História Confused Feelings of a Earl - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Ciel Phantomhive, Grell Sutcliff, Personagens Originais, Sebastian Michaelis, Undertaker, Vincent Phantomhive
Tags Ciel Phantomhive, Kuroshitsuji, Sebaciel, Sebastian Michaelis, Undertaker, Vincent Phantomhive, Vincentxundertaker
Exibições 223
Palavras 3.221
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello peoples and peoplas kkkkkkk
Quem é a autora boazinha que conseguiu postar antes do previsto????? Ganha uma estrelinha na testa quem adivinhar rsrsrsrs.

PEGUNTA DO DIA:

Gente cheu perguntar uma coisa pro cês, o que acham melhor: uma one-shot de 10mil palavras (talvez um pouquinho mais, a margem percentual de erro é de dois para mais ou para menos kkkk) ou uma fic com 5 capítulos????????? Se possível respondam!

Assisti uma reportagem sobre prostituição e mil idéias me vieram a mente e quando vi já tava na frente do note escrevendo, vai ser chamar "PROSTITUTO" e já tá quase toda escrita, só estou em dúvida se posto capítulo único ou divido em vários. O que acham?

Para quem ler LDMA ela temporariamente esta parada, a questão não é hiato, eu sei muito bem tudo o que eu quero na fic, mas eu não to conseguindo desenvolver, sei lá, não ta saindo, assim que essa maré passar eu continuo a escrever.

Bjinhos e boa leitura!
OBS: Por favor, ignorem os possíveis erros

Capítulo 12 - O amor secreto e uma ida ao necroterio


“Você já percebeu como aquela menina do segundo ano olha para você? Quase te comendo com os olhos” Ciel deu um sorriso cínico para o amigo. Voltavam do colégio e passariam à tarde na casa do moreno estudando para uma prova de matemática “Você é bem popular entre as garotas”.

Yan o olhou de soslaio com um olhar desinteressado e as mãos que sumiam no bolso da calça cerraram os punhos levemente, era incrível como o menor não percebia que a conversa não o agradava, que não possuía interesse algum em qualquer pessoa que não fosse o próprio menino de olhos azuis.

“Eu não me importo com isso” Respondeu entediado, chutando uma pedra logo à frente.

Ciel ficou surpreso com a resposta, deparando-se com um olhar ‘estranho’ em sua direção, conhecia Yan desde pequeno, mas nunca antes havia visto aquele olhar em seu semblante, os olhos cinza pareciam melancólicos e opacos, sem o brilho que outrora os tornavam tão atraentes por trás dos fartos cílios negros.

Não entendeu o porquê do moreno se mostrar tão apático em relação às meninas que viviam o cercando no colégio e disputando por um pouco de sua atenção, com certeza era a fama que a maioria dos garotos desejariam ter, então não via o porquê de tanta indiferença em relação a tal popularidade. Por um momento chegou a pensar que talvez o outro também fosse gay, mas já o havia visto receber algumas cantadas de outros garotos e também a recusar friamente cada uma delas, sendo assim, essa era uma hipótese descartada.

“Vamos, que cara azeda é essa? Você deveria ficar feliz, muitos garotos desejariam está no seu lugar” Tentou anima-lo, percebendo que há dias o baterista andava cabisbaixo.

“Isso não me importa por que eu já gosto de alguém” Comentou vago e baixo, olhando a valsa de uma sacola que o vento arrastava pela rua.

“Como assim você já gosta de alguém?” Perguntou atônito “E por que não me falou nada? Isso é algo que não se esconde do melhor amigo” Estancou logo à frente, a cara estava nitidamente emburrada, não acreditando que ele havia escondo de si algo tão importante “Eu quero saber quem é!” Exigiu.

“Isso já não tem mais importância e eu não quero falar sobre” Yan cortou o assunto sentindo o peito doer, a vontade era de confessar todos os sentimentos que há anos vinha guardando, de falar que não havia um minuto sequer que não o tirasse da cabeça, mas sabia que já não tinha esse direito, sua chance havia passado e agora seu amor secreto tinha outra pessoa.

“Nós não arredamos o pé daqui enquanto você não me falar” Ciel cruzou os braços firmando o pé no chão.

