História Confia em mim - Capítulo 3


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Bissexual, Ciumes, Drama, Eren, Homossexual, Levi, Possessividade, Riren, Romance, Sexo, Shingeki No Kyojin, Yaoi
Exibições 131
Palavras 2.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Saudações terráquios ><

Mais um cap para vcs \o/ não ia postar hoje, queria postar só amanhã, mas quero mimar vcs heuheuheu '3' Levi fez merda de novo kkkk mas calma calma, ele ainda tem salvação... eu acho.

Então é isso, vamos as tretas e dramas MUHAHAHAHA
Boa leitura!!!

Capítulo 3 - Adeus


Fanfic / Fanfiction Confia em mim - Capítulo 3 - Adeus

 

Suspirei ao final de meia hora a guardar minhas coisas mais essenciais na minha velha mochila. Ela estava bem pesada, mas nada que não consiga levar até a casa do meu pai. Ele morava um pouco longe e eu teria que praticamente descer todo o morro para chegar, porém mesmo sendo longe, a descida ajudava-me a chegar lá em quinze minutos.

Fechei a mochila lotada de minhas roupas e outras poucas coisas simples. Eu tinha poucas roupas, e a prova era que todas elas cabiam naquela pequena e velha mochila da qual tanto gostava. Minha mãe comprou ela para mim, e eu a achava única somente por isso.

"Uma das poucas coisas que me lembra ela..." balancei a cabeça de leve, fechando os olhos querendo afastar aquele pensamento. 

Ouvi a porta de casa ser aberta e a voz dele ser ouvida, ele falava com alguém ainda do lado de fora pelo que percebi, e a raiva quase desaparecida voltou com força, tendo meus punhos cerrados com força e meus dedos ficarem praticamente brancos pela pressão. Respirei fundo, pegando minha mochila e meu celular em cima da mesa, preparando-me para a discussão inevitável que estava por vir, abri a porta do quarto e a fechei com força, descendo as escadas com pressa e ouvindo a porta da entrada ser fechada e assim que dei o primeiro passo na direção da porta, ele me olhou com curiosidade ao mesmo tempo que se mantinha indiferente, e então parei. "Dá para ser menos irritante, Levi?!"

- Onde vai? - perguntou, vindo em minha direção com calma.

- Não te interessa. - ajeitei a alça da mochila em meu ombro e parei de o olhar, voltando a andar, agora mais devagar. Quando já estava perto da porta, sua mão me empurrou pelo meu peito com força para trás, se pondo encostado na porta de braços cruzados, me olhando com exigência.

- Onde vai? - perguntou de novo, agora sério.

- Pra casa! - respondi impaciente, também cruzando os braços em desafio.

- Aqui é tua casa. - rebateu-me, ficando mais sério.

"Não! Não mais..." pensei, respirando fundo e fechando os olhos, logo o abrindo e olhando dentro de seus olhos. 

- Sai da frente, Levi. - pedi, também sério.

- Aqui é tua casa. - repetiu.

- Sai da frente, Levi. Por favor... - pedi de novo, apertando ainda mais meu punho.

Ele nada disse e nada fez, mantendo sua postura séria o tempo todo naquele silêncio incômodo que ficou entre nós. Suspirei, voltando a andar para mais perto da porta, mas ele não saiu de lá, não me olhou e muito menos disse nada.

- Por favor, pode sair da frente? - murmurei, olhando para baixo enquanto esperava ao seu lado alguma reação dele. Ele se afastou, pegando a chave com rapidez e trancando a porta, logo guardando a chave em seu bolso e saindo para a cozinha bem perto sobre meu olhar atento. - Levi. - o chamei - Abre a porta. -  Ele nada disse, retirando uma garrafa d'água da geladeira e colocando líquido no copo, sempre tão calmo em todo movimento que fazia, ignorando tudo o que eu dizia. Suspirei impaciente, indo em sua direção para pegar a chave a força dele, o que poderia não dar muito certo, pois ele, claro, era bem mais forte que eu. Num movimento rápido tentei alcançar seu bolso enquanto ele bebia sua água, mas ele foi mais rápido e se virou de frente para mim, segurando meu pulso com força - Lev...

- O que tem na cabeça, pirralho? - largou com rudeza meu pulso.

- Só quero sair.

- Por quê? - olhou-me impaciente.

- Não tenho motivo para permanecer aqui. - custou-me dizer isso o olhando nos olhos, por isso desviei o olhar.

Respirei fundo, percebendo que a discussão viria logo agora. Escorei-me na mesa atrás de mim, esperando a raiva dele fluir em palavras azedas especialmente para mim. Ele deu dois passos, o suficiente para ficar de frente para mim, sem expressão. Seus olhos me fitavam curiosos, confusos, se perguntando talvez o que eu tinha na cabeça. "Porra, não era a hora de colocar essa música, vizinha na sofrência" pensei, ouvindo o início da música do Belo. Se bem que de belo não tem nada.". A música era aquela, acho que se chama Direito de te amar. Droga, como assim? Parecia que minha vizinha sempre sabia quando eu estava com problemas com o Levi e ela sempre colocava uma música romântica ou triste para tocar bem na hora. 

