História Confissão das três e três. - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Kai, Sehun, Xiumin
Tags Álcool, Cigarro, Exo, Jongin, Kai, Kaixiuhun, Minseok, Romance, Sehun, Sexiukai, Sexo, Xiukaihun, Xiumin, Xiusekai, Yaoi
Visualizações 90
Palavras 4.306
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Fanfic criada enquanto eu ouvia "Yeah, I Said It" da Rihanna. Era pra ter saído bem mais picante, mas romantismo é algo que tá impregnado em mim, então...
Não acho que ficou boa como eu queria, mas fiquei um bom tempinho escrevendo, mesmo que na correria, então espero que alguém goste.

Obs: Foi a primeira capa que eu fiz, usando imagens PNG, PicArt e essas coisas, então eu errei na resolução e saiu cortada aqui, mas ok. Desculpem pela capa cagada.

Capítulo 1 - Confissão das três e três.


Fanfic / Fanfiction Confissão das três e três. - Capítulo 1 - Confissão das três e três.

É sábado à noite, Minseok liga entediado para Sehun, chamando-o para sair. Sehun está louco pra escapar de casa e agradece mentalmente por receber a ligação do mais velho.

Se encontram numa praça próxima às casas de ambos e conversam sobre a semana, falam sobre as provas e o cansaço que uma faculdade trás e tentam decidir para onde ir.

— Abriu um barzinho perto da casa do Jongin e ele disse que ainda não foi lá. O que acha?

— Você vai chamar ele pra ir com a gente? — Sehun pergunta em um tom normal, mas por dentro sente algo bater de leve em seu peito. O mais novo sempre teve uma queda -ou melhor, um abismo- pelo melhor amigo, Minseok, mas parece que o mais velho nunca percebeu, afinal Sehun é muito discreto e fechado quanto aos sentimentos.

— Vou. Vai ser legal. Faz tempo que não saímos com ele.

Sehun apenas balança a cabeça positivamente e começa a caminhar com as mãos enfiadas nos bolsos da calça de moletom. Minseok segue o mais novo, percebendo que ele quer ir andando; "tudo bem", ele pensa, já que ama caminhar durante a noite.

Ambos caminham devagar, aproveitando a brisa noturna de um dia fresco. O mais alto, Sehun, não consegue deixar de olhar de vez em quando para o outro de soslaio, pensando em como é possível existir criatura tão perfeita. Minseok não parece muito esperto, já que nunca percebe os olhares do amigo para si.

São nove horas da noite e as ruas estão calmas, sem muito movimento e poucas pessoas andam por elas. Em poucos minutos os dois amigos chegam ao apartamento de Jongin.

— A gente tá aqui na frente, você já vai descer? — Minseok fala ao telefone e Sehun se pergunta quando foi que ele falou para o outro que estavam indo para sua casa, mas fica quieto.

O menor desliga o telemóvel e o guarda no bolso de sua calça, que é praticamente igual e da mesma cor que a de Sehun.

— E aí, vamos beber? — Jongin aparece na frente do prédio, já animado antes mesmo de abrir o portão.

— Oi primeiro, né? — Minseok ri, esperando que o moreno venha até ele. Sehun apenas observa, sem dizer nada.

Jongin fecha o portão atrás de si e vai até o mais baixo dos três, abraço-o com as mãos em sua cintura e o amigo, que vê tudo, permanece com uma expressão séria. Minseok é pequeno e Jongin o toma quase por inteiro ao abraçá-lo.

— Meu Deus, eu tinha me esquecido que você tem um cheiro tão bom. — diz calmo, sorrindo para o garoto à sua frente, que retribui o sorriso e aperta o menor entre os braços magros mas definidos.

— O seu também é muito gostoso. Você tem cheiro de bebê. — sorri largamente, desfazendo o abraço — Ah, oi Sehun. Quase não vi você aí.

Antes que Sehun possa responder, sente seu corpo ser envolvido pelos braços de Jongin, que o abraça da mesma forma que havia acabado de fazer com o menor deles. Sehun retribui o abraço timidamente e não consegue não pensar em como o garoto é realmente cheiroso; um cheiro docemente amadeirado se espalha pelo curto espaço entre os dois e Sehun por um instante até se esquece que está bravo de ciúmes. “Ele é assim com todo mundo, não sei por que fiquei tão irritado”, pensa. O moreno se afasta e os três começam a andar em direção ao bar que o mais velho havia comentado.

