História Confissões de Uma Semideusa em Crise - Capítulo 12


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Categorias As Crônicas dos Kane, Os Heróis do Olimpo, Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Afrodite, Annabeth Chase, Apollo, Ares, Artemis, Atena, Calipso, Carter Kane, Chris Rodriguez, Clarisse La Rue, Connor Stoll, Dakota, Dionísio, Éolo, Eros (Cupid), Frank Zhang, Frederick Chase, Gleeson Hedge, Grover Underwood, Hades, Hazel Levesque, Hefesto, Hera (Juno), Hermes, Hylla Ramírez-Arellano, Íris, Jason Grace, Júniper, Leo Valdez, Nico di Angelo, Percy Jackson, Perséfone, Personagens Originais, Piper Mclean, Pollux, Poseidon, Quíron, Rachel Elizabeth Dare, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Sadie Kane, Thalia Grace, Travis Stoll, Treinador Gleeson Hedge, Will Solace, Zeus
Tags Annabeth Chase, Crônicas Dos Kane, Frazel, Heróis Do Olimpo, Jasiper, Mitologia Egípcia, Mitologia Grega, Mitologia Romana, Percabeth, Percy Jackson, Solangelo
Visualizações 79
Palavras 2.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


voltaaaaaaay!

capítulo novo, narrado por um amorzinho que a gente conhece muito bem :)

não esqueça de ler as notas finais!

ENJOY!

Capítulo 12 - 09. Atiram meu saco no oceano


Fanfic / Fanfiction Confissões de Uma Semideusa em Crise - Capítulo 12 - 09. Atiram meu saco no oceano

F R A N K

Cara, nós estávamos completa, absoluta e certamente lascados.

Vamos começar a narrar da parte em que ainda não fazíamos ideia do que viria a seguir, assim que Peter anunciou que tínhamos chegado ao México.

Tudo bem, nós fazíamos uma leve ideia de que poderia dar tudo errado, seguido de uma pontinha de tragédia, até porque, se não tiver tragédia os deuses, monstros e semideuses nem saem da cama.

- Se você morrer, eu te mato - Piper ameaçou, dirigindo-se a Jason quando estávamos organizando os suprimentos para a missão que viria a seguir. 

- Já saí em mais missões do que tomei banho, pare com essa preocupação exagerada - ele ajeitou os óculos.

- Quem me garante que nessa você não vai desmaiar no meio da luta? - cruzou os braços.

Sorri, prestando atenção na conversa com discrição e fechando minha mochila. Coloquei-a nos ombros e estava para dizer algo, quando tornei a olhar para frente e avistei o casal maravilha trocando um beijo.

Não sou obrigado.

Percorri o navio até subir para o último convés, e antes que eu realmente chegasse lá, fui barrado por três figuras.

- Precisamos conversar - disse Hazel.

Oh-oh. Nunca é bom quando as namoradas dizem isso.

- Hãn...

- É extremamente sério - Reyna olhou em meus olhos, como se estivesse vendo minha própria alma.

Ela é assustadora, só para constar.

- O que você...

- Cadê o graveto mágico? - Leo bateu o pé no chão, enérgico.

- Hein? -  franzi o cenho.

- Anda, Frank - apressou Hazel. - Onde está o seu pedaço de madeira?

Calma, um de cada vez.

Me senti da mesma forma de quando Ares e Marte estavam em conflito dentro da minha cabeça, me dando ordens estranhas e opostas a cada milissegundo.

- Tudo bem, acalmem-se. Tem Frank para todo mundo - fiz um sinal com as mãos para que eles se afastassem um pouco para que eu pudesse passar.

- Anda, dá logo o graveto encantado - Leo estendeu a mão, abrindo-a e fechando-a, como se fosse uma daquelas garras de brinquedos que o objetivo é pegar um bichinho de pelúcia.

- Para quê querem ele? - coloquei, de forma instintiva, os dedos sobre o embrulho por cima do meu agasalho.

