fez o percurso que Ela havia mencionado e quando dobrou à direita seguiu por uma avenida de asfalto gasto que corria por uma extensão grande da beira do rio. Movimento de pessoas de lá para cá com sacolas, mochilas, bolsas, caixas. Um vendedor de peixes a cada metro percorrido e animais soltos por entre o movimento de bicicletas, um caminhão impedindo a passagem. Enquanto esperavam que o veículo seguisse adiante pela rua, as pessoas atravessavam na frente do carro e Emma começava a chamar a atenção, olhavam para ela e cochichavam entre si.

"Alguém descobriu que Indiana Jones está na cidade!"

— Eu não vou fazer selfie e nem dar autógrafos! - Emma sorriu. Fazia um bom tempo que Ela não sentia aquela descontração na loira. Nestor não foi capaz de balbuciar nem uma palavra sequer, mas ainda achava as atitudes daquela mulher bem estranhas, apenas olhou-a pelo canto dos olhos e assim que o caminhão afastou-se seguiram pela rua.

Depois de mais dez minutos adiante, o carro estacionou. Os dois saltaram e Emma seguiu Nestor por entre as pessoas observando tudo o quanto podia. Pararam em frente a uma embarcação grande de madeira. podia-se notar que o espaço era grande, mas não tanto para acomodar todas as pessoas que estavam ali no cais, talvez, esperando para seguir viagem nele.

"Parece que você vai ter que disputar uma rede com toda essa gente!"

Emma não quis responder Ela. Começava a agitar-se pela demora do dono do barco aparecer. Nestor já havia pedido um garoto para chamá-lo. Enquanto isso, observava as pessoas ao seu redor e eram muitas com todas as suas bagagens e todos os seus animais de estimação ou não - cães, galinhas e até um pequeno porco.

Quando o dono do motor de linha apareceu, veio gingando sua grande barriga por entre aquelas pessoas e suando feito aquele porquinho. Nestor apertou sua mão e apresentou-lhe Emma que apenas fez um sinal com a cabeça e continuava com cara de poucos amigos. Ela ficou mais ansiosa por voltar a não compreender o que eles diziam, falavam rápido demais e seu português parco não conseguia acompanhá-los, porém, Ela fez as vezes de tradutora e tentou acalmar a loira.

"Nestor está dizendo que você quer seguir viagem, mas pediu que ele conseguisse um espaço reservado para você... Bom, o conceito dele está crescendo, não é?!... O dono do barco disse que vai tentar uma cabine vazia, mas não pode garantir..."

— Tenho dinheiro, eu pago! - Emma lançou aquela frase mágica tirando do grande homem à sua frente um brilho alucinado no olhar. A palavra dinheiro havia ligado seu bom senso, afinal. Ele sorriu para ela e virou-se para Nestor concordando com a cabeça, virou-se e fez sinal para que Emma o seguisse.

"Emma, ele teria arranjado um espaço para você sem que tivesse de pagar!"

— Era isso que ele queria quando disse que não garantia nada. Eu não quero ter nenhum tipo de problema durante essa viagem, Ela, estou cansada demais! - virou-se para Nestor e estendeu-lhe a mão - Enfim, acho que posso lhe agradecer pela indicação!

— Espero que consiga voltar logo para casa, dona. - ele apertou-lhe a mão e, quando ia saindo, tornou à ela com algo que estava aguçando sua curiosidade ao extremo - Eu posso perguntar com quem a senhora conversa tanto?!

A loira olhou para ele com os olhos arregalados, mas logo sorriu apontando com o indicador para a própria cabeça.

— Eu tenho alguém aqui dentro que sempre fala comigo, Nestor! Ela é linda e tenho vontade de abraçá-la às vezes, mas ainda não posso!

O homem franziu o cenho e deu um passo para trás observando Emma. Mais uma vez despediu-se dela desejando boa sorte e se foi por entre as pessoas.

"Eu não acredito que você fez isso!"

— Eu falei a verdade! Saciei a curiosidade dele! - Emma entrava na embarcação e caminhava para onde o dono estava indo. Ele parou em frente a uma porta de madeira com uma pequena escotilha redonda e abriu. Era uma pequena cabine. Tinha uma rede pendurada, duas caixas de madeira no chão e ao lado uma mesa e uma cadeira. Tudo muito velho e o cheiro de peixe não era tão forte quanto do lado de fora. Emma entregou o dinheiro para ele, entrou na cabine deixando ainda que o homem dissesse que serviam refeições durante toda a viagem e, pelo pagamento, ela poderia procurá-lo para fazê-las diretamente na cozinha. Quando ele se foi ela fechou a porta.

