História Confissões Adolescentes - Capítulo 31


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Denise, Do Contra, Magali, Mônica, Titi, Xaveco
Tags Adolescentes, Cebonica, Colégio, Docônica
Exibições 150
Palavras 1.051
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Atrasada? MUITO!
Tenho um bom motivo? SIM.
Gente, eu tenho um noivo, já falei dele pra vocês, e esse serumaninho que mais amo na vida passou muito ruim esse fim de semana, tive que correr pro hospital e não tive cabeça nenhuma pra escrever nada! Precisei marcar consultas, exames, ver medicamentos... Enfim! Graças a Deus é plano de saúde e não SUS, do contrário não sei o que faria.
Bem, agora que tudo está mais tranquilo, o capítulo de quinta vai ser postado no dia certinho, tá?
Boa leitura!

Capítulo 31 - Surpresas


Fanfic / Fanfiction Confissões Adolescentes - Capítulo 31 - Surpresas

 Cebola chegou em casa confuso, pela segunda vez quase beijara Mônica, ele não sabia o que estava acontecendo e, deveria confessar a si mesmo, não tinha certeza se queria descobrir. Sua vida já tinha problemas suficientes para ter que se preocupar com esse sentimento estranho que começava a surgir, entretanto, era exatamente daquilo que ele fugia. 

Estar com Camila era fácil, ele gostava da menina, mas não ia além, por isso era simples de lidar. Mas o que será que aconteceria caso o menino chegasse "lá"? Na verdade, "voltasse para lá" era a frase certa. Fazia bastante tempo que não se apaixonava de verdade. 

Ele precisava conversar com Mônica, contar que não poderia ser o que ela precisava ou queria, porque era óbvio que a menina estava criando expectativas. Expectativas que, por sinal, ele nunca tivera a intenção de despertar. Cebola não era corações e flores, e Mônica queria corações e flores. Era fácil perceber que a equação não batia. 

Ainda tinha o fato de que a moça não sabia da sua namorada, do contrário tinha certeza que ela sequer demonstraria qualquer afeto daquela maneira. Não a conhecia tempo suficiente, mas ficara claro que ela não era o tipo de moça que aceitaria ficar com alguém comprometido ou se conformaria em ser a outra. A personalidade forte da morena não permitiria algo assim. 

Decidiu que naquela noite, quando a turma se reunisse, falaria com sua aluna, que já não sabia se seria sua aluna por muito tempo. Contaria meia verdade, apenas sobre Camila. O restante ela não precisava saber e nem ele teria coragem de fazer ela viver suas porcarias, bastava que o próprio convivesse dia após dia sabendo que além de não ser uma boa pessoa, seus amigos sabiam disso; não queria que Mônica fosse apenas mais uma naquele meio. 

Sua decisão foi tomada de vez com a ligação de Camila, ela era chata às vezes, mas tinha seus momentos bons, como o daquele dia, quando ligou apenas para perguntar como havia sido a faculdade, se a aluna tirara boa nota e dizer que a saudade tava apertando. Sim, ele abriria o jogo com Mônica e continuaria pelo caminho mais fácil. 

A noite não demorou a chegar, a turma novamente se reuniu e o papo engatou pelas primeiras horas, pelo menos até Cebola aparecer. Mônica emudeceu, não sabia por qual motivo, mas estava com vergonha e isso era visível. A princípio, o plano do pouca-telha era simples, consistia apenas em separá-la do grupo e conversar, mas percebeu que só pioraria a situação da moça. 

– Ei, tá bem? – Perguntou puxando papo com ela no meio de uma das muitas conversas paralelas que estavam tendo. 

– Aham. – Poucas palavras, mal sinal. 

– Ah qual é? Vai ficar assim a noite toda e por quê? – Sorriu para quebrar o gelo. 

Mônica ficou muda, pensou em mandar um "assim como?", "é sério que você não sabe?", porém ele poderia dizer o óbvio e o óbvio não era bom. Saiu pela tangente e apenas riu, voltando a interagir com a galera. 

A turma foi se dispersando e só ficaram Mônica, Denise, Magali, Cebola e Cascão. Os cinco brincavam e zoavam uns com os outros e não demorou para certos assuntos surgirem. Denise, cara de pau que era, não esperou ficar a sós para falar com Mônica como tinha combinado com Magali. 

– Então vamos todos colocar as cartas na mesa... Parece, mas só parece que tem coisas não sendo ditas por aqui. Segredinhos demais... Quem vai começar a falar? – Mandou sem vergonha nenhuma e ainda arriscando uma expressão sonsa. 

Cebola riu com a cara que Mônica fez, ela certamente não sabia disfarçar e logo estaria em maus lençóis pelas perguntas da língua solta da amiga ruiva. 

– Sério? Nem percebi... – Cebola devolveu no mesmo tom sonso para tentar ajudar a ele e sua aluna. 

– Nem vem, chuchu. Vocês estão escondendo algo d... 

– Chega, Denise. – Magali falou calmamente. – Acho que ficamos de discutir isso mais tarde. – Completou com um sorriso de quem encerra a conversa. 

– Confrontar os dois juntos fica melhor pra encontrar as mentiras... – Sussurrou para a amiga revirando os olhos como quem diz "mulher, eu encerro conversas, não você". 

– Acho que a gente não sabe do que ela tá falando, a gente sabe? – Mônica também entrou no jogo para a felicidade do Cebola.

– Não vem com esse papo. Tô sabendo que há algo novo na terra colorida das Mônicas.– A ruiva levantou um dedo acusador em direção à amiga. – Eu bem queria saber ler mentes e tirar esse sorriso de quem esconde alguma coisa da cara de vocês. 

Cebola e Mônica se olharam com cumplicidade, a menina já estava mais solta, ele percebeu que a hora era aquela. 

– Ei, já são dez horas, horário de criança tá na cama. – O menino provocou Mônica. – Vem que eu te deixo em casa. – Não esperou um sim e nem um não, apenas a puxou pela mão. 

Mônica não teve outra alternativa a não ser acenar em despedida e seguir o caminho pelo qual o amigo a conduzia. Os garotos ficaram boquiabertos para a cena, mas Magali retomou a consciência e os cutucou para não ficarem ali, mesmo Denise implorando por uma fofoca. 

– Entregue, moça. – Cebola comentou. 

– Como se fosse longe! – Mônica riu. Ela não entrou, eles ficaram calados sem saber pra onde olhar ou que falar. 

Cebola tinha ciência de que a menina precisava entender o que tinha acontecido, saber que ele não queria tê-la rejeitado. Pegou-se imaginando qual era o motivo mais forte: Camila ou seu segredo? Percebeu que não podia enganar a si mesmo, Camila era um forte indício que não poderia começar um relacionamento tendo outro, mas o que ele escondia era maior do que tudo, talvez pudesse ter conhecido a Mônica antes... Mas talvez agora ela não tivesse aqui também. 

– Eu tenho namorada. – Ele decidiu pela única coisa que poderia explicar, era mais fácil. 

Mônica ficou aturdida por um momento, não imaginava de forma alguma que ele diria isso. Esperava por uma explicação sobre o porquê dele a ter rejeitado... Duas vezes! Mas não fazia ideia de que o motivo era aquele. Como era burra! Como não perguntou nada sobre isso antes? E mais: ele sabia que ela o queria, e agora ela sabia que não podia tê-lo. Realmente não poderia piorar. Era o que ela achava. 


Notas Finais


E qual você acham que vai ser a reação da Mônica depois de saber sobre isso? Vamos lá, arrisquem aí! Louca pra ler as conspirações de vocês. Amo! Beijos e até quinta <3


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