História Confissões Adolescentes - Capítulo 32


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Denise, Do Contra, Magali, Mônica, Titi, Xaveco
Tags Adolescentes, Cebonica, Colégio, Docônica
Exibições 151
Palavras 1.316
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Meninas! Eu jurei que já tinha postado capítulo, só percebi que não porque não tinha um comentário de vocês, achei estranho e vim verificar kkkkk
Bem, pelo menos vim a tempo <3

Capítulo 32 - Sem saída


Fanfic / Fanfiction Confissões Adolescentes - Capítulo 32 - Sem saída

Anteriormente em Confissões Adolescentes... 

– Eu tenho namorada. – Ele decidiu pela única coisa que poderia explicar, era mais fácil. 

Mônica ficou aturdida por um momento, não imaginava de forma alguma que ele diria isso. Esperava por uma explicação sobre o porquê dele a ter rejeitado... Duas vezes! Mas não fazia ideia de que o motivo era aquele. Como era burra! Como não perguntou nada sobre isso antes? E mais: ele sabia que ela o queria, e agora ela sabia que não podia tê-lo. Realmente não poderia piorar. Era o que ela achava. 

Agora... 

Cebola não se arrependeu nem um pouco de ter dado a notícia daquela forma, ele simplesmente lembrou de um curativo sendo arrancado e pensou que realmente preferia sentir uma única dor a sentir aos pouquinhos. Fora que existem notícias que realmente não importa como você as dê, elas continuarão sendo ruins. Portanto, a saída mais simples que encontrou foi encarar o assunto de frente de uma vez. 

Mônica começou a colocar os neurônios para funcionar, como queria que alguém aparecesse para tirá-la daquela situação. Onde estava seu pai para chamá-la quando precisava? Respirou fundo e ordenou seus pensamentos: ele não a quis porque tinha namorada ou não iria querer mesmo se não tivesse? Poderiam continuar tendo aula? Por favor, ele 'precisava' dar aula, pois ela dependia daquilo para se dar bem. 

As perguntas começaram a pipocar na sua mente, mas ela não conseguia pronunciar nenhuma, e o silêncio estava começando a ultrapassar o nível do aceitável. Decidiu pelo mais fácil, se fazer de sonsa. 

– Não é por nada, mas... Por que cê tá dizendo isso? – Negaria até o fim. 

Cebola coçou a cabeça, talvez meio inconformado com aquela pergunta, não queria ter que falar em voz alta, mas parece que ela estava precisando ouvir, do contrário ele poderia sair como louco. 

– Você tem certeza que quer que eu diga? Depois fica num tom mais forte do que o vermelho do vestido que usou quando nos conhecemos. – Ele deu de ombros. 

A morena sorriu em sua mente, ele lembrava-se da roupa que ela vestiu, isso era um bom sinal, certo? E falando nisso, a menina lembrou de algo. 

– E o meu guarda-chuva hein? – Boa saída pra desviar o assunto, embora ela achasse que ele não seria vencido tão fácil assim. 

Os olhos do Cebola desfocaram, aquelas palavras despertaram o efeito que aquele objeto mágico estava tendo sobre ele, recordou-se das noites sem pesadelo e não pôde nem pensar em ter que devolver aquilo tão cedo. 

– Sobre isso... Er… Minha irmã... Hum... Ela quebrou. Desculpa. – Respondeu pensando depressa. – Pode descontar das minhas aulas ou então compro outro pra você. 

– Sério? Poxa, era o que eu mais gostava... – A garota disse mais para si mesma do que para ele. – De qualquer jeito, eu preciso ir, como você disse... Hora de criança estar na cama. – Ela riu amarelo. 

Mônica virou para a porta e já estava com a mão na maçaneta quando sentiu ele tocar seu ombro devagar, ela não voltou-se para olhar em seu rosto, ficou de costas enquanto as palavras invadiram seus ouvidos sem pedir licença. 

– Eu sei que essa semana aconteceu alguma coisa diferente entre a gente, não tenta disfarçar o óbvio e não sou só eu que vai falar a respeito disso. 

– Denise. – Eles sussurraram juntos e reviraram os olhos ao mesmo tempo. 

– Olha, Cê... Tudo bem, tá? Eu não sabia que você era comprometido, se não jamais teria esperado ou tentado alguma coisa. Só tive uma falsa impressão de que... Enfim, deixa pra lá, acho que tá esclarecido.  – Foi o que Mônica disse quando finalmente teve coragem de encará-lo. 

