História Confused Love - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Lemon, Taekook, Vkook, Yaoi
Exibições 39
Palavras 3.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lemon, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hello
voltemos com vkook precioso

Capítulo 1 - Um Estranho Na Cozinha


Viro-me completamente para o último cliente que saia de nosso restaurante, acenando lentamente com minha mãe esquerda e um sorriso brincalhão por entre meus lábios rosados. Ouço o barulho de sino tão conhecido por mim, indicando que o último cliente finalmente fora embora. Suspiro cansado, deixando o meu corpo cair pelas costas da cadeira, na qual estou sentado, deixando minha cabeça ser jogada lentamente para trás, e eu logo sinto meus fios de cabelo castanho saindo de minha testa e indo para trás. Sinto minhas pálpebras pesarem e meus músculos relaxarem. Ah, merda. Tenho que ir logo para casa antes que eu adormeça aqui mesmo.

Levanto-me brutamente da cadeira, estalando todos os meus ossos. Faço uma careta de dor e prossigo o meu caminho, indo até os fundos do estabelecimento, encontrando uns amigos meus, que eu apenas ignoro por enquanto. Abro a pequena porta, que esconde uma escada que leva até o segundo andar do estabelecimento. A maioria pensa que aquilo é uma segunda parte do restaurante, mas não passa de um porão onde vivo. Eu tenho que agradecer ao meu chefe, que me empresta essa "casa" para que eu possa viver. Subo as escadas com total cuidado para não bater minha cabeça no teto, então abro um sorriso mínimo ao ver a minha pequena cama de solteiro velha, minha televisão de caixote, um notebook – que comprei com bastante sacrifício – em uma mesa de madeira, e meu celular logo ao lado da minha cama, carregando. Apesar de não ser a melhor coisa do mundo, eu sinto como se estivesse em meu reino, um castelo só para mim. Caso tivesse fome, poderia descer e preparar uma comida com um estoque que guardo escondido na geladeira. Minha vida é perfeita. Ri nasalado ao falar isso, deitando-me sobre minha cama, me acomodando no colchão macio.

Pego o meu celular com delicadeza, retirando o cabo do carregador e guardando-o em minha gaveta de coisas – que se localiza em baixo de minha cama. Desbloqueio o mesmo e abro as mensagens, que gritavam de tanta notificação. Bufo ao ver que era apenas Min Yoongi, praticamente gritando pelo celular, falando que eu havia lhe ignorado quando passei por ele. Apenas respondi que estava cansado e que queria muito dormir. Ele colocou uma carinha ">:\" e eu gargalhei alto, vendo a irritação do meu amigo. Desejei-lhe boa noite e o mesmo disse para que eu me fodesse, ri mais ainda, mas o sono me matava por dentro, então logo calei minha boca, bloqueando a tela de meu celular. Acomodo-me na cama, tentando encontrar uma boa posição para que eu pudesse dormir rapidamente sem nenhum problema. Viro para o lado, observando pela janela – que é grande, com o formato de uma forma geométrica: o triangulo. A noite era calma, nenhum carro passava mais pela rua, e as únicas luzes acesas eram as dos postes, que ainda iluminava um pouco o meu quarto. A lua brilhava fortemente, e as estrelas lhe acompanhavam, como se a lua nunca pudesse ficar sozinha. Deve ser horrível, viver sozinho não é muito interessante. Suspiro lembrando que eu mesmo moro sozinho em um porão, aquilo era doloroso só de lembrar o motivo.

Fecho os meus olhos lentamente, lembrando tudo aquilo que eu vivi no passado, e, naquele momento, eu sabia que iria sonhar com aquilo.

x-x

O pequeno garoto caminhava pelas ruas de Seoul, o vento gélido chocava-se contra seu rosto, deixando o mesmo vermelho, na tentativa de esquentar-se. Ao canto de seus olhos haviam lágrimas, e algumas mais teimosas se encontravam em suas bochechas. Cansado de caminhar sem rumo, sentou-se em um banco qualquer de praça. Era doloroso ver as outras crianças com seus pais brincando no parque. Eles tinham alguém para viver, mas ele só tinha suas roupas e um pequeno urso de pelúcia, que fora resgatado antes mesmo das chamas naquela casa o queimarem. Mordeu seu lábio inferior, deixando mais lágrimas caírem sobre suas bochechas, algumas escorrendo até seu queixo e pingando no chão daquela praça.

