História Confident - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Fifth Harmony, Hailee Steinfeld, Justin Bieber, Little Mix, Shawn Mendes
Personagens Ally Brooke, Ashton Irwin, Calum Hood, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Hailee Steinfeld, Jade Thirlwall, Jesy Nelson, Justin Bieber, Lauren Jauregui, Leigh-Anne Pinnock, Luke Hemmings, Michael Clifford, Normani Hamilton, Perrie Edwards, Shawn Mendes
Tags Automutilação, Camren, Drama, Jerrie, Muke, Norminah
Visualizações 150
Palavras 9.929
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Lemon, Romance e Novela, Sci-Fi, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hi Lovers
Capítulo com smut e como prometi bem grande :-)
Espero que gostem :-)

Camren is real ❤

Capítulo 23 - Chapter Twenty Three


Fanfic / Fanfiction Confident - Capítulo 23 - Chapter Twenty Three

Lauren Pov.

Os dedos da Camila subiam e desciam pelo meu corpo, assim como beijava cada canto da minha barriga, eu estava sem ar, com ela me fazendo tais coisas, não conseguia manter meu bom senso, meu coração batia como marteladas, tão forte e causava arrepio por todo meu corpo. Um prazer que nunca pensei sentir algum dia na minha vida, não com alguém como ela. 

Com delicadeza puxei Camila para que ficasse sobre meu corpo, precisava ter vseus lábios juntos aos meus, queria ter a segurança de que nosso nível estava avançando. Meu medo era de fazer tudo errado, como era de costume para mim, essa maldita insegurança. Mesmo que esteja cercada por pessoas incríveis, que tenha pessoas comigo, eu só consigo me ver sozinha. Não é uma opção, apenas minha realidade. 

Eu estava cansada de mim mesma, nem sei como a Camila sentia alguma por mim, afinal quem sou eu? 

Sei que estou estragando o momento que poderia ser perfeito pra mim e para ela, mas quando fecho meus olhos, lembro-me dos meninos da escola, me xingando de nomes sujos, enquanto, brincavam comigo, isso dói, tudo, a minha vida. As vezes me pergunto se era melhor eu ter morrido quando tive a chance, sabe, eu poderia ter pedido para que eles acabassem comigo de uma vez, para de verdade não ter ninguém, não sofrer. 

Camila abraçou minha cintura, enquanto beijava meu pescoço e mordiscava meu maxilar. 

Fechei os olhos, sentindo aquele sentimento dentro de mim, sair pelas minhas lágrimas, logo me vi fungando, que droga, porque não podia ter essa merda de crise em outro momento? 

— Desculpe! — Falei me afastando da Camila.

Ela fica de joelhos na cama, me encarando bem atenciosa, se não estivesse movida por aquela dor maldita, poderia elogiar o quanto Camila ficava linda com as mãos apoiadas sobre a coxa, com os lábios vermelhos e inchados, depois do nosso longo beijo, e a forma que seus cabelos caiam sobre seus seios, os cobrindo permitindo somente que parte de seu corpo nu ficasse amostra. Mas não fiz, apenas puxei o lençol da sua cama para me cobrir e levantei, sussurrando minhas mil desculpas por acabar com tudo.

— Pra onde vai? — Ela se levantou e se cobriu com um robe rosa que estava pendurado. 

Meu peito ardia tanto, eu não sei porquê aqueles garotos vieram me atormentar, justo no momento mais importante que teria, mas que agora foi estragado por mim mesma. 

— Lolo! — Camila fica na minha frente. 

Baixei a cabeça sem coragem de encara-la, a situação toda estava sendo constrangedora demais. 

— Amor... — Chamou-me e automaticamente a encarei. 

Seus pequenos olhinhos agora me olhavam perdido, enquanto seus lábios sorriam triste para mim. Eu sou uma cachorra por fazer ela ficar assim. Queria ser uma namorada melhor para Camila, mostrar pra ela que nosso namoro vai fluir muito, a cada segundo. Não importa as barreiras que venham existir, mas eu não havia nem enfrentado as minhas, como poderia enfrentar uma por nós duas? 

Está tudo tão confuso na minha mente, eu a amo, não quero perde-la, esse é o meu maior medo, contudo, Ah, nem sei. 

— Eu fiz alguma coisa de errado? — Perguntou me, se aproximando de mim.

Dei um passo para trás, Camila tombou a cabeça para o lado, sem entender bulhufas.

— Não fizeste nada anjo, o problema é comigo mesma.— Falei baixinho, quase não me ouvi — Estraguei tudo...

— Lolo, você não pode se culpar por tudo de ruim que acontece. Entendeu? — Camila passa os dedinhos nos próprios lábios — Nem toda a culpa do mundo é sua, meu amor, eu estou completamente apaixonada por você, estou começando a sentir coisas que nunca imaginei sentir por alguma garota um dia, estou gostando da experiência, pelo simples fato de ser com você. Fora que me ensina tanto, não só nas matérias, como na vida, o meu jeito de ser, pra ter uma ideia eu largaria tudo o que tenho hoje, se me dissesse que iria embora e me levaria. Faz coisas incríveis! — Ela umedece os lábios, colocando uma mecha dos cabelos atrás da orelha. 

— E-Eu não faria você estragar sua vida, para viver ao meu lado. — Comentei, estragando todo seu romantismo. 

Camila deu um passo a frente, permitindo que não houvesse um espaço entre nós.

— Lauren, você tem que entender, uma coisa muito importante quando se está amando alguém. — Meu pequeno anjo estava séria demais, continuei calada apenas aguardando suas próximas palavras — Quem deseja o amor, não deseja apenas uma pessoa concreta que a ame e que ela possa amar. Em última estância, está no desejo de amor o pressentimento de um amor eterno, que é mais do que amar e ser amado. É o desejo de ser amor. Que é amor participa da realidade do absoluto. 

Sorrir porque eu conhecia aquelas palavras, de onde elas vinham. 

— Citou um trecho do livro que te emprestei? — Deitei a cabeça para o lado.

Camila caminhou até a cômoda e puxou o livro “Seja Fiel Aos Seus Sonhos” do Anselmo Grün – o escritor alemão que me fez se apaixonar pela sua escrita, pelo simples fato de colocar no seu livro palavras que me fizeram refletir muito, agora eu havia passado para a Camila, estava orgulhosa por ela ter gostado a ponto de decorar um dos trechos dele. 

— No começo, quando estava lendo, não entendia, tive de retormar minha leitura várias vezes, confesso. — Riu, revirando seus olhos — Contudo, com o decorrer do tempo eu fui sentindo o que cada palavra ele falava, você me transmite isso e mais um pouco. Lolo! — Camila coloca o livro no lugar — Não estou com você por brincadeira, já fiz muita burrada na minha vida, perder ou machucar você seria um delas. — De vagar ela foi chegando perto de mim — Eu sei que se acha um fardo, que não aguenta mais esse sofrimento que está passando, mas saiba que estamos juntas nessa, você me ajuda e eu te ajudo. Somos uma pessoa agora, vamos dividir nossos problemas juntas, como um casal. 

Ela beija a ponta dos meus dedos, logo interlaça suas mãozinhas nas minhas.

— Eu amo você. — Fitou meus olhos apertando seus dedos contra os meus.

— Eu amo você. — Sorri tão encantada com suas palavras.

Está vendo Lauren, ouça mais sua namorada, pare de agir com esse orgulho bobo, se não acabará perdendo a Camila, é isso mesmo que você quer? Abrir mão desse relacionamento para ficar sozinha, quando se tem alguém que está disposta a fazer tudo por você? 

Aqueles velhos e sábios pensamentos me subiram a mente, ainda bem que eu ainda tinha a capacidade de pensar, porque senão acabaria com a única coisa boa que tinha na minha vida. Segurei Camila pela nuca, ouvindo sua pulsação alterar após meu movimento involuntário, suas pequenas e delicadas mãos agarraram meus braços e foram descendo até a minha cintura. Dessa vez eu quem reagi, tremendo por inteira. Olhei dentro dos seus olhos e me perdi por completa na sua íris castanha. 