O bar é muito perto do prédio de Jongin, em menos de quinze minutos os três chegam ao local. Poucas pessoas estão ali, mas estas mesmas poucas pessoas já estão bem “soltas”; dançam na batida da música que toca alto no ambiente, aparentemente alteradas, e algumas se beijam.

São nove e meia e parece que já é uma hora perfeita para começar a beber, segundo Jongin, que pede drinks de saquê com morango e uma garrafa de vodka. O garçom leva as bebidas até a mesa dos três e olha para o moreno descaradamente, com uma cara de quem poderia devorá-lo ali mesmo; o nome no crachá indica que seu nome é Park Chanyeol. Jongin retribui o olhar faminto do garçom, que é muito atraente por sinal, dando-lhe um sorriso largo; Sehun observa isto também e pensa em como o sorriso de Jongin é uma arma de sedução e que deveria ser proibido alguém sair por aí atirando com algo assim de forma tão despreocupada.

— Ele quase te comeu com os olhos. — Sehun finalmente se pronuncia, dirigindo a palavra a Jongin, assim que o garçom sai de perto.

— Você acha? — o moreno responde com a maior naturalidade, levando um gole do drink de morango até a boca — Impressão sua.

—Aham. — Sehun ri soprado e leva um gole da bebida à sua boca também.

Minseok, quieto, beberica o drink de seu copo e observa as luzes à sua volta, observa as pessoas ali e paira o olhar no ar enquanto suga a bebida com o canudo de plástico. Jongin troca olhares o tempo todo com o garçom de antes. Sehun observa o menor; mal pisca, se deleitando apenas em poder olhar para todos os traços que desenham o rosto redondo e delicado de seu melhor amigo. Logo os três esvaziam seus corpos de saquê e partem para a vodka.

Sehun nunca viu Minseok realmente alterado, já que o mais velho nunca bebe muito quando não está sozinho e Sehun sabe que ele tem problemas psicológicos e já se cansou de imaginar o que o mesmo poderia fazer bêbado. Eis que o garoto mais baixo começa a beber sem parar, virando a garrafa mesmo goela a baixo, entre caretas e até ameaças de vomitar.

— Minseok, você não acha que já bebeu demais? — Sehun diz baixinho perto do rosto do amigo, que dá uma risada alta seguida de um “me deixa” e o maior, preocupado, decide não beber para poder cuidar dele.

Enquanto isso, Jongin não está muito atrás do menor entre os três; o sorriso largo, que já tem o costume de aparecer naturalmente, parece não querer desaparecer do belo rosto do moreno; o garçom, persistente, continua a lhe lançar olhares famintos e é sempre correspondido da mesma forma, mas Jongin nada faz além de se embebedar e sorrir.

Os três ficam por alguns minutos conversando sobre coisas aleatórias e o menor não consegue terminar uma frase sequer sem morrer de rir e dizer o quanto está feliz por estar bebendo. Sehun sente que ele não está bem, mas nada pode fazer já que Minseok é extremamente teimoso e faz o que quer.

— Eu aposto que não consegue beber este copo cheio. — Jongin de re pente vem com uma aposta besta, apontando um copo cheio de vodka para Minseok, que abre um sorriso largo — Se não esvaziar o copo de uma vez, vai ter que me dar um beijo.

O menor nada diz, apenas balança a cabeça positivamente e pega o copo para si.

Sehun, ao ver isto, muda de uma expressão preocupada para uma irritada e não consegue se manter em silêncio.

— Você não vai fazer isso, Minseok. — diz firme, puxando o copo das mãos do menor e leva os olhos até Jongin — Ele já bebeu demais. Você é louco?

— Qual foi, Sehun? Ele já é bem grande pra ter babá. — o moreno diz sem tirar o sorriso do rosto e volta a olhar para o pequeno entre os três — Apesar de que tem realmente uma carinha linda de bebê.

— Sehun, relaxa. — o mais velho toma o copo de volta para si e começa a virá-lo na boca, mas quando chega na metade sente uma ânsia forte e larga o copo, quase babando o último gole que deu na bebida, e Sehun o observa, quieto, mas preocupado.

— Opa. Eu acho que você não conseguiu beber tudo.

