História Confusões no Rio de Janeiro - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Carmem, Cascão, Cebola, Franjinha (Franja), Magali, Marina, Mônica, Penha, Personagens Originais
Tags Cebonica, Romance, Tmj, Turma Da Mônica, Turma Da Mônica Jovem
Exibições 14
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, sim, eu ainda estou vivo e sabendo que vocês devem estar querendo me matar. Vamos para as explicações? Fato 1: Estou sem computador por tempo indeterminado. Parece que ele não tem jeito. Eu até gostaria de ter postado essa história há muito tempo, mas eu estava contando com ele pra poder fazer uma capa da Mônica. Bom, me iludi à toa. Fato 2: Falta de criatividade extrema. Eu re-li esse capítulo várias vezes e sempre encontrava algum furo ou erro. Bom, agora que eu estou escrevendo pelo meu minúsculo celular, vai demorar mais pra ter capítulos. Espero que vocês não tenham desistido. Boa leitura.

Capítulo 2 - Salvamento - Parte 2


Mônica: Abro a porta lentamente para checar se tem alguém aqui. Mas... onde eu estou? Parece uma... Mansão:

- Olá, senhorita. Em que posso ajudar? Veio ver alguma criança? - diz uma mulher bem gentil e sorridente.

- Ahn... b-bem... onde eu estou? - pergunto totalmente confusa.

- No orfanato Luz Lunar, oras.

Orfanatos. Minha vida sempre vai ter algum orfanato? O que aconteceu? Eu desmaiei? Estou sonhando? Alucinando?

- Senhorita?

- Que dia é hoje? - digo para testar minha teoria.

- 19 de Junho de 1991.

- O-Obrigada.. - eu voltei exatos 26 anos. Como?

- Ele nasceu! - diz um rapaz entrando no lugar onde eu estava.

- Ele? É um menino?

- Sim. Quem é essa?

- Oh, que indelicadeza a minha. - digo - Sou a Mônica.

- Prazer. Javis Armando Álvares Neto.

Javis? Será que... não. Esse não tem bigode, não é baixinho e muito menos tem pinta de traficante:

- E eu sou Alissa, irmã dele e diretora do Orfanato. Muito prazer e seja bem-vinda.

- Muito obrigada.

- Quer vê-lo, irmã?

- Claro.

- Ver quem? - digo curiosa.

- Meu filho. - ele responde com um sorriso.

Filho? Será? Esse é o pai do Javis? Me viro para fechar a porta de onde saí e vejo que não tem mais porta. Assustada, viro novamente e vejo que o lugar mudou de novo. Agora as paredes mudaram de cor. Me viro novamente e agora tem uma porta. Não é a mesma porta, mas tem. É uma porta de madeira bem bonita com alguns detalhes em vermelho:

- Olá, em que posso ajudar? - ouço uma voz ligeiramente familiar.

- Alissa?

- Mônica? - ela me olha assustada como se não acreditasse no que vê - Achei que tinham levado você!

- Eles quem?

- Não se lembra do que aconteceu 5 anos atrás?

- Não. O que aconteceu? - digo muito confusa.

- Depois que meu sobrinho nasceu, um casal veio até aqui. Percebemos que você tinha sumido, mas achamos que apenas tinha ido embora. Esse casal... eles eram... eram traficantes de crianças.

- O que?! - digo indignada.

- Sim. Eles queriam adotar uma criança, uma menina. Javis estava suspeitando deles porque estavam muito ansiosos, mas eu estava confiando neles. O Javis não queria deixá-los adotar essa criança e o homem sacou uma arma, e aí... - ela começa a chorar - aí ele... ele atirou no ombro do Javis. Eles queriam levar a menina de qualquer jeito mas o Javis fez um esforço e conseguiu fazer eles desmaiarem, mas a ambulância demorou pra chegar e ele...

- Não precisa falar mais nada. - digo a abraçando.