— Linda! — Sorri, colando nossas testas. 

Camila ficou na ponta dos pés e juntou nossos lábios, me proporcionando uma sensação de êxtase, não usamos língua, ainda não, mas movimentávamos nossas bocas, em sincronia. Usei uma das minhas manias, quando mordi seus inferiores e os chupei em seguida. Camila gemeu baixinho, brincando com os dedos na minha cintura e os deslizando para o meu cóccix, seu toque foi avançando por toda a minha coluna, subindo por toda a medida que tinha, arfei contra seus lábios, queria poder dizer algo, mas Camila juntou nossos lábios novamente, dessa vez pedindo passagem com a língua, concedi sem protesto, o passeio dos seus dedinhos não pararam, agora, beliscando minha barriga de modo gostoso, intenso, eles não doíam estavam mais para o prazer do que outra coisa. Deixei que o lençol caísse da minha mão esquerda, pois só assim pude envolve-lo ao redor da sua cintura e puxar Camila para colar seu corpo no meu. Pelo menos tentaria consertar o que havia estragado antes, bloqueio meus pensamentos para não tornar a fazer aquilo de novo. Deixei apenas a imagem da Camila sobre a minha mente, tornando a permanente a todo custo – o bom é que não foi difícil, já que ela sempre estava facilitando tudo com seus toques. 

As mãozinhas da  Camila, subiam cada vez mais, até estarem sobre meus seios, com o polegar e o indicador, ela brincava com o bico do meu seio, que estava rígido demais. Os beijos dela foram trilhando para o meu pescoço, mordi meus lábios para não gemer como uma louca, de vagar eles foram para a minha clavícula, ela mordeu-a com delicadeza, indo lentamente até meus seios, Gemi seu nome baixinho, envolvendo a minha palma na sua bunda, impulsionei seu corpo para cima.

Permiti que a Camila interlaçasse suas pernas ao redor de mim, enquanto caminhava para de volta da sua cama, a mesma chupava meus seios com ferocidade e prazer. Fiz com que a sua perna roçasse nas laterais do meu corpo quando ela foi descendo lentamente, toquei no seu queixo afim de levantar seu rosto para poder encarar seus olhos, pois desfazia o nó do seu robe, pensava comigo que não poderia ser mais sortuda como era hoje, com a Camila fazendo parte da minha vida. Me aproximei do seu corpo e depositei um beijo calmo no seu ombro direito, chupando o também de várias formas para que ficasse um belo roxo como presente para o outro dia. Passei para o outro lado, fazendo o mesmo, segurava entre meus dedos seu robe, apertando o com força. Lambi da sua clavícula até o meio dos seus seios. Sentia-me preparada para estar com os dedos dentro da Camila.

— Gostosa. — Ouvi essa palavra suja, sair tão sensualmente dos lábios da Camila, que até me deixou sem jeito. 

Mas continuei com o que fazia, soltando minhas mãos para a frente te do seu corpo, deslizando os para a sua região intimida, Camila deu  um pulo fraco e grunhiu contra meus lábios. Sorri entre dentes e a deitei na cama, fico por cima do seu corpo, beijando sua pélvis até ficar de frente para sua vagina. Percebi o quão Camila estava agoniada, não tive dúvida quando segurei seu sexo molhado, que soltava um pouco do seu pré gozo, com o dedo médio massageie seu clitóris, indo para cima e para baixo.

— Oh meu... — Camila segura seus cabelos, jogando sua cabeça para trás, ouvir ela cantando já era uma dádiva para mim, agora, ouvi-lo gemendo, oh céus, tornou-se a melhor melodia que poderia ouvir. 

Beijei acima do seu sexo, ela tremeu, o que foi bom. 

— Olhe nos meus olhos amor. — Pedi fincando as minhas unhas nas suas cochas. 

Com dificuldade, Camila me fitou fazendo biquinho sexy, coloquei sua perna nos meus ombros, para que eu tivesse uma visão melhor da sua intimidade rosada. Umideci os lábios cheia de malícia e enterrei minha língua dentro dos lábios vaginais da Camila, rodando a diversas vezes. A pequena apertou seus seios, chamando meu nome num gemido, como eu desejava ouvir mais aquilo, a cada chamado seu, aprofundava mais minha língua dentro dela, Gemi durante as chupadas que dava.  Quando me desvencilhava do seu sexo, soltava aquele estalo alto, nossos olhos não desviavam nenhum segundo, foi tão lindo. 

Camila ainda me mata, por Deus.

Voltei a chupa-la, com mais vontade, seu sabor é tão doce, rodei a língua dentro dela, Camila rebolava estimulando seu prazer, enquanto eu procurava ir mais fundo, até onde minha língua via o limite. Meu coração estava acelerado demais, isso quer dizer algo bom?!

Massageie sua cintura, indo mais fundo, Camila gemia com o travesseiro na boca para não acordar ninguém. 

— Lolo, E-Eu vou....hum.... — Ela jogou o travesseiro no chão.

— Vai gozar amor? — A encarei, voltando a chupa-la com mais ferocidade.

Camz apenas assentiu rapidamente, enterrei minha língua dentro dela, podia sentir um pouco do seu gozo, com a ponta da mesma, enrolo-a com rapidez, Camila dobrou os joelhos e tremeu, pude sentir o líquido quente na minha boca. Não tinha gosto, mas não era ruim. Subi trilhando minhas mãos pelas curvas do seu corpo, encontrando seus lábios que tremiam lindamente. Caramba, olha que eu estaria perdendo se tivesse saído por aquela porta, isso é tão bom, tão intenso. 

Sentia-me nas alturas, ao mesmo tempo em chamas. Camila toca no meu queixo e deposita um beijo nos meus lábios, estava feroz mas uma delícia. Logo ela agarra meus ombros e impulsiona meu corpo para trás e acabo batendo as costas do outro lado do colchão, ela passa sua perna esquerda sobre a minha cintura e senta em cima de mim, de modo que nossos sexos se friccionassem. 

— Ooh! — Gemi contraindo as costas. 

Camila da um sorriso provocador e começa a rebolar, agarrando com força minha cintura, apertando seus dedinhos contra ela. Meu peito apertou como também queimou de diversas formas, era como se tivessem ateado fogo no meu interior, de modo que o ácido da minha bacia estomacal tivesse contribuindo para as chamas aumentarem e derreterem tudo que tem dentro de mim. Isso é bem positivo, para a nossa situação agora. 

Meu bom senso – se é que eu o tinha agora – fora se diluindo aos poucos, Camila não parava, também não queria que ela fizesse isso, porque estava sendo fodidamente gostoso ter nossos sexos sendo friccionados. 

— Puta que pariu... — Gemi envolvendo toda a minha palma na sua bunda e a pressionando contra meus longos dedos. 

Camila desceu os lábios para o meu joelho contraído e os chupou a cada movimento que fazia. Ela é uma delícia, me fazia perder o ar por qualquer coisa, o modo como jogava a cabeça para trás, quando nossas vaginas davam aquele pequeno choque, era, é, tão sexy. Meus dedos começaram a formigar, loucos para estarem dentro da Camila, mas eu procurei ser paciente, ainda não era o momento. 

Inclinei minha cintura para cima, rebolando junto com a Camz, que mordia meu joelho esquerdo com força, porra, não fode de vez comigo assim Camila. 

A proporção dos nossos movimentos, só fez com que meu pré gozo saísse, melando nossas vaginas, que trabalhavam em sincronia. Cada vez fincava minhas unhas na bunda da Camila, a tremedeira do meu corpo já avisava que meu ápice estava a um passo de chegar. 

— Ooh Lolo...hum.... — Camila tremeu o seu, ejaculando primeiro do que eu, seu rosto queimava de vergonha, que eu achei lindo. 

Movimentei um pouco mais sobre ela e me vi liberando meu líquido quente, provavelmente sujando o lençol da sua cama. 