Ao ouvir Jongin, Minseok simplesmente inclina o rosto na direção do rosto do maior e encara seus lábios por um instante antes de tomá-los para si em um beijo quente e lento, que é logo correspondido da mesma forma. O menor é doce e delicado, mesmo estando alterado, e isso encanta Jongin ainda mais, então os dois permanecem por um tempo consideravelmente longo com as bocas juntas e Jongin segura o pescoço do outro com delicadeza. Sehun, já cansado, sente que isso é a gota d'água para si e só quer se levantar e ir embora, mas seria idiota de sua parte fazer algo assim “só porque seu melhor amigo beijou outra pessoa na sua frente”. A expressão no rosto de Park Chanyeol, o garçom que flertou com Jongin durante todo o tempo, também não é das melhores, mas o moreno não parece estar ligando muito para isso, já que continua beijando o pequeno Minseok, que dá risos baixinhos entre as mordiscadas que recebe dele.

O beijo se desfaz e Minseok já não parece mais tão alegre, apesar de ainda estar visivelmente tonto, enquanto o maior parece não ter limites e ainda bebe mais um gole de vodka. Sehun, irritado e magoado, segue o moreno e começa a beber despreocupadamente, quer se esquecer de tudo por um momento e apenas se divertir como Minseok o fez. Não percebe, mas o pequeno o observa quietamente.

— Ei... Você precisa parar de beber. — Minseok diz para o amigo, depois de o mesmo ter virado três copos cheios de vodka na boca. Ele o escuta e para de beber.

— Eu virei não só um, mas três copos. Eu mereço algo, não acha? — Sehun pergunta sério, encarando os olhos do menor, que se encolhe na cadeira ao lado e sente as bochechas queimarem. Minseok balança a cabeça positivamente.

Sehun fecha os olhos e pode sentir o cheiro suave que vem do pequeno à sua frente, mas quando sente seus lábios serem tocados pelos lábios alheios um cheiro conhecido, mas diferente, invade o espaço, abafando o aroma de bebê que vinha de Minseok. Ainda de olhos fechados, por cansaço físico e mental demais para os abrir, o mais novo permanece em seu lugar, sentindo a língua quente que invade sua boca de forma sensual; os lábios são fartos, diferente do que ele poderia imaginar que seria a textura dos lábios de seu melhor amigo. “Estes lábios não são os dele”. Lentamente, abre os olhos e enxerga o moreno à sua frente, então o empurra.

— Eu achei que você fosse me beijar, mas pelo visto o único cobiçado aqui é o Jongin. — Minseok ri soprado, se ajeitando na cadeira. Sua cabeça ainda gira, mas ele tem consciência de tudo à sua volta e de si mesmo.

— O bar vai fechar. Acho que é hora de a gente ir embora. — o moreno “cobiçado” corta o assunto e se levanta para ir pagar a conta — Podem me esperar lá fora, eu já vou.

🌻

Uma e meia da “manhã”, os três caminham por vinte e poucos minutos até o prédio onde Jongin mora, mas se sentem como se tivessem caminhado por mais de uma hora. Já está tarde para os outros dois voltarem para suas respectivas casas, então Jongin pede que eles durmam em seu apartamento, mas Sehun se nega.

— Você vai mesmo deixar ele andar por aí sozinho assim? — o moreno provoca, se referindo a Minseok.

— Ok. A gente dorme aqui desta vez.

Sehun odeia a ideia de Minseok andando sozinho às duas da manhã depois de ter ingerido tanto álcool e, ao mesmo tempo, sabe que não está no melhor estado para acompanhá-lo até sua casa.

Os três entram no prédio e sobem juntos para o apartamento. Jongin é muito organizado e limpo, essas qualidades se refletem em cada cômodo de seu apartamento, que é muito aconchegante e bonito.

Depois de trancar a porta do apartamento, Jongin vai até os outros dois, que esperam de pé ao lado de uma poltrona para que ele os diga onde vão dormir, tira a camiseta e coloca em cima da mesma poltrona e então faz sinal para que eles o acompanhem. Jongin caminha até seu quarto e aponta para a cama enorme onde ele costuma dormir e Sehun olha um tanto confuso para ela.

