História Conflitos de um grande amor - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bissexual, Blumettra, Gran Hermano, Homossexual, Mulheres, Romance
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Palavras 1.986
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Decisões equivocadas


A conversa com a Aylén me fez pensar muito. Será que eu era gay, afinal? Como é que eu poderia ter essa certeza? Eu estava muito confusa. O que eu sentia realmente pela Dani? Pensei, pensei e pensei, até que achei que tinha encontrado uma forma de me conhecer melhor. Decidi que eu deveria freqüentar mais o meio gay, só que sozinha. Descobrir tudo que eu pudesse sobre esse mundo para ver se eu encontrava alguma identidade.

Eu e a minha mania de querer ter certeza de tudo. De achar que a vida pode ser calculada e planejada da forma que satisfaça as minhas necessidades, sejam elas existenciais, profissionais, sexuais ou o que for.

Me arrumei e saí sozinha para uma boate gay. Quando cheguei, dei uma olhada geral para ver se não encontrava ninguém conhecido ou algum amigo da Dani. Tudo limpo. A boate estava meio vazia. Sentei, pedi uma bebida e fiquei parada, observando o local. Como se fosse um tipo de laboratório. Depois de uns vinte minutos, mais ou menos, chegaram três garotas e perguntaram se eu estava sozinha. Respondi que sim, e elas me perguntaram se eu não queria sentar na mesa delas, pois tinha uma galera por lá e eu poderia me “divertir mais”. Aceitei e segui em frente. Elas se apresentaram. María, Ivone e Daniela (que merda. Tinha que ter uma Daniela no meio. Só para me sentir culpada, apesar de não estar fazendo nada de mais). Enfim, sentei na mesa delas, o resto do povo se apresentou, e ficamos conversando. O papo estava super animado. As garotas da mesa eram super gente boa, e duas delas eram realmente muito bonitas. Vivian e María. Esta última era morena, com uns olhos verdes maravilhosos e um olhar bastante profundo.

O papo estava rolando solto na mesa, mas notei que a María não desviava os olhos de mim. Aquilo me deixava extremamente desconfortável, apesar de estar achando super excitante a nova experiência de ter uma mulher, que não a Dani, dando em cima de mim, mas na realidade, a idéia de sair sozinha, quase me escondendo, foi a mais estúpida que eu já tinha tido até hoje na minha vida. Não estava me levando à lugar nenhum, exceto a um caminho bastante perigoso, com olhos verdes hipnotizantes. Ela continuava me olhando, e eu tentando ao máximo evitar aquela situação, até que a galera resolveu levantar e ir dançar. Eu realmente não estava no clima para dançar. Na realidade eu só pensava em como impedir que acontecesse uma bobagem. Resolvi ficar ali mesmo na mesa, mas María disse que também não iria e ficou ali comigo. Ai meu Deus, que merda!, eu pensava.

As garotas começaram a rir e foram para a pista. Começamos a conversar. Ela puxou uma cadeira e sentou do meu lado, pois “o som estava muito alto e não dava para escutar direito o que eu falava”. Eu estava cada vez mais nervosa. Já tinha bebido consideravelmente, e estava começando a ficar com medo de mim mesma. Falamos sobre diversos assuntos durante um tempo, até que ela veio chegando cada vez mais perto, mais perto, e tentou me beijar. Eu desviei na hora. Ela me olhou, meio surpresa, e tentou novamente. Dessa vez eu não tentei escapar e deixei rolar o beijo. Que loucura eu estava fazendo! Ela me beijava com uma voracidade impressionante. Ficamos naquele mesmo beijo, super longo, até a Vivian voltar para a mesa para pegar um cigarro. Ela ficou olhando por um tempo, até nós nos darmos conta e pararmos de nos beijar.

- Nossa mãe! Eu já estava completamente sem fôlego aqui com vocês. – Vivian falou. María começou a rir e eu tentava esconder o meu nervosismo com o que estava acontecendo. – Mas não se preocupem comigo, não. Já estou me mandando. Tchauzinho. – Ela saiu e María se virou para mim.

