História Conflitos de um grande amor - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bissexual, Blumettra, Gran Hermano, Homossexual, Mulheres, Romance
Visualizações 16
Palavras 1.516
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 10 - Revelando o "segredo"


Cheguei em casa e fiquei pensando qual seria a melhor maneira de contar para ele. Mais uma vez não cheguei à nenhuma conclusão. De qualquer forma seria horrível. Liguei e perguntei se eu não poderia ir na casa dele mais tarde. Ele disse que com certeza eu poderia, que até que enfim eu tinha ligado e que ele estava com saudades. Que merda!!!

Bom, chegou a hora e eu fui até lá.

- E aí, gata. Eu já estava ficando preocupado com você. – Me puxou e veio me beijar, mas eu o impedi.

- Marco, eu queria conversar com você.

- Porra, Elettra, não passou essa tua fase, ainda?

- Não. A gente tem que levar um papo sério.

- Que papo sério, Eli? Fala de uma vez que eu já tô ficando de saco cheio dessas suas crises existenciais. O que é que tá acontecendo com você, afinal?

- Senta aqui, vai – puxei ele para a cama e sentei em uma cadeira de frente para ele. Respirei fundo. Não tinha a menor idéia de como começar a conversa. – É o seguinte. A gente já tá namorando há mais de dois anos, né?

- E o que é que tem?

- Eu queria que você soubesse que, nesse tempo todo, eu sempre fui sincera com você.

- Fala logo o que você tem pra falar. Não precisa ficar dando voltas, não. – ele estava totalmente inquieto, mas tentando passar uma imagem “não tô nem aí”. O Marco era muito orgulhoso nesse ponto.

- Tá legal, então. É o seguinte. – mais uma vez respirei fundo – É que rolou um lance na minha vida meio inesperado. – dei uma pausa.

- Continua – ele sentou, com os braços cruzados e uma cara de puto da vida.

- Então. Lembra que no feriado eu disse que ficaria aqui porque eu iria sair durante esses dias com a Dani pra curtir um pouco a noite? Que não seria nada de mais, pois ela é gay, e nós só iríamos pra boates desse tipo pra zoar, mas mesmo assim você ficou puto e nós acabamos tendo aquela briga horrorosa?

- Lembro perfeitamente. Você disse que iria, inclusive, ficar na casa dessa garota. Não deu pra acreditar – Ele estava cada vez mais puto.

- Pois é. Só que aconteceu uma coisa nesse feriado...

- Sei. Aquela sua amiga sapata te levou pra uma boate e algum esperto estava lá e te deu uns pegas.

- Isso é jeito de falar, Marco? Eu não sou uma dessas piranhas que você encontra por aí não, tá legal?

- Continua, pô! Foi isso ou não foi? Você me colocou um chifre com algum vagabundo que você conheceu por aí, não é?

- Com um cara, não. – dei uma pausa – Com ela. – Cara, na boa, nunca vou esquecer e expressão de espanto que ele fez naquela hora.

- O quê? Peraí, não tô entendendo direito. Vamos começar de novo. Você ficou aqui no feriado...

- É isso mesmo que você ouviu, Marco – interrompi ele – Eu fiquei com a Dani.

- Você me traiu com aquela garota?

- É isso aí – falei, com a cabeça baixa, envergonhada com a situação.

- Você tá querendo me dizer que trepou com outra mulher? É isso que você quer dizer?

- Marco, eu...

- Puta que pariu! – ele me cortou – Não dá pra acreditar nisso!

- Eu sei que é uma loucura, mas..

- Loucura??? Loucura??? Você só pode estar brincando. Só pode ser isso!

- Marco, fica calmo. Tenta me ouvir.

- Você tem idéia do que você tá me falando, por acaso? Tem ou não tem?!?

- Tenho – falei com a cabeça baixa. Que merda essa situação, eu pensava.

- Tem mesmo?? Pois não tá parecendo.

- O que você queria que eu fizesse?

- Que você tivesse dito um não pra ela, por exemplo. Era o mínimo!

- Não teve como eu dizer não.

- Eu sabia. Eu sabia!! Eu tinha certeza que aquela garota ia cair matando em cima de você. Se aproveitar da sua ingenuidade.

- O quê???

- Essa gente é assim, mesmo. Não pode ver mulher na frente que já vai dando em cima.

- Olha, eu tô indo embora, tá legal? Não vou ficar aqui ouvindo esse tipo de coisa. Quando você esfriar a cabeça a gente conversa melhor. – Levantei e fui saindo, até que ele me segurou.

