História Confused Feelings of an Earl - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Personagens Ciel Phantomhive, Grell Sutcliff, Personagens Originais, Sebastian Michaelis, Undertaker, Vincent Phantomhive
Tags Ciel Phantomhive, Kuroshitsuji, Sebaciel, Sebastian Michaelis, Undertaker, Vincent Phantomhive, Vincentxundertaker
Visualizações 950
Palavras 3.696
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Salve galera linda!!!! Aqui estou eu novamente, falei que postaria no final de semana, mas surgiu uma viagem de última hora e eu estou indo para o meio do mato, passarei uns dias fazendo companhia pras capivaras. Ouhh Yeaahhh!!!

Xent primeiramente: até o último final de semana eu estava afastada do spirit, voltei pq tive que postar LDMA e pq uma certa criatura (que depois eu mencionarei) não saia do meu pé, se não fosse isso... Quando entrei no site vi que chegamos a mais de 200 favoritos, kyahhh, brigadinha meus amores e muitíssimo obrigado também pelos comentários que a fic tá recebendo, leio todos com muito amor.
Confesso que fiquei com certo peso na consciência quando vi a quantidade de comentários no capítulo anterior. Não vou negar, eu havia negligenciado as fics que estou escrevendo, simplesmente parei e não me sentia disposta para escreve nem um trechinho sequer, em parte por preguiça mental (sim, eu tenho preguiça de pensar) e em outra pq sei lá, acho que as férias estão mexendo com meu senso de responsabilidade e todo meu tempinho livre ficava xeretando em alguns site Yaoi que se tornaram meu novo vício.
Resumindo eu esqueci o spirit, então peço desculpas pq havia pessoas esperando atualização e eu já poderia ter feito isso a muuuuito tempo, dessa vez foi por negligência mesmo. De agora em diante tentarei não demorar, os comentários que recebi me deram um novo ânimo para continuar escrevendo..

Deixando a enrolaçao de lado, tenho um recado nas NOTAS FINAIS e tenham boa leitura.

Capítulo 12 - A Boa nova e as Recordaçoes


Fazia quase duas horas que Ciel olhava perdidamente o forro branco do quarto, a chuva continuava torrente e as rajadas do vento contra a janela mais pareciam cochichos assoviados. Ainda tentava assimilar o acontecido na tarde do mesmo dia, agora tudo estava claro e fazia sentido em sua mente, entendia o porquê de Yan se resguardar tanto em relação à paixão secreta e no fundo achou melhor que não tivesse descoberto.

Por mais que tivessem tido uma conversa honesta e deixado bem claro que o que sentia era apenas amizade e nada mais, ainda assim não sabia como ficaria a amizade depois do acontecido. Enquanto tivesse recente seria impossível não lembrar-se do beijo e conseguir se sentir confortável em sua presença, suspirou, na verdade seria exatamente o contrário, o clima ficaria estranho por algum tempo.

“Yan...” Empurrou-o instintivamente, o susto e a incredulidade correndo em nas veias, não acreditando na audácia do outro “Porque você fez isso?” Perguntou ríspido.

O moreno se afastou desviando o olhar para o amontoado de travesseiro, apesar da sensação boa de sentir os lábios macios do menor por míseros segundos, a experiência não compensava as consequências daquela atitude impensada: a destruição de uma amizade de infância. O arrependimento bateu no exato momento em que foi empurrado.

“Sou eu?” Perguntou surpreso, se dando conta do que estava estampado bem à sua frente e não havia enxergado até o momento “É de mim que você gosta?”

  “Agora você entende porque eu não queria falar” Yan deu um sorriso amargurado, encarando-o, agora não adiantava tentar esconder.

Ciel piscou algumas vezes, não acreditava como fora tão cego, agora muitas coisas faziam sentido, coisas tão obvias que chegava a se achar um idiota por não ter percebido. Olhou com certa pena para o moreno, com certeza a cara de arrependimento que ele fazia dizia muito mais que um simples pedido de desculpas, mas apesar de condoído e ainda abalado com a situação sabia que precisavam colocar os pingos nos ‘is’ para não ficar nenhum assunto mal resolvido entre eles.

