História Confraternização Infantil - Capítulo 1


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lírica, Poesias

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Metáfora da vida, desde suicídio, guerras, discordâncias, desigualdades, emoções, morte, etc.

Capítulo 1 - Único


Os pais dele o chamaram à festa de uma amiga da sua irmã caçulinha. Era infantil, claro. Hesitara pouco e aceitou porque há muito não conversava com a família. A solidão tinha seu limite assim como a paciência em morar no mesmo teto que o trio.

Realmente, talvez a ideia em aceitar o convite não fosse ruim, e sim péssima. Ele não pedira para ser invitado, tinha vontade de socar a cara no bolo ou ir embora. Porém, imaginou quantas pessoas ou coleguinhas da mocinha gostariam de estar ali prestigiando o momento, experimentando as brincadeiras e brigas. Finalmente, imaginou a alegria que proporcionava aos seus parentes por estar por perto. Ficou reconfortado nos últimos pensamentos e sossegou.

Todavia, quanto mais extinguia os problemas, mais dor de cabeça aparecia. Era incrível como uma festa de criança beirava a linha tênue entre oito e oitenta. Alguns se machucavam na correria, ganhando vários “bem feito” e/ou “você está bem?”, mas poucos “quer uma ajuda?”. Pelo menos os responsáveis demonstravam interesse, mesmo que fosse mínimo. Sentia pena da criançada que não dispunha disso. Nos processos de decisões do que jogar ou brincar, as opções eram contestadas e se fazia uma votação. Quem não quisesse o resultado, aceitava ou se isolava. Nunca havia um acordo, nem na música que tocava. Tinham que dançar o que o animador escolhia.

Um grupo de fofoqueiros na mesa ao lado falava que a festa em determinados aspectos era melhor ou pior que a do fulano. A única coisa que ele se indagou foi como diabos uma confraternização infantil gerava comparações. A começar pela temática, que por serem distintas ou não, é um reflexo da criança. Cada uma tem sua essência, mas ele parou com suas reflexões ao lembrar que é impossível agradar a todos.

Na hora do lanche, alguns guris e gurias choravam, reclamavam do suco, refrigerante ou água que recebiam. Também da comida, claro. Queriam certo doce e/ou salgado, escolhiam e se arrependiam. Poucos se contentavam com o que tinham. O irmão mais velho transcorria o olhar pela situação e ponderava se tudo iria melhorar caso dividissem. Mas não. Talvez piorasse porque a ganância de uns daria o direito de pegar o que pertencia ao outro. Ah, se tivesse alguém controlando daria certo. Se este alguém não fosse parcial.

Depois do canto de parabéns, era o indício do fim da festa. Os pais chegavam e diziam que estava na hora de ir, pegando as crianças de surpresa – ou não, visto que já percebiam que a diversão se esvaía. Muitos iam embora tristes e satisfeitos, felizes e satisfeitos ou ranzinzas e insatisfeitos, como o irmão primogênito e aquelas fofoqueiras.

Quando o jovem foi checar o celular, viu que todos comentavam sobre uma balada da faculdade. Houve um certo receio em não ter ido, mas foi sua escolha e era tarde para se arrepender. Orgulhando-se ou não, era sua escolha.

 

Não, a ânsia dele não é de se orgulhar ou não de tudo o que viveu e caminhar pela eternidade; Nessa festa que dizem que a vida é, ele quer provar de tudo e ir a todas, somente para afirmar que viveu um tudo de tudo no universo das infinitas possibilidades.

Uma festa infantil não é simplesmente experimentar algo único, é experimentar diversas emoções. Uma festa infantil é um conjunto de experiências que a fazem única. Entretanto, naquele dia, ele queria ter a oportunidade em experimentar todos os docinhos e salgados. Mesmo sabendo que é impossível ir a todos os tipos de festas ou comer e beber de tudo, é possível tirar um proveito. Por sua contenção, acabou sendo tarde demais para fazer o que queria.



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