As crianças não se importavam com o menino, na realidade, nada em relação a ele importava. Suas vestes sujas causavam má impressão, e todos achavam que o pequeno garoto era um ladrãozinho em busca de dinheiro para satisfazer seus pais que necessitavam de drogas. Mas não era bem assim, ele nem sequer tinha pais para fazer aquilo. Olhou de soslaio para seu lado direito, quando viu um grupo de pessoas sentar ao seu lado, porém, quando o último ia sentar, pôde perceber que não havia espaço, devido ao seu pequeno corpo ocupando parte do banco. Timidamente ele observa o garoto maior que si, e então logo sente seu corpo ser jogado para trás e uma de suas bochechas arderem.

– Você não está vendo que estas ocupando o meu lugar?! – Gritou para o menino, que agora se levantava de cabeça baixa. Ele impedia que suas lágrimas caíssem, ele não queria mostrar sua fraqueza diante deles. O pequeno menino apertava seus punhos, sentindo suas unhas arranharem a sua pele. Assentiu lentamente, e então sentiu suas costas baterem contra o chão de concreto. Fora empurrado novamente.

Os garotos foram embora, porque um deles dizia que ver o pequeno garoto dava desgosto, e não queriam nem um pouco ver o seu rosto. Naquele dia o pequeno andara mais algumas horas pela cidade, tentando encontrar um ótimo local para deitar e adormecer. No final, dormira no chão de concreto, em uma rua sem qualquer iluminação.

Ficara vivendo pelas ruas até encontrar um orfanato, no qual ninguém lhe adotava. Trabalhou em vários locais em busca de dinheiro para sair dali, e, finalmente, conseguira um trabalho fixo e uma pequena casa para morar. Ele estava contente somente com aquilo. Se agora tinha uma cama, o garoto tinha que agradecer ao seu esforço e ao seu chefe que vira dificuldade em sua vida. Desde então, o garoto trabalha, paga suas dívidas e ainda sai com os seus novos amigos, nunca sozinho. Ele podia agradecer a todos, mas não tinha palavras para descrever sua gratidão.

x-x

Acordo em um susto, dando um pequeno salto em minha cama, um barulho de portas batendo é o motivo disso tudo. Caminho até a janela, tentando observar se a porta da frente fora arrombada ou algo desse tipo. Suspiro, vendo que teria que descer para ver se a porta dos fundos fora aberta, ou se um de meus amigos entrava pela porta para buscar algo que haviam esquecido. Desço as escadas apontando o meu telefone para os degraus. Pouso minha mão na maçaneta gélida, girando a mesma lentamente. Um barulho novamente. Então posso ter certeza de que era dentro dos fundos do restaurante. Bufo irritado, girando a maçaneta rapidamente e puxando a porta para mim, abrindo a mesma. Com a minha mão esquerda eu procuro o interruptor – que por sorte ficava ao meu lado –, acendendo as luzes assim que encontro.

A imagem seria perfeita... caso fosse um de meus amigos procurando algo esquecido por eles. Entretanto, como toda a sorte "está ao meu lado", um garoto me olhava de olhos arregalado, talvez pelo susto que eu dei no mesmo. Então continuamos nos encarando, e eu o analiso lentamente. Pés descalços, sujos e machucados, um tamanho pequeno para um menino de mais ou menos quatorze anos; trajava um short bege rasgado, até as suas coxas – aquilo estava extremamente apertado em seu corpo –, e uma camisa preta, com furos em alguns locais, e um casaco imenso, também rasgado; cabelos negros cheios e volumosos – ele não devia lavar aquilo faz tempo – bagunçados sobre sua cabeça; olhos ameaçadores, mas redondos e infantis – talvez ele só tivesse medo; lábios avermelhados, indicando que ele sentia frio; e mãos cortadas, segurando um pedaço de pão. Mordo meus lábios, ele era um garoto que não tinha o que comer, porém, por mais que ele se pareça comigo, não aprovo a ideia de furtos.

Caminho lentamente pelos fundos, tentando me aproximar do garoto, que estava em estado de alerta. Seus olhos me seguiam e me encaravam de modo intenso, ele queria me ameaçar, mas eu sentia que, dentro de seus olhos, ele pedia ajuda silenciosamente, de uma forma que ninguém entenderia. Suspiro calmamente, tentando me aproximar mais ainda do garoto, porém, paro de imediato assim que vejo o garoto retirar uma faca do escorredor e apontar em minha direção. Ah, merda, assim complica, né!