— Você não pode ser tão lerdo assim. — o moreno ri soprado e puxa Sehun para perto de si pelo colarinho de sua camiseta, então o empurra, fazendo-o cair sentado na cama. Minseok apenas observa, sem muitas condições de pensar rápido e dizer qualquer coisa.

— Jongin...

Sehun não sabe ao certo se acha bom ou ruim o que parece estar acontecendo, então apenas segue fazendo o que Jongin o incita a fazer enquanto o menor dos três observa tudo sem dizer nada. Jongin, então, segura nas mãos do pequeno e o leva até a cama, fazendo com que ele se sente ao lado de Sehun, que fica ainda mais confuso.

Depois de ter se livrado da parte de cima de suas vestimentas, o moreno retira os sapatos, indicando para os outros dois fazerem o mesmo -e eles o seguem- e depois se livra de sua calça, ficando apenas com uma boxer preta. Os dois melhores amigos estão tão anestesiados pelo álcool que apenas sorriem meio sem jeito entre si e depois voltam a encarar o outro.

— Vocês só vão fazer o que quiserem, ok? — Jongin diz num tom baixo e calmo e então se aproxima da cama e para na frente dos outros dois — Mas eu adoraria que os dois brincassem um pouco comigo.

Os dois voltam a se olhar por um instante e então se ajeitam na cama antes de o terceiro se juntar a eles. Jongin logo se põe de joelhos em cima do acolchoado e engatinha vagarosamente na direção de Sehun, que o observa atentamente com uma expressão relaxada em seu rosto. O moreno leva as mãos até seu queixo e acaricia a pontinha, esboçando um sorriso no canto de seus lábios e Sehun o observa, mal piscando, e de repente sente uma vontade enorme de tomar os lábios fartos para si novamente, mas seu coração não para de repetir “Minseok” repetidas vezes. “Eu sou muito burro. Ele não passa de um amigo, meu melhor amigo. Só isso”, pragueja contra si mesmo e então solta um baixo suspiro, voltando a se focar no garoto à sua frente. Enquanto isso, o menor entre os três observa com uma expressão indecifrável o que acontece diante de seus olhos; não dá pra dizer se está feliz, triste, animado ou irritado.

Depois de trocarem olhares provocativos por alguns poucos minutos que mais pareciam horas, Sehun finalmente aproximo seu rosto do alheio e sela seus lábios, matando toda a vontade que se faz presente em si; está com raiva de Minseok, quer que ele sinta ciúmes, quer que ele veja o que poderia ser dele se fosse mais atento. O moreno leva uma das mãos até a nuca de Sehun e a outra ele leva até o quadril do garoto, segurando-o sem muita força. Os lábios quentes e grossos descem até o queixo macio e vão distribuindo vários selares até chegarem ao pescoço de Sehun, que estremece com os toques e, instintivamente leva as mãos até os cabelos de Jongin, segura as madeixas de forma suave e enrola alguns fios em seus dedos enquanto desfruta das carícias que a boca do outro faz em sua pele. Jongin se afasta e Sehun volta a abrir os olhos.

— Acho que você deveria brincar com outra pessoa agora. — o moreno sussurra no ouvido de Sehun, que volta a se lembrar de quem está sentado ao lado. — Eu sei que você quer isso.

Sehun, sem dizer nada, apenas olha para o amigo, que parece realmente esperar que ele faça algo, mas permanece quieto. O pequeno, com uma expressão séria, se levanta da cama e Sehun o segue apenas com os olhos, se perguntando o que fez de errado e voltando a praguejar contra si, mas o menor retira a camiseta e em seguida a calça e então volta para a cama; de joelhos, encara o mais alto, fita seus olhos com a mesma expressão séria e, antes que possa obter alguma resposta, leva as pequenas mãos até a barra da camiseta do outro, que o deixa retirá-la quietamente. As mãos de Minseok passeiam delicadamente pelo abdômen do melhor amigo, que não consegue tirar os olhos dos seus semelhantes; o mais velho sobe com as mãos até o rosto dele e segura suas bochechas com carinho e, depois de alguns segundos, apenas afasta as mãos dali, dando um sorriso fraco para o garoto à sua frente.

Jongin observa quietamente e Sehun se sente cada vez menor, pensando em como é difícil contar a verdade para seu melhor amigo, pensando em como seria difícil receber um não vindo dele. Alguns minutos se passam e Sehun não faz nada.

