História Confesse - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chen, D.O
Tags Chenhun, Jongdaefest, Sechen, Xiusoo
Visualizações 143
Palavras 2.555
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


então, consegui escrever algo para o fest, nas notas finais vai ter o link do twitter, ainda dá tempo de participar!

ps:vou arrumar essa capa depois

ps2: não betei

Capítulo 1 - 1


As vezes a vida tenta dar aquele momento “filme sessão da tarde”, porém muitas vezes, as pessoas não são tão burras quanto aqueles personagens. É, eu realmente não tenho paciência para esse tipo de filme, mas enfim...

 

O ponto o qual eu queria deixar claro é que algumas pessoas não conseguem disfarçar que estão apaixonadas. O que ocorre nesses filmes é que o rapazinho está a 901 anos apaixonado pela mocinha e ela não percebe e ele não conta. Esse lenga-lenga me irrita em demasia, afinal, pra que essa insegurança toda?

 

— Chennie... está me ouvindo?

— Desculpa Hun, estava pensando. O que disse?

— Ahm... eu queria saber se... sabe, hm... você está disponível tipo... pra gente sair e ir no cinema, tipo... a gente, sabe?

— Está me chamando pra sair?

— Isso, tipo... eu e você... cinema e...

— Seria um encontro ou...?

— NÃO! Tipo...

— Sim, Sehun. Eu entendi. Cinema, eu e você. Ok, vamos sim. Amanhã, pode ser?

— C-Claro.

 

É, ele é uma gracinha quando está tentando me chamar para sair, um bolinho mesmo, coisinha fofa que eu tinha a maior admiração. O que me estressa é que dou toda abertura do mundo pra ele confessar o que sente por mim, tento dar aquela empurradinha, mas sempre que sugiro algo, ele dá 78 passos pra trás, com medo de ser rejeitado.

 

As vezes minha paciência está num nível quase subterrâneo e eu tenho vontade de berrar: “OH SEHUN, TODO MUNDO SABE QUE VOCÊ TÁ AFIM, SE MEXE HOMEM!”, mas acabo não fazendo nada. Queria que partisse dele, e acreditem, eu tentei.

 

Descobri que o Sehun gostava de mim quando estávamos prestes a entrar na faculdade. Ele vinha com uns papinhos, mas ficava com vergonha e por ser extremamente tímido, desistia. Já peguei alguns cadernos dele escrito “Chen <3”, bem bestinha, bem fofinho e eu fui me apaixonando.

 

Sim, é completamente ridículo. Eu sou apaixonado num homem que é apaixonado por mim e não fazemos nada a respeito, mas entendam, eu já tentei de tudo! Já falei para os amigos dele tentarem convencer aquela mula que eu gostava dele, já cheguei bem pertinho enquanto assistíamos filmes, já “acidentalmente” esbarrei minha mão na dele e deixei lá e mesmo assim... nada.

 

PÔ SEHUN, EU ESTOU TÃO NA SUA.

 

Sempre que eu perco de vez as esperanças, ele tenta algo novo. Agora vocês dizem: “mas não era mais fácil você se confessar?”, sim, era sim, porém eu quero que venha dele. É totalmente idiota querer isso, mas ele é sempre tão meigo, tão cuidadoso. Eu só queria que ele tivesse a coragem de dizer algo.

 

Sehun é o tipo de amigo que esteve do meu lado pra tudo. Quando eu enchi a cara, ele não deixou ninguém se aproveitar. Quando eu estou doente, ele que não se importa de ficar comigo e cuidar de mim. Quando faço cagada, é ele que me faz perceber o que eu fiz e consertar tudo. Resumo: Oh Sehun é a minha vidinha.

 

— Chennie?

— Hm?

— Você não está me ouvindo de novo.

— Desculpa Hunnie, o que disse?

— Eu tenho um segredo para te contar. Na verdade, eu escondo isso faz tempo, mas acho que deveria te dizer e... sei lá.

— Desembucha.

— Amanhã. Depois do filme.

— Odeio quando você faz isso Hunnie. Conta logo, agora estou curioso.

— Amanhã, amanhã.

— Aish, vou te bater. Conta!

— Você me bater? Olha o seu tamanho! Tampinha.