Parei de o olhar, fitando um ponto aleatório logo atrás. Ele inspirou ar discretamente, levando a mão a testa e a acariciando sem paciência, de forma rápida. Voltou a olhar para mim.

- Repete. - não entendi se era uma ordem ou pedido, mas assim como ele "pediu", eu fiz.

- Não tenho motivo para permanecer aqui. - minha voz não saiu tão segura como queria. Ele se apoiou na mesa, seus braços de cada lado do meu corpo e seu rosto próximo ao meu que sentia sua respiração tal como ele a minha.

"Se afaste dele, não ceda perante a vontade de desistir ou socar ele." cerrei meus dentes, virando o rosto para o lado, o que para ele devia parecer que estava puto de raiva. "E eu estou!"

- Então eu sô nada? - perguntou, enfim.

- Não disse isso. - voltei a olhá-lo um pouco nervoso.

- Mas quis dizer. 

- N-não...!

Algo que sempre me esqueço e acabo fazendo merda. Desde que conheci Levi, uma coisa que passei a saber a muito tempo atrás é que ele odeia qualquer tipo de mentira, até das mais leves. Ele odeia mentiras! 

Gelei-me onde estava, vendo sua frieza no olhar e meu reflexo em suas íris azuis acinzentadas, meu semblante era de puro nervosismo. Sim, óbvio que ele percebeu que eu estava mentindo. "Seu idiota, sabe que não pode mentir para ele. Vou morrer!" engoli em seco quando ele simplesmente se afastou, sem retirar os olhos dos meus, ele somente retirou a chave do bolso sem dizer nada, colocou-a em cima da mesa de forma rude, porém sua feição indiferente bem próxima da minha quando ele se inclinou para colocar a chave na mesa, e ao se afastar devagar de postura defensiva e tensa, olhou-me indiferente, saindo dali em silêncio para o andar de cima.

- Levi. - o chamei um pouco alto, mas ele me ignorou, como esperado. - Volta aqui. - pedi.

"Qualé. Eu já tenho a chave, não preciso mais ir falar com ele." crispei os lábios, fechando os olhos com força e me deixando levar pelo impulso e subi as escadas atrás dele.

- Levi, me escuta. Eu nã... - assim que entrei no quarto, o vi vasculhar alguma coisa no guarda roupa com calma, só que eu o conheço. Estou falando do "poderoso" Rivaille, não?! Ele não estava nada calmo, pelo contrário, eu tinha certeza que queria "me matar" depois da mentira que deixei escapar sem querer. 

Dei alguns passos para mas perto dele, mas quando ele retirou sua G&P  tão querida de uma forma tão violenta e a jogou na cama sem cuidado, algo bem raro e talvez único, pois aquela era sua adorável companheira. Ele retirou sua mochila e a jogou também na cama, pegando algumas pequenas sacolinhas da qual nem precisava pensar muito para saber o que era, ele as guardava de qualquer jeito na mochila.

- Levi.

- Sai. - disse apenas, sem me olhar.

- Levi. - insisti, com a voz mais segura que antes - O que 'cê 'tá fazendo?

- Não vê? - ríspido, fechou a mochila.

- Tsc, pára com isso. - vociferei, andando rápido até alcançar seu braço e virá-lo para mim - Eu não quis dizer que você era nada.

- Não quis? - perguntou incrédulo, talvez pensando que ainda tinha a coragem de lhe mentir na cara - Vê se intende, garoto. No momento em que 'cê disse aquilo, foi o mermo de dizer que não sou nada pra ti.

- Isso já é demais.

- Tu acha que sou quem pra fazer drama, hã? - aproximou-se perigosamente.

- Não estou dizendo que está fazendo drama.

- Vai parar de mentir quando? 

- Que saco, Levi. - elevei a voz. "Calma, Eren. Não fala mais merda, caramba." - Eu quero dizer que não é pra tanto o que eu disse, 'tá legal. É que eu não aguento mais ficar aqui contigo e tua possessividade idiota. Eu tenho que dizer quantas vezes que eu te amo? - meus olhos ficaram um pouco úmidos e meus lábio prensados um no outro com a língua. Segurei as lágrimas de raiva e angustia que sentia. 

- Não é possessão, Eren. - tentou me fazer acreditar em si. 

Em vão.

- Não? - perguntei incrédulo com sua ignorância - Então colocar meus amigos e teus subordinados para me vigiar 24 horas por dia é o quê? 

- É pra te proteger.

- Me proteger? - elevei a voz -  'Tá zuando comigo?

- Claro que não! - falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo - 'Cê sabe bem que todos que são importantes para mim correm risco.

- Nenhum deles são vigiados além de mim, Levi.

- Porque 'cê é o mais importante para mim. Tu é meu namorado, meu companheiro. Moramos juntos, somos um casal. 

- Então explica o porquê de quase matar o Marco e odiar o Erwin perto de mim. - cruzei os braços, esperando a resposta.

