História Conflito entre Detetives - Capítulo 1


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Palavras 2.103
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Drogas, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais uma história, continuando os casos de Hiro e Elise.

Capítulo 1 - Por que faz isso, Caity?


O celular tocou. Hiro acordou e o pegou, estava no chão, carregando ao lado da cama. Número desconhecido, Hiro atendeu.

"Alô?"

"Olá, Hiro." -Disse alguém na ligação.

"Não, Alan. Não vou enfrentar você."

"É Edgar."

"Tanto faz."

Hiro desligou. Mais um dia passou. Novamente, uma ligação, sempre a mesma conversa, mas Hiro ia ficando cada vez mais impaciente. Vários dias a mesma coisa, até Hiro se cansar.

"Ok, Bryan. Onde posso encontrar você?"

"É Edgar. Irei mandar uma mensagem com endereço e tudo mais. Hora de eu me vingar."

"Bla bla bla."

Hiro desligou. Uma mensagem veio minutos depois. Ele se jogou na cama e dormiu novamente. Ao acordar, tomou um banho, se arrumou e foi há cozinha, que ficava no andar de baixo de sua casa. Era grande, espaçosa e com 6 quartos. Na cozinha, se encontrava Elise colocando a torrada na torradeira.

"Boa noite." -Disse Hiro.

"Hein?" -Elise ficou confusa.

Elise usava seu terno preto como sempre. Hiro com seu jaleco marrom. Ele começou a fazer café com a cafeteira e pegou um copo para beber. Sem açúcar, sem leite, ele o bebeu puro e quente em segundos. Elise se impressionava com aquilo. A torrada estava pronta, ela a pegou e se dirigiu a porta da casa. Hiro a seguiu. Havia apenas os dois acordados ali, saíram sem fazer qualquer barulho. Elise entrou no carro (o qual a Central ofereceu a ela) e Hiro fez o mesmo ao lado dela. Os dois colocaram os cintos e Elise ligou o carro, começando a dirigir.

"Elise, lembra do cara que está me ligando desda última vez que vimos o Rick?"

"Edgar?"

"Sim. Bem, eu decidi ir logo ver o que ele quer, siga esse endereço."

Hiro começou a mexer no GPS do carro, sem saber o que estava fazendo. Elise comecou a dar tapas na mão dele.

"Ei, ei, ei, ei! Não mexa ai."

"Eu sei mexer, fica calada."

Hiro parou e Elise olhou para o GPS.

"Ele mora na John F. Kennedy International Airport?" -Elise perguntou.

"Não, mas é no Queens."

"Me dê seu celular."

Hiro abriu a mensagem de Edgar e mostrou a ela. Elise acelerou e mudou a rota do carro. Minutos depois, ela parou em uma rua deserta com alguns apartamentos. Edgar não especificou exatamente onde era a casa dele. Os dois saíram do carro e Elise o trancou. Eles começaram a bater de casa em casa perguntando o nome das pessoas, mas nada. E então, Hiro viu uma porta escondida em um beco escuro, próximo de onde estavam. Elise o seguiu e sacou uma arma. O clima era tenso. Ao chegaram a frente da porta, havia uma placa dizendo "Bem-Vindo, Hiro." Hiro a abriu a porta seriamente e se deparou com um gato da raça azul russo em frente a entrada.

"Hã..." -Hiro ficou confuso.

Não era uma casa, era um quarto. Havia uma mesa no centro, uma cadeira, no fundo uma cama e do outro lado areia de gato. Havia estantes com livros. Na cadeira, estava sentada um homem com roupas "clássicas" e seu cabelo era grande que cobria seus olhos, mas havia uma brecha para vermos pelo menos um de seus olhos.

"Olá, Hiro." -Disse Edgar.

"Quem é você?"

"Você não lembra mesmo?" -Edgar choramingou.

Elise guardou sua arma e entrou após Hiro, fechando a porta. O gato correu e pulou na mesa de Edgar.

"Quem é a gata mais linda do mundo?" -Edgar se dirigiu ao gato.

A gata o arranhou e Edgar gritou. Hiro estava tão horrizado com a ridícula situação que se dirigiu a porta.

"Por que faz isso, Caity?" -Edgar choramingou.

"Adeus."

Hiro pegou na maçaneta mas Edgar gritou.

"Espere!"

Hiro olhou para Edgar, que levantou e bateu na mesa. Os dois se encararam seriamente.

"2 anos atrás... Você me humilhou, apenas porque eu errei em uma coisa na simulação do assassinato."

"Hiro, do que ele está falando?" -Elise perguntou.

“Nem eu sei.”

Hiro se virou para Edgar e se aproximou, ficando cara a cara com ele.

"Naquele dia... você me fez planejar minha vingança, e eu treinei cada dia, estudei, mudei meus pensamentos... tudo para te enfrentar novamente. Você realmente não lembra?"