- Vem cá, vamos sair desse “palco” aqui e vamos lá pra trás que é mais tranqüilo e discreto?

- Daqui a pouco, tá ok? – Falei, preocupada.

- Algum problema?

- Não. Nenhum. Só deixa eu me recuperar um pouco.

- Nossa! Abalou tanto assim?

- Abalou – Eu falei. Só que não era por causa do beijo, e sim por causa da Dani.

- Relaxa, Elettra. Vamos aproveitar esse momento, que está maravilhoso.

Eu sabia que tinha sido uma péssima idéia ter saído aquela noite. Agora eu estava enrolada de vez. E o mais grave, apesar de estar me sentindo a pior pessoa do mundo, eu queria muito ver como essa loucura iria acabar. Eu já estava bem alterada por causa da bebida e no auge do calor da situação, então acabei entrando de cabeça. Fomos até um local da boate que estava meio vazio. Era completamente escuro, só tinha uma luz negra em um canto. Ela me puxou contra a parede e começou a me beijar novamente. Ela enfiava a língua dentro da minha boca e depois ia descendo pelo meu pescoço enquanto apertava suas mãos contra os meus seios. Eu passei uma das pernas em volta do seu corpo, puxando-o contra o meu e ela começou a colocar a mão dentro da minha saia até chegar na minha calcinha, que estava ensopada. Ficamos no maior amasso durante um bom tempo. Eu já estava completamente distante da realidade, embriagada com o gosto e o cheiro de uma outra mulher.

- Vamos sair daqui. Vamos! – Ela falou no meu ouvido, em meio a gemidos e sussurros.

Saímos sem nos despedir de ninguém. Fomos direto para um motel. Entramos no quarto e eu comecei tirar a sua roupa enquanto ela tirava a minha. Estávamos completamente nuas, e ela tinha um corpo maravilhoso. Me deitei por cima dela e comecei a passar a língua pelos seus seios. Fui descendo pela barriga, umbigo, até deixar ela completamente aberta para mim. Comecei a chupá-la, fazendo movimentos com a minha língua no seu clitóris, que estava completamente inchado, enquanto enfiava dois dedos dentro dela, fazendo movimentos cada vez mais rápidos, até ela gozar e lambuzar todo o meu rosto. Ela me puxou, deu um beijo na minha boca, que ainda estava com o seu gosto, e me virou de costas, ficando em cima de mim. Ela mordeu as minhas costas e começou a descer, passando a língua e dando mordidas na minha bunda. Ela me abriu por trás e começou a enfiar a língua bem lá dentro. Passou a mão embaixo do meu corpo e começou a me masturbar e, com a outra mão, enfiava o dedo com força dentro de mim enquanto me chupava por trás. Apesar de eu estar com um tesão enorme, demorei para gozar, pois faltava concentração na hora. Eu ficava pensando na Dani, e no que eu estava fazendo com ela. Ela continuava me comendo por todos os lados e me chupando, até que finalmente gozei, de uma forma muito forte.

Quando tudo terminou, eu voltei para a realidade. Eu estava completamente esgotada e sufocada com tudo que tinha acabado de acontecer. Levantei e disse que precisava tomar um banho. Ela perguntou se eu queria companhia, mas eu desconversei na hora. Ela aceitou numa boa e ficou deitada na cama. A água caía no meu corpo e cada vez mais eu me sentia péssima. A onda da bebida começou a passar e o meu desespero começou a aumentar. Tinha medo de sair do banheiro e encarar a María novamente. Eu tinha que ir embora logo, mas o que eu iria dizer para ela? De repente, ela entrou no banheiro e disse que não conseguiu esperar para tomar banho também. Entrou junto comigo no chuveiro, me puxou e começou a me beijar. Eu correspondi o beijo, pois não queria parecer extremamente grosseira, mas quando ela começou a tentar algo mais efetivo eu a impedi e disse que a estaria esperando no quarto.