“Eu agradeço os seus sentimentos, mas infelizmente eu não posso correspondê-los, eu amo outra pessoa e você sabe muito bem quem é” Viu o pomo de adão do baterista subir e descer, como se tivesse engolido algo muito ruim e mesmo vendo a tristeza nos olhos cinza, Ciel se manteve firme e inflexível “Eu tenho um grande carinho e admiração por você, pela pessoa maravilhosa que você é, mas eu sinceramente espero que isso não volte a se repetir, eu gosto de você apenas como um amigo e isso é algo que não vai mudar. Nunca”.

Yan passou as mãos pelos cabelos soltando o ar de forma frustrada, apesar das palavras entrarem como espinhos no peito, não estava nem um pouco surpreso em ouvi-las, não podia negar que sentia-se ferido pelo tom frio com que foram ditas, mas já esperava por essa reação. Sempre esteve ciente que seus sentimentos não eram correspondidos, que nunca seriam, que aquela relação nunca passaria de uma amizade de infância e talvez o infortúnio de minutos atrás tivesse sido o melhor caminho para por um ponto definitivo em suas esperanças, como um mal que vem para o bem.

De certa forma era bom ter Ciel jogando essas verdades em sua cara, que o rejeitasse sem piedade, talvez assim seu coração criasse vergonha na cara e decidisse esquecê-lo, decidisse parar de querer fazê-lo sofrer. Era desgastante gostar de alguém que nunca corresponderia. Porém, uma coisa é saber o melhor a ser feito e outra bem diferente é exercê-la, mesmo sabendo ser esse o melhor desfecho para o fim de seu sentimento sem futuro, ainda assim era impossível ignorar a dor que chegava a doer na alma, que latejava tanto físico como mentalmente.

Apesar de já ter se relacionado com várias garotas, Ciel foi seu primeiro amor e nem ele mesmo lembrava-se de quando passou a nutrir o sentimento, mas tentou ignorá-lo por todos esses anos por achar confundir amizade com afeto romântico, uma paixonite passageira proveniente de serem tão próximos, por isso não se declarou, tinha medo de estragar o laço de tantos anos com algo volúvel.

Quando obteve certeza de que o que sentia era verdadeiro e inconfundível, o menor contou-lhe que estava apaixonado por outra pessoa, a sensação ao ouvir isso foi horrível, como se tivesse o coração fatiado em mil pedaços e a sua luz no fim do túnel tivesse apagado, acabando com suas esperanças de um futuro juntos, guardou então sua dor só para si, resolvendo se manter calado. O ensinamento que tirava dessa historia era que o amor doía e machucava muito mais que um ferimento físico.

“Eu agradeço a sua sinceridade Ciel... A sua amizade é muito importante para mim, por isso eu quero te pedir um favor...” Olhou para as pálidas mãos do menor que repousavam sob o colo, sentindo vontade de segurá-las, ter qualquer mínimo contato que confirmasse que assim que se despedissem ao terminar os estudos tudo voltaria a ser como antes, que Ciel não ficaria desconfortável em sua presença ou passaria a evitá-lo “Você poderia fingir que eu não te beijei e... Esquecer o que aconteceu? Eu não quero que nada mude entre nós” Deu um pequeno sorriso tentando amenizar o clima tenso.

O menor respirou aliviado pelo moreno ter entendido o recado e respeitado sua posição, essa era uma das coisas que gostava em Yan, ele era compreensivo e ponderado e tinha a maturidade de saber se dar por vencido quando necessário. Muitos poderiam chamar isso de covardia, já Ciel achava essa uma atitude nobre e autopreservativa, era mais do que claro que o sentimento unilateral não seria correspondido e que não havia hipóteses para isso, então era mais viável abandonar esse amor sem perspectivas e seguir em frente do que insistir e continuar a sofrer.

Essa era uma atitude sábia, mas que poucos conseguiam enxergar e acabavam se machucando e machucando à outras pessoas por puro egoísmo.

“Infelizmente não podemos voltar no tempo e mudar o que aconteceu, muito menos apagar algo da mente como num passe de mágica” Massageou a testa medindo as palavras, ainda não sabia direito o que falar “A sua amizade também é muito importante para mim, então... Podemos criar aqui um novo recomeço. O que acha?” Ofereceu a mão para um aperto, como se tivessem fechando um acordo.

“Obrigado” Yan aceitou, feliz por ele não ter optado por se afastar.