 

E então começou. Nós dois que estávamos sentados no gramado da faculdade começamos a rolar feito dois idiotas. Eu tentando bater nele e ele me chamando de tampinha. E é claro, deus me ofereceu aquele momento de cinema. Sehun me prensou no chão ao segurar minhas mãos acima da cabeça. Nós dávamos risada e então ele olhou no fundo dos meus olhos e eu nos dele. De repente não tinha mais graça, um fitava a boca do outro e ele veio vindo bem devagar, então ouvimos lá de longe:

 

“Beija logo!”

 

E foi isso. Ele ficou com vergonha e se afastou, então pigarreou algo sobre estar atrasado, pegou sua bolsa e saiu correndo.

 

— Espera, Sehun! Amanhã que horas?

— Ás 14 no cinema do centro! – ele berrou de longe.

 

Apenas suspirei, mais uma vez que perdi nosso primeiro beijo. Logo depois vi meu bom amigo Kyungsoo vindo.

 

— Que cara é essa, Jongdae? Parece que está sem transar a 5 anos.

— Eu estou sem transar a muito tempo, mas o problema não é esse. É aquele jumento de dois metros de altura. De que adianta ser tão grande e tão burro?

— É, mas você ama aquele enorme idiota.

— Não é que eu amo... eu só... queria dar uns beijos, uns bons beijos e dormir com ele, depois acordar e ver aquele rostinho lindo. Depois passar a mão naquele cabelo lisinho que não aguenta mais ver tanta tinta.

— Ah claro, então você não ama, só quer namorar com ele, fazer um sexo bem gostoso, dormir e acordar com ele todo dia, mas relaxa, isso não significa que você o ama. Não, tá tranquilo.

 

Eu empurrei o Kyungsoo e suspirei, é... eu realmente queria beijar aquele serumaninho.

 

— Diz pra ele, Dae. Acaba com isso, transa loucamente, faz ele parar de pintar aquele cabelo. Namora com ele.

— Você acha que eu não quero?

— Acho! Quanto tempo vocês estão nisso?

— Uns bons anos. Enfim, ele disse que tem algo a me dizer amanhã. Vamos ao cinema.

 

Kyungsoo suspirou, tomou um longo gole do café que ele trouxe e se levantou.

 

— Então é o seguinte, Kim Jongdae. Amanhã você vai botar um fim nisso. Você quer que o Sehun confesse, certo? – apenas assenti e meu amigo continuou a falar – ótimo, eis o que você vai fazer: no cinema, finja que está com frio, use isso pra ficar bem perto. Encosta na mão dele “sem querer” e deixa ela lá, coloca sua cabeça no ombro dele e quando rolar uma cena de beijo, olha bem nos olhos dele.

— Kyungsoo, isso não vai dar certo.

— Vai. Vai dar sim. Tenta e você vai ver. Se der certo, você me arruma um encontro com aquele Minseok da sua sala, fechado?

— Fechado. Sua técnica é ridícula vinda de filmes adolescentes, mas vou tentar.

— Ótimo, mas faça corretamente que eu quero sair com aquele cara! E mais que isso: não aguento mais você e o Sehun cheio de mimimi.

 

Kyung não me deixou dizer mais nada, simplesmente saiu e eu fiquei ansioso para o dia que estava por vir. Ia tentar, não custa nada. Certo?

 

**

 

No dia seguinte, não existia ninguém mais ansioso do que eu na fila daquele cinema. Sehun vestia uma calça jeans preta, camiseta branca com uns desenhos e uma enorme jaqueta, a que eu mencionei várias vezes a ele que iria roubar, pois ficava imensa em mim e eu a amava. Eu fiz questão de “esquecer” o casaco para poder usar como desculpa.

 

— Dois ingressos para a próxima sessão – Sehun pediu.

— Não Hun, eu pago o meu.

— Eu que te chamei, eu pago!

 

Ele foi um amorzinho, me ofereceu pipoca mas a única coisa que eu queria na minha boca, era a boca dele, então rejeitei qualquer possibilidade de comida.

 

Nos sentamos num cantinho, já estava bem escuro e antes da sessão começar, esfreguei meus braços tentando demonstrar que estava ficando com frio.

 

— Está com frio, hyung?

— Esqueci minha blusa em casa...

— Eu tenho mais uma no carro, vou buscar.

— Não Hun! Eu me viro... não precisa sair não, o filme vai começar.

— Ok então...

 

E foi isso, ele nem pra me oferecer a blusa dele. Eu revirei os olhos e tentei o próximo passo. Fui me aproximando cada vez mais e assim que encostei a cabeça no ombro dele, Sehun me fez sentar direito.