— Me beija. — Falei com a voz estranhamente rouca e grossa, não igual a de um homem, mas bem excitada. 

Mordendo a bochecha, ela desliza seu corpo até que ele estivesse sobre o meu, podia estar um pouco escuro, mas a luz da lua, iluminando a face da Camila a deixava mais linda do que já era. Deixei a minha mão deslizar por toda a extensão da sua coluna, enquanto Camila escondia seu rosto no meu pescoço, depositando beijos por toda aquela área, suas pequenas mãozinhas segurava a minha nuca, enquanto a outra apertava minha cintura, conforme o ritmo dos seus lábios subiam para meu queixo e ela mordesse com força, suspirei, sentindo minha vagina latejar com mais prazer. 

Camila mordiscou o canto do meu maxilar, puxando a pele fina e soltando-a, para que seus lábios beijasse minhas pálpebras indo de encontro aos meus lábios entre abertos, esperando que os seus estivessem em sincronia com os meus. Soltei um suspiro de frustração com a sua enrolação, o que não impossibilitou da própria gargalhar baixinho e me beijar, nossas línguas rolavam dentro das nossas bocas, estavam batalhando e ao mesmo tempo procurando uma forma de deixar tudo aquilo mais intenso.

Interlacei nossas pernas, a cada segundo puxando a Camila para cima, sem que atrapalhar nosso momento de carinhos. Estava tão entregue a tudo agora, queria mais e mais, tudo com ela, Camila, Camila, Camila.

Meu cenho franziu quando ela passou a chupar meu pescoço, quase ao lado do meu maxilar travado, seus pequenos e lindos seios roçavam nos meus, foi tão excitante. Camila teve a imprudência de levar seus dedos em direção a meu clitóris e rodar com eles ali, caralho, Camila como você me faz uma coisa dessas? 

— Hum... — Mordi seu queixo e lentamente fui deixando minhas mãos ficarem mais relaxada, a ponto de pegar as suas e puxa-las para cima.

Ganhei um resmungo da Camila, que não gostou nada da minha atitude, apenas rosnei para ela e a virei de lado, lambendo sua nuca, pressionando sua bunda no meu sexo, colando bastante nossos corpos, posiciono meu indicador na sua região, movimentando-os de modo circulares. Camila não se conteve e gemeu um pouco mais alto do que o esperado. 

— Por favor...Lauren...gostosa enfia seus dedos em mim...hum.... não aguento mais essa agonia! — Contorcendo sua bunda, ela joga a cabeça para trás.

Mordisquei seu ombro como resposta, trazendo minha mão esquerda para poder envolver sua cintura e manter seu corpo colado do meu, meus dedos pararam de brincar e seguem caminho aonde ficava a sua região rosada. Senti seu corpo tremer contra o meu, foi mais do que um aviso para mim não prosseguir antes de lhe dizer algumas coisas. 

— Me diz se doer, eu paro, não importa o tamanho da porra de excitação que estarei sentindo. — Sussurro perto do seu ouvido, Camila gemeu meu nome, mas aquela não era a resposta que estava esperando ouvir. 

— Tudo...hum....só por favor, faça isso logo. — Implorou remexendo sua cintura.

Acabou por colar mais sua bunda na minha vagina que não parava de latejar, implorando para também ser fodida pelos dedinhos da Camila, mais ainda não era o momento. 

— É a sua primeira vez? — Lambi seu lóbulo.

— S-Sim...

Eu queria dizer para ela que também era casta, mas infelizmente minha realidade fora outra, bem dramática. Balancei a cabeça para poder desprender aqueles pensamentos que ameaçaram estragar tudo. De certa forma aquela seria a minha primeira vez, de verdade, envolvendo amor, carícias e sentimento. Sentimento....

Todavia, eu sabia que para a Camila, era bem, como posso dizer, de verdade, verdadeira. Faria ser uma das noites inesquecíveis, mágicas que toda garota virgem sonhava. Deitei seu corpo mais e fiquei por cima dele, divertindo-me ao ver seus olhos estarem desesperado por tal ato, fiquei de quatro, com a mão apoiada na sua cintura, enquanto a outra estava pronta para trabalhar dentro da Camila. Senti sua coxa encostando no meu sexo, pelo menos considerei o ato como forma de “prazer sexual”. Observei seus lindos caramelos e sorri.

— Você é linda, sedutora... — Levei meu indicador para dentro do seu clitóris, de vagar não o enfiando todo.

— Espera! — Camila pediu em desespero, podia sentir seu coração batendo rápido demais, suas pernas tremiam e os músculos do seu corpo estarem contraídos.

Ela estava nervosa, meu anjo estava me olhando perdida e com medo. 

— Amo o cheiro que seus cabelos exalam... — Enterrei meu rosto na sua nuca, aspirando o mais puro jasmin com morango saindo dos seus cabelos — Amo, a extensão que sua clavícula leva até a outra — Desci meus lábios para seus ombro, trilhando beijos molhados por toda a sua clavícula — Amo o seu queixo. — O beijei — Ooh anjo, como eu amo as laterais do seu rosto, são lindas e definem tudo. — Estendi meus lábios para lá — Amo seus lábios, porque porra, eles são tão rosados, carnudos do jeito deles, são meus, só meus. 

Dei um selinho demorado nela, sentindo a pressão da sua língua contra a minha logo em seguida, deixei que ela rolasse junto com a minha, de vagar, fui penetrando todo o meu dedo dentro da Camila, que gemeu entre meus lábios, ela estava prestes a desvencilhar ambos, mas eu foi aprofundando a batalha das nossas línguas. Penetro o dedo médio, da mesma forma, fazendo por o mesmo com o anelar. Dei me por satisfeita com os três dentro dela, os movimentei com calma, dentro e fora....fora e dentro....o quarto foi preenchido pelos estalos das nossas línguas juntas. Camila fincava as unhas nas minhas costas, descendo e subindo as mãos, a cada estocada que eu dava. 

Sua coxa roçou na minha vagina, porra, aquilo foi demais, quando me vi, estava me esfregando nela, sem perder o movimento com os dedos. 

— Quer que eu aumente amor? A velocidade? — Gemi contra seus ouvidos. 

Meu ar foi perdido durante a contração que fazia para poder sentir mais da coxa da Camila em contato com minha vagina. Agora ela mordia meu queixo, depois foi escondendo seu rosto nos meus cabelos, permitindo que seus lábios roçassem contra a cartilagem da minha orelha.

— Ooh aumente Lolo! — Gemeu e eu não posso negar, mas, fiquei arrepiada da cabeça aos pés. 

Meus dedos entraram e saíram de dentro da Camila, não pararia, ela mordia meus ombros, contraindo cada vez mais suas pernas, partindo que eu roçasse ainda mais na esquerda, estimulando meu prazer. Caralho, a Camila é tão apertada e quente, meus dedos estavam se lubrificando no contato com seu clitóris, indo para mais fundo dela. O mundo poderia acabar nesse exato momento, essas paredes ameaçarem a cair, mas nada me faria parar. Somente a Camila, se me pedisse. Porém sabia que estava fora de cogitação, já que a mesma me beijava com desespero e força, gemendo cada vez mais, implorando para que eu permitisse que meus dedos entrassem até o limite dela. 

Camila movimentou seu quadril, rebolando contra meus dedos, quando consegui chegar mais além dela, sua cintura travou e quase sai de seus lábios um gemido alto, mas eu o abafei com o meu beijo. Propositalmente, Camila mordia a ponta da minha língua sabendo que eu me perdia nos prazeres provocados pelos movimentos pra cima e para baixo na sua coxa esquerda. Suas mãos encontram a minha bunda, ela me ajuda com os movimentos, tornando-os vorazes assim como os meus dedos dentro dela. 

Fui ficando com a visão turva, mas não me permitir desmaiar, não poderia estragar o que estava bom, além do mais estava admirando sentir a Camila suar contra meu corpo e vice-versa. 

— Ooh....Lolo eu vou gozar! — Ficou as unhas na minha bunda.

