História Conflitos de um grande amor - Capítulo 12


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Categorias Originais
Tags Bissexual, Blumettra, Gran Hermano, Homossexual, Mulheres, Romance
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Palavras 2.487
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 12 - Como encarar a realidade?


Aquela semana foi uma tortura para mim. Todos os dias eu ficava à espera de um telefonema da Aylén, que nunca ocorria. Eu não queria ligar porque achava que tinha que dar um tempo para ela assimilar tudo o que tinha acontecido, mas ao mesmo tempo, ficava com receio de que ela estivesse esperando que essa atitude viesse de mim, pois, afinal de contas, o maior interesse era meu. Conversei com a Dani, que me disse para esperar mais um ou dois dias, já que o combinado era de que ela iria ligar. Se dentro desse tempo ela não me procurasse, então eu ligaria. Então decidi. Como já era sexta-feira, eu esperaria até domingo ou segunda, no máximo.

Chegou o sábado, e eu estava tão apreensiva que não conseguia desligar. A Dani queria sair, mas eu propus que ela fosse à minha casa e que nós ficássemos vendo um vídeo, somente. Ela aceitou. Assim, naquela noite, eu acabei reunindo o útil ao agradável. Teria o apoio da Dani para me tranqüilizar e ainda faria uma média com a minha mãe, levando a “minha amiga” para passar um sábado à noite na minha casa. A noite foi boa, pois eu estava precisando de colo. Eu nunca tinha sofrido nenhum tipo de preconceito ou rejeição na minha vida. Isso estava me perturbando profundamente, a ponto de me questionar se valeria a pena mesmo continuar com tudo isso, mas depois de conversar com a Dani eu fiquei mais calma. Além do mais, depois que os meus pais foram dormir, ela me fez “esquecer” de todos os problemas por algumas horas. Eu estava completamente sem cabeça para qualquer coisa, me sentindo realmente mal, mas nem isso me segurou. Nós estávamos vendo um filme, e eu estava deitada no colo dela, com a cabeça em suas pernas, até que começou uma cena mais quente e eu comecei a ficar realmente excitada. A Dani estranhou a minha reação, afinal de contas, eu estava super deprê naquela noite, e ela nem havia tentado qualquer coisa, achando que eu não iria querer. Só que foi mais forte do que eu. Me virei e fiquei de frente para as suas pernas. Comecei a beijar as suas coxas, e fui me aproximando até começar a chupá-la, por cima da calça jeans, mesmo. Ela começou a gemer baixinho, para não acordar ninguém, e aquela sensação de perigo me dava um tesão maior ainda, pois a porta do quarto não estava trancada. Abri sua calça e comecei a tirá-la. Ela ainda tentou impedir, dizendo que não queria estragar tudo, caso meus pais nos flagrassem, mas eu não estava me importando nem um pouco com essa possibilidade e continuei o que estava fazendo. Ela gozou de forma muito doida, mas eu continuei chupando, cada vez mais forte e rápido, até ela gozar mais duas vezes, quase seguidas. Ela deitou com a cabeça virada para o travesseiro e deu um grito na hora em que gozou pela terceira vez, para não sair um som muito alto. Sorte que o meu quarto ficava do lado oposto ao quarto dos meus pais, caso contrário eu iria ter problemas. Ela permaneceu deitada na cama, e eu sentei no chão, ao lado dela.

- Você tá louca, garota? – Ela falou rindo, passando a mão no meu rosto e empurrando a minha cabeça de leve.

- Por quê? Não foi bom?

- Cara, eu tô começando a desconfiar que você é pirada. – ela disse, rindo – É claro que foi maravilhoso, mas seus pais estão em casa, você esqueceu?

- E daí? O quarto deles fica do outro lado da casa. Além do mais, tanto essa porta quanto à do quarto deles está fechada. É difícil ouvir alguma coisa.

- Mas não estão trancadas. Já pensou se a sua mãe entrasse aqui?

- Bom, eu diria pra ela que você estava passando mal e eu estava realizando um procedimento médico de emergência muito eficiente.

- É, vai brincando. Queria ver, se isso acontecesse, a cara que você iria ficar. Agora, não sei se é procedimento médico, mas que é eficiente, pode ter certeza de que é. – risos – Sua doida!

- Ah, fala sério! Eu já não estava mais agüentando essa abstinência.

- Que abstinência, Eli? A gente transou no sábado passado, lembra?

- Sábado à tarde, você quer dizer. Então, uma semana no seco.

- Nós só ficamos no seco porque essa semana foi foda pra você e eu respeitei.

- Foi foda, não. Está sendo. Mas agora deixa de me respeitar um pouquinho e vem cá, vem.