O baterista suspirou massageando as têmporas e sem saber o que fazer, já estava acostumado com a personalidade birrenta e autoritária do menor e sabia que ele pegaria em seu pé até fazê-lo falar, de certa forma isso chegava a ser irritante, principalmente quando sua única opção era se manter calado afim de - pelo menos - preservar a amizade. Praguejou-se mentalmente, se tivesse mantido a língua quieta dentro da boca não estariam agora tendo essa conversa, muito menos uma quase discussão.

O olhar firme das safiras em sua direção o fez engolir em seco, por mais que quisesse usar a lógica e se dar por vencido, ainda assim seu coração insistia em querer lutar, insistia em bater acelerado toda vez que via o amigo, em falhar uma batida a cada mínimo contato com sua pele, a alterar a respiração quando sentia seu cheiro, sabia que isso era errado e perigoso, principalmente para si que seria a parte mais prejudicada, mas vá falar isso para o seu coração! Quão bom seria se tivesse o poder de controlar os próprios sentimentos.

“Escute Ciel” Segurou-lhe firme os ombros olhando diretamente nos olhos anil e puxou uma lufada de ar tomando coragem “Eh... Em outra ocasião eu te conto, mas agora precisamos nos apressar, daqui a pouco irá chover, veja” Apontou para o horizonte que possuía nuvens escuras.

Mesmo emburrado o azulado se deu por vencido, a julgar pelo céu tempestuoso realmente não tardaria em chover e se não adiantassem o passo pegariam na cara toda aquela quantidade de água, mas esse era um assunto que não havia dado por encerrado.

“Não pense que eu deixarei você escapar dessa, meu caro Yan” Deu um sorriso diabólico.

S&C

“Eu falei para correr, se tivesse me ouvido não estaríamos assim” Yan resmungou entrando em casa, estavam totalmente encharcados, que nem dois pintos molhados e a chuva continuava a cair a cântaros, parecia até um segundo dilúvio “Venha, vamos para a área de serviços tirar essas roupas antes que você pegue um resfriado”.

Sabendo ser culpado de estarem ensopados Ciel não fez protesto algum e o seguiu para a lavanderia, observando que deixavam um rasto molhado por onde andavam, isso com certeza não agradaria em nada a senhora Johnson “Sua mãe ficará um fera quando ver isso” Deu uma risada travessa apontando para o caminho com pequenas poças de água em formato de pé.

“Meus pais não estão, então depois eu dou um jeito nisso” Também deu um sorriso encapetado, com certeza sua mãe ficaria furiosa ao ver seu precioso e caro assoalho de carvalho todo encharcado “Tire a roupa e coloque na secadora, eu lhe empresto as minhas enquanto as suas secam”.

Sem pestanejar o menor começou a se despir vendo o baterista também fazer o mesmo e sem perceber parou para ficar a observa-lo, atentamente, analisando cada detalhe do corpo, o modo como as costelas ficavam mais visíveis com o retirar do jeans molhado, as pernas longas e agora descobertas deixando a mostra os poucos pêlos grudados a pele devido a umidade...

“Pare de me olhar assim” Yan pediu desconfortável, não queria que o amigo o olhasse daquele jeito tão intenso e descarado, não queria que seu coração criasse falsas esperanças ao ver aquele brilho fugaz nos lindos olhos.

“Você tem um belo corpo e um rosto bonito” Analisou minuciosamente as tatuagens e os piercings, de certa forma toda essa decoração chegava a ser charmosa e autêntica, era tão ‘Yan’ “Digamos que é uma beleza rebelde. Você teria futuro como modelo” Concluiu por fim tirando o restante das roupas, ficando por enquanto apenas de boxer “O que você acha de eu te pintar sem roupa? Mas usando peça íntima obviamente”.

Colocou as mãos na cintura para observar analiticamente o corpo do baterista, não tinha pudor algum ou qualquer resquício de constrangimento ao fazer isso, sempre achou Yan um garoto bonito, o corpo magro realmente tinha uma estrutura óssea invejável e era proporcional e sem exageros, uma verdadeira obra prima. Diferente da vez que Sebastian esteve nu em sua frente, agora Ciel não sentia vergonha, frio na barriga, excitação ou qualquer vestígio de desejo canal pelo corpo do amigo, a luxúria em seus olhos era a mesma estampada nos de um artista ao observar uma magnífica obra de arte. Era um encantamento puramente profissional.