Sentei na cama e fiquei esperando por ela, pensando no que eu iria dizer. Não demorou muito ela chegou. Fez alguma brincadeira que eu não entendi, pois não estava prestando atenção no que estava acontecendo, quando ela se agachou na beira da cama, na minha frente, e procurou os meus olhos com os dela.

- O que é que você tem, Elettra?

- Nada. – Tentei desconversar para ver se ganhava algum tempo.

- Você ficou estranha de uma hora pra outra. Eu fiz alguma coisa que você não gostou?

- Não! Imagina! Foi tudo ótimo.

- Então porque você está assim?

- María, olha só. Não fica chateada comigo, tá legal, mas eu tenho que ir embora.

- Como assim? Ir embora agora? Mas porquê???

- Desculpa! Eu não devia ter te metido nesse rolo. A culpa foi minha.

- Elettra, o que é que tá acontecendo?

- É que foi tudo maravilhoso, mas eu estou me sentindo muito mal, agora, você não tem idéia.

- Mas porquê você tá se sentindo mal? Fala o que aconteceu!

- Não é nada com você. É comigo.

- E o que é que tem??

- É que eu tenho namorada, María. – Ela ficou quieta por um breve instante.

- Cara, não acredito nisso. – Ela falou, com um sorriso meio irônico.

- E pode parecer mentira, mas essa é a primeira vez que eu traio alguém. Pelo menos alguém com quem eu pretendo continuar namorando. Estou me sentindo um lixo.

- Parece piada isso! – Ela se sentou no chão. – E o que é que você estava fazendo sozinha hoje?

- Nada. Foi uma piração minha. Ela nem sabe que eu saí. Não era pra ter acontecido tudo isso. É que você veio chegando de um jeito que ficou difícil de resistir. Desculpa eu ter te metido nisso.

- Pois é. Mas agora já foi.

- Desculpa também por eu ter que sair assim. Tô me sentindo totalmente ridícula.

- Bom, eu esperava algo bem diferente para a nossa noite, mas fazer o quê.

- Que merda! Que situação surreal. Desculpa!

- Tudo bem. Um “desculpa” somente já basta. – Ela falou, rindo. Ela parecia ser uma pessoa super cabeça, segura, alto astral. Pena que a situação era anormal, pois ela deveria ser uma pessoa bem interessante.

- Cara, você é muito show, sabia? Pena que eu estraguei a noite.

- Nada. Isso acontece. Tudo bem que eu nunca vi ninguém ter uma crise de consciência instantânea como você, ainda mais depois de uma transa do cacete. Bom, pelo menos pra mim, né. Mas isso faz parte.

- Pra mim também foi ótimo, mas você tem razão. Eu não sigo uma linha muito lógica na minha vida.

- Deu pra perceber.

- Você vai me achar muito doida se eu pedir o seu telefone?

- Ah, entendi. Sempre que você quiser dar uma rapidinha você dá uma ligada, né? – Ela falou, rindo.

- Não, nada a ver. – risos – É que eu realmente achei você muito show. Não queria perder o contato.

- Com certeza o contato você não perderá. Isso é “contatos imediatos de terceiro grau”, considerando a situação insólita. – risos.

- Tudo bem, pode dizer que eu sou pirada. Tá calmo.

- Eu gostei de você. Digamos que você é bem autêntica. Interessante.

- Você me perdoa?

- Ai, não estressa. Eu não sou padre pra perdoar ninguém. Tudo bem que isso não precisava ter acontecido justo comigo, mas também não vou morrer por causa disso. Relaxa. Tá tranqüilo.

Depois da situação totalmente incomum, nós trocamos telefones e fomos embora. Eu cheguei em casa e, mais uma vez, não consegui dormir. É impressionante a capacidade que eu tinha para fazer bobagem. Agora mais essa. Apesar do sexo ter sido uma loucura, a culpa estava me corroendo. O que é que eu vou fazer agora? Bom, pelo menos de uma coisa eu tinha certeza. Não iria tentar procurar explicação para mais nada, pois sempre que isso acontecia eu só conseguia ficar mais confusa. Que desastre. E agora ainda viria a pior parte. Encarar a Dani. Que situação!

 

 



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