Ela trancou a porta desta vez, sentou ao meu lado no chão e começou a me beijar e a tirar a minha roupa. Transamos no chão mesmo. E foi assim o resto da madrugada. Quando ela foi embora, às 5h da manhã, eu estava exausta, mas não conseguia dormir. Depois que passava aquela loucura do momento, quando eu ficava sozinha, tudo mudava. A sensação de desconforto com toda aquela situação era enorme. Eu tinha a sensação de não conseguir controlar meus impulsos quando estava com a Dani. Por um lado era bom, libertava, mas por outro me assustava muito, pois isso passava por cima de tudo. Na realidade, eu nem sabia direito o que eu estava sentindo por ela. Só sabia que ela me atraía de uma forma muito doida. Eu estava completamente confusa, com medo disso estar virando uma doença, obsessão, sei lá. De qualquer forma, esses eram os fatos, e eu já estava começando a ficar com medo do que ainda viria pela frente.

Passei a manhã de domingo toda no quarto, pensando. Mal consegui almoçar. No início da tarde, eu ainda estava no meu quarto, quando tocou o telefone.

- Alô?

- Dani, é a Aylén.

- Oi! – falei, totalmente surpresa. Não esperava mais que ela fosse ligar. Eu estava feliz, mas ao mesmo tempo apreensiva – Tudo bem?

- Tudo. Sabe, eu estava pensando se você vai fazer alguma coisa hoje.

- Não, não vou fazer nada. Por quê?

- É que eu queria conversar com você.

- Claro! Que bom! O que você quer fazer? Quer sair, vir aqui em casa ou o quê?

- Eu posso ir até aí?

- Claro! Como você achar melhor.

- Então tá ok. Daqui a pouco eu tô chegando.

- Certo, Aylén. Tô te esperando, então.

- Tchau.

- Tchau.

Ela demorou mais ou menos meia hora para chegar, mas parecia uma eternidade. Eu ensaiei milhões de vezes um discurso, com desculpas e milhões de voltas para tentar amenizar a situação, mas quando ela chegou me deu um branco total. Abri a porta, ela me cumprimentou de um jeito meio distanciado e eu falei para nós irmos até o quarto, pois assim teríamos mais privacidade. Existia um constrangimento enorme no ar, e aquela situação já estava começando a me deixar em pânico.

- Bom, Elettra, eu queria te dizer que eu demorei pra te ligar porque eu precisava digerir melhor aquela história. Foi muito no susto tudo aquilo.

- Eu te entendo. – eu falei, totalmente sem jeito – Eu queria muito poder esclarecer tudo, mas resolvi não te ligar pra não forçar nada.

- Sei. – ela deu uma pausa – Bom, mas agora eu estou aqui. O que é que você gostaria de falar?

- Antes de mais nada eu queria dizer de novo que não foi por mal que eu escondi essa história toda de você.

- Tudo bem, essa parte eu já assimilei. Eu acho que entendo as suas razões.

- É que, pra te falar a verdade, eu ainda morro de vergonha disso tudo. Pensa bem, há pouco tempo atrás eu tinha uma vida normal, namorado, não precisava ficar me escondendo. De repente tudo vira de cabeça pra baixo.

- Mas foi você que escolheu ter essa vida.

- Não é bem assim, Aylén.

- Como não? Foi você quem deu um chute no Marco para ficar com uma garota.

- Eu sei disso, mas a coisa não é tão simples assim.

- Desculpa, Elettra, mas eu acho que é. Você tinha que escolher entre uma vida com um cara que te ama e que estava com você há 2 anos ou entrar em um lance enlouquecido com uma mulher. Acho que não precisa pensar muito pra saber qual a escolha que seria a mais sensata.

- Aylén, você não entende. Eu não tive escolha. Aconteceu. Foi mais forte do que eu. Se eu tivesse ficado com o Marco, não estaria feliz pelo fato de ter aberto mão de um lance muito forte. Se eu ficasse com os dois, não estaria sendo sincera com ninguém. Então analisei os prós e os contras e decidi ver aonde iria chegar isso tudo, mas jogando limpo, de forma aberta.

- E como foi que aconteceu isso tudo?

- Sabe o último feriadão?

- Sei.

- Pois é. Até então estava tudo ótimo. A Dani era uma grande amiga, e eu resolvi passar o feriadão com ela.

- Com ela como, especificamente?

- Não! Não era nada de mais. Com uma amiga, simplesmente.

- E aí?

- Pois é. A gente iria pra Guadalix de la Sierra em uma casa que é dos pais dela, só que nós resolvemos ficar uma noite por aqui e aí que rolou tudo.

- Cara, isso é muito louco, sabia? Como é que chegou a esse ponto?

- Da mesma maneira que chegaria com um homem. Ela deu em cima de mim e eu entrei na onda.

- Mas como assim entrou na onda? Você não pensou no que estava fazendo?

- Aylén, eu não tenho muitas barreiras na minha vida. Eu faço o que eu tô a fim de fazer. A situação surgiu do nada e eu não tive tempo de pensar. Então, na hora, a única coisa que me passou pela cabeça foi seguir em frente. Só que isso não quer dizer nada. Muitas garotas já tiveram um lance com outra mulher alguma vez na vida. Eu sou uma delas. Isso não quer dizer que eu seja gay.