Mordi seus ombros, enquanto aumentava meus movimentos pélvico contra sua coxa e com os dedos. Estava com uma porra boa de coordenação motora que nunca tinha pra nada, nem mesmo pra movimentar dos lápis em direção contrária ao mesmo tempo. Não demorou muito para que meus dedos fossem preenchidos pelo gozo quente da Camila. A mesma respirava ofegante assim como eu, contudo isso não impediu de voltarmos a nós beijar. Tirei meus dedos de dentro dela, descendo meus beijos pelo meio do seus peitos. 

— Lolo.... — Sua voz falha fez com que eu a encarasse. 

Suas pupilas estavam dilatadas, até demais, segui seu olhar que paravam sobre meus dedos cobertos por seu gozo e sangue. 

— Calma amor, isso é apenas porque sangrou quando meus dedos entraram em você. É normal já que foi sua primeira vez e eu rompi sua abertura. — Beijei seu nariz, vendo ela respirar um pouco mais calma. 

Camila estava com as bochechas vermelhas, seus dedinhos tocaram nos meus lábios, desenhando a linha dele, eles subiram para a altura da minha nuca e com uma pressão das suas mãos, ela pode puxar um pouco da pele do meu pescoço com a ponta dos dentes. Fechei os olhos, apreciando seu toque.

— Posso tentar com você? — Roçou seu nariz no meu pescoço, descendo sua outra mão para a minha intimidade que pulsava sem parar.

Puta que pariu, Camila, puta que pariu.

Seu toque fez meu corpo reagir, escapando dos meus lábios, um longo gemido, abafado e necessitado. A pontinha deles brincavam ali, mas para mim estava sendo uma puta de uma tortura. Minha vagina implorava para ser fodida pelos pequenos dedinhos da Camila, era vergonhoso que eu me entregava fácil, mas delicioso saber como ela poderia me proporcionar aquilo. 

— Ooh caramba Camz, Anjo, faça o que quiser, só não me torture....

Ela então gira nossos corpos, ficando sobre mim e sorrindo maliciosa, enquanto beijava a ponta dos meus seios, mordiscando o bico rígido, ao contrário de mim, Camila foi ágil, penetrando seus dedos, dentro de mim, um, dois, três, repetindo os movimentos para fora e dentro. Minhas pernas travaram assim como minha respiração se foi. Foi complexo sentir seus dedinhos brincando com meu clitóris, eu rebolando desesperada para ter eles mais a fundo. Puxei Camila pela nuca, beijando sua clavícula, essa porra linda, caralho, eu não queria xingar mais é impossível com os dedos da Camila dentro de mim. 

— Isso amor...hum....Ooh puta que pariu! — Gemi quase num sussurro, pois me lembrei que havia pessoas naquela casa, que tudo teria de ser na cautela. 

Impulsiono Camila um pouco mais para cima, tomando cuidado para não fazê-la para com os movimentos dentro de mim, seria frustrante demais. Meu corpo parecia estar entrando em uma guerra constante com os toques da Camila, não conseguia parar de contrair meus glúteos e movimentar os quadris em movimento circulares, meus lábios, porra, eles degustavam seus pequenos seios, sugando os para dentro com os chupões que eu dava, minhas mãos passeavam pela extensão da sua coluna, aproximando-se do seu cóccix e subiam para as laterais delas, voltando para sua bunda, da qual eu apertava com força. 

— Camz... — Meus músculos travaram, a respiração prendeu rapidamente, quando me vi gozando nos seus dedos, as pernas tremiam como se eu tivesse tomado um choque, mas foi uma sensação boa, estava em êxtase agora. 

Molhei os lábios e beijei a Camila, com tanto carinho, apertando seu corpo que cairá sobre o meu logo depois de eu ter ejaculado, nossas pernas ficaram interlaçadas enquanto eu sentia seus dedos brincando com meus cabelos, de modo que eles formassem cachos falhos quando ela os soltava. De vagar, puxei o lençol para nós cobrir, pois lá de fora, ouvia o barulho da chuva e o soprar dos ventos, que entravam pelas brechas da janela. Camila foi me fazendo um carinho na nuca, mantendo seus lábios beijando meu queixo. 

— Eu amo você, sua louca bipolar! — Comentou e eu rir, porque fora realmente motivado pela minha bipolaridade de não querer e ao mesmo tempo sim, de termos feito amor. 

— É melhor se comportar patricinha mimada. — Retruquei ganhando um beliscão seu por debaixo do lençol. — Eu também te amo, coisa! 

Camila enterra mais seu rosto entre meus cabelos, soltando um suspiro cansado.

— Obrigada por tornar tudo tão maravilhoso, obrigada por ser minha, obrigada por me fazer especial, por tornar minha primeira vez como eu sempre sonhei que seria, mágica. — Murmurou contra meu pescoço e depois disso, nós duas apagamos devido ao cansaço. 

 

(...)

 

“I see by myself, talking to the Moon .....Ooh, Ohh, Ooh....cause every night I Talk to the Moon” 

Apertei mais meus olhos, mas continuei com eles fechados. 

When I see your face, there's not a thing that I would change, Cause You're amazing, Just the Way You are, And when You Smile, the whole world stop and stares for While, cause girl you're amazing , Just the Way You Are.”

Senti dedinhos pequenos tocando na minha bochecha e uma voz de um anjo perto do meu ouvido. Sorri mesmo com os olhos fechados, porque além da música ser de um dos meus cantores favoritos, estava saindo dos lábios da pessoa que mais amo nesse mundo – depois da minha mãe, claro. Levei meus dedos até sua cintura, massageando aquele local, enquanto ouvia cantar para mim. 

— “Whoah, you stress me out, you kill me.You drag me down, you fuck me up. We're on the ground, we're screaming. II don't know how to make it stop. Ilove it, I hate it, and I can't take it. But keep on coming back to you.” — Camila beija meu nariz, tocando com as digitais na minha barriga nua. 

Abri os olhos lentamente, vendo seu rosto tão próximo do meu, ela sorria para mim.

— Então você não sabe como me faz parar na hora que eu faço amor com você, o que no caso foi ontem! — Apertei mais seu corpo contra o meu, vendo sua face ficar vermelha na mesma hora, parecia uma bebê, minha bebe. — Vem cá. — Juntei nossos lábios iniciando um beijo calmo, sentindo seu hálito de “acabei de acordar”, junto com o meu. 

Nos afastamos, Camila afundou seu rosto no meu peito. Ela simplesmente é encantadora. 

— Eu estava tentando ser a romântica e você tira sarro. — Beliscou minha cintura. 

— Me desculpa mas quando se usa as palavras “Você me fode” seguido de “Eu não sei fazer você parar” , soa mais como safadeza para minha mente poluída. — Comentei, seu rosto esquentar mais contra meu peito. 

— Mente ousada em plena cinco horas da manhã, que feio! — Camila rir baixinho, roçando nossas pernas. 

Não acreditava que ainda era de madrugada, estiquei meu rosto para ver a hora no seu despertador, nele marcava cinco e cinquenta, não me importei muito com o horário, estava feliz em poder acordar com a voz da Camz no meu ouvido, sentindo seu carinho sobre meu rosto e seu corpo quente abraçados com o meu. Gravaria aquele momento pra mim, assim como os próximos que viriam daqui para frente. Ah, como sou sortuda. 

— Se não fosse pelo simples fato de ter sido você me acordando a esse horário, eu iria virar para o lado e voltar a dormir. Então, como ainda temos um extenso tempo para namorar, eu fico bastante....excitada! — Rir baixinho, ficando por cima do seu corpo, arrancando uma risada gostosa dos lábios da Camila, apoiei minhas mãos no travesseiro debaixo do cabelo dela e comecei a distribuir mordidas em seus ombros.

— Aí Lauren, sua safada, vamos parar com isso!? — Ela coloca a mão na boca para não rir alto, enquanto seu corpo se contorcia por debaixo do meu. 

