História Confissões Adolescentes - Capítulo 37


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cascuda, Cebola, Denise, Do Contra, Magali, Mônica, Titi, Xaveco
Tags Adolescentes, Cebonica, Colégio, Docônica
Exibições 99
Palavras 1.048
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eu não sei por onde começar, mas acho que seria uma boa ideia pedir desculpas :$
Sinto muito por ter ido sem avisar nada a nenhum de vocês, foi muito feio da minha parte.
Agradeço a preocupação de alguns que sabiam que eu não abandonaria nada e nem ninguém assim sem explicar.
Bem, os meses de outubro/novembro não foram os melhores do meu ano, infelizmente eu tive um problema familiar grave, que também coincidiu com a entrega de um TCC na faculdade e o início de um novo curso superior (math).
Queria muito pedir a compreensão de vocês, mas eu realmente precisava desse tempo só para mim e encontrei-me sem tempo ou inspiração para escrever.
Voltei agora com a certeza que posso terminar essa história e começar algumas outras ideias num futuro breve.
Sem mais delongas, vamos a um capítulo que vocês aguardavam desde que comecei a escrever isso aqui haha'

Capítulo 37 - Uma última vez.


Fanfic / Fanfiction Confissões Adolescentes - Capítulo 37 - Uma última vez.

Cebola nem demorou a pegar no sono aquela noite, estava meio tonto pela bebida e a diversão com os amigos pode ter ajudado, apenas deitou na cama, sequer tirou os sapatos e dormiu como estava. Não custou muito a logo mergulhar num sonho cheio de imagens desconexas, risadas, beijos, sabia muito bem para onde estava indo, tentava voltar, acordar, sabia como terminava, bem na metade, no meio daquela noite tão bonita, o sonho tornava-se pesadelo. Ao contrário do que imaginava que aconteceria, um personagem diferente invadiu aquele cenário: Mônica apareceu e calmamente fez com que saísse do desespero sem fim, ao tocar em sua mão, mandou para longe toda a dor daquela madrugada.

O rapaz acalmou o grito que estava prestes a sair outra vez, o som grave e alto deu lugar a um sorriso brando e um suspiro de alívio. Suspeitava que ainda estava sonhando quando sentiu uma mão macia acariciando seus cabelos, quase deixou o nome da aluna escapar de sua boca, mas ao abrir os olhos deu-se conta que já era de manhã e que, sentada ao seu lado, estava Camila, sua namorada.

– Bom dia, dorminhoco! Pelo visto chegou bem cansado ontem, nem tirou os sapatos! – A moça observou.

– Ah, oi. – Ele limitou-se a responder. Tinha a certeza que Camila não poderia ter noção dos seus sonhos, mas sentia quase como se tivesse a traído. – Eu vou tomar banho e depois a gente sai pla dar uma volta, pode ser?

– Oba! Adoro nossos passeios. Vou esperar. – Ela mal reparou o nervosismo que ele mostrou ao trocar aquela antiga letrinha.

O coração do garoto apertou ao vê-la sorrindo, sem saber o que iria acontecer, era esmagador perceber que dali a algumas horas os dois estariam tendo uma conversa nada agradável. Entrou no banheiro do seu quarto e olhou-se no espelho, rosto de culpa! Despiu-se e entrou no chuveiro com a água fria mesmo, quem sabe não tinha sorte e pegava um resfriado. Conforme o líquido caía sobre o seu corpo, ele sentia que seus problemas e suas dúvidas iam esvaindo-se pelo ralo. Ao acabar e enxugar-se tinha certeza que o correto era terminar com Camila. O que faria depois disso era manter-se recuado quanto ao que vinha sentindo por Mônica, pelo menos para dar um tempo e descobrir se ela queria o mesmo que ele.

Vestiu-se, tomou café e avisou aos pais que iria demorar a voltar, o dia, só de birra, estava lindo; Camila saltitante e alegre; e Cebola sem saber como iria começar. A ideia era levar a garota para um lugar próximo a sua casa, mas sem muitas pessoas ao redor, assim poderiam conversar mais tranquilamente e a moça estaria mais perto do seu lugar seguro. Não quis dar a notícia na casa de nenhum dos dois para que não ficassem lembrando a cada vez que olhassem para um móvel ou algo do tipo.

