História Confusões de Adolescente - Capítulo 16


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Que dó da Juliana gente!!! Boa leitura...

Capítulo 16 - Jogo sujo


Depois daquele dia desgastante era hora de ir pra casa. Meu motorista atrasou um pouco e eu tive que ficar esperando sozinha na porta da escola.

Cheguei em casa e fiquei jogada no sofá, a preguiça estava reinando e eu não tinha a menor vontade de subir e ir pro quarto, perdi a noção de quanto tempo eu fiquei ali, eu só conseguia pensar em quão desastrosa ia ser essa festa do Alê, será que ele tinha alguma coisa com a Sol? Eu estava muito preocupada, nem reparei quando a Nathália se sentou do meu lado.

- Aconteceu alguma coisa? Você não tá com uma cara muito boa. – falou ela

- Não aconteceu nada Nathália, me deixa sozinha.

- Nossa, eu venho aqui na maior boa vontade saber o que você tem porque me importo com você pra ser tratada assim, eu não sou valorizada. – disse se levantando.

- Aí Nathália, tá bom senta, eu vou te falar o que tá acontecendo, mas é segredo – ela voltou a se sentar – O Alê voltou.

- Isso eu já sei, isso que é o segredo?

- Não, o segredo é que o Justin não sabe do meu passado com ele, eu disse que ele só é um primo da Mariana.

- Por que você mentiu?

- Eu não queria falar que eu já fui apaixonada pelo primo dela né, você e o Matheus são amigos dele, ele é primo da minha melhor amiga, tá sempre aqui em casa, o Justin ia ficar louco, foi pro bem dele.

- Pensando por esse lado você parece certa.

- Isso não é o pior...

- O que é o pior?

- O Justin fez eu prometer que eu nunca iria mentir pra ele, e eu já estou mentindo, eu tô me sentindo muito mal.

- É complicado, mas você vai conseguir se livrar dessa, você sempre consegue não é mesmo? – falou ela se levantando e subindo pro seu quarto, me deixando ali sozinha, não entendi muito a sua atitude.

Eu não sei nem porque desabafei com a Nathalia, a gente não era muito próxima, mas ela estava ali de boa vontade, talvez ela queira que nós fiquemos mais próximas.

Seria até mais divertido ficar mais amiga da minha irmã, eu até invejo essas meninas que tem a irmã como a melhor amiga, eu e Nathalia nunca fomos assim, foi sempre uma tentando ser melhor que a outra.

Decidi subir pro meu quarto e tomar um banho, fiquei de baixo do chuveiro pensando em como minha vida tinha mudado dos últimos meses até agora.

Creuza tinha feito um bolo de chocolate com cenoura maravilhoso e foi levar no meu quarto, eu amava os bolos dela, ela era uma cozinheira muito boa.

O resto da semana foi muito tranquilo, os ensaios de dança ficavam cada vez mais puxados, alongamentos, passos de dança que a gente não conseguia fazer, mas nossa professora era maravilhosa, sempre com muita paciência e dedicação, ajudava a gente.

Na sexta feira à noite fui pra casa do Justin, queria ficar com ele um pouco, afinal o final de semana prometia, a ideia de que o Alê ia aprontar alguma coisa não saia da minha cabeça.

Os pais do Justin tinham saído assim que eu cheguei, foram passear no shopping, Emilly estava trancada no quarto, devia estar dormindo ou estudando.

Eu e Justin ficávamos na sala, trocamos beijos e passámos a mão no corpo um do outro, a famosa mão boba.

- Quer ir pro quarto? – Disse ele, fiquei meio assim, eu até parecia uma virgem inexperiente, mas o Justin me deixava nervosa, eu estava ficando paranóica.

- Claro, vamos. – Foi tudo o que eu consegui dizer.

Subimos pro quarto dele, era bem espaçoso, tinha uma cama de casal bem grande, uma porta que dava para o seu banheiro e outra que levava pro seu closet.

Ficamos deitados na cama se beijando, cada vez mais ele me apertava, estava me provocando, até que depois de um gemido baixo meu que deixou ele todo fogoso, tirou minha blusa e começou a beijar meu pescoço, não demorou muito pra eu ficar sem sutiã também, eu estava totalmente entregue.

- Justin, eu tô com fome, o que você acha da gente pedir uma pizza? –Falava Emilly no corredor, sorte que a porta estava fechada – posso entrar?

