História Confusões no Rio de Janeiro - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cebola, Franjinha (Franja), Magali, Marina, Mônica, Penha, Personagens Originais
Tags Cebonica, Romance, Tmj, Turma Da Mônica, Turma Da Mônica Jovem
Exibições 25
Palavras 2.313
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mônica acorda amarrada em um galpão confusa e se lembra de como foi parar lá. De repente, algo acontece deixando a heroína mais confusa ainda.

Capítulo 1 - Piloto: Salvamento - Parte 1


Mônica: Onde eu estou? Estou amarrada em um poste? Eu estou naquele galpão? Ah, lembrei. Que droga! Eu sempre me meto em confusão. Mas eu não podia evitar. Não aguentei ver aquelas crianças sendo escravizadas. Elas deveriam estar se divertindo por aí, não trabalhando pra dar dinheiro a um cretino filho da:
- Ora, ora. Olha só quem acordou. Como se sente?
- ME SOLTA, SEU CRETINO! - grito com raiva.
- Cala a boca! Isso que dá tentar dar uma de heroína. Jamantão, leva ela pra sala.
- Sim, senhor.
Você deve estar muito confuso (a). Deve estar se perguntando: "Onde a Mônica tá? O que aconteceu com ela? Como isso aconteceu?" Vou usar o famoso:
Flashback ON:
"Estávamos voltando do aeroporto quando a Penha se pronunciou:
- E agora?
- E agora o que? - digo.
- O que vamos fazer?
- Que tal ir ao shopping? - sugire Carmem.
- Boa ideia. - diz Marina.
- Eu queria ir no boliche. - diz Cascão.
- Bom, vocês podem fazer o que quiserem. Eu só vou andar um pouco pela cidade.
- Quer que eu te acompanhe? - diz o meu astronauta fofo.
- Não precisa, amor. Vai se divertir com os meninos.
- Tem certeza?
- Tenho sim.
Depois de nos separarmos, vou para a praça da cidade. Lá tem bastante gente, mas não é tão barulhento. Fiquei sentada no banco escutando música e pensando em tudo o que aconteceu nos últimos tempos. Nossa, o Cebolinha me fez mudar por completo. É tão bom tê-lo de volta. Enquanto estou pensando nisso, estou de olhos fechados, mas eles se abrem quando sinto alguém me cutucando de leve. Vejo que é uma criança. É um garotinho muito fofo, mas parece triste:
- Moça, você teria algum trocado pra me dar? Por favor?
Meu Deus. Que cena mais triste. Fico com os olhos marejados. Ele é uma criancinha e está pedindo dinheiro na rua. Abro minha carteira e dou uma nota de 50 reais para ele:
- Aqui, meu amorzinho. Toma. Pode comprar comida.
- Obrigado, mas é o dinheiro do...
Ele para e se assusta como se tivesse dito algo que não deveria ter dito:
- Qual é o seu nome? - pergunto.
- Kevin.
- Sou a Mônica. Kevin, você gostaria de comer um hambúrguer?
- Um hambúrguer? O que é isso?
- Você não sabe o que é hambúrguer?
- Não.
- Vem aqui. Vou te mostrar.
Dá pra ver pelo rostinho dele que ele está faminto. Ele está tão magrinho e sujinho. Parece até o Cascão. Eu levo ele para o Mc Donald's e digo para ele ir ao banheiro lavar as mãos. Ele chega todo ensaboado rindo. Dou risada junto. Peço um X-Burger e ele o come com vontade:
- Isso é delicioso.
- Eu sei.
- Não vai comer? - ele pergunta me oferecendo um pedaço.
- Não precisa. É pra você. Só de ver sua satisfação, já fico feliz.
- Senhorita Mônica, - ele diz depois de acabar o sanduíche - muito obrigado mesmo.
- Imagina. Tive uma ideia. Quer ir ao hotel onde estou hospedada? Lá você pode se lavar e eu te arranjo algumas roupas.
- Não. Não precisa. Eu não quero incomodar você. Você já me pagou um hambúrguer e isso já está bom demais. Não precisa gastar nada comigo.
- Fofinho, você não está me incomodando. Estou adorando ter você por perto. Vem comigo.
Volto com ele ao hotel e digo para ele entrar no banheiro pra tomar banho:
- Pode começar a tomar banho enquanto eu pego uma toalha, ok?
- Ok. - ele diz, fofinho.
Como essa criancinha tão fofa foi parar na rua? Bom, pergunto pra ele depois. Ele já acabou o banho e eu o enrolo na toalha, que é grande demais pra ele. Dou risada de como uma toalha que pra mim é normal fica grande nele. Vou no closet dos meninos e vejo que também tem roupas prontas. Esse hotel é tão diferente. Se eu soubesse que não precisava trazer bagagem, nem teria trazido esses trambolhos. Eu pego uma roupinha de criança e coloco nele. É uma camiseta verde, um shortinho preto e uma meia branca. Não tem nenhum sapatinho. Ele está vestido igual ao Cebola quando pequeno. Tive uma ideia. Pego meu telefone:
- Alô? Carmem?
