História Confissões de uma garota excluída mal amada e dramatic - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
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Palavras 1.954
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi meus louquinhos e louquinhas,tudo bem com voces? Espero que sim. Curtam o capítulo

Eu tenho um grupo de quiz la no whats vou deixar o link nas notas finais pra quem quiser entrar.

Capítulo 7 - 06


MINHA PRIMEIRA SEMANA de aula tinha sido incrível. Não consegui

parar de sorrir nem por um minuto sequer. Tudo bem que ninguém

mais se aproximou de mim para puxar papo além do Pedro e do Simon.

Tudo bem que vi algumas meninas apontando para mim e rindo, uns

meninos tapando o nariz quando eu passava (Rá. Rá. Entendi a piada e

passei batido, segui o conselho do Simon), mas eu sentia que agora minha

vida começava a mudar. A conclusão inevitável a que cheguei foi: a

demissão do meu pai acabou me fazendo bem. Que loucura!

Se não fosse o fato de ele estar desempregado, eu estaria sofrendo em

silêncio na antiga escola dia após dia. Lá todo mundo queria ser

popular, as amizades eram superficiais, ninguém gostava

profundamente de ninguém, pelo menos era o que eu sentia. Parecia que

eu era a única que não ligava para o que todo mundo ligava. E então as

pessoas simplesmente não falavam comigo. Talvez por não me

entenderem, por não se identificarem comigo. Não tinha ninguém igual

a mim. Mas existem pessoas iguais? O legal da vida não é cada ser

humano ser diferente do outro?

Copacabana, ao contrário da Barra, é um bairro onde se faz tudo a pé.

Nunca pensei que gostaria tanto de andar de um lugar para outro. É um

bairro cheio de velhinhos, farmácias e supermercados. E de bancos e

padarias, e livrarias e confeitarias, e bares, muitos bares e botequins.Na sexta-feira, depois da aula, cheguei ao meu prédio toda serelepe,

louca para contar para a minha família mais novidades da escola nova.

Assim que pisei na entrada, a Jimena, filha do porteiro, 

Logo veio falar comigo, com um sorriso plastificado no rosto.

– Lunaaa! – chamou a garota, que tinha me visto poucas vezes na

vida.

– Jiiimenaaa! – devolvi a montanha de vogais.

– Quer que eu te ajude com a mochiiiilaaaa?

– Imagiiiinaaaaa, não preciiiisaaaa. Obrigaaaadaaaa!

– Nãããão! Deixa que eu te ajuuuudoooo! – insistiu, tentando tirar a

mochila à força das minhas costas.

– Não! Vim carregando até aqui, agora é só pegar o elevador e chegar

em casa.

E para de falar assiiiim! Tá me irritandooooo!, eu quase disse.

– Mas eu faço questão! – insistiu a menina.

– E eu faço questão que você me deixe levar a mochila.

– Por favor, Luna! O que é que custa? – ela insistiu, e eu não estava

entendendo bem por quê.

– Por que você quer tanto carregar minha mochila da portaria até o

elevador, Jin?

– Porque… porque… Porque eu quero ser sua amiga!

Ai, meu Deus!

– Entendi! Você ficou sabendo do meu antigo apelido por alguém do

prédio e ficou com pena, quer fazer a fofa. Obrigada, não preciso de

pena.

– Que apelido?

– Luna do Cecê!

– Luna do Cecê? – perguntou ela, espantada, com as duas mãos na

boca e os olhos arregalados. – Te chamam assim? Ai, meu Deus, tadinha!

Droga! Eu e minha boca gigante!

– Não me chamam assim.

– Mas você acabou de falar!

– Cha-ma-vam!

– Luna do Cecê? – aumentou consideravelmente o tom de voz.

– Fala mais alto. Meu bisavô, que tem problemas de audição, não

escutou lá do oitavo andar.