- Não quer dizer que você seja gay? Elettra, pelo amor de Deus, você terminou o seu namoro de 2 anos com o Marco por causa dela! Você acha isso pouco?

- Mas eu não terminei com ele somente por causa dela. – eu ainda tentava me enganar – O meu namoro com o Marco não era uma maravilha, e eu acho que já estava na hora de por um ponto final, antes que começasse a ficar mais sério. Aylén, eu não sou gay! Eu só estou curtindo.

- Olha, Eli, eu realmente não entendo isso. Você diz que não é gay, mas então como você chamaria alguém que está namorando outra garota?

- No meu caso uma experiência. Muito forte, eu admito, mas uma experiência.

- E ela também acha o mesmo?

- Pra Dani é diferente. – eu mudei um pouco o tom – Essa é a vida dela.

- Sim, mas o que ela sente por você?

- No fundo ela também acha a mesma coisa. O nosso lance é mais... sei lá, Aylén, eu fico meio constrangida em falar isso com você.

- Fala, Elettra! Agora que a gente já chegou nesse ponto abre o jogo de uma vez.

- É que o meu lance com a Dani é mais físico, entende?

- Não. – É claro que ela sabia do que eu estava falando, mas eu acho que ela queria ver até onde eu iria na minha “piração”.

- É assim. Nós estamos ficando há algum tempo, já. Mas isso não é um namoro. É diferente. É como você estar sozinha e querer curtir a vida.

- Mas ela pensa dessa maneira, também?

- A Dani tem toda uma pinta de forte e segura, mas no fundo ela é super sentimental. Com ela é diferente.

- Por quê? Ela se amarrou em você?

- Pois é. Mas é viagem isso.

- O que ela sente por você, afinal?

- Ela disse que está apaixonada. Mas isso não tem nada a ver. Acho que no fundo ela sabe que isso é delírio.

- E ela já sabe dessas suas teorias a respeito de tudo isso?

- Sei lá, Aylén. Deve saber. – Eu estava me sentindo profundamente incomodada com o rumo que a conversa estava tomando.

- Olha, Elettra. Eu vou ser sincera com você. Eu vim aqui pra nós termos uma conversa aberta, mesmo. Esclarecer tudo. Pra mim isso é muito complicado. Uma coisa é não ter nada contra quem é gay. Outra coisa é dar de cara com a melhor amiga no maior amasso com outra garota. Mas tudo bem. Eu pensei e cheguei à conclusão que a vida é sua e eu não vou ficar dando uma de mãe. Vim aqui de peito aberto pra conversar com você, tentar ajudar, mas vai ficar difícil se você continuar colocando essa máscara.

- Como assim, Aylén? Que máscara? – Eu falei, de certa forma até meio indignada com o que ela estava dizendo.

- Ah Elettra, qual é? Olha a situação. Você tem um namorado há séculos. Nunca traiu ele. Aí, de repente, pinta uma garota, diz que está apaixonada, dá em cima de você, você fica com ela, termina o seu namoro e depois vem com esse discurso de “é só curtição? Das duas uma. Ou você está se recusando à enxergar as coisas ou você está sendo totalmente inconseqüente, brincando com a vida dessa garota e deixando a sua vida de lado por causa de uma transa, fantasia ou sei lá o que.

Fiquei sem saber o que dizer. Cada vez mais eu me dava conta de como estava confusa. Baixei a cabeça e fiquei em silêncio.

- Tudo bem, Elettra. Também não tem nada a ver. Não vim aqui pra te passar lição de moral.

- O que é que eu faço, Aylén? – Perguntei em um tom quase desesperado.

- Em relação a quê?

- A tudo isso que está acontecendo comigo. Eu não quero brincar com ninguém. Eu só quero curtir a vida.

- Olha, Elettra, eu não sou a pessoa mais apropriada pra te dar conselhos quanto à isso. Sei lá. Fala com ela. Se abre. Volta pra realidade.

- Bom, eu queria saber se eu posso contar com a sua amizade ainda?

- Claro que pode. – ela me deu um abraço – Só pensa um pouco melhor antes de tomar decisões tão importantes. Você pode machucar as pessoas assim.

- Eu sei. Você tem razão. Mas não mudou nada entre a gente?

- Claro que não. Você é maluca, mas eu ainda te amo. Como amiga, ok??? Pelo amor de Deus!! – Ela falou, rindo.

- Pode ficar tranqüila. Você não faz o meu tipo. – risos.

- É bom saber. – risos – Bom, tá legal. Tô indo embora agora. Se cuida, viu?? Vê se não faz nenhuma bobagem.

- Pode deixar.

- Me liga essa semana pra gente sair e conversar mais.

- Ok.

 

 



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