- Oi amiga. Tudo bem?
- Sim. Preciso que vocês comprem umas coisas.
- O que?
- Quanto um menininho de... - tampo o telefone, olho pra ele e pergunto - quantos anos você tem, Kevin?
- 6. Meu aniversário foi ontem.
- Oh, meu Deus. Parabéns atrasado.
- Obrigado.
- Quanto uma criança de 6 anos calça? - pergunto voltando ao telefone.
- Acho que 30. Por que?
- Preciso que você traga 4 calçados e uma havaianas desse número. Um calçado tem que ser um sapato marrom e os outros podem ser tênis de qualquer cor. A havaianas tem que ser verde.
- Pra que tudo isso, Mô?
- Te explico quando você chegar.
Me viro para ele e falo:
- Fofinho, a minha amiga vai trazer alguns calçados pra você, tudo bem?
- Mas senhorita Mônica, não precisa.
- Precisa sim. Deixa de ser modesto. Você é um garotinho muito educado, divertido e fofo. E além do mais, ontem foi o seu aniversário e eu quero te dar esse presente.
- Muito obrigado. - ele diz me abraçando e chorando.
- Que é isso, meu fofo. Você merece.
- Mas eu tenho que ir embora. - ele sussurra bem baixinho.
- Por que?
- Se eu não for, ele vai ficar muito bravo. - diz com uma expressão de medo.
- Ele quem, fofo?
- O Javis.
- Javis? Quem é esse?
- É um homem que cuida de mim e de outras crianças, mas pra isso, nós temos que pedir dinheiro. Se não conseguirmos muito dinheiro, não podemos comer.
- Que horror. Como ele tem coragem?
- E-Eu não sei...
- Fica calmo. Não vou deixar que nada de ruim aconteça com você. Mas onde estão os seus pais?
- Eles... eles morreram. - começa a chorar novamente - Javis os matou porque eles não podiam pagar pelo favor que ele fez.
- Oh, meu Deus. Vem cá, meu amorzinho.
Coitadinho desse menino. Ele deve estar traumatizado. A Carmem e as meninas chegam logo após:
- Oi Mô. - diz Magali de longe.
- Espera um pouco, tá? - ele assente.
Vou até a porta e pego as sacolas com os calçados. Elas me olham e eu pergunto:
- O que foi?
- Não vai nos explicar? - pergunta Marina.
- Oh, é mesmo. Venham aqui.
Elas me segue. Eu coloco o sapato no Kevin que fica igual ao Cebola:
- Meu Deus! Que fofinho. - diz Penha.
- Quem é ele? - pergunta Carmem.
- Parece o Cebola quando pequeno. - diz Magali.
- Esse é o Kevin, um menininho que eu encontrei na rua hoje.
- Mas ele é uma gracinha. - diz Penha brincando com ele.
- Verdade. Mas a história dele não é nada gracinha.
- Como assim? - peegunta Carmem.
Me viro para o Kevin e digo:
- Meu amorzinho, você gosta de desenhos animados?
- Sim. - ele diz entusiasmado.
- Então eu vou colocar um pra você ver.
Coloco "A Era do Gelo 4'' pra ele ver no meu quarto e ele se diverte:
- Agora venham. Vou explicar tudo.
Nós cinco nos sentamos no sofá da sala e eu conto tudo o que ele me disse:
- Oh, meu Deus. - diz Magali, espantada.
- Coitadinho do Kevin. - diz Penha - deve ser uma barra pra ele.
- Pois é. Eu quero descobrir quem é o desgraçado e onde ele está.
A porta é aberta e os meninos entram:
- Olá garotas. - dizem juntos.
- Oi gente. - digo - Venham comigo.
Mostro a eles o Kevin e eles dizem juntos:
- UADARRÉU?
Nós cinco damos risada deles:
- Mas esse aí sou eu. - diz Cebola, histérico.
- Hahaha. Calma, amor. Só vesti ele como você.
- Oiee.
- Fatores altos de fofura. Muita concentração de meiguice. É uma criança.
- Franja! Desativa o modo nerd. - diz Cascão.
- Basicamente, o Fran disse: Awwwn. É uma criança - diz Marina.
- Gente, expliquem a história dele pra eles. Vou passar um tempinho com ele.
Depois de um tempo, o Cebola me chama:
- Amor, vem aqui.
- Ok.
Todos nós estamos reunidos na sala e o Cascão pergunta:
- O que você vai fazer a respeito?
- Eu não sei ainda. Vou tentar achar esse Javis e apresentar o Sansão a ele.
- Sério?
- Sim, mas pra isso vou precisar da ajuda de vocês.
Eu peço para o Kevin me levar onde ele morava e ele diz que não é uma boa idéia. Depois de muito insistir, ele me leva. Era um galpão muito estranho. Lá tinham várias crianças. Todas estavam magrinhas, tristes e sujas de graxa. Algumas estavam machucadas e com partes do rosto inchadas e roxas. Não aguentei e chorei:
- Mônica? - diz Kevin vendo meu choro.