Acabou escolhendo uma praça sem muitas pessoas, levou-a para a sombra de uma árvore que os saudava com seus galhos se movendo por conta do vento e ali sentaram-se no chão mesmo.

– Ei! Eu achei que a gente iria para outro lugar, mais movimentado, sei lá! – Camila soltou. – Mas é ótimo que você tenha me trazido onde tudo começou.

Cebola fechou os olhos e pensou no quanto era tapado! Como poderia ter esquecido que fora ali que ele a pediu em namoro?

– Mila, o que eu tenho pra dizer está longe de ser tão legal quanto da última vez. – Soltou antes que perdesse a coragem.

– O que aconteceu? Você tá tão estranho hoje... Tá sério desde que me viu na sua casa. – Tagarelou receosa com a resposta. Realmente amava o namorado, sabia que ser correspondida à altura estava longe de acontecer, porém estava sempre com esperanças de que em algum momento aquilo mudasse.

– Eu realmente não sei como conduzir isso... Mila, você sabe que foi... Bem... A primeira depois de tudo o que aconteceu, a única que conseguiu quebrar um pouco mais a barreira que eu impus após aquela noite... Mas...

– Mas o que, Cebola? Fala de uma vez! – Disse já com algumas lágrimas ameaçando cair.

– Eu não consigo mais levar o nosso namoro em frente. – Confessou de uma vez.

– Não pode ser! Tava tudo indo tão bem, Cebola, não faz isso comigo, por favor. – Ela disse sem conseguir segurar as lágrimas. – Eu não consigo entender! Você tava mais afastado, eu sei, mas eu pensei que... Por favor. – Pediu com um fio de voz.

O rapaz não sabia mais o que dizer, nem como consolá-la sendo ele mesmo o causador de sua tristeza, porém não poderia simplesmente levantar e ir embora, deixando-a ali sozinha. Meio sem jeito, puxou-a para um abraço e balbuciou algumas desculpas, era complicado terminar um namoro, ele nunca mais queria passar por aquilo!

Na cabeça de Camila passavam um milhão de coisas para serem ditas, todos os momentos que eles passaram juntos, arrependimentos por situações que ela provocou e poderiam ter sido diferentes, tristeza por talvez não ter aproveitado melhor o tempo em que estavam juntos e não ter dado valor às coisas pequenas e simples do namoro. Como aquilo doía! Sempre achara que teria mais tempo com o Cebola, tempo para convencê-lo que poderiam construir até mesmo uma família juntos. Imaginava sua casa, seus filhos, os animais, e agora todos os planos que construíra na sua cabeça se perdiam conforme sua dor, em forma de lágrimas, caía molhando a camisa de quem até pouco tempo era seu.

Quando ela se acalmou, se desfez do abraço e olhou fundo nos olhos castanhos preocupados que a fitavam; ali ela não conseguiu ver arrependimento, e a dor era diferente da dela, visivelmente percebia que o garoto só sofria por vê-la sofrer, não por perdê-la. Sentia-se um lixo e um pouco humilhada por pensar em pedir o que queria, mas nunca se perdoaria se não o fizesse.

– Uma última vez... Eu só queria que a gente ficasse uma última vez. – Pediu quase arrependida assim que proferiu as palavras.

Cebola não disse nada, apenas puxou e beijou-a, não por pena, não por pressão, mas sentiu a necessidade de despedir-se. Por incrível que pareça, aquele foi o melhor beijo que os dois deram. Talvez certas histórias não tivessem mesmo que acontecer, talvez o destino reservasse algo mais para eles dois.


Notas Finais


Espero que tenha (re) começado bem rs' Fiz o capítulo com o coração na mão e bastante ansioso para saber a opinião de vocês. Senti muita saudade, espero que ainda tenha leitores e que vocês continuem acompanhando a mim e a esses personagens que sei que já conquistaram o coração de muitos lindos <3
Beijos e até segunda *-*


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