História Confia em mim - Capítulo 4


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Annie Leonhardt, Armin Arlert, Bertolt Hoover, Connie Springer, Eren Jaeger, Erwin Smith, Hange Zoë, Historia Reiss, Jean Kirschtein, Kenny Ackerman, Levi Ackerman "Rivaille", Marco Bott, Mikasa Ackerman, Petra Ral, Reiner Braun, Sasha Braus, Ymir
Tags Bissexual, Ciumes, Drama, Eren, Homossexual, Levi, Possessividade, Riren, Romance, Sexo, Shingeki No Kyojin, Yaoi
Exibições 169
Palavras 2.078
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Saudações terráquios <3 eu venho em paz ><
Eu estou postando cedo demais kkkkk acho que quero sim (e muito) mimá-los *3*
Para quem está com o saco cheio do Levi, se acalmem hehehe ele quer mudar *w* E sobre o Eren... nem digo nada *aquela carinha*


Boa leitura!!!

Capítulo 4 - Decisão


Fanfic / Fanfiction Confia em mim - Capítulo 4 - Decisão

As ruelas estavam bastante movimentadas, alguns bares abertos e muitas pessoas bebendo, crianças brincando e muito mais. Tudo ao meu redor estava bem, calmo. Menos eu... Céus, nunca pensei que terminar um namoro fosse tão perturbador assim. Não sei se é somente comigo ou com  todos, não sei se alguém entenderia o nervosismo e frustração que estou sentindo. Eu adoraria um calmante agora, porque não estou me sentindo bem. Minha respiração estava acelerada e meus olhos ardiam por conta das lágrimas, minha cabeça doía e me sentia um pouco zonzo, num trecho do caminho acabei pegando até o caminho errado. Havia entrado num beco que chegava mais rápido a casa do Erwin, e quando pensei em voltar e pegar o caminho certo para casa, desisti. Caso voltasse para a casa de meu pai, de certeza que Levi iria acabar indo lá e me deixando pior com  aquelas desculpas esfarrapadas para cima de mim e eu óbviamente não iria querer voltar mais para ele, sabia que iria ser tudo como antes, nada mudaria, com isso seria mais difícil esquecê-lo e acabaria ficando pior. Era melhor ficar num local que ele não desconfiaria.

Bati de leve na porta, pois sabia que meu amigo dormia cedo, e ainda era cedo demais, mas ainda não podia arriscar. Tentei limpar as lágrimas rápido para que ele não percebesse nada. Com alguns segundos depois, a porta abriu e enfim consegui o ver. Ele estava só de bermuda, e pelo visto uma bem folgada, enquanto isso seus gomos e musculos nos braços nada exagerados eram expostos. "Belos." pensei, me xingando em pensamentos em seguda por ficar um pouco corado pelo fato dele estás sem blusa. "Idiota, 'cê acabou de terminar o namoro e agora já tá vermelho por ver teu amigo sem blusa, credo, Eren."

- Eren? - sorriu satisfeito para mim, mas um pouco confuso - A que devo a honra de sua adorável visita a essa hora da noite, meu querido? - perguntou com seu típico tom divertido, me fazendo rir de leve e ele dando passagem para mim entrar.

- Eu quero te pedir um favor... - odeio perdir algo para alguém, e agora não era diferente, porém eu precisava de ajuda.

- Pode pedir. Estou aqui para tudo que precisar. - sorriu ao ver-me sentar no sofá, se sentando ao meu lado com o braço apoiado no estofado, próximo a minha nuca. 

Engoli em seco, pegando minha mochila e a colocando em minhas coxas e os braços sobre ela, mexendo minhas mãos uma na outra meio nervoso.

- E-eu... - suspirei - Eu preciso de um lugar para... ficar. - disse receoso, muito baixo para que ele ouvisse, mas eis que ele ainda assim entendeu o que eu disse.

- O que houve? - perguntou, parecendo preocupado, e quando fui tentar explicar para ele, o vi se levantar e dizer - Desculpa minha lerdeza. Queres algo? 

- Ah, n-não, obrigado.

- Que isso, 'cê ainda fica envergonhado quando vem aqui, mermo vindo muitas vezes.

- Mas já faz um tempão sem vim aqui. - expliquei-me. Eu quase vivia nessa casa com ele, éramos muito amigos, só não mais que eu e Armin. Eu parei de vir aqui porque o Levi não gostava e nem aceitava. "Que arrependimento."

- Verdade. - sorriu - Mas mermo assim ainda é de casa. - ignorou minha negação e foi até a cozinha fazer algo para nós, e eu o segui, deixando minha mochila no sofá. - Se quiser, pode continuar o que ia me dizer.