- Meu amor. Me escuta. - digo olhando nos seus olhos - Eu vou tirar todos vocês daqui. Eu prometo.
- Mas isso é perigoso. Não quero que você se machuque.
- Fica tranquilo, tá? Não vai acontecer nada comigo. Onde está esse tal de Javis?
- Ele não fica aqui. Ele mora em um apartamento de luxo lá no centro.
- E vocês ficam aqui sozinhos?
- Não. A senhora Bondosa cuida de nós.
- Quem é a senhora Bondosa?
- É uma moça que ele sequestrou e deixou ela aqui cuidando de nós.
- E o Javis nunca vem aqui?
- Ele vem todas as noites pegar o dinheiro que nós conseguimos.
- Fofinhos, onde está o... - uma moça chega falando e me vê com ele - Kevin? Quem é ela?
- É a senhorita Mônica. Ela me deu comida e 50 reais. Olha! - diz mostrando a nota pra ela.
- Moça, muito obrigada. Querido, vai brincar com os seus amiguinhos, sim?
- Tudo bem, Senhora Bondosa.
Ela parecia ser mais fofa que a Magali. Era simpática e gentil com todos. Ela me levou pra uma sala mais afastada das crianças e comecou a falar comigo:
- Qual o seu nome?
- Mônica. E o seu?
- Meu nome é Clarice.
- Muito prazer.
- Muito obrigado por cuidar do Kevin e pelos 50 reais. Nunca conseguimos tanto dinheiro em um dia.
- Quantos anos você tem?
- 25. E você?
- 16.
- Uma garota de 16 anos tão altruísta?
- Meus pais me ensinaram a ser assim. Há quanto tempo você está aqui?
- Desde os meu 17 anos. O Javis me sequestrou não sei o motivo e nunca me deixou ter contato algum com a minha família.
- Por que não falam com a polícia?
- Ele não deixa que eu saia e de algum jeito sempre sabe quando está em perigo.
- Eu vou ligar pra polícia agora mesmo.
- O que é isso?
- Um smartphone, oras. Você nunca viu um smartphone?
- Isso é a mesma coisa que um celular?
- Sim. Espera um pouco. Eles atenderam.
Falo para os policiais onde eu estou e eles dizem que estão a caminho com uma equipe. Clarice parece estar contente e ao mesmo tempo confusa, também estou, mas, acho que consegui salvar essas crianças. Mas, de repente, entram uns caras armados no galpão dizendo para todas as crianças ficarem em fila. Um deles é meio baixinho e tem um bigode. Deve ser o cretino:
- O que está acontecendo?
- O Javis chegou.
- QUE ROUPA É ESSA, KEVIN? - ele grita com o meu fofinho.
- É... bem...
- A roupa que EU dei pra ele. - ou peguei emprestado do hotel.
- Quem é você?
- Prazer, - pego o Sansão, girando - Mônica.
- Hehe. Acabem com ela, rapazes.
Eles vem pra cima de mim e eu vou dando coelhadas até todos caírem. De repente, ouço uma sirene:
- A polícia! - digo.
- Estamos salvos. - diz Clarice.
- VADIA! - diz o cretino, avançando em mim e me batendo na cabeça com alguma coisa.
Fico tonta e desmaio."
Flashback OFF:
Ah, foi isso que aconteceu:
- Onde você tá me levando? - digo para o grandalhão.
- Cale a boca.
Ele me leva para uma sala escondida debaixo de uma escada. Lá tem uma cadeira com umas correntes onde ele me prende. Por que estou tão fraca? Javis chega e me diz:
- Escuta, eu realmente achei que tinha perdido, mas, eu conheço esse lugar melhor do que qualquer um. As criancinhas conseguoraconseguiram escapar, mas, você vai ficar aqui.
Ele se aproxima de mim com um cassetete e eu cuspo em seu rosto:
- Isso é pra você ver que não tenho medo de você. - digo.
O grandalhão fecha a porta e a sala fica escura. Sinto aquele cassetete batendo em minhas coxas com força e me esforço pra me soltar daquelas correntes, mas, enquanto ele continua batendo com aquilo em mim, vejo uma silhueta no escuro. Uma silhueta de um cara. Ele está bem no canto da parede com os braços cruzados. Ele está olhando pra mim. Quem é ele? De repente, a silhueta some. O Javis para de me bater e a corrente se solta. Eu sinto apenas um calafrio no meu pescoço, sinto uma respiração. Quem será que está aqui comigo? De repente, ouço uma voz sussurrando:
- Vai ficar me devendo essa.
Não reconheci a voz, mas, a porta se abre lentamente, trazendo luz para a sala, então, eu vejo que não tinha ninguém na sala, nem o Javis, nem silhueta, nem ninguém.
Continua...


Notas Finais


Quem será que era a silhueta/sombra que sumiu com o Javis? Comentem quem vocês acham que é e comentem o que acharam desse primeiro capítulo. Digam se está bom ou ruim e dêem idéias. Um abraço.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...