 

— Nada disso hyung! Você sempre dorme quando estamos no escuro! Dessa vez vai assistir ao filme.

— Aish Sehun!!

 

Segunda tentativa de aproximação = Segunda falha do dia.

 

O que me restava? A paradinha das mãos. Casualmente encostei minha mão na dele e ao invés dele fingir que não viu, repousou seus braços em sua coxa.

 

Eu fiquei com um ódio que minha nossa senhora. Cruzei os braços e esperei o filme começar. Depois de uns 30 minutos, ia rolar uma cena de beijo. Eu agarrei na esperança daquele olhar dar certo. Fixei meus olhos no dele, mas o cara nem olhou pra mim, estava super focado no beijo. Não se incomodou nem por um segundo que eu o encarava.

 

Logo depois peguei meu celular e mandei mensagem pro Kyungsoo dizendo que ele era um idiota. Nada tinha funcionado. Fiquei de bico até o fim do filme. As luzes se acenderam e o Sehun se levantou. Ele estava tão alheio a tudo que parei para pensar, e se ele não gosta de mim? E se ele já desistiu? E se ele nunca gostou?

 

— Hyung, quer dormir em casa?

— Hm?

— Quer... ir pra casa? Está esfriando bastante...

— Ok, vamos.

— Você está bem? Não gostou do filme?

— Gostei sim, só estou com frio mesmo. Vamos logo.

— Quer minha blusa? Achei que seu frio tinha passado.

 

Eu semicerrei meus olhos e cruzei os braços.

 

— Não quero a blusa não, obrigado.

 

Entramos no carro e fomos em silêncio até sua casa. Logo me joguei no sofá e ele foi para o quarto, então voltou com um colchão e um cobertor para dividirmos.

 

— Hyung? Lembra que eu tinha um segredo pra te contar?

— Sim, o que era afinal?

— Eu gosto de uma pessoa. Você o conhece e tal...

— Ah é? – falei sem esperança alguma – quem é?

— Sabe o Kyungsoo? Então... gosto dele a um tempão.

— Ah que ótimo! Perfeito. Lindo, amei essa informação.

— O que foi hyung? Você não gosta do Soo?

— Adoro.

— E por que essa tromba do tamanho de um elefante?

— Nada.

 

Me deitei no colchão e virei de costas pra ele, logo puxando o cobertor fingindo estar com sono, mas não eram nem seis horas da tarde, então ouvi aquela risada gostosa.

 

— Tá rindo do que, seu palhaço.

— Você é engraçado quando está bravo, hyung.

— Não estou bravo.

 

Sehun se deitou atrás de mim, senti meu estomago dar um nó de tão nervoso que eu fiquei ao sentir ele passar seus braços para me abraçar.

 

— Jongdae-ah, eu... gosto de você. Só de você. O Kyung que pediu pra eu te assustar um pouquinho. Foi brincadeira, tá? Gosto de você a muito, muito tempo mesmo e resolvi que ia arriscar te perder.

— Como assim me perder? – me virei de frente a ele e Sehun continuou me abraçando.

— Eu gosto tanto de você hyung, que preferia não dizer só para não correr risco de perder sua amizade. Não ter você como namorado era ruim, mas o pensamento de não ter você de nenhum jeito era pior, muito pior.

— Você não ia me perder, Sehun. Deveria saber disso.

— Só fiquei sabendo disso ontem... o Kyung hyung disse que você gostava de mim também e ia tentar absurdos hoje para que acontecesse algo. Aí eu resolvi esperar para ver se você ia tentar algo, e você tentou...

— Você me deixou passando frio! E... e você me rejeitou.

 

Sehun deu risada, então se aproximou mais e finalmente, finalmente me beijou. A boca desenhadinha dele era macia, exatamente como eu imaginei que fosse. Passei meus dedos naquele cabelo laranja curtinho, ele me agarrou pela cintura, me fazendo sentir o contraste dos seus lábios doces com seus braços fortes.

 

— H-Hun...

— Hm?

 

Ele encostou sua testa na minha e fez carinho nas minhas costas. Ao ver ele se afastando e olhando nos meus olhos eu já sabia, tive que admitir.

 

— Hun, eu acho que... eu gosto de você.

— Você só acha?

— É... eu tenho certeza.

— Eu amo você, Chennie. Amo mesmo e vou amar por um bom tempo. Sabe o que eu quero fazer com você agora?