Segurei sua bunda e dei um tapa de leve, deixando meus lábios chuparem sua clavícula, eu não podia evitar o inevitável, Camila me provocou com sua música agora só estava retribuindo o fogo que ela acendeu dentro de mim. Em plena seis da manhã. 

— Amor...Lolo....Lauren Michelle Jauregui! — Ouvir as três formas que a Camila me chamava, arrepios meus pelos dos braços, dessa forma não pude evitar de encara-la com a sobrancelha arqueada. — Meus pais estão em casa, não podemos pular a cerca. — Ela me olhou séria e com repreensão.

Ficava linda da mesma forma.

— Não te disseram que o proibido é mais gostoso? — Arrumei uma posição que meus joelhos não doessem. 

— Da pra falar sério com você ou está difícil?! — Camila juntou os lábios e soltou o ar pelo nariz. 

— Mas eu estou, ontem fizemos amor, bem gostoso nessa cama, gememos, quem sabe eles não possam ter ouvido que estávamos nos preparando para brincar de montanha russa. — Franzi o cenho, dando um sorriso bobo para ela. 

Camila apenas rolou os olhos ainda séria. 

— Eu vou enfiar meu despertador na sua boca. — Me ameaçou, apertando o meu queixo.

Apenas rir, imaginando a cena, ela com o objetivo nas mãozinhas e eu desviando do seu caminho. Mordi os lábios e deixei que meu corpo caísse sobre o seu levemente, senti seu toque sobre minha nuca, seguido do seu rosto escondendo-se em meus cabelos bagunçados de modo de que diziam isso-foi-pós-sexo-Lauren e não uma-pós-masturbação. 

— Como se sentiu quando acordou e viu que já não é virgem? — Perguntei beijando sua testa. 

Ao contrário da Camila, que pareceu um camarão e baixou a cabeça envergonhada. Brinquei com seus cabelos e sussurrei para ela que estava linda daquele jeito tímido que nunca vi antes, é claro que Camila ruborizou ainda mais. Minha princesa. 

— Bem, quando abri meus olhos não acreditava que tudo que fizemos foi mesmo real. Mas eu me mexi um pouco vendo que estava dormindo sobre você, notando que estávamos nuas, então tudo me veio a mente. Comecei a ficar com vergonha, sabe? Mesmo que estivesse dormindo, parecia que eu sentia que estava me olhando, como está fazendo agora. — Camila cobre o rosto com a mão e eu apenas selo meus lábios na pontinha deles, retirando da minha visão e deixando seu rosto envergonhado como imagem, poderia vir milhões de pessoas na minha vida, mas nenhuma seria como a Camila, a verdade é que ninguém me interessava além dela — Tá, continuando, depois que me lembrei da nossa noite, sorri e me senti, alegre....hum... Viva ainda mais, não sei se esse é o termo certo, mas me senti mulher. 

Mordi minha bochecha, olhando encantada para o anjo na minha frente.

— Quer parar de me olhar assim? — Camila começa a me fazer um cafuné — Estou ficando com vergonha. — Deu um sorriso discreto.

Meu céus, ela está com vergonha, e eu aqui agindo como uma tarada perto da minha namorada, estava me sentindo uma capetinha perto de um anjinho. Acho que eu era mesmo, sou mente poluída de tanto andar com a Normani e a Ally, agora pra completar tem a Dinah e a Perrie, que são bem poluídas. 

— Quer ver eu tirar essa vergonha rapidinho? — Olhei para ela com malícia — Aí Camz! — Resmunguei após o tapa que ela me deu no braço. 

— Você cria vergonha na sua cara, daqui a pouco temos que ir para a aula. 

Rolei os olhos fazendo careta. 

— Doeu? — Ela fez biquinho, me olhando preocupada.

Estou derretendo por dentro, só pra constar aqui. 

— Tapa de amor não dói! — Sorri.

— Há, há, então porque disse aí? — Camila levou os dedos até minhas sobrancelhas, como se estivesse penteando-as. 

— Para que me perguntasse isso, depois eu te beijasse como farei agora. — Me abaixei para juntar nossos lábios.

Sinto suas pequenas mãos encontrarem no meu peito, logo me empurrarem para o outro lado da cama, Camila rir e levanta. 

— Ouch, qual é Camz, vai fazer essa maldade comigo mesmo? — Ergui as mãos para cima, me mostrando indignada. 

— Shiii, fale mais baixo. Eu vou tomar um banho porque estou um horror! — Ela caminha nua pelo quarto. 

Melhor cena, sério, a forma que seu corpo era moldado, aquela bunda, por céus, que bunda linda era essa que a Camila tinha. E olha, ela pertence a mim agora, já começaria a proibir as pessoas de falar dela, porque eu não vou gostar, sou ciumenta mesmo, ainda mais com o que me pertence. 

— E não vai me chamar pra ir com você, seria uma delícia não acha? — Fiquei de bruços na cama, apoiando meu queixo em minhas palmas. 

Camila se enrolou no roupão e virou-se para me encarar. 

— Tentador, mas eu sei que esse banho vai enrolar, ainda mais que você acordou bem agitada hoje não é mesmo? — Ela rir abrindo a porta branca com flores de pano da cor lilás grudadas nela. 

— Sério isso? — Fiz bico. 

— Sim, eu te amo, mas hoje não vai rolar banho juntas! — Ela fecha a porta. 

E eu fiquei ali, com cara de boba porque a minha namorada se negou a tomar um banho comigo. Pode isso? 

 

[....]

 

Nos arrumamos depois de um tempo, Camila saiu do banheiro e eu fui a próxima, juro que tentei levá-la comigo, mas ganhei alguns tapas e travesseiro no rosto, nem mesmo quando eu cantei que poderíamos ter uma conversa com os travesseiros depois de fazer amor Gostoso convenceu a Camila. Entrei no banheiro com frustração e deixei que ela fosse embora junto com a água que escorria para o ralo. Como tínhamos acordado cedo demais, tivemos tempo para namorar antes de descemos para tomar café com seus pais e a Sofia. Confesso que estava nervosa – embora já tenha falado com o Alejandro antes e ter trocado algumas palavras com a Sinu, no dia do jantar que eles fizeram.

Sei lá, eu sou bem cagona pras coisas, então aquilo só piorou minha tensão. Camila começou a tirar sarro disso, ela riu tanto que borrou a maquiagem que usava, para puni-la pelo que estava fazendo, tirei uma foto sua daquele jeito e ameacei postar se ela não parasse de graça e me desse um motivo para não fazer tal ato. Camila se aproximou de mim cheia de charme, Sussurrou palavras safadas no meu ouvido e beijou me daquele jeito bem quente. Eu juro que tentei me segurar mas não conseguia, Camila conseguia me domar com apenas um sorriso que dava. Apaguei a foto, ajudando-a, se maquiar novamente – nem sei como porque eu não sou muito apegada a essa coisa muito menos me borrocar com sombras e coisa e tal. 

Minha mãe me chama de “Maria Macho” porque eu não gosto de usar brincos, ou andar com maquiagem, nem mesmo de sandália eu saio. Assim, porque eu realmente não gosto, se me colocassem um tênis e sandália, eu escolho o tênis, pelo simples fato de ter o pé do Sherk e meu dedão ser uma coisa deplorável. E o que é melhor do que um tênis para esconde-los? 

Depois de meia hora ouvindo Camila choramingar para que eu deixasse ela passar algo no meu rosto, enquanto eu negava de pés juntos, permiti que ela fizesse, mesmo sabendo que a minha cara continuaria feia, mas okay, o que não fazemos para satisfazer os desejos das nossas namoradas ou namorados? Isso depende da pessoa....

Acabou que ela passou base, um delineador e lápis de contorno, fazendo o famoso olho de gato e passando outro lápis no inferior dos meus olhos, chorei que nem uma condenada e ganhei alguns olhares bravos da Camila e a ouvindo reclamar que teria de fazer tudo de novo. Na minha boca, ela passou um barom nude mate. Nesse momento de beleza todo, Camila ainda passou chapinha no meu cabelo, eu não reclamei porque sempre lhe roubava uns beijos e segurava sua cintura, encostando minha perna na sua, de forma que elas se encaixam.