Porém isso era algo que o coração do moreno não conseguia discernir, seus batimentos aceleraram ao ouvir o pedido e um fervor percorreu o corpo que ardeu por onde os olhos azuis percorriam. Respirou fundo antes que cometesse uma besteira, essa não era a primeira vez que Ciel pedia para pinta-lo, aliás, já o havia desenhado tantas vezes que até perdeu as contas, então engoliu o nó na garganta tentando dizimar as possíveis segundas intenções implícitas na proposta.

“Acho melhor nós subirmos e vestir algo, não quero que você fique resfriado” Saiu na frente em direção as escadas, sentindo a pele da costa arder, provavelmente por ser devorada pelos olhos azuis oceano. Respirou fundo para se acalmar, se Ciel continuasse a olhá-lo daquele jeito acabaria perdendo a compostura e fazendo algo do qual teria grandes chances de se arrepender amargamente.

S&C

Aquela tarde era relativamente pacata no consultório, o que em si já era um verdadeiro milagre se tratando de um hospital de referência como aquele. Vincent havia voltado do refeitório e ainda tinha pouco mais de uma hora antes de retornar ao expediente. Recostou-se na poltrona giratória dando algumas voltas até parar de frente com a janela que recedia as impetuosas rajadas de vento e chuva, o cenário do lado de fora se igualava a revoada em sua mente, totalmente caótico.

Ficou a observar a água escorrer pelo vidro, mil pensamentos passavam em sua cabeça e em meio a toda essa confusão pensante não conseguia chegar a lugar algum. Estava frustrado, de que adiantou anos estudando e se empenhando para se tornar um cardiologista de prestígio se agora não conseguia entender o que se passava em seu próprio coração. Sentia um aperto no peito, uma sensação dolorosa e que se intensificava toda vez que pensava em determinada pessoa.

Suspirou tirando a carteira do bolso, abriu e olhou duas pequenas fotos, uma de Charllote e outra de Ciel, passou as mãos pelos cabelos se sentindo a pior pessoa do mundo, sua vida era perfeita... Até o dia em que Undy o beijou! Depois desse episódio um sentimento que até então não sabia guardar no peito começou a tomar forma e ele se condenava piamente por isso, amava Charlly, quanto a isso não haviam quaisquer sombra de duvidas, mas não podia negar também que se sentia inexplicavelmente atraído pelo legista.

Lembrou-se da primeira vez que o viu, ainda estava na faculdade e Undy era novato no necrotério, logo de cara ficou encantado com sua personalidade misteriosa e um tanto desmiolada e foi ‘amizade à primeira vista’. Desde então se tornaram inseparáveis, Undy o apoiava em todos os sonhos e esteve ao lado em todos os momentos, desde os mais tristes como a morte dos pais até os mais felizes como o casamento e o nascimento do filho. Nunca, em momento algum depois de conhecê-lo Vincent se sentiu sozinho ou desamparado e sabia que sempre teria a presença fiel do albino não importando que momento fosse.

Era uma amizade admirável, daquelas como unha e carne e mesmo quando brigavam por motivos toscos nunca conseguiam passar muito tempo longe um do outro e geralmente era o albino o primeiro a ceder. Depois de tanto refletir sobre os próprios sentimentos descobriu que todo esse apreço, todo esse carinho e afinidade não se davam apenas a forte amizade e sim a algo maior e mais forte escondido por trás, agora sabia dar nome ao estranho magnetismo que o prendia ao legista.

Fechou a carteira e colocou no bolso, não queria olhar para a foto do filho e da esposa enquanto sua mente recapitulava as lembranças do dia no necrotério, do sexo em cima da mesa de autopia. Fechou os olhos recordando as investidas em suas nádegas, os gemidos, os toques, o prazer... Tudo! Cada mínimo detalhe. Despertou dos devaneios olhando para a calça social, havia se formado uma ereção monstruosa ali dentro e sentiu-se ainda mais culpado por isso, deveria sentir nojo ao ter essas lembranças, mas ao contrário disso se sentia cada vez mais excitado e já havia até cometido o pecado de se masturbar algumas vezes pensando no outro.