Ficamos um tempo em silêncio e ela diz:

- Então, vamos comer? Tem bolo hoje. É aniversário do Javis ||.

- B-Bem... eu...

- Espera aqui que eu vou lá na cozinha pegar um pedaço pra você.

Fico sentada no sofá e lembro que tenho que ver o que tinha atrás da porta. Chego perto, mas ouço:

- Vai lá falar com a Mônica.

Vem uma criança pra sala (que é muuuito fofa) e diz:

- Prazer. Eu sou Javis ||.

Travo totalmente. Ele volta pra cozinha meio confuso. Eu, com a mão na maçaneta, olho para a porta e vejo que não é mais a mesma. Ainda é de madeira, mas está descascando. Os detalhes em vermelho agora são roxos (eu acho) e tem umas partes da porta que estão pretas. Por que? De repente, ouço alguns gritos:

- ENTÃO A CULPA É DELA?! - é um menino.

- Javis, calma. - é a Alissa.

- Calma o que, tia?! A culpa do meu pai ter morrido e a minha mãe ter me abandonado aqui é dela. Ela não merecia nem estar aqui e...

- MÔNICA?!

- O-Oi...

Ela me olha como se não acreditasse no que vê:

- HAAA!!! QUER PARAR DE SUMIR E REAPARECER SÓ ANOS DEPOIS? - ela diz, revoltada me fazendo rir.

- Quem é essa, tia?

- Javis, sobe para o seu quarto. Eu e essa moça temos que conversar.

Ele sobe para o quarto e Alissa se aproxima:

- Sério, como você faz isso?

- Isso o que? - digo confusa.

- Você desapareceu por nove anos. Agora reaparece de repente?

- Bom... eu conto depois que você me contar uma coisa.

- O que?

- Esse é o Javis?

- Bom... - diz já ficando meio nervosa - é sim. Você não chegou... digamos... em uma boa hora.

- Quer me contar?

- Se você quiser ouvir... eu contei a ele o que aconteceu quando o pai dele morreu. Eu esqueci de mencionar pra você nove anos atrás que a mãe dele o abandonou depois que ele falo sua primeira frase.

- Qual foi?

- "Cadê o papai"? Ela chorou muito quando ele disse isso. A desculpa dela ter abandonado ele é que ela percebeu que não era o suficiente para cuidar dele e que estava muito despreparada pra fazer isso sozinha.

- Meu Deus! E depois?

- Eu contei a ele que o meu irmão estava tentando salvar a Kendra. Agora ele está bravo com ela.

- Quem é Kendra?

- Bom, ela é a menina que meu irmão tentou salvar e atualmente minha filha. Ninguém quis adotá-la porque ela tem 16 anos, então eu resolvi fazer isso. Acho que sempre fui a mãe dela. Fui eu que vi os primeiros passos dela, a primeira palavra dela foi Lissa e etc. Resolvi oficializar, finalmente.

- Com quantos anos o Javis está?

- 14. Agora me conta. Como você some sem deixar vestígios e só volta anos depois?

- Minha resposta vai depender de outra resposta sua. - digo me aproximando da porta - O que tem atrás dessa porta?

- Sabe que eu não sei?

- Hum. Foi assim. Eu estava em 2017 e fui capturada e colocada na sala que tem atrás dessa porta. - ela abre a boca como se não estivesse acreditando - Depois eu saí e estava aqui no orfanato. Depois eu me virei pra porta e não tinha mais porta. Me virei pra frente e o Javis já tinha uns 5 anos. Depois fiz a mesma coisa e agora estou aqui.

- Sabe o pior dessa história?

- O que?

- Ela faz um pouco de sentido.

- E agora? - digo.

- Vamos entrar e ver o que tem dentro.

Quando eu abri a porta, ouvi mais gritos, dessa vez eram gritos de desespero. A porta agora era de ferro e tinha uma parte de vidro. Eu entrei e não tinha absolutamente nada. Fiquei confusa mas me escondi lá dentro:

- Mônica?

- Alissa?

