História Confusão em dobro - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Personagens Originais, Sehun
Tags Baekyeol, Chanbaek, Chanbaek Pais, Drama, Lee Twins, Menção Krisoo, Menção Sekai, Seoeon, Seojun
Visualizações 1.994
Palavras 3.420
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei em menos de uma semana! Felizes? Boa leitura :))

Capítulo 15 - 14. Surpresas



 

    Kyungsoo passou por sua sala, puxando a coberta que cobria o rosto de Yifan, este resmungou com a claridade e o Do revirou os olhos, caminhando até a cozinha. O maior havia dormido em seu sofá, pois na noite anterior, quando parou em frente ao prédio velho, o Wu travou, sentindo o peso de tudo que iria enfrentar se continuasse vivendo no passado, como um fantasma.

— Pode dormir lá em casa de novo, se quiser.

O Wu assentiu uma vez, então partiram sem falar nada.

Não era a primeira vez que acontecia, pois O Do havia percebido como era ruim para o outro ficar remoendo tudo que aconteceu, e morar no apartamento do seu falecido namorado não ajudava muito.

Tudo estava acontecendo rápido demais, e sem saber como, já havia se afeiçoado a ele, não queria mal ao grandão que tinha olhos sinceros e até, porque não, infantis, com toda aquela carência.

— Yifan, lembra do que eu te disse ontem? Levanta daí — gritou o dono da casa, o som vinha da cozinha e fez o convidado suspirar resignado antes de se levantar. Usava shorts e uma camisa do policial, que ficavam extremamente curtos em si.

— Como pôde ter conseguido uma entrevista no sábado?

— Tenho minhas conexões e é uma oficina, abre todos os dias.

O Wu assentiu uma vez, observando o Do que estava segurando uma caneca de café, em pé e apoiado no balcão da cozinha, muito seguro de si e de sua posição.

— Por que está fazendo isso?

— Eu vi que é bom com essas coisas, outro dia você consertou meu carro e vive fazendo essas coisas na sua moto e naqueles veículos adulterados dos rachas, não é? Nada melhor do uma vida honesta, é uma forma de recomeçar.

— Deveria ter desistido de mim já.

— E você deveria me odiar, não é? Depois de tudo, depois do que eu disse para você naquele bar, quando eu ainda o seguia por aí, mas aqui estamos nós.

— Eu não te odeio.

— Eu também não me odeio — brincou o policial.

— Você é um convencido. — o Wu revirou os olhos, pegando uma caneca de café para si.

— Confiante.

— E foi com essa confiança que arrumou um emprego ‘pra mim.

— Uma entrevista, tem que estar lá em uma hora, é melhor não manchar minha reputação, garoto.

— Garoto? — Yifan riu baixinho, algo que não fazia há um bom tempo. — Eu acho que sou mais velho.

— Realmente — confirmou Kyungsoo, por já ter lido a ficha policial do outro. — Mas, eu sou mentalmente mais evoluído.

— Está me chamando de infantil, então?

— Claro, você babou meu sofá todo, como um bebê.

Dessa vez Yifan riu com gosto, se assustando com o som rouco que escapou dos seus lábios, vendo o sorrisinho de lado e bonito de Kyungsoo.

    Bonito.

    Sim, o policial era muito bonito, agora que parava para realmente apreciar os lábios carnudos, os olhos expressivos, o formato do rosto masculino. Era sério, e até sexy com seu jeito de sabe tudo, não era algo que pudesse ter reparado antes, afinal, estava preso na própria dor. E talvez, inconscientemente, o menor começava a tirá-lo daquele quarto escuro e vazio em sua mente, o qual não conseguia enxergar nenhuma luz.

    Mas agora, com um — possivelmente — futuro emprego e a perspectiva de que o futuro não precisava ser tão sombrio assim, o Wu se sentiu grato por tudo que aquele baixinho estava fazendo por si. As vezes que o impediu de se engasgar no próprio vômito, quando apareceu um seu apartamento para tirá-lo daquela melancolia profunda, até livrá-lo de ser preso — ou pior — mais uma vez ele o fez, ao acabar com o racha que frequentava.