Quando fui passar a chapinha nela, foi divertido porque queimei seu couro cabeludo, sempre ouvindo a Camila bufar dizendo “Isso é minha cabeça Lauren, tenha piedade que eu tô sofrendo!”, mas no final ela até que ficou linda. A verdade é que a Camila fica linda de qualquer forma. 

Depois de um amaços no seu quarto, descemos para o café, já vendo a pequena Sofia comendo Waffles preparados pela Rosa e tomando um achocolatado quentinho. 

— Lauren! — Ela largou tudo na mesa e veio me abraçar. 

Sorri, envolvendo meu braço ao redor da pequena e a apertando contra mim, inalando aquele cheiro de cereja vindo dela. 

— Bom dia pequena! — Depositei um beijo na sua boceja, me afastando do seu corpinho, ela vestia um uniforme azul bebê com uns detalhes cinzas nas laterais e na mangas, por cima ela usava um Suéter rosa bem claro, que cobria suas mãozinhas. Uma verdadeira fofa. 

— Fiquei te esperando ontem....mas você demorou a chegar, queria poder ter te dado boa noite! — Ela arrumou as tranças que caiam nas laterais do seu rosto, enquanto o resto do seu cabelo estava jogado nas costas. 

— Ouve um problema no meu trabalho flor, mas tudo bem, agora pode me dizer bom Dia! — Sorri e ela fez o mesmo. 

— Bom dia! — Ela piscou para mim. 

— Oi Sofia, esqueceu que tem uma irmã? — Camila tossia, para chamar atenção. 

Eu e Sofia, demos uma risada baixa. 

— Sra. Ciumenta em ação! — Comentei arrancando uma risada mais alta da pequena. 

— Não reclama quando eu enfiar mesmo aquele despertador na sua boca Lauren. — Camila me advertiu, ergui as mãos para cima. 

Dando espaço para que Sofia corresse até a irmã e lhe beijasse, dizendo que a Camila é muito linda e que a Ama, isso fez a mesma me encarar como se dissesse “Ela me ama trouxa, há, há, quem está com cara de taxo agora?”, apenas rolei os olhos e nos sentamos ao redor da mesa, Camila ficou ao meu lado claro e a Sofia puxou seu prato para ficar do meu outro lado, estava cercada por duas anjinhas incríveis, que passei a amar profundamente. 

Rosa nos preparou um capuccino delicioso, com chantily de baunilha por cima, depois nós trouxe uma torta maravilhosa de morango, confesso que morango tornou-se uma das melhores frutas para mim, porque a Camila tinha um cheiro de morango toda vez que eu inalo-o. Melhor coisa, melhor coisa. 

Estava tudo menos tenso, até eu ouvir passos descendo a escada, fiquei bem pálida, sentindo meus dedos formigarem só de pensar nos olhares sérios dos seus pais para mim, Camila me cutucou e rindo, disse que era apenas seus pais

 Mas esse era o problema, eram seus pais.

— Bom dia Meninas! — Alejandro se aproximou, beijando a testa da Sofia, da Camila e a....minha. 

Cristo, senhor nosso, quase morri, mas achei fofo, todo o seu carinho. Nós o respondemos com um sorriso largo no rosto. 

— Tudo bem Lauren? — Ele me encarou, após sentar na cadeira da ponta da mesa. 

Vamos, larga esse medo é abre a merda da boca Jauregui.

— Estou sim, Obrigado senhor. — Balancei a cabeça.

— Só Alejandro, Lauren! — Ele sorri docemente. 

Tava quase me cagando, mas okay, não era um bicho na minha frente, apenas o pai da minha namorada que mal sabia que era meu sogro. 

— Família Buenos Días e digo o mismo Lauren! — Sinu apareceu sorridente, beijando suas filhas e a mim também, caralho, que família maravilhosa. 

— Buenos Días, estoy muy feliz de estar aqui con Ustedes. — Naquele momento eu misturei o Inglês com o Espanhol, saindo uma mistura das línguas.

Eu estava nervosa e isso acontecia. Camila deu uma risadinha divertida, e eu belisquei sua perna debaixo da mesa. 

— ¿Hablas Espanol Chica? — Perguntou Sinu, sentando ao lado de Alejandro. 

— Mi Madre, és de una família que bien, hablam un pueco de su língua! — Segurei os dedos da Camila por de baixo da mesa, afim de manter a calma, ela percebeu minha intenção e começou a acariciar minha mão com o polegar. 

— Oh, que Bueno, me gusta mucho. — Sinu sorrir um pouco mais — Adoraria conhecer sua mãe, quem sabe um dia ela não vem tomar um chá comigo, estou precisando mesmo de uma pessoa pra conversa sobre coisas de mulheres mais velhas. — Ela coloca um pouco de café na xícara.

Se minha mãe tiver um tempo, algum dia, tipo é.....

— Falarei para ela. — Balancei a cabeça, puxando meus lábios para o lado. 

— Então.... O que fizeram ontem a noite? — Alejandro jogou conversa fora.

Camila então que bebia o capuccino, começou a tossir de vagar, olhei para ela imaginando que disfarçar não era uma das suas habilidades. 

— Eu cheguei um pouco tarde, devido ao meu trabalho, mas nós conseguimos aproveitar bastante a noite, de várias formas divertidas, não é mesmo Camz? — A olhei sorrindo, enquanto ela Beliscou minha mão e me encarou tipo : “Cale a boca Lauren, pelo amor”. 

— S-Sim, foi bem.... divertido. — A vi pegando o guardanapo e leva aos lábios.

Ficamos alguns estantes em silêncio, comendo e somente isso. Até mesmo Sofia que era de falar muito estava quietinha, concentrada em abocanhar todo o Waffles. Minhas pernas batiam uma na outra, minha vontade era de sair correndo dali, não sei porquê, Camila também não facilitava as coisas quando massagear a minha coxa por debaixo da mesa. Caralho, mil vezes, caralho. 

— Mama e Papa, tenho algo para falar! — Camila quebrou todo o silêncio, ganhando a atenção de todos nós. 

— Diga pequena. — Alejandro passou a mão no cabelo grisalho.

Camila olhou para mim e depois baixou a cabeça suspirando. 

— Dias atrás, eu bem, infelizmente presenciei uma cena bem ruim, ãn, descobri que o Shawn estava brincando de Daddy e Mom com a Hailee no vestuário da escola. — Ela ocultou a palavra “Sexo” porque estava respeitando a mente limpa da Sofia, foi bom, mas no fundo me perguntava aonde ela queria chegar — Então, isso me machucou bastante, porque ela era minha melhor amiga e ele meu namorado, fazia um tempo que eles estavam me fazendo de Alce. — Camila apertou mais meus dedos contra os seus. 

Alejandro e Sinu a encaravam boquiabertos e sem expressão para o que a filha lhes disserá. A pequena Sofia, apenas balança a colher no ar, rindo de algo, bom que ela estava distraída. 

— Camila porque não falou isso antes? — Seu pai falou, ele não estava bravo, mas preocupado. 

— Eu não acredito que o Shawn lhe fez isso, ele não tinha cara, bem, eu sei que quem só ver cara não ver coração, mas ele não parecia ser um canalha.... — Sibilou a última palavra, para que Sofia não ouvisse. 

— Assim como eu imaginava que a Hailee fosse minha amiga e que eu poderia confiar, mas me enganei, com ambos. — Camila resmungou balançando a cabeça — Eu terminei com o Shawn, porque eu não aguento mais sofrer por alguém que brincou com meu sentimento, no começo ele não reagiu bem, quase me machucando, mas — Camila me encarou sorrindo — A Lauren chegou a tempo dele fazer qualquer coisa e deu uma boa surra no Shawn. 

Eu faria isso mil vezes Camila, só para não ter que ver você triste por causa de um idiota. 

— Obrigado Lauren, se não tivesse protegido nossa Camilinha, eu mesmo tomaria minhas atitudes! — Alejandro falou nos encarando. 