- De novo você some sem deixar vestígios, criatura?

- O que tá acontecendo? - pergunto totalmente confusa.

- O Javis. Ele fugiu daqui há alguns meses e voltou hoje, no aniversário dele. Ele quer matar eles. - ela aponta pra um casal e um bebê que estão escondidos no escuro.

- Quem são eles?

- A Kendra e o Richard. E o Kevin, o bebê deles.

Então ela é a mãe do Kevin. Esse é o tal favor que ela não conseguiu pagar. O pai dele salvou a vida dela e acabou morrendo. Como ele pode ser tão cruel? Afinal de contas, o que está acontecendo? Eu estava em um lugar e voltei mais de 20 anos. Aí dei um salto de 5 anos quando toquei em uma porta. Toquei na mesma porta e dei um salto de 9 anos. Agora eu toquei na mesma porta e dei mais um salto? O que está acontecendo com o universo? Será que está acontecendo a mesma coisa que aconteceu aquela vez no hospital? Será que eu estou nas lembranças do Javis?

- Exatamente! - ouço uma voz nada familiar e assustadora.

Percebo que agora eu não estou mais no mesmo lugar. Agora estou em uma sala. Uma simples sala vazia e escura com uma luz bem em cima de mim. Novamente ouvi aquela voz:

- Você está nas memórias do Javis. Viu exatamente tudo o que aconteceu, o que fez ele se tornar o que é.

- E qual o objetivo? Não estou entendendo nada. Eu quero voltar para o meu mundo.

- Você não vê, Mônica? Não vê o sofrimento que ele passou?

- E daí? Isso não justifica nada do que ele fez. Só me faz achar que ele é um ridículo. Aquelas crianças não tinham nada a ver com o passado dele. Elas não merecem nada do que está acontecendo. E aquela garota também não. O que você quer de mim?

- Que o convença. Sabe o que iria acontecer se eu não tivesse te mandado pras memórias dele?

- Sei. Você teria mandado ele e dito o que eu acabei de te dizer, aí ele ia sentir remorso e soltar aquelas crianças. - resumo tudo num tom de insatisfação.

- Ih, faria mais sentido. Agora já foi. Ok, eu vou te mandar de volta para sua época, resolva as coisas por lá e salve aquelas crianças.

- Você não pode fazer as pessoas viajarem pelas memórias dos outros sem ter a mínima noção do que está fazendo. Eu resolvo a situação sim, mas, quero uma resposta.

- O que foi?

- Foi você quem me salvou do Javis?

- Não.

- E quem foi?

Nada mais além de silêncio até ele falar uma última coisa:

- Hora de voltar.

- Espera...

Antes que eu pudesse terminar, estou em outra sala. É a sala que eu estava antes de tudo. Aquele cara cósmico é bem retardado. Ei! Tem um interruptor de luz ali na parede. Vou acender:

- Oh, meu Deus! - digo para mim mesma.

Era um quarto de bebê. Acima do berço estava escrito: "Javis ||". Ele usou o quarto dele pra me torturar. Falando nisso, cadê ele? De repente, ouço uma sirene. Saio do quarto e vejo que Javis está sendo preso:

- Aah!! Ali!! A menina FANTASMA!! - ele diz apontando pra mim.

- Além de psicopata, é maluco. - diz um policial, algemando-o.

- Espera! Tenho que falar com ele. - digo indo em sua direção.

- Não se aproxima!

- CALA A BOCA! Escuta, você errou, e errou muito ao descontar seu passado em pessoas inocentes. Graças a você, várias crianças viveram sem seus pais. Eu espero que quando elas crescerem, não fiquem iguais a você, porque ninguém merece ser igual a você. - ia embora quando me lembro de algo - E te desejo sorte na cadeia. Lá não perdoam pessoas cruéis como você.

Cebola vem em minha direção e me beija:

- Meu amor! Eu fiquei tão preocupado! Onde você tava?

- Aqui.