- Bem... - "Calma, Eren." - Eu preciso de um lugar para ficar e... sabe, pensei que podia ficar aqui uns dias.

- Se quiser, pode até morar aqui, não me importo. - olhou para mim por cima do ombro enquanto lavava suas mãos.

- Me pergunto como você me suporta. - ri breve, me sentando na cadeira da mesa pequena, mas bem arrumada.

- Simples, eu gosto de ti. 

- Erwin. - o repreendi.

- Certo, foi mal. - levantou seus braços um pouco, num sinal de rendição. - O Levi pode aparecer ai do nada com uma arma e me matar a qualquer momento.

- Ele não vai fazer isso... - minha expressão frustada e também séria não passou despercebido por ele.

- O que houve?

- Eu terminei com ele... - levei minhas mãos ao rosto, cobrindo minha boca enquanto olhava um ponto aleatório. Senti o olhar chocado dele sobre mim, sem acreditar no que ouviu.

- Credo, Eren. Não brinca. - falou receoso. - Se isso acontecer, todos morrem.

- Não é para tanto, mano.

- Claro que é, pô. - ele pegou um pano, secando as mãos virado para mim - Lembra daquela vez em que um garoto bateu na tua bunda, no dia seguinte lá 'tava ele com uma calibre apontada na cabeça do louco suicída. Agora imagina 'ceis terminado e um bando de louco na tua cola. - a cara dele era de pavor. 

- 'Cê também é um louco suicída só de me deixar ficar aqui. 

- Isso é diferente. - coçou a nuca meio errado - Não me entenda mal, mas porque veio aqui sendo que tem seu pai?

- Eu sei que aquele doido vai logo lá atrás de mim, já aqui ele nem vai desconfiar.

- Saquei. - riu leve - Mas tu já sabe, se eu aparecer morto por ai.

- Pára com isso. - ri descontraído, me levantando da cadeira - Vamos, vou te ajudar na janta.

 

                                                                      ----------

 

- Peut-être que je devrais frapper à la tête que stupide pour lui faire comprendre que je l'aime. (Talvez eu deva bater na cabeça daquele idiota para fazê-lo entender que eu amo ele.) - disse o homem impaciente durante a chamada com a amiga que o dava vários e vários sermões a alguns minutos.

- Será que dá pra parar com essa língua?! Credo, faz tempo que não estudo Francês.

- 'Cê nunca estudou, sua louca. 

- Não precisa me relembrar isso, pequeno. - surpirou do outro lado.

- Quando te mostrar o que tem entre minhas pernas, quero ver me chamar dessa merda de novo, sacô?

- Tá tá, foi mal. - riu daquele modo escandaloso da qual o amigo tanto odiava, mas pelo costume nem mais a repreendia. - Voltando ao assunto, e sem o Francês. O que o fez terminar contigo?

- O cu doce dele, só pode.

- Levi, por favor. Todos dessa joça sabemos que ele te ama. Ele não terminaria sem motivo. 

- Ele ficou puto pelo fato de ficarem de olho nele, mas isso é bobagem. Já faz anos com isso, ele devia nem se importar. 

- Qualé mermão. Vai dizer que não acredita na razão dele?

- Que razão, sua demente? Ele quer é ficar viçano com  os cara na rua. - jogou a mochila no sofá de qualquer jeito, de cabeça cheia de raiva, subiu para o quarto novamente.

- Desde quando o Eren fica de viçagem, Levi? Que eu saiba ele é do colégio praí, daí para o Armin as vezes e mais nada.

- Ele tava beijando o Erwin, Hanji. - vociferou.

- Correção, o Erwin deu um selinho nele.

- É essa porra mermo.

- Pô Levi, será que dá pra parar?! É sério, 'cê tá agindo feito idiota, cara. 

- Eu? Tá de sacanagem.

- 'Cê louco, tio. - houve uma breve pausa - No final de tudo, eu apoio ele.

- O quê? - praticamente gritou com a amiga - Tu fumou alguma merda? 

- Levi, não tente se fazer de inocente. Eu sempre fui a favor de qualquer decisão dele, e agora, com essa decisão, eu o apoio plenamente. - seu tom de voz era sério - Você o estava prendendo, ele não aguentava mais e nem eu ou qualquer amigo dele. Ele te fez escolher, e 'cê escolheu. Escolheu continuar com essa possessividade do caralho, escolheu perder ele. Levi, quem ama confia, e tu não dar uma porra de voto de confiança a ele. Se eu fosse ele tinha te deixado logo no início, mas não, eu não sou ele e ele te ama tanto ao ponto de ter permanecido contigo por tanto tempo, tantos anos. 

- Eu confio nele, não naqueles putos que dão em cima dele.