Deixou a mochila sobre uma das caixas e olhou ao redor com satisfação.

"Só me diga uma coisa... A parte do "ela é linda e tenho vontade de abraçá-la" também era verdade?!"

— Tudo, Ela. Cada palavra que eu disse para aquele homem era verdade. - suspirou. Foi até a porta e verificou se a mesma tinha tranca - Que bom! Não corro o risco de ser atacada à noite!

Na Amazônia as coisas são inusitadas, os olhares vislumbram grandes e inesquecíveis belezas naturais e é uma aventura única. Emma percebeu isso ao observar as pessoas, elas esqueciam um pouco o seu sofrimento e apreciavam com admiração as belas paisagens amazônicas, mesmo que algumas fizessem aquele mesmo trajeto sempre.

Nessas viagens ou aventuras, como Ela frisava, o sufoco é muito grande. Redes amontoadas, impossibilidade de poder trafegar dentro das embarcações, banheiros lotados e apertados, a refeição nem sempre agrada. Emma não precisaria passar por isso, uma vez que sua presença naquele barco era como uma passageira especial. Havia pagado por conforto e o homem que a recebera entendeu muito bem isso, afinal, a quantia que recebera era muito maior do que o pagamento de cinquenta passageiros comuns.

Mas os caboclos amazonenses são capazes de enfrentar aquela situação precária e chegar aos seus destinos. É a vida ribeirinha que caminha com o rio, sob o banzeiro das águas do caudaloso rio Purus. Aquela embarcação liga as duas cidades - Pauini e Boca do Acre, mas Emma ficaria um pouco antes do destino final - Ela garantiu que avisaria quando estivessem próximas. A viagem para Boca do Acre sobe o rio, portanto, demoraria cerca de 36 horas.

— Nem é tanto tempo assim, não é?!

"Não, meu amor. E você poderá contar mais sobre suas aventuras antes de nos encontrarmos, poderá descansar e dormir tranquila."

— Quero fazer uma coisa! - a loira foi até a mochila e apanhou uma caderneta e uma caneta - Vou anotar algumas coisas...

"Vai escrever sobre suas aventuras? Eu acho isso ótimo, ajudará a passar o tempo!"

Emma deixou aquelas coisas na rede e decidiu olhar o que havia nas caixas que estavam no chão. Abriu a primeira e encontrou alguns pedaços de tecidos enrolados e empacotados com plástico.

— Olhe só! - foi logo desembrulhando um deles e os outros que encontrou enfileirou-os no chão de modo que teria uma cama.

"E a rede?"

— Talvez eu tenha pesadelos e não gosto do ritmo desse barco, gostarei menos se estiver deitada nessa rede!

"Como pode ser tão cheia de manias, Emma?"

A parte negativa não está na viagem, mas na forma com que os passageiros são obrigados a embarcar e seguir para seu destino. Os porões vão abarrotados de mercadorias, sem contar com a quantidade de passageiros que ultrapassa o permitido. Barcos com a capacidade para pouco mais de vinte passageiros, os donos chegam a viajar com mais de sessenta, e todo esse peso faz com que algumas embarcações zarpem dos portos com menos de trinta centímetros de borda livre Em caso de acidentes não há colete salva-vidas para todos.

Emma decidiu sair e caminhar um pouco pelo barco, mas logo desistiu dado o acúmulo de pessoas e a confusão para acomodarem-se. Voltou para a sua cabine e deitou-se na cama que havia improvisado. O horário de saída é sempre por volta das 20 horas, na tentativa de driblar a vigilância da Marinha do Brasil e também com a justificativa de não oferecer a janta aos passageiros. Assim, quando a noite chegou, a loira nem percebeu quando o motor começou a funcionar e sua viagem começou definitivamente.

— Bom, acho que estamos partindo! - exclamou observando pela janela o brilho que a lua projetava no rio - Só espero que consiga dormir com esse barulho todo aí fora! - voltou para a cama e recostou-se na parede ainda observando a luz do luar pela janela.

"Durma, Emma. Quando acordar você sabe o que fazer... Conecte-me!"


Notas Finais


A partir do próximo capítulo Emma começa a relatar à Ela sua aventura desde Minas até chegar ao Mato Grosso, lugar onde a voz surgiu na sua cabeça!

Até o próximo! Bjusss


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