São duas e vinte da manhã e o efeito do álcool já não está mais assim tão presente nas ações dos três garotos, mas Jongin ainda está com um tesão maior do que ele mesmo, e então decide fazer uma sugestão um tanto abusada aos outros dois.

— Eu já me cansei de apenas ficar esperando que algum de vocês tome iniciativa aqui, então eu mesmo vou ter que fazer algo.

O moreno se estica e pega algo na gaveta do criado-mudo; uma caixinha de cigarros Marlboro e um isqueiro. Em seguida, ascende um incenso em cima do mesmo criado-mudo e então o cigarro. Dá uma tragada e leva uma das mãos até o rosto de Minseok, aperta suas bochechas levemente para que ele abra a boca formando um pequeno bico, e assopra a fumaça; o menor aceita e sorri com o canto da boca antes de olhar mais uma vez para o amigo ao lado.

— Se você não fizer nada, ele vai transar comigo. — Jongin sussurra para Sehun, que, irritado, morde o próprio lábio ao ouvir essas palavras saindo de sua boca.

Sehun então vê o que está fazendo e percebe que teve muitas chances de contar tudo a Minseok, mas foi estúpido e medroso demais para fazer isso, e se sente extremamente idiota por ter deixado tudo chegar onde chegou. Antes que Jongin possa fazer qualquer coisa, Sehun toma o cigarro de sua mão e dá uma tragada, duas, três, enquanto fita os olhos de Minseok, que já está sem paciência. Assim como o moreno fizera há pouco, Sehun assopra a fumaça do cigarro contra o rosto do menor e recebe um sorriso fraco de volta.

— Não vai me deixar fumar junto com você? — Minseok pergunta, aproximando o rosto do mais novo, que balança a cabeça positivamente e lhe entrega o cigarro.

“É incrível, como ele pode ser ainda mais bonito assim?”, Sehun pensa, vidrado no outro, que a seus olhos é a coisa mais bela que poderia existir. Sehun pensa em como o menor é tão delicado e, mesmo com uma aparência muitas vezes infantil, é extremamente sexy. Suspira, deixando-se sorrir largamente, bobo.

“Que noite estranha”, Jongin pensa, esboçando mais um de seus sorrisos joviais, e então ascende outro cigarro para si. Excitado, leva a mão livre até a cueca e começa a brincar com seu próprio pênis ainda coberto torcendo para que os outros dois comecem a fazer algo mais quente.

— Por que você não me beija? — Minseok pergunta baixinho, aproximando seu rosto do rosto de Sehun, tornando mínima a distância entre os dois — Hm?

— Porque você é tão lindo que parece que eu vou te desmanchar se te tocar. — Sehun responde quase que sem se dar conta de suas palavras, enfeitiçado pelos olhos grandes e a boca tão bem desenhada do amigo — Mas eu não sei se posso me segurar mais.

— Você não precisa, Sehun. — diz baixinho, sorrindo docemente para o maior — Não demore mais.

Totalmente encantado e anestesiado, o mais novo segura com o maior carinho do mundo o rosto redondo e macio de quem está na sua frente e acaricia as bochechas com os polegares, se permitindo sorrir de uma forma que sempre se conteve para não sorrir na frente dele. O menor fecha os olhos e sente os lábios de Sehun tocarem os seus, e ambos dão início a um ósculo calmo e lento, mas cheio de anseio; um ósculo terno, porém quente, sensual. Sehun tem urgência em sentir cada canto da boca de Minseok, mas se contém para proporcionar algo mais emocional do que carnal a ele, que sente exatamente o mesmo.

As mãos sedentas passeiam pelos corpos um do outro e o maior não se demora em tirar a camiseta de Minseok, e depois a calça. “É lindo. É muito lindo”, pensa consigo mesmo enquanto fita o corpo desnudo do pequeno, que se encolhe na cama com um sorriso tímido e bochechas ruborizadas. “Eu não aguento, Minseok”. Sehun não se lembra mais de Jongin, nem de onde está, não se lembra nem pensa em nada à sua volta; para ele, são só os dois ali. E só.

