História Confusões de Adolescente - Capítulo 20


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Capítulo narrado pelo Justin, eu espero que vocês gostem e me perdoem se tiver algum erro. Boa leitura 💛💛

Capítulo 20 - Decepção


Depois que a Juliana tinha ido embora da minha casa, foi como se tivesse um buraco dentro do meu peito, um buraco não, um abismo, eu só queria ficar sozinho, mas minha mãe foi entrando no quarto querendo saber o que aconteceu.

- Justin, porquê a Juliana saiu daqui chorando? O que foi que você fez?. – falou ela sem parar com aquele interrogatório.

- Eu não fiz nada, ela que fez, eu quero ficar sozinho mãe. – falei

- Tudo bem, mas depois eu quero saber direito dessa história, ouviu bem? – eu não respondi, só esperei ela sair do quarto.

Meu coração havia se quebrado em tantas partes, nunca tinha me decepcionado tanto com uma pessoa, é clichê eu sei, mas a decepção dói mais porquê nunca vem de um inimigo.

Eu me sentia otário por ter me entregado de corpo e alma em um relacionamento de mentira, onde o único que estava feliz era eu, onde o único sincero foi eu o tempo todo.

No dia seguinte eu acordei arrastado pra conseguir ir pra aula, esperava que a Juliana não estivesse lá, eu não iria conseguir olhar pra cara dela.

Tomei um banho, escovei meus dentes e coloquei o uniforme da escola. Quando me olhei no espelho, eu não estava com uma cara nada boa, queria ficar no meu quarto pra sempre.

Desci pra tomar café da manhã e a cara dos meus pais não eram das melhores também.

- Bom dia Justin, aconteceu alguma coisa que você queria contar pra gente? – disse meu pai, ele sempre fazia esse joguinho de "eu sei o que aconteceu mas quero que você me fale" comigo e com minha irmã.

- Pai, eu acho que não é uma boa hora pra falar sobre o que aconteceu na vida do Justin na noite passada. – disse Emilly

- Obrigado. – falei

Depois do café da manhã, minha mãe nos levou pra escola como fazia todas as manhãs, ela iria pra Colcci se encontrar com a mãe da Juliana para ver o local da agência de modelos que elas estavam abrindo.

A gente chegou na escola e eu vi o Eduardo conversando com o Carlos no portão, eu fui até eles enquanto a Emilly foi em direção às meninas, Juliana estava com elas.

- Eae parceiro, o que aconteceu? Sua cara não tá nada boa. – falou Eduardo.

- Terminei com a Juliana. – disse

- O que? Não brinca. – disse Eduardo

- Mano, todo cara dessa escola faria de tudo pra namorar ela e você diz que terminou? Você não honra o pinto que tem. – Falou o Carlos.

- Vocês não são meus amigos? Deviam me apoiar. – falei

- Você tem razão mano, desculpa, mas o que aconteceu? – perguntou o Carlos

- Ela mentiu pra mim, me enganou, eu não quero falar sobre isso. – falei, eu realmente não queria falar o motivo, só de lembrar me dava vontade de chorar, mas eu não ia chorar ali na frente deles.

- A gente te entende mano, mas pensa bem, tem várias minas gatas aqui na escola, alguma vai saber de valorizar –falou Eduardo dando tapas nas minhas costas, eles realmente estavam tentando me animar.

- Vocês tem razão, não vale apena ficar sofrendo não, é hora de voltar a ser dog. – falei

- Isso ae, mostra pra ela que foi ela que perdeu. – falou o Carlos.

- Amanhã é sexta e a gente podia fazer alguma coisa, só nós três. – Falou Eduardo.

- Demorou, a gente podia comprar umas bebidas e ficar bebendo na minha casa, meus pais vão pra Curitiba. – disse o Carlos.

- Ai sim hein, vai ter umas gatas? – falei, eu realmente queria esquecer a Juliana, nem que fosse com outras meninas.

- Ah mano, eu tô tentando dar certo com a Luiza. – disse o Eduardo

- Qual foi? Se você não contar, eu não vou contar. – falou o Carlos rindo

- Achei que você tivesse com a Mariana, você não toma jeito mesmo hein. – falei

- Ah mano, eu não consigo ficar só com uma menina entende? Eu sou dog. – disse o Carlos.

- Então tá bom, vamos ver umas mina daora. – disse o Eduardo.

Ficamos mais um pouco combinando o que a gente faria na sexta feira à noite até que o sinal tocou e a gente teve que subir pras salas.

Vez ou outra nas salas eu podia perceber os olhares da Juliana pra mim, eu não queria saber nunca mais dela, ela morreu pra mim.

Seria tão mais fácil se fosse tão simples quanto falar não é mesmo? Fiquei pensando nos momentos que a gente teve junto, o nosso primeiro contato tinha sido ali, naquela sala e eu teria que estar ali todos os dias.

Tudo me lembrava a Juliana, esquecer alguém seria mais difícil do que eu pensei, mas não é impossível.

Eu estava perdido em pensamentos quando nossa professora de português pediu pra que alguém lesse um poema de Vinicius de Moraes, ela escolheu Juliana.

- Juliana, você está tão calada hoje, nem parece a mesma, venha aqui na frente ler. – disse Lucy, a professora, ela era uma morena alta, uma das minhas professoras preferidas de toda a escola.

- Eu não estou muito bem hoje professora, você pode escolher outra pessoa? – Falou Juliana

- Eu não acredito que você vai fazer essa desfeita comigo Juliana, vem por favor. – a Lucy era muito persuasiva, conseguiu fazer a Juliana levantar e ir lá na frente.