    Não entendia ao certo porquê. No começo até pensou que era alguma brincadeira de mal gosto, que estava ali apenas para afundá-lo mais ainda, para lembrá-lo do Byun, mas com o tempo e tantos gestos gentis encobertos com aquela carranca irritada, ele até se esquecia que Kyungsoo era amigo — e claramente amava — Baekhyun.

— Vamos logo com esse café, não quer se atrasar, né?

— Não, senhor. — debochou o Wu, revirando os olhos.

— Uma toalha e suas roupas já estão no banheiro, anda logo que eu preciso ir no mercado e vou te dar uma carona.

Batendo continência de forma impertinente, o maior seguiu pelo corredor até o outro cômodo enquanto Kyungsoo suspirava, um tanto nervoso. Pegou o celular, vendo que ainda estava cedo, mas já tinha diversas mensagens no aparelho, de Sehun, Jongin e Baekhyun, confirmando que em algumas horas estariam ali.

Foi arriscado deixar Yifan dormir em sua casa, sabendo que os amigos iriam para lá em pouco tempo, mas não conseguia deixá-lo desamparado.

Então, mais tarde, quando ambos entraram no carro do menor, este soltou a respiração, aliviado por não ter acontecido nenhuma encontro constrangedor. Ele seguiu até a oficina de seu amigo, o qual iria conversar e tinha pedido um favor de entrevistar o Wu ao saber que ele estava contratando.

Não demorou muito para que parassem em frente ao local, Zhang Yixing era um bom rapaz.

— Pelo nome, ele é chinês também.

— Eu pensei que você fosse descendente só.

— Você me entendeu. — o Wu revirou os olhos diante da clara implicância do menor, mas também sabia que ele apenas estava tentando deixá-lo mais calmo.

— Boa sorte, Wu.

— Obrigado, Kyungsoo.

— Não foi nada, você tem conseguir o emprego, só arrumei uma entrevista — falou, dando aquele sorrisinho de lado que o maior tinha aprendo a gostar. — Qualquer coisa me liga, essa tarde eu vou estar ocupado, então, por favor, não se meta em confusão.

O Wu balançou a cabeça com indiferença, indignado por estar sendo tratado como uma criança, mas contraditoriamente feliz por ter alguém cuidando de si.

— Ok, ok.

Ele saiu do carro sem olhar para trás, então não percebeu que Kyungsoo ainda ficou um bom tempo parado, observando-o de forma apreensiva, antes de dar partida e seguir até o mercado a fim de comprar o que faltava para o almoço com seus amigos.

 

(...)

 

Baekhyun andava de um lado para o outro, indo até a cozinha pegar o engradado de cerveja, junto com a carne que prometeu levar, então foi até o quarto dos meninos, arrumando a bolsa com algumas peças de roupas e o que fosse necessário para passar a tarde fora de casa.

Chanyeol estava arrumando os dois e logo o encontrou na sala, era quase meio dia e estavam atrasados, levariam esporro de Kyungsoo com toda certeza.

— Acha mesmo que eu devo ir? — perguntou pela centésima vez o maior.

— Não quer ir? É isso?

— Não, eu só acho que ele não gosta de mim. — Chanyeol sussurrou, ainda apreensivo com o que havia acontecido.

Falou para Baekhyun que precisava ajudar um amigo naquela noite, contudo, a forma como o Do tratou-o e ordenou para que não falasse nada com o Byun fez com que sentisse algo errado naquela situação toda, como se estivesse deixando passar alguma coisa importante demais, mas não soubesse o quê.

— Chanyeol! — Baekhyun aproveitou que os meninos estavam escolhendo alguns brinquedos no quarto para levar, então selou a boca do maior. — Kyungsoo é assim mesmo, tem esse jeito de durão, mas tem um enorme coração.

