História Conexões - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Capitão América, Homem de Ferro (Iron Man), Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Natasha Romanoff, Pepper Potts, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers
Tags Natasha Romanoff, Romanogers, Sreve Rogers, Stasha, Tony Stark
Visualizações 57
Palavras 3.548
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Fala galera!!!!

então mais um capitulo todinho para vocês. Quero muito agradecer a todos que comentam, leem, favoritam, vcs tornam esse hobby muito prazeroso e me ajudam a divulgar.
Quero que todos se sintam bem vindos a leitura da fic. Lembro que: aceito critica, sugestão... esta tudo valendo, ah adoro teorias...

bem chega, né?
Uma boa leitura !!!

Capítulo 4 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Conexões - Capítulo 4 - Capítulo 4

 Do lado de fora do quarto do Matthew, a senhora Rogers esperava indecisa. Ela sabia que sua nora estava conversando com o filho, ou cuidando dele, quando se propôs a ir procura-lo. Na concepção dela essa proximidade da mãe com os filhos era importante, principalmente num momento como esse. A verdade é que a Senhora Rogers via seus netos também como filhos, principalmente porque eles moravam com ela, e por muitas vezes ela  se sentia responsável por cada sentimento que as  crianças tinham.  Ela precisava saber como ele estava, não era primeira vez que acontecia e dificilmente se arrancava informações  do menino.

 

Senhora Rogers,  Tony e o Senhor Rogers tinham decidido ocultar a Natasha o incidente anterior.  Da outra vez tudo parecia um acidente para quem via de fora, mas morando ali, Sarah sabia ser uma mentira.  O garoto tinha cortado o pulso com uma faca de cozinha, exatamente após uma discussão parecida onde o marido tinha perdido a razão e falado com todos as letras que era o Matthew  que deveria estar morto.  Tony preocupado acabou indo ajudar a lavar a louça  e o quando  encontrou já inconsciente no chão e sangue saindo sem a menor restrição. Matthew deu sorte até nesse incidente porque não teve sequelas nos movimentos da mão esquerda.  Senhora Rogers não queria preocupar sua nora, mas talvez fosse o caso de alertar que já não era a primeira vez.

 

Ela não conseguia ouvir bem o que eles falavam  e talvez não devesse, mas ela necessitava olhar o rosto do neto e ter certeza que ele estava bem. Senhora Rogers estava já pensando o que fazer para o almoço e tornar o ambiente menos pesado.  Joseph tinha ido para o trabalho como coordenador de um curso de uma das  principais universidades da cidade. Era um passatempo, pois ele não tinha disposição para ficar parado em casa. Assim o almoço seria apenas para eles três e o caçula.

 

— Com licença, — Senhora Rogers deu 2 batidas leves e abriu devagar  a porta do quarto do neto. O silêncio     foi imediato. Natasha apenas se virou na cama para olhar a sogra sempre sorridente e otimista. — Eu vim avisar que já estava em casa, caso fosse necessário algo e perguntar o que o Matt gostaria de comer.  Seremos apenas nós quatro.

 

— Pode escolher, vó. Qualquer  coisa que fizer estará divina e com sal como sempre. — Matt falou sem se mexer, dando um leve sorriso.

 

— Parece que alguém comeu comida de hospital e está com saudades do tempero da vó . — Senhora Rogers brincou , já se retirando do quarto, bem mais aliviada do que enquanto esperava por noticias ou tomava a decisão de entrar naquele quarto.— vou fazer batata rosti com arroz e estrogonofe .  Um dos favoritos do seu pai então.

 

—Obrigado , vó. — Matt falou levantando o corpo  para mudar de posição.

 

Senhora Rogers saiu do quarto deixando novamente mãe e filho sozinhos e mudos. Parecia que cada um tinha milhares de perguntas e sentimentos borbulhando corpo a fora e tentavam decifrar o próximo passo.   Natasha se aproximou um pouco mais da cabeceira da cama e esticou as pernas para onde estava sentada antes. Matt não se mexeu esperando o próximo passo. Natasha recostou a parte superior do corpo na cabeceira de madeira escura da cama e esticou a mão para fazer um pouco mais de carinho na cabeça do filho.

 

— Você nunca foi maluco , Matt. Os medicamentos eram para te manter mais calmo. Você estava em choque naquelas primeiras duas semanas.   Ninguém achou que você estava louco, só queríamos que você pudesse lidar com a perda da melhor forma possível.  Eu  lembro o quanto era difícil você dormir .