- Não precisa, já to saindo, tô com a Juliana aqui. – disse ele se levantando rápido.

Nunca pensei que fosse colocar um sutiã e uma blusa tão rápido, o flash teria orgulho de mim naquele momento.

Toda vez que eu tinha alguma oportunidade com o Justin, a gente era interrompido, só podia ser um jogo comigo.

Emilly estava na sala assistindo TV, ficou bem constrangida quando viu a gente.

- Desculpa atrapalhar vocês, sério. – falou ela ficando vermelha

- Imagina cunhada, a gente não estava fazendo nada demais, relaxa. – falei

O resto da noite a gente pediu pizza e ficou assistindo algum filme ruim que passava na televisão.

Justin queria que eu dormisse lá, mas meu pai me mataria, capaz dele dar um jeito e se teletransportar por quarto do Justin e vigiar nos dois.

- Te encontro amanhã na festa ou você quer que eu vá pra sua casa pra gente ir junto? – disse ele me levando até o carro do meu motorista.

- Tem certeza que você quer ir? Não seria melhor a gente ficar em casa, ir no cinema, sei lá, qualquer coisa, menos ir nessa festa.

- Para né amor, vai estar todos os nossos amigos lá, faz esse esforço, por mim? – disse me dando um selinho, eu fiquei pensativa por um tempo

- Tá bom vai, mas não vamos ficar muito, pode ser?

- Pode dona Juliana. – nos despedimos com um beijo demorado e eu consegui ir pra casa.

No sábado de manhã, tinha alguns amigos do meu pai tomando café da manhã lá em casa, quem vai pra casa de alguém tomar café? Mas ok, tive que fazer a linha educada.

Quando estava chegando a tarde fui no shopping com minha mãe comprar um vestido pra ela, minha mãe era muito indecisa sempre queria uma opinião pra ajudar ela, coisa de libriano.

Algumas horas depois voltamos pra casa, ela tinha ficado na dúvida entre 3 vestidos, como ela era meio "a louca das compras, levou os 3"

A noite estava chegando e eu tinha que me arrumar pra ir na tal festa do Alê, entrei no banheiro pra tomar banho quase a força, minha vontade de ir era 0.

Primeira vez que eu não queria ver o Alê, agora tudo o que importava pra mim era o Justin, meu sentimento por ele ainda era muito forte, afinal, eu sofri muito pelo Alê, mas eu ainda tinha um pé atrás com ele, alguma coisa me dizia que ele ia aprontar e com certeza a Sol estava envolvida.

Maquiagem feita, roupa escolhida e já vestida, agora era só esperar o Justin chegar pra gente poder ir, até que meu celular vibra, ela Mariana.

Mariana diz: Já tá vindo?? Aqui já tá lotado, só cara gato.

Juliana diz: Tô só esperando o Justin chegar, e amiga, agora eu namoro.

Mariana diz: Que droga, tinha esquecido disso, mas olhar não tira pedaço.

Juliana diz: Você tem razão, Jajá tô chegando.

Mariana diz: Vê se não demora vadia.

Depois de uns 20 minutos o Justin chegou, cada dia mais lindo, o seu perfume era muito bom, tem coisa melhor do que perfume de homem?

- Tá atrasado, mas tá muito bonito e cheiroso, então eu te perdôo. – falei

- Nossa ainda bem que eu exagerei no perfume né.

- Sorte sua, senão eu ia te bater.

- Cadê seus irmãos, já foram?

- Já sim, faz tempo, já que o senhor atrasou né.

- Desculpa, agora a gente já pode ir?

- Claro.

Seguimos em direção ao carro, eu só orava pedindo pra que alguma coisa acontecesse pra não deixar a gente chegar lá, tipo começar a chover e a pista alagar, o pneu furar, a luz da festa acabar, sei lá, alguma coisa do tipo.

Eu nem sabia aonde ficava a casa desse amigo do Alê, mas a Mariana tinha mandado a localização dela pro Justin.

Enfim chegamos na festa, a casa era bem grande e muito bonita, realmente tinha uns caras muito bonitos, eles logo começaram a me encarar, mas o Justin segurou minha mão, achei fofo.

Achamos Mariana conversando com o Eduardo e a Luiza, todos estavam bem bonitos.