Apertou o membro por cima do tecido soltando um gemido dolorido, mesmo que a vontade fosse grande não buscaria por alívio ali, no consultório médico, isso seria passar dos limites. Pegou o celular de cima da mesa e discou o numero há muito tempo decorado, perdeu as contas de quantas vezes já ligou e assim como antes a ligação caia na caixa postal, Undy estava claramente o evitando e desde o dia em que se encontraram no necrotério não mantiveram mais contato algum, a distância estava ficando insuportável.

Num ato impensado levantou da cadeira em um lampejo de coragem, estava resoluto a dar um fim nessa situação e faria isso agora. Já não eram duas crianças para terem esse comportamento infantil e estava na hora de colocarem as cartas na mesa e resolverem como duas pessoas maduras o clima estranho entre eles. Saiu com passos apressados pelo corredor e caminhou em direção a sala do legista, era agora ou nunca.

Parado em frente ao necrotério não soube dizer se o frio que percorria a coluna vinha do nervosismo ou do ar frio que escapava por debaixo da porta cromada e os cabelos do corpo arrepiaram fazendo uma leve cocega em contato com a roupa. Deu uma forte aspirada girando a maçaneta, havia dois corpos em cima das mesas, estavam cobertos com um pano branco e apenas os pés estavam de fora com uma ficha de identificação perdurada no dedão.

“A entrada é permitida apenas a funcionários do necrotério, portanto faça o favor de se retirar” Um senhor de cabelos brancos devido a idade brotou do além, dando um visível susto no moreno.

“Eu sou cardiologista aqui no hospital” Vincent esclareceu, mas notou que o velhinho pouco se lixou para a informação, aliás, era a primeira vez que o via ali, talvez por isso estivesse lhe impedindo o acesso “Eu só preciso falar com Undy, onde ele está?”

“Se você está falando do antigo legista, ele pediu demissão há alguns dias, agora, por favor, se retire que eu tenho trabalho a fazer” O senhor pediu indicando a porta com a mão.

Vincent caminhou no automático para fora da sala sem sentir o chão abaixo dos pés, o sangue esfriou e as mãos começaram a suar, não queria sofrer antecipadamente com conclusões precipitadas, mas a verdade era que estava à beira do desespero. Primeiro Undy não mantinha contato algum e não atendia a nenhuma de suas ligações nem respondia as mensagens, agora recebia essa notícia devastadora da boca de outra pessoa, o albino nem sequer teve a decência de se despedir.

Lembrou-se do último sorriso que recebeu de seus lábios finos, era um sorriso falso e amargurado, totalmente forçado devido a situação. Entrou no consultório despencando na cadeira, apoiou os braços na mesa e escondeu o rosto nas mãos, seu coração gritava para que fosse à casa do legista enquanto ainda tinha uma pequena chance de encontrá-lo, mas sabia que as coisas não eram tão simples assim, aquela era uma situação real e extremamente delicada, onde diferente dos romances nos livros ele não podia jogar tudo para o alto sem medir as consequências e sair em busca de uma paixão que sabia ser errada.

Puxou uma forte golfada de ar para encher os pulmões e soltou lentamente, precisava pensar com clareza e organizar as ideias na cabeça, principalmente os sentimentos dentro do peito antes que pudesse tomar qualquer atitude.

S&C

“Dê uma pausa e tome este copo de leite” Yan ofereceu o copo e sentou a beira da cama com o seu em mãos, estava saturado de tantas horas estudando e ainda por cima matemática, a matéria que mais odiava, tanto que começava a sentir uma chata dor de cabeça de tanto olhar para os inúmeros cálculos.

Ao dar o primeiro gole Ciel soltou um gemido deleitado, o leite estava com bastante açúcar, do jeito que gostava e sabia que provavelmente o do moreno estava sem, fez uma careta ao imaginar o gosto levemente salgado do leite puro “Vamos retomar aquela nossa conversa, me diga quem é a pessoa que você gosta”.

Estava verdadeiramente curioso, contava tudo a Yan, ele foi a pessoa que presenciou seu primeiro beijo, foi a quem contou sua primeira paixonite, foi o primeiro a saber que era gay e também o primeiro para quem contou está namorando. Era a única pessoa que realmente considerava um amigo e lhe contava tudo, ou melhor, quase tudo, obviamente que não falaria do boquete feito por Sebastian, mas fora os momentos íntimos o amigo sabia de toda sua vida, então era natural que desejasse a mesma cumplicidade.