 

— Ainda é. Eu vejo ele colocar o colete em mim tentando me manter acima da água  e eu o empurrando, as ondas nos jogando  contra o barco. Ele morreu chateado comigo. Ele podia estar vivo se eu não tivesse jogado o meu colete longe e quando caímos ele  não teria tirado o dele. Era para ser um momento só nosso.

 

— Eu acredito que ele até pudesse estar chateado com você, mas assim que caíram na água ele já não se importava mais. Seu pai não guardava mágoa por besteira, se ele guardasse ele não teria feito  o que fez num mar revolto. Ele amava você, filho. Ele dizia que você seria grande, desde muito novo. E pelo que soube via Eliza, talvez ele esteja certo.

 

— O que a Eliza contou? Eu não tenho nada de especial como ela. Minhas notas são horrí...— Matt começou a tagarelar , mas Natasha o cortou.

 

— horríveis ?  Me poupe Matt. Se você  fosse ruim, não dava um jeito de passar na escola,  sem precisar de  prova final, todo ano e gabaritando o ultimo bimestre.  Seu avó é cego, quando falou aquele monte de bobagens ontem. O que não quer dizer que eu ache correto você fazer a mágica das notas todo ano. Sua irmã disse que  todas as provas você resolve em 10 , 15 minutos corretamente e depois escolhe a dedo onde mudar . Isso é verdade?

 

— Depende.  Se você me quiser num colégio normal é ótimo e verdade, se você me quiser num de superdotados não muito.  Eu não quero ficar longe dos meus irmãos , da vó e de você.

 

— Esta afirmando que você 1: erra de proposito ; 2: que calcula a nota antes da correção?  Filho, isso é sério você devia estar estudando com pessoas avançadas como seu pai e tio fizeram. Você esta desperdiçando potencial.

 

— Eu não estou desperdiçando.  Eu consigo prevê matematicamente as notas que os professores me darão.  Eu tenho total controle . — Matt falou se levantando da cama, o que assustou  a Natasha um pouco. — Sabe os livros do papai, que ficam na prateleira superior? Eu já respondi todos e esses daqui...— Matt empurrou a porta do armário  relevando 3 portas de livros de tudo quanto era tema  empilhados e catalogados. — esses eu resolvi, e comentei  só no último bimestre.

 

— Você o que? — Natasha falou incrédula.  — Matthew... Olha isso— Natasha falou apontando pro armário de livros .— Você tem potencial e o esconde. Você ontem estava prestes a negar ao mundo o seu valor.

 

— Você esta falando como o papai agora, por favor, pare.— Matthew respondeu chateado.— Eu sinto falta dele,  ele brigou comigo inúmeras vezes sobre isso. Vocês não entendem.

 

—Matt, — Natasha o chamou. — Sente-se aqui comigo. Eu quero entender , filho. Eu realmente quero. — Natasha se ajeitou melhor na cama e ainda relutante se deveria Matt se aproximou com calma, apenas sentando de costas para Natasha.  Vendo que o pedido não iria muito além disso, ela se aproximou por trás dele , como se fosse abraça-lo. — Me explica o que realmente quer que entendamos. Sem brigas.

 

—Eu não quero ir para uma escola como a do papai. Simples, não?

 

— Me de um bom motivo para isso. Eu realmente estou acreditando que seria o melhor. Você estudou tudo isso sozinho e não precisava.  Espera aquilo é um livro de física quântica ? — Natasha falou colocando a mão no ombro como se o abraçasse de lado, até travar em um livro perdido no meio de muitos outros.

 

— Eu só não  quero ficar longe da minha família, principalmente depois que perdemos o pai. Eu ficaria ainda mais sozinho lá do que aqui.  O papai e o tio Tony tinham um ao outro, eu aqui não tenho vocês, lá nem aLiz o Hay e a vó estariam além de vocês.

 

— eu entendo agora, entendo mesmo. Seu pai queria que colocássemos você num colégio na Europa. Ele nunca indicou o motivo real, mas ele insistia em visitar colégios pela cidades onde morávamos.  As vezes mostrava alguns para os seus irmãos também. Eu achava que era por conta do seu rendimento escolar e nunca concordei com ele em fazer essa distinção entre vocês, mas vejo que era necessário.

 

—Você não vai me mudar de colégio, ou vai?— Matt perguntou.

 

— Talvez seja o melhor, filho. Seu desempenho iria melhorar, você não ficaria entediado com as aulas, e ...  Bem , você estava sofrendo bullying na escola e ouvirá ainda mais depois do incidente de ontem. 

 

—Acho que não fará diferença essa ultima parte. Todos da cidade já sabem. Para onde eu vá , já vão saber. Até a história do papai esta no jornal.  Olha a noticia na internet " Culpa  pela morte do pai faz rapaz se jogar do farol"  " Assassino busca redenção com suicídio". Eles vasculharam tudo. 