– LUNA DO CE…

Foi a minha vez de arregalar os olhos para ela. Olhos de ódio, de

repreensão, de “cala a boca, Jimena!”.

– Aaaah… Entendi… Você estava sendo irônica.

– Isso – respondi, já irritada com aquela conversa descabida.

– Mas por que esse apelido? Você parece tão limpinha!

– Eu SOU limpinha!

– Tadinhaaaa!

– Mais um “tadinha” e eu nunca mais falo com você.

– Não! – gritou. Sim, ela gritou. – Isso, não!

Nossa! Ela queria muito ser minha amiga. Uau! Quem diria…

Copacabana estava fazendo bem para minha alma, para a minha energia,

para a minha aura. Uma quase estranha sendo extremamente simpática

e prestativa, e não era por causa do meu apelido. Ela queria só ser

minha amiga. Mas… por quê?

– Tá bem, não vou deixar de falar com você, Jim. Agora preciso

ir.

– Vou com você.

– Você… Vo-você quer almoçar lá em casa? Não avisei, mas…

– Não! Já almocei!

– Então a gente se vê outra hora! Tô morta de fome, preciso subir pra

comer.

– Mas não quero te deixar sozinha.

– Eu só vou ficar sozinha até chegar em casa. Meu pai está lá, meus

avós est…

– Você está sempre sozinha, Luna…

– Como você sabe que estou sempre sozinha? Estou sempre sozinha

aqui, mas vivo saindo com meus amigos da Barra.

– Não vive saindo, não.

– Vivo, sim.

– Não vive, não.

Eu quis matar a Jimena. Só um pouquinho.

– Você não tem amigos.

– Aiiiii! Que loucaaaa! Que menina loucamente louca você é! Eu sou

cheia de amigos, não tenho nem dedos pra contar quantos amigos eu

tenho – menti descaradamente.

Mas no fundo… Ah! No fundo eu adoraria que fosse verdade…

– Eu sei que você não tem amigo nenhum, Luna.

– Por que você está insistindo nessa loucura?

– Porque seu bisavô me contou.

– Contou o quê?

– Que você é muito sozinha, que não tem amigos, que isso te deixa

muito triste.

– E por isso você quer ser minha amiga?

Ela respirou fundo antes de responder:

– Por isso e porque… é… porque…

– Porque… – repeti, impaciente.

– Porque… p-porque seu bisavô pediu.

– Meu bisavô pediu pra você ser minha amiga?! – Levei um susto.

– Isso. Ele quer que a gente comece uma amizade…

Eu não sabia nem o que pensar. Estava atônita com a revelação.

– E como amiga eu vou ter que ser sincera com você. Amiga que é

amiga não mente.

Medo.

– O seu bisavô, na verdade… Ele… ele me pagou.

– Pagou o quê?– Ele me deu dinheiro pra eu ser sua amiga.

– Oi?

– Pra eu ser…

– Ser minha amiga! Entendi!

O elevador chegou e eu entrei pisando forte, bufando, deixando

Jimena com cara de caneca na portaria. Entrei em casa perguntando

pelo meu bisavô, que tinha ido à padaria.

– Vó, você acredita que o biso PAGOU a Jimena, filha do porteiro,

pra ela ser minha amiga?

– Seu biso fez isso? – perguntou ela, chocada.

– Fez!

– Inacreditável! – reagiu vovó.

– Exatamente! Inacreditável! – eu repeti indignada.

– Como é que ninguém pensou nisso antes! – vovó exclamou com um

sorriso.

– Vó!

– Droga! Eu não devia ter dito isso em voz alta. Perdão, Luba. Perdoa a

vovó, a vovó é velha, velho fala coisas que não deve de vez em quando –

ela se justificou, percebendo o absurdo.

– Ninguém me entende nesta casa! Ninguém me entende nesta vida!

– reclamei, antes de deixá-la na cozinha terminando de fazer o almoço.