- Até que fim os pombinhos chegaram né. – falou Eduardo

- Por incrível que pareça, não foi eu que atrasei. – falei

- Parece até um sonho. – disse Mariana

Ficamos ali um tempo conversando, eu ainda não tinha visto o Alê, também não quis perguntar dele, por mim estava tudo bem, mas isso não demorou muito, ele apareceu não sei da onde e ja veio me abraçando.

- Olha só quem está aqui, Juliana, minha convidada preferida. – meu coração acelerou quando eu ouvi aquelas palavras, tava vendo ele é o Justin brigando

- Me solta Alê. – falei, o Justin não olhava com uma cara nada feliz pra gente.

- Vem aqui, quero conversar com você. – falou, ele parecia muito bêbado

- Eu não vou pra lugar nenhum, to com meu namorado e meus amigos.

- Acho que eles não se importam, é só um minuto.

- Vai lá. – disse Justin com uma cara nada feliz

- Isso, vem. – disse o Alê já me puxando, a gente seguia no meio da multidão.

A gente chegou num quarto vazio que ficava no andar de baixo, tinha apenas uma cama de solteiro e uma porta pro banheiro.

- O que você quer? – falei

- Quero matar a saudade de você, nesses últimos dias você nem correu atrás de mim, nem parece a mesma Juliana

- Me deixa em paz Alê, eu segui em frente, não quero mais saber de você.

- Será mesmo? Você parece nervosa por estar aqui comigo. – meu coração batia tão forte – acho que dá até pra ouvir seu coração batendo.

- Eu vou sair. – tentei abrir a porta mas ele me impediu, me colocou contra a parede. – me solta

- Você sempre gostou quando eu te colocava contra a parede, porque tá reclamando agora?

- Para Alê, por favor. – falei quase sem voz, foi deixa pra ele, quando me dei conta ele estava me beijando.

- Que bonito Juliana. – levei um susto quando ouvi aquilo, logo sai de perto do Alê, era Sol, ela estava com um celular na mão.

- O que você tá fazendo aqui? – falei

- Colocando meu planinho ridículo em prática, tirei até uma foto sua beijando o Alê, olha que bonitos – disse ela mostrando a foto

- Apaga isso, agora!

- Lógico que não. – Era outra voz, dessa vez era da Nathalia, as duas estavam escondidas no banheiro

- Eu não tô entendendo nada. – falei

- Eu te explico Ju, o Raphael sem querer me contou que te conheceu antes de mim e que vocês já tinha ficado, ai como você conheceu o Alê acabou deixando ele pra mim. – dizia ela – VOCÊ ACHA QUE EU SOU O QUE PRA PEGAR OS SEUS RESTOS? FOI A GOTA D'ÁGUA, JÁ CHEGA. – ela começou a gritar, mas o som do lado de fora era mais alto, quase impossível alguém escutar a gente ali

- Eu posso explicar Nathália.

- Eu não quero explicações, você sempre fazendo joguinho com os outros, como é ser um simples peão agora Juliana? Me fala a sensação. – Eu não podia acreditar, minha própria irmã fazendo aquilo comigo

- Eu não vou deixar vocês me ameaçarem, vou falar tudo pro Justin.

- Isso, fala tudo pro Justin, que você mentiu pra ele no jantar de um mês de namoro e que agora beijou o Alê, vai lá. – eu não podia fazer nada, era um beco sem saída.

- O que vocês querem? – falei com lágrimas nos olhos

- Não chora não Ju – falou Sol rindo

- Por enquanto nada, mas logo logo a gente fala, é melhor você não falar nada disso pra ninguém e me tratar super bem na frente dos nossos pais, se eu sonhar que você falou alguma coisa pra alguém, eu acabo com você. – falou Nathália

- Eu não vou falar nada.

- Ótimo, agora vou voltar pra minha festa, tem outras bocas pra beijar, falou aí pra vocês. – disse Alê saindo do quarto

- Tô de olho. – falou Nathália que saiu do quarto com a Sol, me deixaram ali sozinha.

Fui no banheiro e limpei o rosto, os outros não podiam saber que eu andei chorando.

O que eles estavam fazendo comigo era um jogo sujo, mas isso não ia ficar assim, já que era pra fazer um jogo sujo, eu também ia fazer, e no meu jogo, eu sempre venço, não importa as consequências.


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo, até o próximo... 💛


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