— Ele já foi seu namorado? — soltou a pergunta do nada, fazendo o loiro franzir o cenho e hesitar antes de responder.

— Bem, não namorado.

— Céus, vocês dormem juntos.

— Nós já dormimos juntos, na época da faculdade, tem muito tempo Chanyeol — Baekhyun sussurrou e depois sorriu contido. — Está com ciúme, Park?

— Talvez?

— Não precisa, Kyungsoo é meu melhor amigo, eu não sei o que seria de mim sem ele — o menor sorriu tristemente  para o maior. — Sabe, na audiência do meu irmão, ele que cuidou de tudo, estava ocupado demais correndo atrás da guarda dos meninos, eu não vi o julgamento, mas ele estava lá pra me representar.

— Sério?

— Sim, o Soo sempre vai fazer o que for melhor para mim e ele sabe que estar com você é o me deixa feliz, então logo esse jeito ranzinza dele vai passar, pode ter certeza.

Chanyeol assentiu uma vez, perdido demais em pensamentos para entender ao certo que o que estava acontecendo, só decidiu seguir o conselho do menor, então puxou-o para um abraço.

Não sabia o motivo ao certo, apenas sentia que precisava sentir o corpo do Byun junto ao seu, beijou-o calmamente, de forma apaixonada, entrelaçando as línguas enquanto acariciava as suas costas e ele enterrava os dedos nos fios negros do maior.

Foi algo completamente espontâneo, mas que ambos sentiram a necessidade de fazer, um beijo que mostrou o quanto estavam apaixonados um pelo outro, mesmo que não houvessem colocado nada em palavras ainda.

    Baekhyun já pensava em formas de conversar com os meninos sobre aquilo; sobre a sua relação com Chanyeol, não queria deixá-los confusos. Porém, tiveram que se afastar com um pouco quando um barulho alto ecoou pela casa, Baekhyun e Chanyeol riam um para o outro.

— Aposto que eles viraram o baú de brinquedos —  o universitário falou.

— Vai lá ver isso, por favor, vou na cozinha só para ter certeza que não esqueci nada.

O Park assentiu uma vez, seguindo pelo corredor, mas não sem antes roubar mais um beijinho do menor que riu e o empurrou, andando até a cozinha.

Baekhyun tinha um sorriso no rosto e a cabeça no mundo da lua, feliz demais com todos os acontecimentos recentes. Yoora havia aceitado a oferta de emprego, então se sentia muito mais relaxado. Taeyeon o chamou para levar as crianças no parque no próximo final de semana, mostrando que aquela amizade poderia durar e ser muito sincera, enquanto seu relacionamento com Chanyeol avançava da melhor forma possível.

Sorriu para si mesmo, olhando tudo ao redor e se lembrando do molho de churrasco que comprou, quase esqueceu de pegar mesmo que estivesse em cima da mesa, perto dos papéis de Chanyeol. O universitário passava um bom tempo lá estudando, então tanto o notebook, quanto algumas anotações estavam no local. Contudo, ao pegar a garrafa sobre a mesa, acabou derrubando alguns papéis. Baekhyun bufou, juntando a bagunça que havia feito, mas novamente viu o símbolo de uma universidade que não conhecia, franziu o cenho ao passar os olhos superficialmente as folhas que estavam presas junto com aquela, ficou ainda mais confuso com tudo que lia.

— Baekkie, estamos prontos.

— Já vou. — gritou de volta balançando a cabeça, não entendia ao certo o que tinha visto, ou não queria acreditar, mas poderia conversar com Chanyeol quando voltasse.

Não precisava se preocupar, certo? Ainda teriam muito tempo juntos, ao menos, era o que pensava.

O Byun seguiu até a sala, seus sobrinhos já estavam com os brinquedos preferidos na mão e Chanyeol sorria para si, fazendo as preocupações do empresário se desfazerem em menos de um segundo.