- Você ainda usa aquela capinha que Calipso fez? Aquela não inflamável? - Reyna questionou.

- Hãn... Uso, claro. Não gosto de, vocês sabem, correr o risco de morrer e essas coisas - dei de ombros.

- Ótimo, me dá ele - ordenou o filho de Hefesto.

- Oi? Por que eu faria isso? - apertei mais o objeto em meu bolso.

- Frank, só faça - pediu Hazel. Seu tom era suave, mas preocupado e um pouco apressado. - Por favor.

Eu não pude resistir. Me julguem, mas tentem não fazer as vontades daquela garota depois de olhar dentro dos olhos dourados dela.

Bufei e tirei o graveto do bolso.

- Passa para o papai - o garoto continuou fazendo aquele movimento estranho de máquina.

Hesitei por um instante, no entanto o entreguei. Leo não colocaria fogo na minha vida (literalmente). Não de propósito. Eu confiava no cara.

Ele abriu o fiozinho brilhante que fechava a embalagem e tirou o pedaço de madeira envolto numa fina camada de tecido. Então, me devolveu.

Em seguida, o garoto pegou o pacotinho e encheu de parafusos e porcas que havia tirado do bolso. Fechou a embalagem, rodou-a segurando pela corda brilhante e a atirou o mais longe que pôde no mar.

- Problema resolvido - espalmou as mãos, como se limpasse a poeira inexistente destas.

- O-o que você...

- Não vamos mais correr riscos - explanou Hazel.

Aaaaah! Não entendi nada.

- Preste atenção, Zhang - Reyna estralou os dedos. - O embrulho foi feito por Calipso, e ela é quem está ajudando Urano a se levantar, acha que vamos deixar a sua força vital à mercê da feiticeira?

- Ah. É uma boa linha de raciocínio - admiti. - Quando pensaram nisso?

- Leo quem nos contou sua ideia - Hazel apontou-o com o polegar.

- Eu só repeti o que a Isa me disse - ergueu os braços.

- Foi ideia dela? - Reyna levantou a sobrancelha. - Por que não veio ela mesma contar?

- Ah, agora você tocou num assunto delicado - coçou a cabeça.

Como se por ironia, a garota de quem falávamos sobre, subiu as escadas. Automaticamente, paramos de falar e a encaramos, deixando claro de que nos tratávamos dela um segundo antes.

Olhou de forma direta para Leo, mas um instante depois desviou o olhar e passou por nós sem sequer abrir a boca e seguiu para a cabine de controle, fazendo questão de esbarrar no filho de Hefesto.

Nós três nos voltamos para o Valdez.

- Vocês brigaram? - Reyna e Hazel disseram em uníssono. Me espantei, franzindo a testa.

Como elas faziam aquilo?

- É tão claro assim? - o semideus deu um sorriso decepcionado.

Elas acertaram mesmo, que bruxaria é essa?

- O que houve? - Hazel parecia movida com a situação.

- Aparentemente, ela odeia ser chamada de pequena, pequeña e entre outros - apertou os lábios.

Hazel bateu com a mão na própria testa. Reyna suspirou, agarrou o filho de Hefesto pelos ombros e disse:

- Eu vou te contar uma coisa, Valdez. Preste atenção - ela quase o ergueu do piso, o que não seria muito difícil, Leo não devia pesar mais do que um cacho de uvas. - Nenhuma garota que se preze gosta de ser chamada assim. Onde acha que estamos? Esse é o século XXI, cara, não uma fanfic clichê - e o largou.

Eita.

Leo piscou, atônito. A pretora o soltou.

- Que tapa na cara, reina - ele ainda estava sem saber como reagir, sem expressão.

Eu também.

- Hãn... - eu estava começando a dar um jeito no silêncio, porém, Jason apareceu no local, acompanhado de Carter, o semideus com uma mochila nos ombros e o mago vestido com roupas brancas de linho.