Ciel rolou ficando de lado na cama, agora com a cabeça fria e depois de tanto pensar percebeu o quanto havia sido insensível, imaginou o quanto feriu os sentimentos do amigo todas as vezes que falava de Sebastian, até mesmo da vez que os apresentou, agora entendia o porquê de tanta relutância aquele dia, enxergava agora o desgosto com que os morenos se falaram e do olhar matador que trocaram ao se ver.

Deu um tapa na testa, só um idiota para não perceber, mas agora não havia jeito, a gafe já havia sido cometida e o que restava era se policiar para que novos deslizes não acontecessem. Pensava como ficaria a amizade de agora em diante, por mais que tivessem passado uma borracha no acontecido e resolvido recomeçar, sabia que de inicio ficaria um clima pesado entre eles, mesmo se tratando de Yan, alguém tão familiar, Ciel não se sentia nem um pouco confortável com a situação, mas esperava que esse reinicio passasse rápido e a amizade voltasse a ser o que era antes.

“Ciel?” A voz de Charllote foi ouvida abafada atrás da porta.

“Entre mãe” Sentou-se na cama de pernas cruzadas, de certa forma era bom ter alguém ali para tirá-lo daquele tormento pensante.

A mulher entrou em passos preguiçosos, os cabelos presos em um coque meio bagunçado e um cansaço visível no rosto “A comida está pronta filho, frango assado com batatas gratinadas e salada” Falou sorridente.

“Frango assado?” Deu um sorriso forçado que mais pareceu uma careta estranha, o frango assado de sua mãe sempre saia queimado ou duro igual um pedaço de pau, tanto que seu pai sempre dizia que compraria um motosserra para essas ocasiões ‘especiais’.

“Não faça essa cara, eu juro que dessa vez está gostoso” A mulher de cabelos castanhos deu um sorriso sem graça, puxando o filho da cama e empurrando pelos ombros na direção da cozinha.

Chegando ao compartimento o olhar trocado entre pai e filho era claro, a comida devia estar horrível e mais tarde teriam que pedir uma pizza para matar a fome, mas por enquanto tinham que se manter calados e dar créditos aos elogios que a mulher fazia sobre a própria comida. Sentados à mesa, Charlly fez questão de servi-los, um prato generoso para cada um e o seu que como estava de dieta, era composto basicamente por salada.

Olhou com expectativa para os homens da casa, sentindo um frio na barriga e ansiando por uma resposta, dessa vez havia seguido meticulosamente cada passo da receita e não desgrudou o pé do lado do forno enquanto o frango não ficou no ponto certo de assado, tudo isso para não ouvir as inúmeras piadas feitas pelo marido e que resultavam em boas risadas ao filho.

“E então? Não vão falar nada?” Perguntou amuada com a falta de atitude deles.

“Éh, dá de comer!” Vincent deu de ombros voltando à atenção ao prato.

“Verdade, dando para mastigar é o que importa” Ciel seguiu a mesma indiferença do pai, pinicando com o garfo a batata gratinada.

Apesar de nem um pouco satisfeita com as respostas, a promotora procurou se contentar com fato de que pelo menos não reclamaram ou fizeram piadas, mas que a reação foi decepcionante disso não haviam duvidas. Havia se dedicado tanto para agradar seus dois homens e a recompensa que tinha pelo esforço eram aquelas respostas frívolas.

O silêncio reinou na mesa por alguns minutos, com a promotora parecendo irradiar decepção, até que Vincent começou a rir sendo acompanhado por Ciel, riam da cara hilária que ela fazia, parecia a de um cachorro escorraçado “Nós estamos brincando querida, a comida está deliciosa, o que é uma pena, justo hoje que eu pensei em estrear o motosserra que comprei na semana passada”.

“Você comprou um motosserra?” Charlly estava descrente.

“Não, mas confesso que a tentação foi grande!” Deu um sorriso de canto e uma piscadela.

“Seus palhaços, isso não teve graça, eu dediquei muito amor ao fazer essa comida!” Ela fez um pequeno bico, que aos olhos dos dois pareceu adorável.

“Percebe-se mãe que nesse frango você realmente colocou muuuiiito amor, se for comparar ele com os outros é amor para mais umas cinco reencarnações” Ciel tentou não rir, mas era quase impossível ao ver o pai vermelho tentando segurar a risada. Indiscutivelmente sua mãe era a melhor.