Eles foram para o carro, colocando os meninos na cadeirinha e seguindo o mais rápido possível até a casa de Kyungsoo. Chanyeol estava visivelmente nervoso, então Baekhyun colocou uma música animada, e o fez cantar.

— Os meninos me falaram que você sempre canta para eles, mas nunca fez isso na minha frente — ralhou de forma falsamente chateada, esquecendo-se do que havia lido minutos antes.

Chanyeol riu, entrando no clima gostoso e cantando junto com o Byun, as vozes se mesclando de forma harmoniosa, fazendo os gêmeos sorriem, estavam felizes; todos estavam.

O tempo passou de forma despercebida, e rápido demais já estavam em frente a casa do Do, que tinha uma expressão irritada e uma sobrancelha levantada ao abrir a porta para eles.

— Estão atrasados — brigou.

— Titio Kyung — Seojun correu até o Do, fazendo sua carranca suavizar na hora, afinal, quem consegue ficar com raiva de crianças tão fofas?

— Ainda bem que temos dois trunfos na manga — brincou Baekhyun, sussurrando para Chanyeol quando Seoeon também abraçava o policial que agora já sorria, rendido aos meninos.

— Assim eu tenho certeza que ele não vai tentar me prender.

— Não seja bobo, ele não tem motivos para isso.

Chanyeol suspirou, claro que Baekhyun não sabia que o Do poderia, sim, tê-lo prendido na noite em que estava com Yifan, mesmo que não estivesse fazendo nada, estava em um lugar onde todo tipo de coisa ilegal acontecia.

Apenas deixou o pensamento de lado, pois logo recebeu um olhar de advertência de Kyungsoo, que parecia ler sua mente e logo suas palavras invadiam a mente do universitário: “fique quieto sobre o que aconteceu aqui e, em hipótese alguma, diga para Baekhyun algo sobre isso, ou que me viu, muito menos que conhece Wu Yifan.”

— Hey, Chanyeol, que cara é essa? Quer uma cerveja? — Sehun se aproximou, envolvendo os ombros do Park de forma amigável, havia gostado dele.

— Não, preciso ficar de olho nos meninos.

— Estamos todos aqui, nada vai acontecer com esses pequenos, não é? Hoje eu não vou beber, tenho um ensaio fotográfico amanhã, então, pode relaxar. — Jongin sorriu, colocando uma garrafa na mão do Park que suspirou e se deixou levar pelos amigos de seu chefe.

Precisava mesmo de uma bebida, já que sua mente estava prestes a dar um nó.


 

(...)

Wu Yifan estava sorridente.

Quando pensou que algo assim iria acontecer novamente?

Não sabia, mas desde que Kyungsoo havia entrado de sua vida de forma insistente e feito com que não desistisse de si mesmo, o Wu sentiu que talvez, apenas talvez, pudesse ser melhor.

Foi pensando nisso que seguiu até o apartamento de Junmyeon.

Havia conseguido o emprego, então passou boa parte da tarde conversando com Yixing — que, de fato, era chinês também — sobre o trabalho que iria exercer, começaria na segunda.

Então, determinado a tentar dar a volta por cima, Yifan pediu algumas caixas na lojinha de rua e subiu as escadas daquele prédio com um objetivo.

Não esquecer, não apagar, não enterrar, mas dar um ponto final.

Yifan quase conseguia ouvir a voz do namorado ecoando em sua cabeça:

— Vai mesmo desistir de tudo assim? Vamos, levanta daí, ainda tem muita coisa para fazer com sua vida.

Ele falava isso quando ficava tempo demais deitado no sofá, ele sempre acreditou que o Wu poderia ser muito mais do que era, da mesma que Kyungsoo o fazia. Então, decidiu parar de usar o Kim como desculpa para o seu fracasso, estava desonrando a memória dele ao fazer isso. Junmyeon jamais desistiu fácil, nem deixou para depois o que era essencial, e de alguma forma para ele a vida de Yifan era uma das dessas coisas preciosas que gostava tanto de tomar conta.