O maior deita o outro na cama e começa a distribuir beijos por toda a região do abdômen, subindo e descendo várias vezes, pensando que poderia passar horas e horas beijando a pele gostosa da pessoa que mais ama neste mundo, e por um instante pensa em como vai ser depois que ambos estiverem sóbrios; pensa se ainda serão amigos, se o outro vai conseguir olhar para ele depois disso ou se vai apenas ignorar tudo e continuar o mesmo de sempre, pensa na possibilidade de estar sendo apenas um brinquedo em suas mãos pequenas e travessas, e pensar em cada uma dessas possibilidades o deixa aflito, entristece-o e deixa-o ao relento. Mas é difícil parar. É difícil.

O menor leva as mãos até os fios de cabelo alheios e segura sem muita força, assim que sente a boca quente em seu baixo-ventre; brinca com os fios lisos e sedosos, dando leves puxadas de vez em quando, e isso deixa Sehun ainda mais louco.

— Me chupa, Sehun. — pede, manhoso, e aperta os dedos entre as madeixas do mais alto.

Sehun sente uma fisgada em seu estômago e outra num lugar mais íntimo, e então leva as mãos até a barra da boxer do menor. Ele abaixa o pano e treme ao ver o membro daquele que ele tanto deseja exposto, e não pode deixar de dar um sorriso discreto ao encará-lo. Leva uma das mãos até a base do pênis de Minseok e a desliza para cima e para baixo, lentamente, e sente o pequeno segurar seus cabelos com força.

— Geme pra mim, bebê. — Sehun sussurra contra os lábios do outro e mordisca o inferior do mesmo, antes de descer o rosto para seu membro.

Minseok suspira baixinho e Sehun abocanha seu pênis, chupando-o com vontade. A boca sobe e desce pelo falo e o maior se delicia com isto, aumentando e diminuindo o ritmo, vagarosamente, um pouco mais rápido, e fica alternando desta forma durante um tempo, para então aumentar a velocidade um pouco mais. Ele lambe toda a extensão do pênis e Minseok geme baixinho e abafado, puxando seus cabelos com força; o menor revira os olhos de prazer e se sente extremamente feliz por estar ali. Jongin, que observa a cena, ainda mais excitado, começa a se masturbar, fazendo em seu próprio pênis movimentos parecidos com os que Sehun faz no menor com a boca.

— Meu Deus, vocês são maravilhosos. — Jongin murmura e deixa um gemido abafado escapar de sua boca.

— Mais rápido, Sehun... — Minseok murmura e o mais novo passa a chupá-lo numa velocidade menos reduzida, enquanto segura seus quadris com força, arranhando sua pele por vezes — Eu vou... — o pequeno geme alto e aperta os fios entre seus dedos com força, e Sehun movimenta a boca apenas mais alguns segundos e se afasta.

Jongin chega em seu próprio ápice e derrama-se segundos antes de Minseok, que logo faz o mesmo, sujando todo o abdômen de sêmen.

— Toma aqui. — Jongin tira um lenço de sabe-se lá onde e dá na mão de Sehun -que pega o lenço e limpa o abdômen do menor- e sai do quarto dizendo que vai tomar banho. O moreno também avisa que vai dormir na sala e o quarto pode ficar para os outros dois.

Sehun joga o lenço num canto do chão ao lado da cama e se deita ao lado de Minseok, que, extremamente cansado e sonolento, se vira de lado na cama para ficar de frente para ele. Ambos sorriem um para o outro, mas Sehun de repente se sente angustiado e só não se arrepende do que acabara de fazer porque é impossível negar que gostou, e muito; a mesma angústia de minutos atrás, causada pelos mesmos pensamentos de minutos atrás, o derrubam e fazem se sentir comum outra vez. Mas ele está ali, deitado ao seu lado, sorrindo da forma mais doce do mundo. “Não pode ser 'nada”, pensa, sem conseguir desviar o olhar das pupílas daqueles olhos tão belos.

São três e três da manhã e Sehun sussurra um “Tem alguém pensando em mim”e ri fraquinho.

— Sehun. Você não deve continuar se escondendo de mim. Eu te amo mais do que você pode imaginar. — de olhos fechados, diz baixinho, com a voz quase falhando, e então cai no sono.

Sehun não consegue medir o significado destas palavras para si. Com um sorriso largo no rosto, puxa o menor num abraço cheio de carinho e aconchego, e ali logo pega no sono junto a ele.


Notas Finais


Bem, espero que alguém goste e que não lhe tenha sido uma perca de tempo, rs.


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