Cebola sorriu, na sua cabeça passava uma coisa que ela não poderia saber nunca: a impressão que ela teve não era falsa, ele não teve nenhuma intenção de despertar qualquer sentimento exceto amizade, mas o que o garoto vinha sentindo, e não era de agora, só tinha aumentado quando a conheceu de fato. Ou será que ela esquecera das milhares de vezes que ele a observou em sua janela? De qualquer jeito não importava, era bom que fizesse a moça acreditar que havia sido apenas uma impressão, para o bem dela e dele também. Beijou a testa da menina e virou-se para o caminho de casa, não sabia o que dizer e nem queria mentir. 

Depois daquela noite ninguém mais tocou no assunto, Cebola falou com Cascão, que conversou com Magali, e essa última tratou de deixar tudo bem claro para Denise. As meninas concordaram em só falar sobre aquilo se Mônica começasse, o que não aconteceu. 

E por falar na dentucinha, a cabeça dela estava mais confusa do que nunca, ela se recusava a conversar com qualquer pessoa sobre seus assuntos sentimentais. Sua avó estava tentando ganhar sua confiança e descobrir, mas ela continuava negando se abrir com alguém. Acontecia que a moça achava que depois da conversa e de descobrir que Cebola tinha namorada, aquela vontade de ficar com ele iria passar, mas a vontade não só deixou de ser um desejo, como também começou a se tornar um sentimento. Ainda havia o fato de que estava na cara que o próprio Cebola estava correspondendo, mas não o suficiente para desistir de tudo por ela. 

A cada dia que passava, a cada aula que dava, o ex-cinco fios se via mais próximo da sua mais linda e interessante aluna, mas não queria dar o braço a torcer, não ficaria com ela nem se estivesse solteiro. O que fizera no passado tinha um preço alto demais para ser aceito, ele não aguentaria ver a decepção no rosto de mais uma pessoa que gostava, e sim, que gostava mesmo, pois ele já se via completamente envolvido naquele sentimento. 

A situação com Camila também estava ficando complicada, antes ainda gostava de ter a garota, namorá-la, mas quanto mais se envolvia com a baixinha que surgira em sua vida, mais a outra era jogada para escanteio. Ele sabia que não era justo, já começara a pensar em como poderia abrir o jogo com a namorada. Colocara em sua cabeça que queria fazer aquilo não para ficar com a aluna, mas sim porque era o justo. Numa das conversas com Cascão, o amigo riu da cara dele de sair lágrimas: "Você acredita mesmo que se tiver o caminho livre não vai ficar com a Mô? Conta outra, Careca!", foram as palavras do menino para ele. 

A turma continuava seus encontros, Mônica agora ajudava mais de uma pessoa da sua sala de aula, dividia seu tempo entre aprender com o Cebola e ensinar matemática para os amigos.

Depois de meses sem trocar uma palavra, Carmen conseguiu se reaproximar da sua ex melhor amiga, começaram trocando um oi, depois falando do tempo, e o assunto do início do ano acabou sendo esclarecido entre lágrimas das duas meninas. A morena havia perdoado a moça, mas não conseguia mais ser como antes; mesmo assim se esforçava para integrar Carminha às conversas, às saídas, enfim, acreditava que um dia tudo poderia ser normal outra vez. 

A única coisa que não andava tão bem era o fato de Mônica não suportar Amanda. Camila era a namorada do Cebola, isso era fato, e elas já tinham se encontrado uma ou duas vezes dentro daqueles três meses que se passaram; mas era Amanda que a deixava louca ao se atirar sobre Cebola noite após noite. O santo das duas jovens não bateu e era visível que se aturavam unicamente por convivência num grupo em comum. 

Aquela situação entre elas estava pronta para piorar se dependesse de Amanda. A garota percebia que Camila perdia terreno, mas quem ganhava era Mônica. Ela não esperara tanto tempo para ser jogada para escanteio por causa de uma sem graça! Foi numa noite que Cebola não estava presente que ela começou a colocar seu plano em prática para tirar uma adversária do jogo, antes mesmo de ela entrar propriamente dito. 


Notas Finais


Perceberam a passagem de tempo, né? E também a explicação do Cebola logo no primeiro parágrafo, relacionada ao motivo dele ter contado tão na cara. Espero que tenha dado pra entender <3
Beijos e até o próximo <3


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