“Nem um pouco.”

Edgar abriu a gaveta e puxou vários papéis, os jogando na mesa.

"Eis meu desafio. É um caso que foi aberto a pouco tempo. Há alguém assassinando mulheres com o mesmo nome, tudo na nossa cidade amaldiçoada. Eu te desafio a nos enfrentarmos, o conflito entre detetives! Quem resolver o caso será o vencedor!”

“Recuso.”

“O que...?” –Edgar se assustou.

“Bem, o que irei ganhar com isso?”

“Bem, imaginei que diria isso.” –Edgar puxou mais papéis e jogou na mesa. “Você ganha isso.”

Hiro se espantou ao ver só a capa dos papéis.

“Convincente.” –Hiro respondeu com calma.

“Hiro, não vai aceitar isso, vai?”

“De fato, minha cara Elise. Sou um detetive de homicídios de respeito. Sou um profissional.”

Elise sorriu e se surpreendeu com a decisão de Hiro.

“E é por isso, que eu aceito o seu desafio.” –Hiro sorriu.

“O que?” –Elise ficou brava.

“Feito então, meu caro Hiro.”

“Que vença o melhor.” –Os dois disseram ao mesmo tempo.

A gata subiu no ombro de Edgar e o arranhou novamente. Ele se ajoelhou.

“Por que, Caity?” –Edgar choramingou novamente.

Hiro suspirou e saiu do local. Elise o seguiu. Os dois entraram no carro e botaram os cintos.

“Você está louco?” –Elise perguntou.

“Eu nasci assim, eu acho.”

“Um caso sério... Um caso sério! E Você aceitou como uma competição, você passou dos limites.”

“Bla bla bla, vamos embora.”

Elise suspirou e ligou o carro. Começou a dirigir enquanto Hiro olhava pela janela. Ela olhou um pouco pra baixo e viu o braço de Hiro, a manga do jaleco estava um pouco levantada, a permitindo ver um pouco da marca em forma de C no braço dele. O silêncio permaneceu por alguns minutos, mas Elise o quebrou.

“Então... essa marca que você possui no braço... só voc...”

“Apenas membros importantes, é como uma prova de lealdade.” –Hiro ajeitou a manga quando a interrompeu.

“Entendo... o Klaus, como ele consegue aquilo? Tipo, enlouquecer pessoas.”

“Sendo sincero, não sei. Minha família biológica era associada com coisas místicas e etc. Não acredito, mas existem venenos que podem enlouquecer, mas nos corpos, pelo menos dos que sobram, não há registros disso.”

“Só mais uma pergunta.”

“Diga.”

 “O Tyler possui essa marca?”

Hiro riu. Elise sabia que o incomodava um pouco com certos assuntos sobre a Corte, mas não entendeu a risada dele.

“Elise, Elisizinha, Elise, Tyler é um caso em especial, a dele o beneficia.”

Elise não perguntaria mais nada, não hoje. Hiro sorria enquanto olhava para a janela agora, ele era misterioso.

*****

Hiro e Elise entravam na sala principal do setor deles na Central de Investigações. Como sempre, havia Eddie e Daisy os esperando. Dessa vez, falta três pessoas, o qual os que estavam ali sentiam falta. Os dois se sentaram, Hiro afastou um pouco a cadeira dele e botou os pés na mesa. Uma mulher de meia idade, ruiva, escocesa, e de terno entrou. A nova inspetora, a Sra. Bex.

“Detetive Hiro, tira os pés da mesa.” –Ela passou por Hiro e lhe deu um tapa na cabeça.

Ele tirou os pés da mesa. Bex se sentou na cadeira central da mesa.

“O que temos hoje?” –Perguntou Bex.

“Bem, há um caso que ninguém assumiu ainda. É sobre uma série de assassinatos de mulheres com o mesmo nome. Até agora, foi registrado morte de 3 mulheres que se chamam Alicia.” –Eddie disse com uma pasta nas mãos.

“Oh, Alicia!” –Hiro falou alto. “Alicia, Alicia, Alicia. Eu conheço alguma Alicia?” –Ele perguntou olhando pra Elise.

“Eu acho que sim...?” –Elise respondeu.

“Bom, na verdade, é ótimo.” –Hiro puxou a pasta das mãos de Eddie.

Hiro tirou um óculos de um dos bolsos do jaleco e os colocou. Era óbvio pra todos, os óculos que ele havia roubado de Adam. Ele começou a ler sobre as vitimas.

“Definitivamente, não é a minha Alicia. Digo, a que conheço.” –Hiro jogou a pasta em Eddie. “Estou dentro. O caso é meu.”

Elise encarou Hiro, ele apenas sorriu ironicamente.

“Ótimo, sempre nos atualize sobre o caso. Há algumas coisas, interrogamos certas pessoas.” –Disse Eddie.