- Peraí, Elettra. Não vai ainda não. Vamos conversar. Olha só, isso pode ter acontecido, tudo bem. Eu perdôo. Quem não erra uma vez na vida.

- Não aconteceu só uma vez, Marco! Aconteceu no feriado, segunda, ontem, hoje de manhã. Você não tá entendendo.

- Tô entendendo sim, amor. Você tá passando por uma fase difícil, é só isso. Tenho certeza de que uma terapia vai..

- Terapia???

- Claro! Olha só, nós estamos juntos há dois anos. A gente nunca teve problemas na cama. Você sempre foi muito quente. Demais, até. Não parece uma atitude de quem não gosta de homem. Você não é gay, Elettra! É óbvio isso!

- Você está confundindo as coisas, Marco. Não tem nada a ver com gostar de transar com homens ou gostar de transar com você.

- Como assim não tem nada a ver?? Você está jogando a nossa história no lixo por causa de uma garota qualquer e vem me dizer que não tem nada a ver? Acorda Elettra! O que está acontecendo é que você está passando por um momento ruim! Só uma terapia vai poder te ajudar. Eu te dou todo o apoio.

- Cara, agora sou eu que não tô acreditando.

- Eu tô falando sério, Eli! Olha, eu vou ficar do teu lado nesse momento. Vou te dar toda a assistência que você precisar.

- Eu não tô doente não, Marco. Quem precisa de terapia é você. Deixa eu ir embora.

- Vai então! – Ele me empurrou – Volta pra sua amiguinha sapata. Aliás, você é igual a ela. Não sei como é que eu me enganei por tanto tempo. Piranha!

Saí da casa dele super mal. Eu achava que seria um horror essa situação, mas nunca esperava que ele fosse tão grosso comigo. Foi um dos momentos mais difíceis da minha vida, afinal de contas, eu tinha namorado com ele por mais de dois anos. Não era pouco tempo. Doeu ouvir ele falar tudo aquilo de mim. Eu estava indo para a casa, mas não consegui. Parei no meio do caminho e liguei para a Dani. Eu precisava de alguém legal do meu lado nessa hora.

- Alô?

- Oi, Dani, sou eu.

- Oi, amor. Como é que foi lá? Você já falou com ele?

- Já. Foi horrível – falei chorando.

- Eli, não fica assim. Onde é que você tá?

- Na rua. Não queria ir pra casa, agora.

- Você quer vir aqui pra casa?

- Não, eu queria ir para outro lugar. Você vem comigo?

- Claro que eu vou! Onde é que você quer ir?

- Eu queria passar a noite com você. Você pode?

- Posso, claro, mas e os seus pais?

- Ah, sei lá. Amanhã eu conto pra eles que eu terminei com o André e que dormi na casa de uma amiga.

- Eles não estão falando nada de você estar saindo direto?

- Não. Lá em casa não rola muito isso.

- Então tá, amor. Como é que a gente faz? Você quer deixar o carro em casa e eu passo lá pra te pegar?

- Não precisa. Eu passo aí na sua casa, tá bom? Em dez minutos eu estou aí.

- Tá bom. Vou ficar te esperando. Mas anda com calma, tá? Qualquer coisa liga pro meu celular.

Peguei ela em casa e fomos para um motel. Não queria fazer nada de mais, apenas queria ir para um lugar onde nós pudéssemos passar a noite juntas. Eu estava precisando de colo. Chegamos lá, deitamos e eu contei tudo o que tinha acontecido. Conversamos bastante. Ela foi maravilhosa comigo. Acabei adormecendo em seus braços.

No dia seguinte, fui direto pra casa, pois eu não estava com muita cabeça para ir à aula. Estava precisando descansar um pouco. A minha vida estava uma loucura desde que essa história toda tinha começado. Quando cheguei, sentei com a minha mãe e conversei com ela. Falei que tinha terminado com o Marco, mas, é claro, não disse o verdadeiro motivo. Ela não se conformava. A minha mãe sempre teve um carinho por ele como se fosse um filho. Ela sonhava com o meu casamento, mas nem pensar! Conversamos bastante, e no final ela me deu apoio, disse que não era o que ela gostaria que tivesse acontecido, mas o que importava era a minha felicidade. Só disse que estava estranhando eu ter dormido fora a segunda noite seguida. Eu me saí bem. Disse que estava em crise com o Marco e que a Dani e a Alyson estavam me dando força (ela confiava plenamente nas duas). Tudo resolvido. Agora eu só precisava dormir e esquecer de tudo. Só aproveitar as coisas boas de agora em diante.

 

 



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