 

— Ok, já chega. — Natasha falou se levantando da cama e ficando de frente para ele. — Você quis pular, você precisa se tratar emocionalmente. Isso precisa ficar bem claro, está para você? — Matthew assentiu mudo. Não   foi só o sentimento de culpa que te motivou. Você sabe que foi um acidente, mas você se magoa porque aca que poderia ter feito algo, que poderia ter mudado o final. Matt acredite, poderia não fazer nenhuma diferença e você se sentiria assim de qualquer maneira. Você foi o ultimo a vê-lo vivo, passou por um trauma.  A perda é diferente para você, como é diferente para mim. Ignore esses tabloides, eles não sabem de nada a não ser fofca de corredor. O que te fez pular foi o contexto conjunto a perda, foi o constrangimento, minha ausência, as notas ou qualquer outro motivo só diz respeito a mim e a você.  Se eles tivessem interessados na verdade, teriam vindo a mim, a sua avó, tio ou seu avô. Eles só pesquisaram seu nome no google.  — Natasha se jogou na cama depois do discurso.

 

— Mãe, alguma vez você já me culpou pelo que aconteceu a ele? — Matthew perguntou  se deitando  e recostando a cabeça no ombro da mãe.

 

— Infelizmente sim, filho —Natasha o puxou mais para perto, exatamente porque sabia que a reação  dele seria se afastar dela. — Eu sei que não devia, e te e me magoa pensar isso também, acredite.  Por esse motivo jamais externei . Se estou falando agora é porque não quero mais segredos e mal entendidos.  Chega de falta de comunicação. Acho que já foi o suficiente o que ocorreu ontem.— Natasha beijou o topo da cabeça  do filho e passava a mão no cabelo do mesmo. — Agora que tal você descansar. 

 

— Não estou cansado.

 

— Eu sei que não deve estar, mas seu corpo precisa. — Natasha tentou induzi-lo. Ela sentia ele quase adormecido, mas ele estava relutando por medo. — Filho, eu também tenho medo, pode descansar.  Você estará seguro.

 

—Você... Não entende tudo. Eu achei que morrer seria a solução mais fácil.  É agoniante viver com essa culpa, seja ela verdadeira ou não, eu a sinto como uma ferida sendo aberta na carne.  Eu sinto os olhares acusatórios, eu me sinto um nada para o vô. Ele me despreza.

 

— Ele te ama, garoto. Parece louco, mas ele ama você. Só que ele via o seu pai como uma extensão de sonhos dele. E, e por conta do acidente esses sonhos foram  travados. Seu pai obedecia ele , seu tio não. Não é nada com você em si,  é com ele mesmo.  Ele te culpa, para se redimir da culpa que ele sente também. Antes de viajarmos seu pai e ele tiveram uma briga horrorosa.  A despedida foi ríspida e seu avô não teve segunda chance de corrigir isso.

 

—Eu não sabia dessa briga. Você sabe sobre o que era?

 

— Você.  — Natasha  falou. — Não se culpe por isso também. Seu pai naquele dia estava nervoso com alguma coisa a mais, e não quis falar nada sobre o assunto. Depois disso lembro-me dele falar que iria leva-lo  para um passeio de veleiro. Seria apenas vocês e ele, pai e filho, como quando você e a Liz moravam conosco. — Natasha falou mexendo no cabelo do filho.—  Ele parecia mais calmo com aquele momento entre vocês,  e eu concordei.  Seja o que fosse seu pai deixou para resolver mais tarde e curtir  o passeio.

 

—Você parece não sentir falta dele quando fala, mãe — Matthew falou com a cabeça já sobre o peito da mãe.

 

—Eu sinto e muito, mas eu não consigo por para fora e todo dia quando chego do trabalho e ligo aquele tablet e falo com você eu sinto ele, eu vejo os olhos dele ali.  Triste, feliz, animado, orgulhoso. Eu vejo eles em vocês, principalmente em você.  Não só fisicamente , mas  nos gestos. O que você faz com as mãos quando esta impaciente é igual ao que ele fazia escondido nas reuniões da ONU, ou quando seu avó falava.

 

—Eu não sabia disso, na verdade, nunca percebi. — Matthew falou quase adormecido.

 

— Eu estive pensando aqui e se contratasse um professor particular dessas matérias que você gosta?  Você poderia para de se sabotar na escola e ao mesmo tempo ficava disfarçado  seu potencial, como você tanto quer. Eu escolheria, ele reportaria apenas a mim. Pode ser?