O Wu nunca vai entender como pode ser merecedor de um amor tão bonito, mas ao menos amou e foi retribuído de uma forma única e sincera.

Ao chegar no apartamento que ambos dividiam, seguiu até o quarto que quase não entrava, já que preferia dormir na sala ao invés de enfrentar as lembranças de tudo que viveram ali. Abriu a porta com receio e medo, mas determinado. O lugar estava da mesma forma, porém cheio de poeira. Apesar de Kyungsoo ter arrumado algumas coisas, ele respeitou seu espaço, sabia que o próprio Wu precisaria fazer aquilo.

Ele deixou algumas caixas na cama, acendendo a luz e observando tudo ao redor, os livros de química sobre a escrivaninha, o tênis jogado no canto do quarto, algumas roupas sobre a cadeira ao lado da cama.

Yifan reviveu aquela noite com clareza, o Kim não queria sair de casa, logo iria finalizar a faculdade e tinha que terminar alguns trabalhos de outras matérias, mesmo que já houvesse apresentado o TCC.

“— Tem que relaxar, Myeon, vamos… Vai ser legal. — insistiu, dando um sorrisinho de lado, o qual o namorado nunca resistia, ele sabia.

— Tá bom, mas amanhã você vai fazer o almoço enquanto eu passo a tarde estudando.

— Tudo bem, senhor certinho — Yifan tomou os lábios do menor de forma carinhosa. — Sorria, vamos nos divertir essa noite.

— Podemos nos divertir em casa. — sussurrou o Kim, deixando subentendido o que tinha em mente.

— E vamos, assim que a gente voltar.

— Eu não vou participar dessas corridas, sabe o que eu acho sobre isso.

— Mas não tem graça, Myeon, é legal e vai te fazer sentir vivo, prometo.

— Nada de corridas, Fan, já disse, me dá a chave do carro, eu dirijo para garantir.“

Se houvesse escutado seu namorado, ficado em casa fazendo amor, ele estaria vivo. Mas não poderia pensar assim, ele insistiu para que saíssem e teria que arrumar forma de conviver com essa culpa, com essa dor.

Tinha que tentar arrumar uma forma de se perdoar, como Kyungsoo lhe disse:

“Viver no passado não vai fazer com que tenha um futuro, ao contrário, perdoe a si mesmo.”

Todas aquelas vozes e lembranças o invadiram quando começou a colocar a roupa de seu falecido namorado na caixa, assim como os sapatos; os livros ficaram em outra, poderia doá-los para estudantes que têm a mesma dificuldade que Junmyeon teve em conseguí-los, por serem muito caros.

Yifan sentiu o rosto molhado, era tão difícil dizer adeus, não conseguiu evitar as lágrimas que rolavam por seu rosto. Pegou o perfume do namorado, borrifando um pouco no dorso da mão, parecia tanto com o cheiro dele, e ao mesmo tempo, era tão diferente. Pois, apesar da essencia ser parecida, não estava mesclada com o odor natural do Kim, não tinha aquela combinação que o enlouquecia e deixava ainda mais apaixonado.

Com fúria, Yifan colocou o vidro com força sobre a mesa, fazendo com que quebrasse e cortasse a palma de sua mão. Grunhiu de dor e decidiu que já era o suficiente por aquele dia, precisava de algo que para esquecer, para entorpecer, por isso sucumbiu ao vício novamente, seguindo a cozinha e pegando uma garrafa de vodka pela metade. Jogou um pouco no machucado, apreciando a ardência antes de beber um gole direto do gargalo; então bebeu outro, e mais um, até perder a consciência, e todas as lembranças sumirem.

 

(...)

 

— Ok, ok, está na hora de parar — Baekhyun riu quando Chanyeol soluçou.