– Não se aproxime – disse firme, agarrando a faca com mais força do que antes. Ele ainda me observava intensamente, sem nenhum deslize, não se cansava de me observar. Suspiro um pouco decepcionado, pensei que ele tivesse um pouco de consciência em seus atos.

– Ah, vamos, que tal abaixar essa arma? –Digo ao garoto, ainda estou sonolento, então minha voz sai rouca e baixa. O garoto se assusta e se distancia ainda mais de mim. Eu dou mais alguns passos à frente. Seus olhos arregalam, surpresos com a minha coragem. O garoto aperta mais a faca em suas mãos e aponta para mim.

– Sai! – Grita, e então eu me aproximo mais ainda de seu corpo, ele recolhe a faca involuntariamente, e eu sorrio para o menino. Ele abaixa a cabeça e eu posso sentir as gotas quentes caírem sobre meus pés.

Retiro a faca de suas mãos, colocando-a sobre a mesa. Procuro alguns ingredientes em minha geladeira, retirando de lá legumes, carne de porco, alguns molhos e macarrão. Ligo o fogão, colocando uma panela funda com água sobre o mesmo. Começo a cortar os legumes rapidamente, como um bom profissional, temperando os mesmos com alguns temperos, logo jogando-os na água quente. Assim que acho que está bom, desligo o fogão e ligo outra boca do fogão, colocando uma outra panela com água. O garoto ao meu lado babava e esperava pacientemente, comendo o pedaço de pão que estava em sua mão lentamente. Retiro o macarrão da embalagem, colocando-o dentro da panela com a água quente. Espero o mesmo cozinhar, e, enquanto não fica pronto, corto a carne de porco em cubos – ou uma tentativa falha de cubo –, pegando uma frigideira com óleo para fritar. Despejo um pouco de cebola na frigideira e tempero para carne. Logo tudo está pronto e eu posso colocar tudo em duas tigelas. Sento-me na mesa, pego um hashi e começo a comer.

– Vai ficar aí me olhando comer? – Pergunto assim que vejo o garoto sentado no chão, tentando conter-se para não fazer nada de errado. Ele logo se levanta e se senta à minha frente, pegando o hashi e comendo rapidamente. Ele suspira e esboça um sorriso mínimo nos lábios. Seus olhos brilhavam ao ver a comida e ele gemia alegre só por estar comendo uma comida. Apoio a minha cabeça em minha mão esquerda, observando o menino se alimentar. Logo o mesmo me olha, com o mesmo olhar ameaçador e intenso, então eu ri nasalado.

– O que está olhando? – Rosnou, colocando mais um pouco de macarrão em sua boca e um pedaço de carne.

– Você não é o durão que tanto diz ser. – Murmuro, sorrindo um pouco divertido com o garoto à minha frente. Ele arregala os olhos e me olha enfurecido, eu apenas finjo que não disse nada e coloco um legume em minha boca.

– O que disse?! – Gritou, e eu mordi meus lábios para segurar a risada, porém caio na gargalhada, deixando o garoto de boca aberta, ainda enfurecido comigo.

Minha barriga começava a doer e eu buscava o ar incessantemente, até que eu finalmente consigo me acalmar da crise que estava tendo, sentando-me normalmente em minha cadeira, ouvindo o garoto murmurar "devia ter morrido sufocado", fazendo-me rir nasalado. Pego o meu hashi e continuo a me alimentar, silenciosamente. Mordo os lábios, já irritado com o silencio que prevalecia entre nós.

– Qual o seu nome? – Pergunto ainda prestando atenção na minha comida.

– E o que te faz pensar que vou te responder? – Me responde com outra pergunta, um tanto grosso. Aish, que moleque mal-educado.

– Bom, só o fato de eu não ter chamado a polícia para te prender e ter feito uma comida deliciosa para alguém faminto como você... – dou uma pausa, com um sorriso debochado, vendo o garoto envergonha-se. – o seu nome é o mínimo para mim.

O garoto desvia o olhar, olhando novamente para a sua tigela de comida, que já se encontrava vazia. Ele suspira derrotado e volta a olhar para mim, com um bico em seus lábios. Orgulhoso demais para se entregar, né?

– Jeon – me surpreendo com sua voz, sorrindo logo em seguida por vê-lo se entregando para mim, mesmo sendo bem orgulhoso. – Jeon Jeongguk.