 

—Talvez— Matthew falou já praticamente entregue a Morfeu.

 

Natasha  esperou  o filho adormecer em seus braços, para  ajeita-lo corretamente na cama e assim deixa-lo descansar. Logo depois ela levantaria e ajudaria a sogra com a comida, mesa. Poderiam conversar como mãe e filha. Natasha sempre a admirou. Senhora Rogers até seus 60 anos era enfermeira assídua nos plantões , mesmo com a oposição do marido.  Seria uma conversa boa, Natasha pensava.  Pelo menos era isso que ela planejara antes de uma mão e voz suave chama-la insistentemente.

 

— Natasha. Querida. Natasha , hey preciso que me ajude. Eu estou com a comida no forno, mas pensei em  fazer um bolo.  — Senhora Rogers falava . Natasha abriu os olhos , que ela nem percebeu ter fechado, e estava tentando entender no que isso interfere nela esta dormindo ou não.

 

— oi— Natasha respondeu, coçando os olhos  com a mão livre, já que a outra estava sob o pescoço de Matthew.— O que eu posso ajudar? — Natasha  tentava se levantar sem acordar o filho.

 

— Falta só alguns ingredientes. Você pode ir no mercado comprar ? — Senhora Rogers abriu um sorriso doce, que convenceria qualquer um. Natasha concordou enquanto cobria o filho.  — Eu tenho uma listinha. — Senhora Rogers  pegou um bloquinho e começou a anotar. Com certeza tinha mais que os ingredientes.

 

Natasha apanhou um bloquinho com a longa lista, mas percebeu que daria para ela resolver na padaria da próxima quadra.  Sendo assim ela optou por ir caminhando mesmo. Não seriam sacolas pesadas e era realmente perto carro, ou bicicleta seriam um problema. Natasha saiu de casa, trancando a porta e a caminho  da padaria reparou um homem  de boné, óculos de grau e casaco que não era carteiro, mas a cada casa, parava, escrevia algo e deixava  um  papel na caixa de correio.  Ali Natasha pensou ser apenas , mas um rapaz fazendo o trabalho ingrato de divulgação de alguma empresa. Natasha apenas  atravessou a rua e seguiu seu caminho, não querendo se demorar para voltar.

 

Ao chegar na padaria ela pegou  um mini carrinho e foi empurrando pelos corredores.  As coisas ali sempre foram gostosas, era difícil não sair levando tudo. Ela abriu o bloquinho e começou a ler a lista. Ela precisava de foco ali.  Natasha foi até o balcão de frios e pediu a um dos atendentes o que ela precisava, foi quando ela avistou o mesmo rapaz de antes.  Ele parecia ter pedido um sanduiche e conversava animadamente com o gerente do lugar.  Natasha não podia ouvi-lo, mas o gerente pareceu interessado. Natasha  observou a bebida do rapaz.  Era um chocolate quente com pimenta dedo de moça. Poucas pessoas gostavam da combinação, e na vida dela ela só conhecia uma; Steve.

 

— Moça, moça.  O que você me pediu.  Moça , hey. — O rapaz do balcão  insistiu, já que se formava uma fila atrás dela.

 

—Obrigado.— Natasha finalmente saiu do transe apanhando o que ela pedia.  Natasha agora começava a perceber o motivo de não gostar de vir para casa.  Ela amava as crianças, mas sempre que saia na rua , ela via pessoas diferentes agindo, ou com manias  que ela só via no Steve. Aquilo a magoava. Fazia o peito doer novamente. 

 

Natasha  continuou pegando as coisas  e estava indo embora quando resolveu  falar com o gerente.  Ela não vira o rapaz pagar antes de sair e na cabeça dela isso era motivo suficiente para ela falar com o gerente. Eles se conheciam  a muito tempo. O gerente participara dos escoteiros na turma do cunhado. Sempre que tinha algum evento antes dela entrar para a diplomacia, Clint estava pela casa e se tornaram amigos.

 

—Olha só quem voltou. — O gerente cumprimentou . — Sinto muito por ontem , Romanoff.  — ele sorriu triste.

 

— Eu sinto também, Clint.  Como vão as coisas por aqui? — Natasha questionou não querendo ir de cara no assunto.

 

— Bem, vou ser pai novamente, um menino. Se tiver um tempinho, Laura irá adorar revê-la.

 

— Vou tentar. A situação em casa esta turbulenta como você já deve saber. Falando nisso, seu cliente te deu um calote.  — Ela comentou. — O cara com que falara a pouco e foi atendido pelo outro rapaz.