“Eu já disse que não é nada de importante, esqueça isso” Yan se recostou na cabeceira da cama deixando o copo ainda cheio em cima do criado mudo, havia perdido totalmente o apetite com o retorno do assunto.

“Se você diz que não tem importância então não tem problema algum em me falar” Insistiu se aconchegando de pernas cruzadas ao lado das pernas do moreno e deu um gole demorado tomando todo o leite “Do que você tem medo, hein senhor Yan?”.

O baterista não respondeu, pois estava vidrado no bigode de leite que havia ficado em cima do lábio superior, a boca pequena e rosada prendendo totalmente sua atenção, imaginou estar doce por causa do leite carregado de açúcar e engoliu em seco com a enorme vontade de prová-la. Desceu os olhos pelo pescoço e contornou os ombros parando no tecido branco da regata que havia emprestado, ficava um pouco grande, mas nada exagerado, então deu atenção a calça de moletom vermelho escuro, lembrando que por debaixo não havia roupa íntima alguma. Arfou de leve ao se imaginar tocando o corpo do menor, ali, deitado e despido em sua cama, tendo a chuva que caia na janela como testemunha de tudo que poderiam fazer.

“Terra chamando Yan” Ciel abanou as mãos em frente ao seu rosto e sorriu divertido pelo devaneio do amigo que parecia literalmente no mundo da lua.

“Está sujo de leite aqui” Yan deslizou o dedão por cima do bigode de leite e levou a boca, fechando os olhos ao sentir o gosto adocicado e fazendo com que o azulado fizesse uma expressão confusa.

“Não tente fugir do assunto com essa desculpa esfarrapa” Ciel encarou os orbes cinza quase negros que o encarava seriamente, mas logo o moreno desviou o olhar para não encara-lo. Foi aí que entendeu que nada lhe seria revelado e se deu por vencido, já havia se humilhado demais e se decepcionado demais também, pelo jeito a amizade sentida pelo outro não era na mesma intensidade que a sua “Está bem, se você não quer me falar eu não vou mais insistir, mas passarei a dar o mesmo tratamento a você também” Declarou ofendido e virou o rosto.

A atitude corroeu o baterista por dentro, esse era o único segredo que escondia e se se tratasse de outra pessoa com certeza falaria, mas infelizmente esse não era o caso e sabia que a revelação colocaria muita coisa em risco. “Ciel... Me desculpe... Eu...” Virou o rosto do menino para olhá-lo nos olhos.

O rostinho aborrecido o comoveu, passou as falanges pela curva da bochecha que estava rosadinha possivelmente de raiva, era assim que ficava quando era contrariado, deslizou o indicador até chegar ao queixou e subiu para o lábio inferior sentindo a textura macia. A tentação era grande, muito grande, tanto que não resistiu e correu as mãos até chegar à costa do menor, abraçando-o.

“Me desculpe Ciel... Me desculpe...” Afagou-lhe os cabelos que ainda estavam úmidos e despenteados e afundou o nariz na curva de seu pescoço.

“Está tudo Yan, também não precisa ficar assim” Ciel estranhou o comportamento, ficando incomodado por ser abraçado de forma tão íntima, já havia abraçado o amigo em outras ocasiões, mas dessa vez havia algo diferente “Me diga o que está acontecendo” Afastou-o minimamente ficando de frente um para o outro.

Tanta proximidade foi demais para o moreno que sentiu o coração descontrolar e o sangue correr quente nas veias, o seu maior desejo estava ali, a centímetros de seus lábios... Tão rosados e convidativos...

“Me desculpe... Ciel...” Uniu seus lábios aos do menino.


Notas Finais


Qual será a reação do Ciel hein?????? Não me apedrejem, o que seria de uma história sem um pouco de drama né! Infelizmente não tivemos a presença do nosso ilustre demônio delicia, mas prometo me redimir no próximo capítulo. Na verdade eu ainda tinha mais coisas para colocar nesse, mas se fizesse isso iria passar facinho das 5 mil palavras, então achei melhor deixar para o próximo! Nos meus planos essa fic teria 27 capítulos, mas do jeito que meus dedos nervosos gostam de escrever acho que vai extrapolar um pouquinho essa quantidade.

É isso amores, quando eu for postar o próximo eu aviso antes naquele negócio lá do bate papo como eu fiz com esse!

Bjinhos de chocolate!


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