“Até que de seu pai eu já esperava um comentário desses, mas de você, eu até me senti traída agora” Acusou dramática, vendo como era óbvio que o filho havia puxado ao pai nas piadas sem graça, em sua opinião aquilo não era divertido.

Depois disso o jantar ocorreu como o habitual, colocaram os assuntos em dia e vez ou outra era feito algum comentário afiado em relação ao outro, geralmente eram direcionados à Charlly, a pobre mulher sofria nessa luta injusta de dois contra um, mas sabia que no fundo tudo era apenas brincadeira. Isso havia virado um costume à mesa e quem de fora vissem não pensaria que ali estavam pai, mãe e filho, pareciam mais um trio de amigos tendo uma conversa descontraída.

“Aproveitando o momento eu tenho algo importante para falar” Ciel anunciou sério, roubando totalmente a atenção dos mais velhos para si, deu um gole no suco para descer o nó na garganta e respirou fundo para continuar “Eu estou namorando”.

Tanto a promotora quanto o cardiologista ficaram alguns segundos o encarando, assimilando a ideia que foi jogada na cara sem ao menos uma introdução prévia do assunto e isso aumentou ainda mais o nervosismo do menino. A primeira a cortar o silêncio foi Charlly, que agora depois da ideia processada ficou eufórica, era o primeiro namoro do filho.

“Yan ou Sebastian?” Perguntou empolgada, o marido ainda atônito só observava sentindo-se perdido na história.

“Porque você acha que é um dos dois?” Perguntou curioso.

“Acho que é meio obvio” Ela revirou os olhos, não era boba nem nada e havia percebido há tempos os olhares de segundas intenções que os morenos dirigiam ao filho.

Vincent apenas abanava a cabeça de um lado para o outro, alternando o olhar entre os dois que conversavam ignorando sua presença à mesa, ultimamente se confinou tanto em seus próprios problemas com Undy que estava totalmente por fora das novidades que cercavam aquela casa.

“É o Sebastian” Ciel confirmou sentindo certo alívio, a conversa foi mais fácil do que pensou.

“Sebastian? Aquele que levou você a exposição?” O moreno finalmente se manifestou, estava confuso e recebeu um aceno afirmativo “Mas eu nem o conheço, e o certo não seria ele vim pedir sua mão em namoro para mim e sua mãe?”

“Ele vinha, mas eu disse que não era preciso! Qual é pai, e se fosse uma menina que eu tivesse namorando? Você também iria querer que ela viesse pedir a minha mão?” Respondeu emburrado, mesmo sendo seus pais odiava ter que dar satisfações.

Vincent meneou a cabeça reconhecendo que aquela era uma ideia coerente, seu filho poderia ser gay, mas não era uma menina. Já Charlly rachou na risada ao imaginar a cena, uma menina aparecendo a porta de casa ‘Senhor e senhora Miller, eu vim pedir a mão de Ciel em namoro’. Seria no mínimo interessante, para não dizer cômico.

“Para de ser caxias Vincent, eu conheço o Sebastian e isso já é o suficiente, ele é um bom moço, um verdadeiro cavalheiro e é muito bonito também” Deu uma piscadela disfarçada para o filho, ajudando-o naquela situação embaraçosa.

“Mesmo assim acho que o correto seria ele pelo menos vim se apresentar” O cardiologista se mostrava relutante, afinal, era de seu filho que estavam falando, não podia entregá-lo na mão de qualquer pessoa.

“Muito me admira ouvir isso de você” A promotora soou irônica “Você ficou um bom tempo fazendo o ‘teste drive’ antes de pedir a minha mão para os meus pais”.

“Acho que isso não é algo que deva ser comentado na frente de Ciel” Sentiu-se desconfortável, mas Charlly tinha razão, só foram oficializar o namoro depois de dois meses juntos e nesse meio tempo haviam feito coisas que não eram muito bem vista pela sociedade da época. E sendo honesto com sua consciência, mesmo antes de namorar a esposa nunca havia pedido permissão aos pais para namorar qualquer garota, normalmente isso era cobrado mais das meninas, não dos meninos “Ok filho. Eu me dou por vencido, se você está feliz, eu também fico feliz, mas não abro a mão conhecer esse seu namorado o mais rápido possível”.

“Claro pai! Inclusive foi ele que insistiu para que eu falasse com vocês e até convidou-os para um jantar na casa dele” Sorriu suavizado, agradeceria depois a sua mãe pela ajudinha.