 

— Fala do Grant? Eu não cobro dele, não tenho coragem . Ele é gente boa, mora algumas quadras daqui com a irmã e o irmão. Naquele prédio de um apartamento, quarto e sala.—  Natasha ouvia atentamente e concordava. Ela sabia de qual prédio ele falava,  um prédio pobre.  —Ele está em busca de emprego, mas ainda assim dá aulas de reforço e desenho para quem possa interessar, tipo um projeto social perto do farol.  Você devia agradece-lo. ele quem salvou o Matt, ontem.

 

— Foi ele? — Natasha questionou. — Como sabe disso? Me disseram que foi um turista.

 

— Ele é novo na cidade e não estava com documento o policial cogitou prendê-lo com a suspeita de que ele quem tinha empurrado.  Dai ele pediu para que ligassem para cá, ele estava tentando falar com a irmã. — Clint apontou para uma funcionária, que servia os doces. — Aquela ali. — Grant é irmão adotivo dela, ele perdeu a memória. Situação difícil.  Ele é gente boa, mas  como não sabe o verdadeiro nome , não sabe de onde veio, quem é, se é formado ... está desempregado. As vezes, quando eu preciso, ele faz entrega, mas nada compromissado.

 

— História ruim.  Bem eu tenho que ir. — Natasha se despediu de Clint e foi ao caixa pagar as compras. Talvez mais tarde ela fosse dar uma volta na praia. 

 

 Natasha pegou as duas sacolas de compras e foi andando de volta para casa. A volta parecia ser ainda mais rápida, e Natasha não sabia porque o corpo dela acelerara.  Assim que chegou em casa ela , deu dos toques na porta e abaixou as compras sobre o assento da varanda e voltou para caixa de correio.

 

— Querida, não se preocupe o correio já passou. — Senhora Rogers falou apanhando as compras. Natasha ainda assim  foi até a caixa de correio e a abriu. Se o rapaz pusera algo em todas as caixas da rua, nessa não seria diferente. Natasha sorriu ao ver unicamente um panfleto promocional de pizzaria. Foi quando se lembrou que ele sempre escrevia algo antes e depositava na caixinha e assim que virou o verso ela viu

 

"Não preciso me drogar, para ser um gênio; Não preciso ser um gênio para ser humano; Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.  ( Chaplin)

 A quem possa interessar, ofereço aulas gratuitas de reforço em qualquer disciplina escolar ou universitária das 16h ás 19h no píer ao lado do farol diariamente e das 19:30 ás 21h, aula de desenho. 

Obrigado por sua atenção. Desfrute de uma excelente pizza, mas por favor não conte ao gerente.

Grant Maximoff,  Telefone : +x (xxx) xxxx xxxx"

 

— Natasha !— Senhora Rogers chamou sua atenção. —  Hayden chega em cinco minutos, o ônibus para na  esquina. Você pode apanhá-lo?— Natasha concordou, dobrou o panfleto e colocou no bolço da jaqueta enquanto ia para o ponto. 

 

O ônibus escolar  passará por ela e Natasha não queria que o filho esperasse.  Ela correu até o ponto chegando assim que a porta se abria. Primeiro desceu uma menina, cuja mãe olhou para Natasha com pena e depois o Hayden com uma carinha triste. Nem tendo percebido que fora a mãe a buscá-lo. O menino apenas deu a mão no automático e  foi caminhando puxando a mochila de carrinho do Homem aranha. Natasha pressentia o que tinha acontecido, mas não iria interferir. Não ali pelo menos , ela pensava.

 

— Sabe, sua avó está fazendo um bolo de brigadeiro para a sobremesa. — Hayden não respondeu.  — O que acha de irmos desenhar na praia hoje?

 

— Mãe, é verdade que o Matt fez o papai virar estrelinha? Eu não gosto do meu irmão então. Ele é mau. — Hayden falou chateado, começando a deixar algumas lagrimas caírem pela bochecha.

 

— Não.—Natasha parou com ele na calçada mesmo — Seu irmão não fez isso com o seu pai. Foi um acidente e o papai não foi encontrado. Por isso que eu falo para você sempre ter um adulto junto. O mar é perigoso, mesmo para pessoas experientes como o papai. Quem falou isso para você, não está falando a verdade. Seu irmão não é malvado, só quando acaba com o bolo de brigadeiro da vovó. Agora ,  para dentro mocinho. — Natasha deu duas batidinhas leves no bumbum de Hayden, que saiu correndo para a cozinha depois de tirar os sapatos.


Notas Finais


e ai? curtiram o momento mãe e filho?
gostam dos personagens originais? Porque se não gostassem do da Marvel, não leriam a fic. provavelmente.
Bem se puderem, deixa aqui embaixo seu review...

até lá.


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