- Acabamos de calcular a rota, estamos prontos - o loiro advertiu.

- Hey, galera - a voz de Peter provinha dos auto-falantes. - Vamos ancorar em exatos três minutos e dezesseis segundos.

(...)

- Vejam bem - Percy tomou a palavra, pouco antes de sairmos do barco. - Vocês terão que dar um jeito de ir para o Itzá sei lá das quantas. Pode ser a pé, mas o caminho, pelo calculado, é de oito horas. Isso sem contar com os possíveis ataques, e as paradas que terão que fazer para se recuperar. É o método mais arriscado.

- Tentem evitá-lo - Annabeth aconselhou. - É um ponto turístico conhecido. Se derem sorte, poderão achar um guia ou algum ônibus que os levem direto para o monumento. Vocês terão dois dias. Se não voltarem dentro desse período, mandaremos uma equipe de buscas, a menos que nos comuniquem por MI que não é necessário.

Todos assentimos.

- Alguém tem algo a acrescentar? - a filha de Atena olhou para os semideuses e magos. Nenhum disse nada.

- Boa sorte - Eduarda desejou, sorrindo de modo singelo.

Hazel saiu do meu lado e andou rápido até a filha de Apolo, dando-lhe um abraço forte e apertado, mesmo veloz. Posso jurar que a ouvi murmurando um "obrigada".

Não sabia que elas eram tão amigas.

A prancha de embarque se abriu, batendo no cais. Madeira na madeira.

Reyna enrolou o mapa que estudamos por quase uma semana e o guardou num movimento rápido no bolso lateral da mochila em suas costas.

Vê-la sem a capa romana e a armadura dourada era estranho. Naquele momento ela vestia uma blusa do SPQR e um jeans comportado, o que a fazia parecer uma adolescente normal.

Percebi que estava encarando-a. Desviei os olhos.

Quase gritei de susto quando Nico puxou meu braço para um canto e balbuciou, com aquela sua voz calma e perigosa:

- Deixe algo acontecer com minha irmã, e juro que faço você ficar cantando como um soprano durante um mês.

Para uma pessoa de 1,60, ele até que era bem (ameaçador) convincente.

Me soltou e deu um sorriso - foi assustador.

Dica para os filhos de Hades: quando forem tentar espantar alguém, sorriam! Seus inimigos irão sair correndo e gritando pela mamãe. Essa coisa de espadas? Está completamente fora de moda. Só usem os músculos de seu rosto, está de bom tamanho.

- Boa sorte na missão - e saiu.

Isso foi sinistro.

Apenas assenti, mesmo ciente de que ele não veria, e me retirei do navio. Após que eu descesse, a prancha continuou abaixada, como se estivesse me lembrando que poderia ser a última vez na qual eu a veria.

Estou muito dramático ultimamemte, credo.

Afastei aqueles pensamentos. Nós havíamos derrotado Gaia quase dois anos antes, estava tudo bem. Nós dávamos conta.

Suspirei pesadamente, apertando a alça da mochila. Foi naquele instante que eu percebi que eu fora o último a sair do Argo III, e que Jason dava algumas instruções.

- ...ideia? - o filho de Júpiter estava finalizando alguma sentença a qual eu não escutara o início.

- Podemos seguir até o comércio mais próximo - Reyna apontou para o fim do cais, onde havia algumas lanchonetes beira-mar e lojinhas de presente. - Coletar as informações que precisamos, e depois decidir o que fazer em seguida.

- Bom, acho que não existem muitas escolhas sobre isso, certo? - Hazel deu um sorrisinho sem mostrar os dentes.

- Vamos? - Jason passou os olhos por nós.

(...)

Nota mental: da próxima vez que eu visitar o México, preciso me lembrar de que, lá, eles falam espanhol.

Eu sei, pode me chamar de tapado.