S&C

O molho estava no ponto certo e mesmo com a panela fumegante Sebastian mergulhou a ponta do indicador e levou a boca para provar, fez uma careta olhando para Sophie que miava de cima da pia.

“Eu realmente não consigo entender como os humanos gostam disso” Pegou-a no colo e novamente foi revisar se a mesa estava em ordem, talvez estivesse sendo exagerado, mas aquele era um momento importante e queria que tudo saísse perfeito, e se mesmo assim os pais de Ciel não se agradassem, dane-se, daria um jeito de se livrar deles depois.

Com tudo pronto foi para o quarto, logo mais os convidados chegariam e achou melhor começar a se arrumar, deixou a bichana na cama e deu-lhe um beijinho de esquimó “Seja uma boa garota quando os pais de Ciel chegarem, se você se comportar eu prometo te recompensar depois”.

Mesmo podendo usar seus poderes e aparecer como num passe de mágica arrumado e cheiroso, Sebastian preferia fazer isso manualmente, era uma forma de matar o tempo diante do tédio que era esperar pelas horas passarem. Tirou a roupa e foi para o banheiro, optando por um banho de banheira, encheu-a e perfumou com sais e óleos aromáticos. O aroma era muito parecido com o qual Ciel usava século atrás, por isso o havia escolhido, era nostálgico e remetia as melhores lembranças que já tivera.

Por mais que não fosse apegado a coisas supérfluas, o demônio realmente sentia falta daquela época, até mesmo dos criados atrapalhados que viviam lhe dando dor de cabeça e de Alexis, é óbvio que nunca se esqueceria do filho. Queria ter o poder de voltar no tempo, reviver novamente as aventuras passadas, desde os momentos conflitantes até os mais ternos, poder entrar no antigo escritório e se deparar com o olhar perdido do conde para a janela em frente ao jardim, alfinetar sadicamente as fraquezas que a todo custo ele tentava esconder e deleitar-se com sua cara marrenta, não importava o quanto zangado ficasse, sabia que ao final da noite tudo se resolveria. E da melhor forma possível: com um sexo ardente.

Durante o tempo em que ficou sozinho chegou a pensar que conseguiria esquecê-lo e no fundo desejou verdadeiramente por isso, que aquele forte sentimento tivesse aflorado apenas em virtude dos vários anos de servidão, pela cobiça a alma deliciosa que ele tanto ansiou, foi com isso que tentou se enganar, iludir-se de que as sensações tão estranhas para um demônio desapareceriam depois da morte prematura do conde. Mas tamanho foi o engano e decepção ao perceber que mesmo com o tempo esses sentimentos se mantiveram intactos e que agora ao seu lado novamente estavam se intensificando.

Estourou com o indicador algumas bolhas na água, observando no dorso da mão esquerda o lugar onde outrora ficava o símbolo do contrato e que desapareceu com o fim deste. Dava uma sensação de vazio e de liberdade ao mesmo tempo não ter mais o pentagrama ali, aquele era um laço que o unia a Ciel, tão forte que era impossível de quebrar se não fosse por uma das partes, nem mesmo a graça divina tinha esse poder. E mesmo ainda havendo uma conexão inexplicável entre eles, a insegurança de não tê-lo de forma sólida acorrentado a si deixava seu lado possessivo ainda mais aflorado. Queria tudo de Ciel e ser tudo para ele, queria monopolizá-lo, ser o detentor até das mínimas coisas, desde seus pensamentos e até o ar que respirava, seu ciúme era tão ardente que poderia carbonizá-lo e a todos que se atrevessem a tocá-lo.

Assim como antes seu amor não era puro, nunca seria. Ciel era somente seu.

Uma mecha caiu balançando em frente ao rosto e quebrando sua linha de raciocínio, passava em demasia da altura do queixo e isso não agradou, estava outra vez na hora de aparar. Deslizou toda a extensão da mecha entre dois dedos e ao chegar ao final o cumprimento estava novamente no tamanho desejado, assim como o restante do cabelo.

Achava intrigante a maneira como o corpo humano funcionava, apesar de extremamente frágil e muitas vezes complexo, ainda assim era uma máquina perfeita, onde tudo era feito para funcionar harmonicamente, como as engrenagens de um relógio e que era capaz de sentir tantas sensações distintas que nem mesmo um ser superior - como um demônio - muitas vezes não era capaz de sentir.