- Simples! Esse Marco no é daqui, ele é membro de uma gangue rival, ele não pode simplesmente entrar e sair do morro quando quer, ele é uma ameaça  e ainda já tentou tirar tu de mim. - "Então foi por isso que agiram com tanta agressividade para cima dele naquela hora..." ele prosseguiu -  Inquanto aquele loiro sobrancelhudo já tentou e conseguiu te beijar muitas vezes quando estavam juntos.

- Primeiro, meu caro namorado. - disse debochando - Marco e eu ficamos sim, mas na época que eu e você não tínhamos nada um com o outro. Segundo, Erwin pode sim ter me beijado muitas vezes quando eu estava distraído, mas não me lembro de uma única vez em que o correspondi. 

- Sim, e o que 'cê esperava de mim?! Que batesse palmas para a pegação de 'cês num beco dias depois de tu transar comigo? E me diz, tu agiria diferente de mim caso a Petra ou qualquer outra me beijasse mesmo que eu não correspondesse? 

"Não me coloca contra a parede, seu idiota."

- Admito que errei ao corresponder o Marco, e que ficaria com raiva de ti caso soubesse que alguém anda te beijando na mínima oportunidade, mas não chegaria ao ponto de colocar pessoas a te vigiar.

- Eu não sou tu pra agir como 'agiria. 

- Então vai ser assim? - "Não acredito que esse filho da mãe vai persistir com essa ideia idiota." suspirei ao pensar - Hoje mesmo me disse que ia parar com isso.

- Mudei de ideia. - falou, totalmente seguro - Agora pega essas tuas coisas e desiste dessa ideia imbécile (imbecil). - sempre que ele estava puto, sem perceber acabava por falar alguma palavra em Francês, e o mais louco é que só eu percebo isso.

Rangi os dentes, cerrei os punhos em raiva que sentia dele. A sensação de saber que a pessoa da qual você mais ama não confiar em você é horrível. Respirei fundo, criando coragem para o que ia dizer para ele. "Não posso desistir, tenho que seguir em frente com ou sem ele."

- Não consigo imaginar um relacionamento sem que haja confiança por parte de ambos. Quando se ama também não é diferente, tem que ter a confiança no casal, mas sabe, nem sei o que há aqui. Eu te amo e você já me disse que sente o mesmo, só que ainda não confia em mim. Por quê? - senti a angustia voltar aos poucos - Eu confio em você, sei que não me trai, e o mesmo acontece comigo. Eu não te traio, Levi. - sorri frustrado - Nunca te dei motivos para desconfiar, e ainda assim não manda eles pararem de me seguir pra cima e pra baixo todo o dia. Me sinto sufocado! Desde que começamos esse relacionamento não sei mais o que significa um momento sozinho. - suspirei, ajeitando a alça da mochila no meu ombro - Eu te amo, muito. Acredito que nunca amarei a alguém como te amo... - desviei o olhar dele, fitando o chão, sentindo meus olhos arderem - Tu és único, por mais que não acredite em nada do que digo, o que nem me surpreende mais. - sorri sem ânimo algum, sentindo uma lágrima escapar, sendo seguida por mais uma - Eu te disse antes, sobre as duas opções. Ou os mandava me deixar em paz, ou... eu iria term...

- Não complete essa palavra... - murmurou baixo, não me olhando, porém se aproximou de mim lentamente, pegando a alça em meu ombro e retirando a mochila com calma, mas seus olhos se encontravam perturbados com a possibilidade deu seguir a diante. - Não quero te perder, pirralho. - me analisou num olhar diferente... estranho. Sua mão livre acariciou minha bochecha, limpando a discreta trilha da lágrima. - S'il vous plaît (por favor)... 

- Então vai parar com isso? - fiquei esperançoso, óbvio. Eu estava a um passo de fazê-lo concordar e finalmente me ver em paz.

Mas não...

Ele acariciou minha bochecha em movimentos lentos e circulares, seu polegar deslizou até meus lábios e seu olhar acompanhava seu dedo, para então dizer.

- Não...! - murmurou, parecendo receoso com qualquer reação que eu fosse a ter.

Engoli em seco, sentindo meus olhos ficaremos mais úmidos quando ele desviou o olhar, sem saber muito como agir. "Não há mais o que se discutir aqui..." suspirei com a voz falha, retirando a mão dele do meu rosto sem cuidado, pegando minha mochila dele e a colocando no ombro, me distanciando o mais rápido possível. Ele chamou-me e agarrou meu pulso, mas ao virar-me para ele, puxei meu braço para me livrar de sua mão e o olhei magoado a medida que não controlava as lágrimas grossas que banhavam meu rosto.

- Adeus, Levi. - abri a porta do quarto, indo até a entrada para, enfim, sair de casa.


Notas Finais


Serumaninhos não me matem please heuheuheu mas estava escrito nas estrelas, eu não podia mudar o destino hehehe mas mesmo com esse final e cap curto, ficou bom? Ruim? Falem o que acharam u..u


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