Logo num dia tão feliz, logo no último dia da minha primeira semana

de aula, logo quando eu finalmente tinha amigos, meu bisavô decide

pagar para uma estranha ser legal comigo. E minha avó achou bom!

Inacreditável!

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!, gritei. Mas só por

dentro. Sou educada e tenho bons modos, jamais gritaria desse jeito

numa casa cheia de gente.

Fui até o banheiro para tentar me acalmar, e, quando saí, já estavam

todos sentados à mesa para o almoço. Fui logo falando com meu bisavô.

– Biso! Fiquei sabendo da Jimena.

– Uma graça de menina, não é, queridinha?

Ai, eu derreto com o “queridinha” do meu biso.

– Ela me contou…

– Contou o quê?

– Que você deu dinheiro pra ela!

– Que eu afanei o pinheiro dela? – ele respondeu perguntando.

– Não! Que você DEU DINHEIRO pra ela.

– Eu nem tenho pinheiro! – A gente nunca sabia se ele estava

fingindo surdez ou não.

– DINHEIRO!

– Ah! Dinheiro! O que é que tem? Dinheiro o quê?

– Você deu dinheiro pra ela.

– Ah, sim. Dei mesmo.

– Pra ela ficar minha amiga? Não precisava!

– Não precisa agradecer, queridinha!Ela não está agradecendo, papai. Ela está chateada com o senhor! –

explicou minha avó.

– Ela está dançando com o avô?

– Pai, às vezes acho que o senhor faz de propósito, sabia? Finge ser

surdo só pra irritar a gente – reclamou vovó. – Como é que a Luba estaria

dançando com o avô se ela está na nossa frente?

– Biso! Não precisa pagar ninguém!

– Precisa sim,Luna! Você não tem amiguinhos! Achei que só o

sentimento de pena não faria as pessoas se aproximarem de você. Mas

por um dinheirinho…

– Biso! – bronqueei. – Obrigada, mas me deixa fazer amizade do jeito

tradicional, por favor?

– Você não sabe fazer isso, minha filha… – papai intrometeu-se na

conversa.

– Conta, Luna, conta mais como está sendo na escola nova? – pediu

meu avô, mudando o rumo da conversa, irritado com os demais.

Era a minha hora de brilhar e surpreender a todos.

– Querem saber? Está sendo maravilhoso! Fiz dois amigos. Dois!

Amigos pra vida inteira – disse, orgulhosa, sorriso indisfarçável no

rosto, cabeça erguida de felicidade.

– Verdade? Quem são? – quis saber meu pai.

–Simon e Pedro. Dois fofos, dois queridos.

– E por que eles viraram seus amigos?

– Porque eu sou legal, pai – respondi, toda inflada.

– Sério, Luna, como se aproximou deles?

– É… É que… eles são meio excluídos também – falei baixinho.

– Ótimo! É isso aí! – Minha avó aplaudiu.

Não é exagero. Ela realmente bateu palminhas irritantemente

empolgadinhas.

– Lembre-se: os nerds de hoje serão os milionários de amanhã, os

horrendos serão os lindos, as lindas serão as mocreias e os lindos serão

carecas e barrigudos – alertou meu pai. – Taí um ensinamento para a

vida toda.

– Você era feio ou bonito? – questionei.

– Lindo. Um dos mais lindos. E olha a tragédia que eu fiquei. Careca

ainda não estou, mas essa pança…

– Inacreditável. Miguel Afonso parece que está com oito meses de

gestação – brincou minha avó (ela adora implicar com meu pai).

– Também, com o tanto de comida gostosa que a Luna faz fica difícil

emagrecer. Essa torta de limão, por exemplo, é a melhor sobremesa do

mundo!

O meu pai sempre gostou da minha comida. Provava desde que eu era

criança e fazia experimentos doidos na cozinha. E sempre lambia os

beiços.


Torta de limão do papai

DIFICULDADE: MINÚSCULA.