“Diga-me, não quero ler.”

“O interessante, é que as vitimas tem nomes que começam com a letra A, e todas morreram um dia após a outra. Alicia Elizabeth, primeira vitima. Ela sofreu vários ferimentos na cabeça.”

“Taco de beisebol? Quantas batidas?”

“O Suficiente para sofrer um traumatismo. Pode-se dizer que foi 5 com bastante força ou 20 com uma força média.”

“Para não imaginarmos se é homem ou mulher.”

“Foi morta na saída de um show, sem testemunhas, 30 anos. A segunda é Alicia Turner, morta por um machado, enfiado em suas costas. Estava em um acampamento em uma floresta com amigos, ela saiu e o acharam morta. Estavam na floresta Ghost Woods, é chamada assim pelos visitantes porquê dizem que há fantasmas a noite, os amigos dela estavam lá para gravarem e verem se era real. Falaram que era uma boa garota, inocente, nunca se metia em brigas ou coisas assim. Tinha 20 anos.”

“Boa garota, boa garota.”

“A última se chama Alicia Gustin, morta na própria casa. Os pais saíram e então, quando voltaram, foi achada com um corte no pescoço, sangrando nas escadas da casa. Era professora, tinha 26 anos. Os pais disseram que estava namorando um rapaz ruim, falamos com ele. O rapaz menospreza e nem ligou para a morte.”

“Normal, normal. Nada bom. Preciso de pistas, pistas, pistas, pistas!” –Hiro levantou. “Me dê os papéis, vou investigar os locais, precisamente a floresta do acampamento. Elise, me leva lá, por favor.”

Elise suspirou e levantou.

“Detetive Elise, fique com o cargo de cuidar do Hiro, o vigie.” –Disse Bex.

“Sim, Inspetora.”

“Vamos!” –Hiro correu para fora como uma criança.

*****

Edgar andava pela rua nervoso. Ele não era muito de sair, sempre trancado naquele quarto na espera de Hiro. Edgar andava pelas ruas a procura do namorada da Professora Alicia. Um gangster que andava de moto pelas ruas de Nova York. A gangue atendia pelo nome de Bad Wolf. Edgar tinha informações que diziam que eles estariam sempre em um bar, o tão aclamado Virgin Atlantic Clubhouse. O lugar era tão grande que assustou Edgar. Ele foi até a entrada e estava com muitas pessoas, ele certamente não queria entrar ali. Ele começou a gritar na entrada.

“Bad Wolf! Digo...” –Edgar olhou os papéis. “Senhor... Daniel!”

O barulho incomodava Edgar, ele precisava chamar a atenção de outra maneira. Como nos filmes, existiam motos radicais altamente caras na frente do local. Edgar começou as chutar (o que não deu muito certo, ele desequilibrava as vezes), então, pegou um caco de vidro que se encontrava no chão e começou a rasgar as rodas. Um dos membros apareceu e gritou.

“Ei! Corram aqui!”

Edgar se espantou e tentou correr (que novamente, não deu certo). O líder deles o pegou pela gola da camisa e levantou a mão, pronto para lhe dar um soco.

“E-E-Espere. Eu vim falar com você, Daniel.”

“Como sabe meu nome?!” –Daniel perguntou.

“E-Eu chutei. Na verdade, vi nos arquivos policiais. Você era namorado da Alicia, a professora que foi morta.”

Os caras atrás dele conversaram entre si.

“Eu tenho esposa, beleza? Não conheço essa daí.”

“Ah, você conhece. É apenas um gangster perdido com uma esposa que não te dá atenção, então, você a trai porque não tem respeito por ela. Age como alguém bom e depois joga no lixo, você só quer se divertir.” –Disse Edga olhando seriamente para Daniel, pelo menos, olhando com apenas um dos olhos.

“Olha aqui, o que você quer?”

“Sabe se você é o assassino da Alicia.”

“Por que eu seria? A garota não me deixava em paz, foi duas noites.”

“Duas vezes três.” –Edgar acrescentou. “Cadê o machão pra assumir o que fez de errado?”

Daniel o encarou friamente e movimento a mão novamente. Edgar percebeu a besteira que fez e correu, se livrando facilmente de Daniel. Os outros tentaram pegar as motos, mas daquela vez, não iriam matar ele. Edgar sumiu de vista ao se esconder em um lugar escuro, atrás de uma escola. Edgar precisava de um jeito de descobrir novas pistas, mas pra ele não havia como, o que o preocupava com Hiro acabar sendo mais esperto. Ele pensou, pensou, pensou, e finalmente recordou de algo. Ele procurou um taxi, ao acha-lo, entrou nele.

“É... Ghost Wood, por favor.” –Disse Edgar.

“Ok.” –Disse o Taxista comum.

Então Edgar partiu para a floresta.



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