 

Eu sorri e agradeci a deus pela maravilhosa transa que viria a seguir, pensei nas posições que queria tentar, como seria ouvir os gemidos dele, e mais 1001 pensamentos desse tipo, então respondi:

 

— O que você quer fazer comigo, Sehun?

— Eu quero que você fique bem quietinho aí enquanto eu te abraço e te encho de beijo, pra compensar esse tempo perdido.

— AVE MARIA, OH SEHUN.

— O QUE É?

— EU PENSEI QUE VOCÊ IA DIZER QUE QUERIA ME COMER! OU QUE EU TE COMESSE.

— Jongdae! Demos nosso primeiro beijo hoje! Que vergonha que eu estou agora!

— Nossa Sehun, eu já te vi pelado. Qual é a sua?

— Aff, sai do meu cobertor. Ele é puro e não tem dessas coisas.

— Ah então você não gosta de transar não? Seu cobertor nunca viu você transando?

— NÃO VIU NÃO TÁ! Ainda mais que... ainda mais queeusouvirgem.

— Você o que?

— Eusouvirgem.

— Fala com a boca, não com o cu.

— EU SOU VIRGEM. VIRGEM! E te odeio.

 

Eu me materializei naquele meme da Nazaré Tedesco. Como aquele homem gostoso e tesudo era virgem? Eu realmente... não sabia.

 

— Hun... desculpa, eu não sabia. Vamos devagarinho, bem devagarinho. Não no sexo, quer dizer, pode ser no sexo também, depende como você gosta, mas o que eu quis dizer é que a gente não precisa ter pressa. Eu só achei que... mas já que você é... Se-Sehun, como que você é virgem?

— Então, quando a gente nunca transou, temos o costume de chamar a pessoa de virgem.

— Como estamos passivos-agressivos hoje. Tudo bem Hunnie, eu não preciso disso agora, estou feliz que estamos juntos. Eu te amo.

— Mesmo que eu seja virgem?

— Amo ainda mais que você é virgem. Um puta homão desse só meu, hmmm.

— Aish Jongdae, não precisa falar assim.

— Deixa isso pra lá, vamos ficar assim – abracei ele e o beijei mais um pouquinho, nunca iria enjoar daquela boquinha linda.

 

A verdade era que: Sehun não era inseguro porque tinha medo de me contar sobre seus sentimentos. Ele só não queria me perder.

 

Depois de saber mais sobre ele, pensei em todas as vezes que eu comentei sobre alguma transa, ou fiz alguma piadinha ou comentário sobre sexo e recordei dele rindo sem graça e apenas assentindo. Era vergonha, tadinho do meu bolinho de laranja.

 

No final das contas eu o enchia de beijos, fazia com que se sentisse seguro comigo e o irritava para parar de pintar o cabelo, senão ainda ficaria careca.

 

Kyungsoo, por sua vez, me torrou o saco até que eu arranjasse o Minseok para ele, e eu arranjei facilmente, mas inventei uma história sobre o Soo ser assexuado só para o Xiumin não falar sobre sexo. Isso durou uns três meses, depois fui ameaçado de morte por um Do Kyungsoo subindo pelas paredes, quase morrendo de vontade de me assassinar lentamente, afinal ele estava berrando com o namorado que não sentia tesão por ele, mas na verdade o Minseok o respeitava, e muito. Enfim, me vinguei pela prenda anterior.

 

Tudo ia bem, não rolava mais nenhum clichê americano, quer dizer, teve a história da minha primeira transa com o Sehun, mas isso fica pra depois. Três beijos na nádega direita de cada um e se confessem logo para o crush, vai que dá certo, demorou um século e meio pra mim e pro Hunnie, mas quem tem pressa come cru, que nem diz a minha avó. Agora vou parar esse breve relato e vou cuidar do meu namorado antes que ele pinte o cabelo de novo, só falta voltar a ser uma raspadinha cor de arco-íris de novo, adeus.


Notas Finais


esse final ficou meio cocozento, porém é possível que eu faça um capítulo com o lemon sechen? sim, é possível.
é possível que eu faça um capítulo falando de xiusoo? sim, também é possível, só depende se vocês estiverem afim de ler, só comentar aí se gostaria disso ou não.

twitter do jongdaefest: https://twitter.com/jongdaefest - ainda da tempo de participar, joguem no spirit a tag #jongdaefest e leiam as fics!


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