Olhou o restante do corpo além da água levemente turva e ainda usando a ponta do indicador percorreu a pele pálida do tronco, sorrindo debochado ao vê-la eriçar, estava a tantos anos adotando esta forma que ela já imitava de maneira fiel e involuntária os reflexos humanos. Realmente era uma estrutura de carne e osso deveras interessante, principalmente a anatomia que diferenciava os sexos, se encaixavam perfeitamente, tudo meticulosamente calculado para a sobrevivência da espécie, porém comumente mais usado para o prazer. Algo tipicamente humano.

Lembrou-se então do prazer que deu a Ciel bem ali ao lado, no chuveiro, do modo como ele ficou extremamente corado de constrangimento, mas que mesmo assim se deixou levar pelo momento, entregando-se totalmente a carícia que lhe era oferecida de bom grado. Apesar de agora possuir uma personalidade diferente em muitos aspectos, ainda assim seu bocchan continuava a ter a mesma essência, o mesmo sabor e esse era o único ‘doce’ que apreciava.

Sua forma humana não se mostrou indiferente a tais lembranças, reagindo não menos que o esperado para qualquer homem: uma enorme ereção. Sorriu com mais essa reação e envolveu com a destra o membro rígido, massageando devagar e apertando de leve a cabeça, não podia negar ser bom, mas não era o que realmente queria, não era sozinho que queria se satisfazer, por isso seria paciente e esperaria um pouco mais, se tudo saísse como planejado o grande momento estava chegando.

Saiu da banheira não se importando com a ereção que pendia de um lado para o outro enquanto andava e quando entrou no quarto Sophie ainda o esperava deitada na cama, inclinando a cabeça para o lado no movimento fofinho que os gatos fazem “Vire-se garota, não é apropriado para uma dama olhar um homem nessas condições”.

A gata deu um miado, obviamente não estendendo nada do ele que havia dito e não se sentindo confortável por está duro na frente de sua menina, tratou em um piscar de olhos de se vestir, calça jeans escura, camisa preta de manga ¾ com algumas listras finas no peito e sapatos pretos, tudo bem moldado em seu corpo, ressaltando ainda mais sua bela forma.

A campainha não demorou a tocar avisando que as visitas haviam chegado, o reflexo de um frio passou por seu estômago, não pela apresentação que aconteceria em breve, mas por novamente poder está ao lado de seu bocchan, apenas Ciel tinha esse poder sobre ele. Caminhou para a porta, parando em frente apenas para se recompor e pôr seu melhor sorriso, mostraria ao senhor e senhora Miller que ele era o melhor genro que poderiam ter.

“Sejam bem vindos” Abriu a porta com um sorriso radiante.


Notas Finais


RECADO:

Não sei se alguém notou, mas eu estou em um novo trabalho, isso mesmo! Lastimávelmente acabei percebendo que não sou boa em cumprir as promessas que imponho a mim mesma, prometi que não assumiria novas responsabilidades e acabei falhando miseravelmente! Olha a minha cara de vergonha ao admitir isso.
Enfim dessa vez foi por uma boa causa, vocês já conhecem a Madame_Red25? Vulgo Rafaela ou catinguenta kkkkkkkk É brincadeira gente. Ela fica fula da vida quando a chamo assim, mas eu não resisto kkkkk no fundo ela sabe que esse é o meu jeito de ser carinhosa kkkkkkkk Admito que eu tenho uma maneira bem estranha de gostar.
Então, essa fulana ideou de que queria ser autora e me arrastou junto para essa barca, depois de muita negociação eu acabei cedendo, até pq eu sei como o início de quem começa a escrever muitas vezes é difícil, o meu particularmente... Pai amado... Não gosto nem de lembrar! A sorte é que o ser humano tem a capacidade de evoluir!
Enfim, no link abaixo está o resultado dessa nossa parceria:
https://spiritfanfics.com/historia/pecados-de-um-padre-7339596

Sobre a fic prostituto to reescrevendo tudo de novo, alguém colocou um pen drive bichado no meu note (que detalhe: tá sem anti vírus) aí já viu, eu perdi tudo!! TUDINHO! !! A sorte é que eu mandava as copias do TCC pro meu email, se não fosse isso já tinha pirado!


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