Mas, eu fiquei tão preocupado com a missão e com a cabeça lotada de outros pensamentos, que nem me toquei que nós estávamos na América Central.

Por sorte, coincidência, destino, chame como quiser, Reyna era fluente na língua espanhola.

Chegamos ao comércio, e adentramos uma lanchonete pouco movimentada, nomeada como Delicias de la Yucatán.

Como havíamos tomado café no barco, só aparecemos ali para pedir informações sobre o lugar.

Reyna e Jason foram até o caixa e nós restantes sentamos numa mesa desocupada. Fiquei observando os dois, enquanto Hazel e Carter fiscalizavam o ambiente, num tipo de sentinela tripla.

Os que permaneceram de pé, estavam conversando com uma garçonete. Reyna passava para ela as falas traduzidas para o espanhol, e revertia o processo para Jason.

- Lá, está vendo? - Hazel apontou para algo do lado de fora da janela, a expressão desconfiada. - São elas, de novo.

Olhei para onde ela indicava. Ao longe, estava um grupo de umas quatro garotas.

Desde que tínhamos saído do alcance do cais, a filha de Plutão estava de olho em algumas meninas. Elas faziam o possível para fingir que não, mas possuíamos más experiências o suficiente para saber que nos seguiam.

Pelo pouco que eu olhara pelo canto dos olhos, me pareceram serem todas irmãs. Idênticas.

Minha curiosidade não aguentou. Tive que olhá-las, na cara dura.

Todas as quatro eram louras. Andavam como soldados, quase que marchando. Com coroas de louros na cabeça, todas, sem excessão, deixavam de nos encarar.

Parecia cronometrado: primeiro uma olhava para nós, depois virava o rosto para outra direção, e fingia que estava interessada em algo em uma banquinha de artesanato. Outra fazia o mesmo e depois olhava o horizonte nublado. Isso se repetia várias vezes.

Como não tinha percebido aquele padrão antes?

Elas não sabiam como disfarçar, mas tive que admitir que eram bem... Romanas.

Eram organizadas e militares, me lembraram as caçadoras de Dia... Quer dizer, Ártemis.

- Você acha que são Amazonas? - Hazel não tirava os olhos das meninas.

- Não... Não sei. Não faço a menor ideia. Hum... Havia algum monstro na mitologia que atacava em grupos de quatro? - perguntei.

- Monstro? - ela pareceu surpresa com a ideia. - Estava pensando em algo bom, sabe? Como um grupo de ajuda enviado pelos deuses, ou sei lá - deu de ombros. - Mas, não, eu não me lembro de nenhum monstro que faz seus ataques em quarteto.

- Desculpe - Carter falou, me fazendo lembrar de sua presença ali. - Não sei quase nada da mitologia de vocês, mas... Sei que todo cuidado é pouco. Sugiro que demos o fora daqui o quanto antes.

- Apoiado - sorri, sem os dentes, em aprovação, para o mago.

- Frank - Hazel agarrou um dos meus braços, apertando-o, olhando para lá fora, os olhos fixos e uma expressão de horror. - Elas... Elas...

Eu mesmo tive que mover o campo de visão para a janela. Hazel não precisou terminar a frase para que eu entendesse o motivo de seu alarde.

As garotas. Uma delas estava com uma lança de ouro em mãos. Mirando fixamente em direção à minha cabeça.

E, então, lançou a arma.


Notas Finais


espero que tenham gostado do capítulo :)

olhem, eu tenho me esforçado bastante para nossa história fluir, tanto que eu devia estar em hiatus, assim como estou no wattpad

talvez, na semana que vem, temos capítulo novo, mas nada certo, porém, não vou demorar como antes para voltar combinado?

sabem como me ajudar, não sabem? encham aqui embaixo de comentários, quero muuuuuitos textões, ok? quanto mais comentários, mais cedo eu volto

ah, na sexta-feira (18/08), teremos um especial :)

até mais!


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