Sua expressão era de vergonha, suas bochechas levemente ruborizadas de vergonha, aquilo tudo lhe deixava mais infantil, e não um garoto ameaçador e bravo. Sorrio alegremente, comendo o resto de minha comida.

– Kim Taehyung – digo assim que termino de comer tudo que tinha na tigela. Ele me olha, com receio, mais olha. – É um prazer conhece-lo.

x-x

Assim que termino de comer, lavo as tigelas utilizadas e os talheres, colocando tudo no escorredor depois. Jeongguk apenas me observa, com aqueles mesmos olhos intensos que ele tinha, e eu sentia os meus ombros queimarem só por ter um Jeongguk me observando calmamente. De vez em quando eu olhava para trás, um pouco incomodado, dizendo, quase gritando, para que ele parasse de me observar tanto. Ao final, pedi para que ele me seguisse, e o mesmo hesitou em me seguir, porém, assim que abri a porta para a minha "casa" ele veio rapidamente admirado com a pequena porta.

Subimos juntos as escadas, e eu sempre avisando para ter cuidado com a cabeça no teto, e Jeon, mesmo eu tento avisado várias vezes, ao final bateu sua cabeça no teto. Gargalhei, entrando em meu quarto, vendo o garoto resmungar de dor, passando suas mãos na testa. Ele logo parou de resmungar quando viu o meu quarto, fazendo com que o mesmo entrasse em meu quarto e começasse a observar tudo dentro do mesmo. Com certeza ele é uma criança.

– Nossa! – Disse alegre, abrindo o meu notebook lentamente, mas se assustando logo em seguida quando o mesmo fechou rapidamente. Bufei um pouco irritado, mas logo ri de sua cara de espanto.

– Ele se fecha quando não se abre muito. – Digo dando um leve tapa em sua nuca, ouvindo o mesmo resmungar, dizendo que eu era insuportável.

Nos sentamos em minha cama, e eu observava todas as suas expressões, eram diferentes e puras, como as de uma criança inocente. Limitei-me a observar suas feições mais de perto, vendo o quão parecido com um coelho ele era. Seu sorriso continha dentes um pouquinho grandes, deixando parecido com um coelho, suas bochechas e seus olhos redondos eram similar à de um coelho. Ri nasalado, suavizando minha expressão, que fazia parecer que eu estava desejando o garoto. Ele olhou para mim, um tanto confuso, e eu apenas afaguei seu cabelo negro, sentindo aqueles cabelos cheios em meus dedos. Sorri ao ver suas bochechas ruborizadas.

– Você é realmente uma criança – repito, levando minha mão até as suas bochechas, acariciando as mesmas, ele era um ótimo menino, pena que não tinha onde morar. – Bem, vamos logo, vá tomar um banho.

– O que?! – Praticamente gritou quando sentiu minha mão esquerda em suas costas, o empurrando para o pequeno banheiro que tinha ali. – Você realmente tem tudo por aqui, né? – Murmurou desviando seu olhar do meu, ele parecia triste. Oh, não me diga que está com inveja. – Eu invejo você...

– Ah, não se preocupe, você pode muito bem ter uma casa melhor que essa! – Digo pegando uma toalha branca em minhas gavetas de coisas, deixando-a em cima do vaso sanitário. Olhei para o menino, que permanecia parado, com a mesma roupa em seu corpo. Bufei, sentando-me no vaso e puxando o garoto para mais próximo, puxando a barra de sua camisa. Jeon deu um tapa em minha mão, olhando-me incrédulo. – Então faça você mesmo! Eu vou estar em minha cama, me chame se tiver terminado, eu já lhe entrego algumas roupas. – Jeongguk me olha, confuso, é claro, mas logo fecha a porta do banheiro.

Suspiro, sentando em minha cama, ouvindo o barulho de chuveiro, então deito-me sobre a cama, sentindo o meu corpo ser envolvido pela macies do colchão. Eu estava quase fechando os meus olhos quando escuto um barulho, parecido com o de um tombo, então eu levanto e bato na porta do banheiro, recebendo gemidos de dor como resposta. Ninguém merece. Entro no banheiro, vendo um Jeongguk sentado no chão, acariciando suas costas nua. Bufo impaciente, cruzando o braço ao vê-lo me encarar.

– Passou alguma coisa em seu corpo? – Pergunto ao garoto, que logo cobre suas partes intimas, envergonhado. Suspiro ao ouvir a voz de Jeon dizer que havia passado somente o sabonete. – Então vamos passar o shampoo.