- Se tu confiasse iria deixar ele resolver isso sozinho, não dar ordens para que qualquer ser vivo que chegue perto dele seja socado até perder os sentidos.

- Não aumente os fatos, Hanji.

- Aumento sim, Levi. - ele nunca a viu falar daquele jeito com ele, e isso o afetava um pouco, visto que eram amigos a tanto tempo e a morena sempre teve muito respeito consigo, mas ali, agora, não media palavras e sermões para falar consigo - Se tu não aceitar que está errado e permanecer com esse caralho de desconfiança em cima dele, eu não vou te deixar se aproximar dele, muito menos vou negar ajudá-lo caso ele queira ficar com algum homem do morro que o trate melhor do que você.

- Como é que é? Você vai fazê-lo me trair? Quer morrer?

- Primeiro, caro Levi. 'Cê não tem coragem de encostar um dedo em mim, muito menos me matar. Segundo, sim. Eu vou ajudar ele caso ele queira te esquecer, pois tu não o valorizou o suficiente, e qualquer rapaz ou homem solteiro e até  casados dessa joça toda iriam querer um garoto como ele, que estuda, é simpático e belo, além de sincero e fiel, diferente esses putos e putas daqui que dão pra qualquer um e nem passaram da quarta série, Levi.

- Chega, Hanji. - pediu, se escorando no batente da janela enquanto acendia um cigarro e dava uma trajada longa, logo explusando aquela fumaça tóxica da qual a brisa da noite levava. - Certo, eu errei... um pouco.

- Um pouco?

- Tá... Muito!

- Isso, finalmente. E olha, espero que vá o procurar amanhã mesmo. 

- Óbvio que sim, não posso demorar senão...

- Levi. - o interrompei - Por favor, pára. 

- Tsc, tá.

- Pense bem, baixinho. Aquele pirralho lá te ama muito, senão ele não suportaria tua possessão por tantos anos assim. Ele recusou vários caras, a maioria eram mais gostosos que tu.

- Como assim? - elevou um pouco a voz, percebendo que algumas pessoas que estavam no exterior o olhavam confusos e curiosos. - Explica isso, caraolho.  - sua voz saiu num sussurro, porém bem áspera e grossa, quem a ouvisse senão a amiga ficaria intimidada.

- Beeem, digámos que ele já me disse muitas coisas. - riu do outro lado da linha, imaginando a cara de incredulidade e ciúmes que o amigo podia está sentindo. - Calma, ele nem deu bola para os caras.

- Mas quero saber quem são eles.

- Posso não citar nomes, mas... um cara de uma gangue rival já o conheceu no calçadão lá na praia e nossa, ele era bem bonitão pelo que o moreninho me disse.

- Ele disse o quê?

- Beeeem...

- Fala logo, sua demente.

- O cara roçou o amiguinho dele na bunda do Eren quando ele 'tava distraído brincando com o Armin na praia, ele acabou esbarrando no cara que deu em cima dele na água.

- 'Cê é louca? Porra, por que não me disse isso quando soube?

- Calma. Eu não terminei a história.

- Então desembucha. - mandou impaciente.

"Aquele pirralho tem o quê na cabeça? Merda? Diz até pra Hanji de um cara se roçando nele mas não para mim. Amar é o mesmo que ser fodido, puta merda Eren, pisa em mim que eu deixo." 

- Diz ele que o cara agarrou a cintura dele e ele sentiu o coisa lá do cara por cima da sunga e empurrou ele em seguida.

- Empurrou?

- Sim, xingou o cara que quase o comia com os olhos, dizendo me ele já tinha dono. 

Levi ficou um momento em silêncio, reproduzindo a cena em sua mente e sorrindo sem perceber. Era bem o típico de seu pirralho, e saber que ele veio perceber isso agora. Sim, sentia muitos ciúmes, era algo até doentio, mas iria acabar perdendo por completo seu garoto se não mudasse esse seu comportamento. Amava aquele moreno demais, mais que a si mesmo. Ele era tudo que tinha de mais importante na vida. Não! Definitivamente não ia deixar seu pirralho ir assim.

O amava demais para deixá-lo ir.


Notas Finais


Ainda terei que revisar o cap e concertar alguns erros ortográficos que não são propositais :3
Serumaninhos, estou postando cada cap com muito medo do spirit excluir minha fic pelos erros de ortografia (mesmo a maioria sendo proposital) já conheci muitas pessoas que tiveram suas fics apagadas por isso ><
Enfim, gostaram? Está ruim? Se quiserem fazer pedidos de acontecimentos na fic, podem fazer <3
Comentem o que acharam, até o próximo cap.

Ps: prometo que vou responder os comentários do cap anterior C:


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