Apenas fiz um meneio com a cabeça.

— Aquele garoto passou dos limites, está proibido de frequentar essa casa, de tocar em você Camila, quem ele pensa que é? Para querer te fazer algo? — Sinu bateu na mesa estupefata.

Camila arregalou os olhos, como se estivesse surpresa com a atitude da sua mãe. 

— Mas agora ela está bem acompanhada mi amor. — Alejandro tocou na sua mão. — Está melhor, não está filha? — Alejandro a fitou solidário.

— Estou bem, bem melhor. Como se tivesse livrado coisas ruins de mim. E a Lauren está me ajudando muito, sem ela não estaria forte para enfrentar essa barbaridade que me fizeram passar! — Camila beliscou minha bochecha, rir baixinho, atraindo um olhar simbólico dos seus pais. 

Dessa vez me vi queimando, por receber tanta atenção assim. 

— Então agora você pode namorar a Lauren, não é? Agora que o chato do Shawn te prende a ele! — Sofia enfim falou. 

Camila e eu congelamos na mesma hora, pelo céus, quase enfiei a minha cara na torta que estava ainda intacta no meu prato. 

— Sofia! — Sinu a repreendeu como se estivesse envergonhada e me olhou como se pedisse desculpas. 

A pequena apenas balançou os ombros no ar. Enquanto Camila parecia pensativa demais ao meu lado, apertei seus dedos afim de acordar ela do mundo que a prendia. Ela balançou a cabeça e olhou para seus pais seriamente.

— Tenho algo para contar aos dois. 

— Camila.... — Sussurrei bem, mais bem baixinho.

Como resposta ela apertou meus dedos, parece que agora nossos contatos era feitos pelos apertos que dávamos. 

— Esse tempo, vem surgindo em mim um sentimento forte, que nunca imaginei sentir algum dia, sabe quando vocês disseram que o sentiu quando se conheceram? — Ela perguntou olhando para os pais, que apenas assentiram — Então, eu sei que vocês não esperam isso de mim, mas eu decidi ouvir meu coração, o amor, como sempre me disseram para escolher. Eu só quero que respeitem o meu momento, hum, eu estou apaixonada pela Lauren! — Puxou nossas mãos para cima e beijou a ponta dos meus dedos — Eu quero que por favor, aceitem-a porque ela fez coisas incríveis por mim, maravilhosas, me fez forte quando eu estava sem esperanças — Não amor, eu que sinto isso por ti — E-Eu só estou feliz agora, muito, mamãe.....eu sei que preferia me ver com o Shawn mas....

— Estou...um pouco em choque com isso! — Sinu levantou com o rosto pálido, com a cabeça baixa e suspirando — Desde quando Camila? 

— Faz pouco tempo, mamãe. — Camila levantou, indo para o lado da mesma, permaneci quieta e juntando meus dedos para aliviar toda a tensão — Eu sei que é novo, mas nos dê uma chance, eu te peço, a Lauren me faz feliz, coisa que o Shawn não me fazia, E-Eu estou vivendo algo bom, estou só te pedindo para que não vire as costas pra mim. Porque eu preciso tanto de ti quanto do papai. — Camila soluçava, juntamente com sua mãe, aquilo estava muito doloroso. 

— Filha, eu estou com você para tudo. — Alejandro beijou a testa da filha — Estou muito feliz por você e a Lauren, não é atoa que me apeguei a ela. — Senti seu olhar sobre mim, levantei o olhar, liberando algumas lágrimas, eu não acreditava que aquilo estava acontecendo mesmo. — Eu aprovo esse relacionamento, não importa o que vão dizer, porque nessa casa, sempre escolhemos o amor. 

— Lauren, pode vir aqui? — Sinu me chamou. 

Engoli seco e fui até eles devagarinho, tremendo que nem varapau, forcei para não cair sobre meus pés, e pagar um mico ali. Fiquei de frente para Sinu, que me encarava seriamente, achei que ela fosse me expulsar da sua casa, gritar comigo, perguntando como eu poderia fazer isso com a filha dela, ou me difamar de várias formas, mas tudo que ela fez foi me abraçar fortemente e molhar meus ombros com as suas lágrimas, eu me vi acompanhando-a, me culpando mentalmente por fazer juízo errado dela. 

— E-Eu.... Ooh me desculpe mas é tudo tão novo, mas estou feliz, pelas duas, é claro que terei que me acostumar com isso, ainda mais peço que deem meu tempo, está bem? — Ela secou minhas lágrimas e eu assenti que nem uma criança — Eu aceito as duas, mas será aos pouquinhos...fico contente de vê-las escolhendo o amor. 

Camila veio para perto de nós e Alejandro fez o mesmo. 

— Eeeh A Lauren e a Camila estão namorandoooooo! — Sofia juntou ao nossos abraços cheios de lágrimas e sorrisos felizes. 

Camila olhou para mim e caramba, estávamos borrando a maquiagem, mas e daí? Sorriamos uma para outra e sussurrando um “Eu te amo!”.

 

[...]

 

No trajeto para a escola, depois de uma longa conversa com os pais da Camila e esperar ela retomar a maquiagem e fazer o mesmo comigo, ficamos em silêncio, ouvindo I Won't give Up do Jason Mraz, apreciando a melodia, estava feliz que agora nossas famílias sabiam que estávamos namorando, tipo, nada de só amizade, mas namoro. Com aprovação. Embora minha vida tenha sido um tanto deprimente nos últimos tempos, eu estava feliz. 

Para aliviar aquele clima, toquei na coxa da Camila, sorrindo para a mesma, que retribui. 

Chegamos na escola, normalmente, esperei que ela saísse do carro e andamos com as mãos interlaçadas pela escola, recebemos alguns olhares, Camila coração e enterrou seu rosto no meu peito, achei aquilo muito fofo da parte dela, um encanto. Dessa forma pude abraçar mais sua cintura e mostrar que ela pertence a mim agora, deixei isso bem claro quando passamos pelo Shawn.

As aulas passaram, voltamos a nossa rotina, como sempre, fui ao trabalho no fim da aula, trocava algumas mensagens com a Camila, pois sentíamos falta uma da outra, talvez fosse nossa conexão forte. Que acabamos tendo. O que era bom, porque Camz é meu anjo e segundo ela, eu sou sua Princesa. A Perrie comentava que estamos apenas algumas horas sem se falar e estávamos numa “Pregação danada”, mas eu fui rápida e rebati que ela faria o mesmo se estivesse com a Jade – pois ambas ainda não admitem que estão mais para amizade colorida do que Amizade – mas vamos fazer o quê? 

A Ally e o Justin, um casal inesperado que ninguém imaginava dar certo, estão bem mais firmes e apaixonados, tipo, estilo “Somos safados mesmo” o que era engraçado e fofo. Normani e Dinah, são duas mulheres da porra, verdade absoluta, ambas são queijo e goiabada, sério, as vezes a Normani dava aqueles surtos de que ainda estava estudando mas quando era pra ser romântica, todo mundo saia de perto porque rola babação o dia inteiro dela e da Dinah. Quanto ao Mike, ele está em relacionamento discreto com Luke, ainda estão com vergonha de abrir assim como o resto de nós fazemos, eu disse para ele que apesar de tudo, tem que se importa com o Luke e seu sentimento por ele, embora eu seja tímida, sempre penso no amor que sinto pela Camz. Ele e eu sempre estamos conversando, quando é claro, minha namorada não aparece e nos damos aquela fugida básica para namorarmos, sem que nossos amigos estejam gritando “CAMREN ESTÃO FODIDAMENTES APAIXONADAS....SE COMAM MENINAS!”. 

Todos nós agora temos nosso próprio grupo no refeitório, passou-se um mês, desde que tudo aconteceu, Shawn e Hailee estavam apenas enrolados, a verdade era que a Hailee queria ser a Camila mas sabia que nunca alcançaria a mesma. Agora Camila e a Dinah apenas fazem parte do grupo musical da escola, deixando o time das líderes com a maior felicidade, Justin continua jogando com Luke no basquete porque amam isso, mais do que tudo, mas ninguém aqui falou algo, respeitamos nossos amigos. Isso acabava por tornar tudo mais tranquilo.