Todos da sala prestavam atenção no que iria vir a seguir, A professora deu o poema pra Juliana ler, ela disse que ela já podia começar.

- Soneto de fidelidade, de Vinicius de Moraes. – disse Juliana – De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quanto mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

No final do poema, Juliana estava chorando, todos da sala olhavam sem entender, acho que a maioria das pessoas ali, nunca tinham visto um momento de franqueza dela.

A professora não sabia o que fazer, eu não sabia o que fazer, Juliana saiu da sala feito um raio, a vontade de ir atrás dela foi grande.

- A gente vai atrás dela professora. – disse Mariana se levantando do seu lugar com a Luiza e saindo da sala, antes mesmo que a professora desse uma resposta.

- Gente, se eu soubesse que isso iria acontecer não teria pedido pra ela ler o poema, tô me sentindo muito mal. – disse a Lucy, eu podia ver sinceridade nos seus olhos.

Mais algumas aulas passaram e as meninas ainda não tinham voltado, eu queria muito ir ver como ela estava, meu coração estava apertado de ver a Juliana daquele jeito, mas eu tinha que ser forte.

Não estava sendo fácil pra ela e também não estava sendo pra mim, ela estava muito arrependida do que fez, mas se eu perdoasse será que ia acontecer de novo? Um relacionamento com mentiras eu não queria.

O intervalo chegou e eu confesso que fui por um caminho mais longo pra ver se encontrava a Juliana por aí, mas nada, eu não via ela em lugar nenhum.

No meio do caminho pra encontrar os meninos no pátio eu vi a Sol, ela vinha na minha direção.

- Oi gato, como você está? – Disse

- Me deixa em paz. – Falei

- Nossa, só porque você tá namorando aquela chata da Juliana vai me tratar mal?

- Eu não namoro mais com a Juliana. – falei seco

- Sério? Que bom, agora que você largou daquela sem sal a gente pode ficar juntinho. – disse ela me alisando, mas eu tirei suas mãos de mim

- Escuta bem porquê eu só vou falar uma vez, ela me contou o que você, a irmã dela e aquele cara fizeram com ela, a gente pode ter terminado, mas eu nunca na minha vida vou ficar com você de novo, eu tenho nojo de você. – falei seguindo o meu caminho.

Almocei com os meninos, eles falavam sobre o time que a gente teria que enfrentar semana que vem, iria ter um campeonato, mas eu não tinha cabeça pra isso.

O intervalo passou e a Juliana ja tinha voltado, nem parecia que ela tinha chorado, parecia outra pessoa.

Eu admirava a Juliana por estar mal e do nada se transformar em outra pessoa, fazer parecer que nada aconteceu, ela parecia virar outra pessoa, se fosse eu, tava chorando até agora.

As coisas ocorreram normalmente, depois das aulas eu continuei na escola com os meninos pro treino de futebol.

Quando percebi, o Eduardo já tinha chamado o Caique e o Cacá pra sexta feira, daqui a pouco era a escola inteira.

Depois do treino fui pra casa e me tranquei no quarto, estava morto, só queria minha cama, meu dia parecia que tinha sido incompleto, mesmo com tantas lições pra fazer, mesmo com o treino de futebol puxado, mesmo com planos pro final de semana, faltava algo, faltava a Juliana.

Na sexta feira à noite eu estava em casa me arrumando pra ir pra casa do Eduardo, aquela tarde tinha sido a mesma coisa, nenhuma coisa nova.

Eu ainda estava fugindo dos meus pais, queria evitar falar da Juliana com eles, tentei sair escondido quando minha mãe me parou no meio do caminho, ela parecia brava e estava ao lado meu pai.

- Aonde você pensa que vai? A gente tem que ter uma conversa séria. – disse ela

- A gente quer saber de tudo o que aconteceu e vai ser agora. – falou meu pai

- Quando vocês vão entender que eu não quero falar sobre o que aconteceu? Eu só terminei com a Juliana, as coisas acabam, que saco! – falei virando as costas e saindo de casa batendo a porta, eles já tinham me irritando.

Meu Uber já estava lá em baixo, entrei no carro e segui até a casa do Eduardo, não era tão longe então eu cheguei rápido, resolvi mandar mensagem pra ele abrir o portão e quando eu cheguei e ele já estava lá.

- Eae, só faltava você. – disse o Eduardo

- Isso que eu achei que tinha chegado cedo.– falei.

- Pois é, os cara estão loucos pra transar. – falou rindo, a gente foi entrando e eu cumprimentei os caras e algumas meninas que estavam lá.

A gente ia bebendo e conversando, o álcool ia fazendo efeito, resolvi ir no banheiro.

Me olhei no espelho e me perguntei o que eu estava fazendo, sabe quando você bebe e vai no banheiro se olhar no espelho e pensa "eu tô muito louco?", eu me fiz aquela pergunta.

Quando fui sair o Carlos estava esperando na porta, ele também queria usar o banheiro.

- Até que fim hein, tô apertado cuzão. – disse ele.

- Vai se foder ow, mas me diz aí, vai pegar quem? – perguntei

- Qualquer uma, mas é hoje que você transa com alguma ou com algumas e esquece a Juliana mano. – disse ele entrando no banheiro e fechando a porta

Quando ele entrou no banheiro eu ainda fiquei lá um pouco, será mesmo que fazer aquilo era o certo? Será mesmo que eu queria esquecer a Juliana, a dúvida entre querer e não querer martelava na minha cabeça, eu não sabia o que fazer.


Notas Finais


Obrigado por lerem, eu espero que tenham gostado hahaha. Esses meninos não tomam jeito mesmo hein!!! Até o próximo capítulo. 💛💛💛


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