#oquevai na MASSA

200 gramas de biscoito maisena

150 gramas de margarina

#oquevai no RECHEIO

1 lata de leite condensado 

 1 caixa de creme de leite 

sumo de 4

limões 

• raspas de 2 limões

#comofaz

1. Triture os biscoitos num liquidificador ou processador.

 2.

Depois, taque a margarina e bata mais um pouco. 

3. Despeje a

massa em uma forma e, com as mãos, espalhe no fundo e nas

laterais, cobrindo toda a área.

 4. Leve ao forno médio

preaquecido por 10 minutos, mais ou menos. 5. 

Para o recheio, é

só bater todos os ingredientes no liquidificador (sem as raspas)

até virar um creme liso e firme. 

6. Bote em cima da massa, taque

as raspas de limão e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos.

Está pronta a melhor torta de limão da vida! Sem cobertura de

suspiro, porque gosto de gordice mas não suporto suspiro.




– E namoradinho? Algum em vista?

– Vó, as aulas acabaram de começar. Ainda não, né…?

– A menina mal tem amigos, imagina namorado,Sharon,! – disse

meu bisavô, mostrando que entendia tudo bem direitinho quando

queria.

Pensei no Gastón. No lindo, maravilhoso, apoteótico, estupendo Gastón.

No perfeito e impossível Gastón.

– Tem certeza? Acho que vi um olhinho brilhando aí…

– Para, vó!

Toda família puxa esse tipo de papo ou é só a minha? Que mania de

saber da minha vida sentimental!

– Cadê meu genro? Só namora se eu aprovar, hein? – meu pai

continuou o assunto, para aumentar ainda mais minha irritação.

– Mas já beijou?

– Claro que não, biso! De onde veio essa pergunta? Não ouviu que eu

não tenho namorado? Vou beijar quem?– Não fala assim com o biso. Olha o respeito! – brigou minha avó.

Vovô seguiu com a superinteressante conversa:

– Um desses meninos, o Simon ou o Pedrl, não pode virar namoradinho?

Por que alguns adultos usam o diminutivo para se referir a paixões

ou amigos? Eu tenho 15 anos, poxa!

– O Simon não faz o meu tipo e o Pedro… Não. Não namoraria nenhum

dos dois.

– Então só pega, boba! – minha vó soltou a pérola.

– Vó! – Ri, vermelha.

– Dona Sharon! Não coloque ideias na cabeça da minha filha! –

reclamou meu pai.


Notas Finais


O que acharam da atitude de pagar uma pessoa para ser amiga da Luna? Quero ver a opinião de vocês aqui nos comentários
Bjs,comentem,votem e favoritem,fiquem com Deus e ate semana que vem

 ❤ Olá seja bem vinda (o)! ❤
Esperamos que goste bastante do grupo e que se divirta com os inúmeros games que temos.

➡ Primeiro de tudo escolha sua casa/equipe que depois enviaremos os links:
Sou Luna ⛸
Violetta 🎤
Pretty Little Liars 🅰
Teen Wolf 🐺
Once Upon a Time 🍎


➡Agora conheça nossas regras:
🚫 Não pode trocar a foto e nem o nome do grupo sem a permissão de uma ADM
🚫 Não pode xingar ninguém. Deve-se manter o respeito sempre.
🚫 Para as tarefas, missões ou desafios as respostas devem ser entregues somente no PV de uma das adms
🚫 Não pode estar em duas casas ao mesmo tempo
🚫Somente as adms podem fazer games
🚫Para todo tipo de resposta deve ser acrescentado o emoji de sua casa
🚫 Qualquer dúvida as adms estão a disposição
🚫sem pornografia
🚫divulgar grupos só com autorização das adms
🚫Sem brigas e xingamentos
https://chat.whatsapp.com/KUh2oGzoej00K6O7PsCBWY



Entrem aí


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