Lá em casa, as brigas começarem a cessar um pouco, a questão é, até quando? 

Mamãe conseguiu emprego para a Taylor e o Chris, ambos reclamaram no começo mas agora estão felizes por estarem em  lugar diferente do  Michael, era bom, tanto pra mim quanto para eles. A Dona Clara está fazendo curso de depilação, isso mesmo, eu apoio até porque depilação é algo que muitas mulheres fazem, ainda mais a cera, ela está tendo mais tempo para nós já que as contas estão mais quitadas e ela não tem que dormir chorando, apenas pelo idiota do Michael mas infelizmente, nada do que eu dizia para ela mudava seu pensamento, então tudo que posso fazer é rezar e pedir para que Deus ilumine aquela cabeça teimosa. 

Já não me corto com frequência, a Camila tem me feito um bem danado, nossos amigos também, a pequena Sofia, é bom estar rodeada por essas pessoas incríveis, eu me sinto até mais leve para tudo. Contado ainda prevalece aquela insegurança, medo, mas nada que eu possa lidar sozinha não é mesmo? 

Hoje é meu aniversário, dou graças a Deus por ser sábado e não precisar ir trabalhar – porque o Scott disse me que aniversário era para relaxarmos a cada segundo – o que foi estranho de se ouvir já que nos aniversários anteriores as coisas foram mais para “E o que eu tenho haver com seu aniversário, você só está crescendo garota, vamos volte a trabalhar!”, sabe, daquele jeito amoroso do Scott. Recebi muitos abraços e beijos da minha família, ainda de brinde um bolo de morango como café da manhã, amei de verdade, mamãe me deu de presente um belo vestido verde com decote, eu perguntaria quantas fortunas ela gastou com aquela preciosidade, mas antes que eu abrisse a minha boca em protesto ela disse que é feio perguntar quanto foi o preço de um presente, então me restou apenas agradecer, Taylor me deu um colar, bem lindo, com um pingente no formato de um livro, já que ela vivia dizendo que eu seria uma escritora algum dia, embora eu venho tendo minhas dúvidas, pois minhas histórias não estão sendo grandiosas, mas okay, pelo menos eu tenho leitores, os melhores posso assim dizer, Chris me deu uma sandália, tipo que tapava os dedos na frente mas era aberta no resto do pé, agradeci um pouco surpresa com a combinação dos presentes. 

Ally e a Perrie ligaram/gritaram dizendo que viriam para minha casa, pois estavam com saudades de mim, sendo que nos vimos anteontem, tudo bem né, disse que estaria esperando por elas. A Camila me mandou uma mensagem apenas me desejando feliz aniversário e que Infelizmente, teria que sair com sua mãe para um compromisso sério, eu entendi, mas fiquei chateada porque estava planejando coisas para nós duas, contudo era um compromisso com a sua mãe, tenho que entender isso né.

As duas criaturas da minha vida chegaram mais rápido que um carro de corrida, me encheram de beijos e gritaram Feliz aniversário para mim, agradeci timidamente, logo nos vimos no meu quintal, balançando na rede que nem três retardadas. 

— Bora ver quem pula mais alto? — Perrie nos desafiou. 

— Vamos! — Ally e eu falamos em uníssono.

Aumentamos a frequência do balançar, um, dois, três, contamos em voz alta, foi engraçado demais essa cena, pois pulamos e batemos com o corpo no chão, Ally quebrou a unha e chorou dizendo que estava machucada por culpa nossa. Tentamos toca-la mas ela fazia bico e se afastava. 

— Ally, eu quase quebrei meu nariz na parede e você está com raiva porque quebrou a unha, sinceramente! — Falei com a mão na cintura. 

— Insensível! — Ela Fungou no seu canto. 

Rolei os olhos e pedi desculpas, dando um beijo na sua testa e dizendo que faria um curativo, pedi para a Perrie pegar um bandeid, quando ela voltou, coloquei envolta do dedinho da Ally e beijei dizendo que iria sarar logo. Perrie jogou um comentário que ela iria se machucar só para ganhar um beijo meu, mas eu a molhei com a mangueira, acabando com seu fogo rapidinho. Ela me agarrou por trás e acabei tomando um belo banho.....gelado. Ally também não escapou e acabou mergulhada numa poça, brincamos como crianças, foi divertido, mas ainda sim, pensava em Camila, imaginando que ela poderia estar aqui conosco, eu abraçando seu corpo molhado e lhe dando beijos safados, do qual ganharia alguns tapas seus. Suspirei e voltei para o que fazia.

Mais tarde, quando nos secamos, mamãe preparou um lanche e ficamos assistindo Camp Rock umas três vezes, porque é uma coisa que vicia, afinal aquilo me fazia lembrar de quando era pequena e ficava imitando a Demi cantar This is me, usando o Chris para ser o Nick Jonas, o mesmo não gostava, mas eu lhe oferecia minhas balas e tudo estava certo. 

Agora Ally dormia no meu colo, enquanto a Perrie estava com a cabeça deitada no meu ombro, fazendo um carinho nos meus cabelos. 

— Sei que não somos a Camila, mas quero saber se seu dia está sendo bom? — Perrie falou mantendo os olhos vidrados no primeiro beijo do filme. 

Ally soltou um longo suspiro e se mexeu no meu colo, parecia uma bebê. 

— Estou sim, não faça desfeita de si mesmas, amo cada uma entendeu. — Sorri, dando uma beliscada no seu braço.

— Aí bicha! — Perrie fez careta — Que bom que está gostando, afinal meu bebê está completando dezessete anos, caramba, estou ficando velha pra caralho. — Perrie levantou o rosto para me encarar pálida. 

Rolei os olhos, diante ao seu drama. 

— Vamos parar, estou sensível hoje. — Toquei na testa da Ally. 

— Own...nem parece que perdeu o BVL comigo... — Perrie brincou com as sobrancelhas. 

Lhe dei um tapa na testa e ela revidou na mesma hora.

— Cale a boca....se a Ally acabar sabendo disso, não vou ter sossego. — Apontei para a pequena coisinha que soltava um longo suspiro. 

Perrie fez careta e sorri. 

— Mas você gostou né, de me beijar? — A loira sussurra. 

Permaneci calada, para ignora-la, mas Perrie sabia como irritar alguém, quando começou a cutucar minha bochecha sem parar. 

— Quer parar? — Me virei para ela. 

— Admita Jauregui!

Bufei, sabia que ela não me deixaria em paz. 

— Tá, eu gostei. Mas isso não muda nada. — Falei por fim. 

Perrie apenas Gargalhou. 

— Tem sim, imagina se a Camila descobre! 

— Cala a boca entendeu, se não eu farei isso. — Ameacei. 

— Ui, com um beijo? — Ela estica para perto de mim, apenas lhe deu um tapa na testa e disse para voltarmos para a TV. 

O dia passou voando depois, as meninas foram para casa, porque teriam que sair, fiquei chateada novamente, estava com uma puta saudade da Camila, que não deu as caras o dia inteiro, nem uma mensagem, eu sei que estava dependente dela, mas a Camila me faz bem, então ficar sem falar com ela me deixava cabisbaixa. Taylor tentou me distrair pela noite, mas foi o mesmo que nada, não a culpo, minha mente estava em outro lugar. Estava exausta e iria para minha cama, chorar que nem uma bebê, por estar sendo um aniversário meio triste, sem minha garota, quando ouço um toque no meu celular, era uma mensagem, da Camila. Meu coração acelerou e eu cliquei no seu ícone do Whatsapp. 

Amor: Hey Princesa, a noite não acabou, vista sua melhor roupa porque vamos sair pra comemorar!! Te amo ;-) 

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado :-)
Até sábado.....
Beijo 😘
@SweetOnlyAngel xxX


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