Pego o shampoo, colocando um pouco em minha mão, chego perto do garoto, que hesita em me deixar tocar em seu cabelo. Esfrego o seu cabelo negro, vendo toda aquela sujeira tingir a espuma branca, peço para ele entrar debaixo do chuveiro e tirar todo o shampoo, com os olhos fechados, é claro. Ele retira o resto do shampoo, me olhando enquanto faz o movimento em seu cabelo negro, suas bochechas se encontravam rubras de vergonha. Logo ele volta para perto de mim, e eu esfrego o condicionador em seu cabelo, puxando alguns fios e soltando-os, vendo que ele não cortava seu cabelo há bastante tempo.

Após ajuda-lo eu volto para o quarto, em busca de uma muda de roupa para o garoto. Encontro uma blusa, que estava pequena em mim, e uma cueca velha, que nunca mais fora utilizada. Entrego ao garoto, que fecha a porta novamente para se secar, então eu tento encontrar algum short pequeno. Acabo encontrando uma bermuda preta, e logo o moreno sai do banheiro, já vestido. Jogo o short em sua direção, vendo que o mesmo segura com dificuldades. Suspiro, procurando agora um calçado pequeno, eu me lembro de ter um tênis de quando eu tinha a sua idade, então procuro mais um pouco em meu armário. Tiro de dentro um tênis converse antigo, também preto, e entrego para Jeongguk junto com uma meia.

Ele se senta em minha cama e veste seus sapatos, levantando para se olhar no espelho, ele se surpreendeu com o resultado, assim que viu que um bom banho era o suficiente para mudar totalmente a sua aparência. Sorrio ao vê-lo alegre, então peço para que ele se sente em minha cama novamente. Busco uma tesoura em meu armário, encontrando uma metálica.

– Para que isso? – Pergunta desconfiado.

– Eu vou apenas cortar um pouco o seu cabelo. – Digo sentando de frente para o moreno. Pego um pente e penteio o seu cabelo, percebendo que sua franja era um pouco maior do que eu esperava. Sua expressão era de medo, medo talvez de que eu cortasse o seu rosto. – Fique quieto... – sussurro enquanto pego sua franja com o pente e passo a tesoura.

Corto sua franja até um pouco acima de seus olhos, então começo a cortar o cabelo em sua nuca e no resto de sua cabeça. Demora mais ou menos uns dez minutos, e quando termina eu vejo o garoto suspirar impaciente, eu o olho sorrindo, vendo que ele ficava lindo com seus cabelos curtos e limpos. Jeongguk se levanta e olha para mim, como se pedisse algo. Me levanto também e abro a porta de minha casa.

– Infelizmente, você não vai poder ficar aqui – digo com uma expressão triste, e o mesmo me olha da mesma maneira. – Mas, você pode voltar quando quiser. Sempre que tiver fome, volte aqui. – Sorrio para o garoto. – Sempre que estiver com saudades de mim, volte aqui. – Brinco um pouco com o garoto, que se envergonha, mas me olha enfurecido.

– Quem sentiria saudades de você?! – Grita, cruzando os braços e inflando suas bochechas. Tão fofo. Me aproximo do garoto lentamente, e o mesmo me olha um pouco confuso. Pare de me olhar assim...

Levo minhas mãos até o seu rosto, alisando suas bochechas, já ruborizadas. Ah, eu não aguento. Me aproximo de seu rosto, encostando meu nariz em sua testa, depositando um beijo no local logo depois. Desço mais um pouco, e fico a centímetros de distância dos lábios rosados do garoto. Sua respiração estava descompassada, e batia em meu rosto, causando-me arrepios. Percebo o que estou fazendo e tento me recompor, dando uma risada nervosa, coçando minha nuca.

– Então, vamos? – Pergunto a ele, que me olha e assente afirmando.

Descemos as escadas até os fundos do restaurante, eu olho mais uma vez para Jeon, que espera paciente para que eu abrisse a porta para ele, então eu abro a porta e dou passagem para que ele pudesse passar pela mesma. Ele passa e me olha uma última vez, dando-me um sorriso como despedida e um pequeno aceno. Observo-o caminhar pelo beco, até que sumisse de minha vista. Volto para o restaurante, trancando a porta e voltando para a minha cama. Suspiro cansado, vendo que já eram quatro da manhã. Pelo menos irei dormir um tempinho.


Notas Finais


BJOS LINDOS DE MAMAE
espero que tenham gostado


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