Ele não não estava bêbado, é claro, mas não tinha muita resistência, então estava claramente alegrinho. Baekhyun não havia bebido, nem Jongin, mas Sehun e Kyungsoo, sim e ambos estavam quase no mesmo que Chanyeol, sorrindo a toa, apenas um pouco mais sóbrios.

— Você é a mãe dele, Baekkie? Deixa disso, estamos entre amigos — o Oh sorriu, servindo mais um pouco de cerveja no copo de Chanyeol, e no seu próprio.

— Não, mas sou responsável por crianças como vocês — Baekhyun levantou uma sobrancelha, rindo com seus sobrinhos que caçoavam dos outros por terem sido chamados de crianças pelo Byun.

— Channie é um bebê. — Seojun implicou.

— Vai cuidar dele, como cuida da gente? — Seoeon perguntou com os olhinhos arregalados.

— Vai cuidar de mim, Baekkie? — Chanyeol fez manha, com um biquinho nos lábios, não se importando com os amigos do loiro rindo e observando a cena, estava mais preocupado com o Byun na sua frente que tinha o rosto corado e lhe lançava um olhar mortal.

— Está mesmo precisando parar.

— Você tem que cuidar dele, Baekhyun, se diz que é uma criança. — Sehun colocou pilha, fazendo Jongin rir e até Kyungsoo sorriu de lado.

O Do precisava admitir, o loirinho merecia ser feliz, e por algum motivo aquele orelhudo, grande demais para alguém que realmente agia como uma criança, conseguia fazer o amigo sorrir.

— Olha só, vocês podem parar, está ficando tarde e nós já vamos, ok? Antes que alguém passe mais vergonha ainda. — o Byun falou, olhando de esguelha para o Park que ainda tinha o lábio inferior levemente para frente, deixando-o com um ar tão adorável, quanto fodível.

Não queria pensar naquilo, ou se excitaria na frente nos amigos.

— É mesmo, amanhã tenho que trabalhar também, mesmo sendo domingo. — Jongin suspirou. — Não posso acordar com olheiras.

Os amigos resmungaram, mas logo começaram a se preparar para levantar. Havia sido uma tarde muito gostosa, fizeram churrasco, conversaram, brincaram com as crianças, e aproveitaram a companhia uns dos outros.

Contudo, enquanto se ajeitavam, jogando fora as embalagens de salgadinhos e pegando os copos sobre a mesa de centro da sala, a campainha da casa de Kyungsoo tocou. Ele franziu o cenho olhando o relógio, eram quase sete da noite e não conhecia ninguém que poderia ir até sua casa uma hora daquela de um sábado.

— Quem será? Está namorando escondido, senhor Do? — Sehun riu, fazendo o policial revirar os olhos e seguir a porta, imaginando ser algum engano.

Porém, assim que abriu a porta, uma figura grande, bêbada e com a mão pingando sangue, entrou sem ser convidado; ele tinha o rosto molhado e contorcido de dor ao sussurrar:

— Kyungsoo, por favor, me ajude.

 


Notas Finais


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
E AGOORA COMO FAZ?
O Kris apareceu lá!!!!
E, dando uma dica/spoiler, releiam esse capítulo antes de ler o próximo, pq como é a continuação, tem alguns detalhes que são importantes hehehe
Eu tô dando os toques finais no capítulo 15, então logo logo posto.
Eu volto para faculdade amanhã e pretendo finalizar a fic antes de me enrolar nas matérias hehehe

Eu sempre esqueço, mas é pq sou uma idiota, mas OBRIGADA LUIZA POR ME AJUDAR TANTO BETANDO TODOS OS CAPÍTULOS DESSA FIC AAAAA COMO AGRADECER ESSE AMOR DE PESSOA???????


Obrigadaaaaaaaaaa meus anjos que leem, que me incentivam, que comentam, eu não sei o que faria sem o carinho de vocês ><
Postei uma OS pwp Chanbaek, quem quiser ler, aqui:
https://spiritfanfics.com/historia/control-9917499

Até o próximo :))


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...