- Eu chamei a polícia pra cá quando o Kevin me trouxe até aqui.

- E cadê ele?

- Ali. - diz apontando para o meu fofinho.

- Kevin! - grito abrindo meus braços.

- Mônica! - ele diz, correndo até mim e me abraçando.

- Você tá bem? Ele te machucou? - digo desesperada, fazendo-o rir.

- Eu tô bem, mã... - ele arregala os olhos - desculpa.

- Ué, por que?

- Eu ia te chamar de mãe...

- Ei! Calma! Isso ia ser tão ruim assim? - digo brincando.

- Não! Isso ia ser a coisa mais legal do mundo. Ah, eu tenho uma coisa pra você.

- O que?

Ele pega uma sacolinha e volta até mim:

- Isso aqui. - ele me dá a sacola.

- O que é? - digo abrindo a sacola e vendo que era um kit de arquinhos de várias cores e vários tamanhos - Arquinhos?

- Sim. Eram da minha mãe.

- Verdade. - digo me lembrando que ela estava com um arquinho quando a conheci.

Depois disso, voltamos para o hotel. Eu pedi pra Clarice e o Kevin nos acompanharem. Fizemos algumas compras na volta e, no hotel, arrumei meu cabelo de um jeito diferente, fiz umas mechas vermelhas e uma franja para o lado direito. Coloquei um vestido vermelho com um cinto branco, uma blusinha branca e anabelas brancas com detalhes vermelhos. Pra finalizar, coloquei um dos arquinhos que o Kevin me deu. Era obviamente vermelho. Voltei pra sala, onde todos estavam:

- Oi gente! - digo chegando.

- Mônica? Nossa amiga, você tá linda! - diz Magali vindo até mim.

- Tá uma gata, amiga! - Penha diz.

- Tá uma gata mesmo. - diz Cebola, me abraçando por trás.

- Obrigada, meu amor.

- O que eu fiz pra conseguir uma namorada tão linda como você?

- Simples, se a pessoa não é linda por fora, é linda por dentro. - digo brincando.

- Muito engraçado, dentucinha.

- Pois é, meu carequinha lindo, eu tenho muito senso de humor.

- Sabe o que eu queria?

- O que?

- Te dar um beijo. - ele diz chegando mais perto - Um longo e demorado... beijo. - ele diz no meu ouvido, me fazendo ter uma vontade imensa de beijá-lo.

- E o que está esperando?

Ele me beija como descreveu, lentamente e sem a menor pressa de parar. Eu também não estava com nenhuma vontade de parar, mas, ouço Clarice falando:

- Então, Kevin... melhor irmos embora. Tá ficando tarde.

- Mesmo? - ele diz, ficando triste.

- Ei Clarice! O Kevin pode ficar aqui com a gente por um tempo?

- Ah, Mônica. Não quero incomodar você. Seria se aproveitar da bondade do seu coração.

- Mas é porque... bem... eu quero ficar com ele por um tempo. Em breve eu vou voltar ao Rio de Janeiro com os meus pais e quero que os meus pais adotem ele.

- É mesmo? Que ótimo! Ouviu isso, Kevin? Você vai ser adotado!

- Você vai mesmo voltar em breve? - diz Cebola, no meu ouvido.

- Agora, vou. E você, mocinho, vai vir junto. Mari, tira uma foto de nós três?

- Claro amiga. Fran, empresta sua câmera?

- Claro, meu amor.

- Iih, lá vem trambolho.

A Marina pega a câmera do Fran (que incrivelmente parecia mesmo uma câmera) e tirou a foto. Eu estava à esquerda do Kevin e o Cebola estava à direita. Ele estava no meio e nós dois estávamos abraçando-o. Era a foto perfeita, pareciamos uma família. Somos uma família. É isso que somos.


Notas Finais


Mesmo eu não tendo ficado muito satisfeito, é isso. Espero estar com mais criatividade para o próximo capítulo. Por falar nele, aqui vai uma sinopse: "Após tudo o que aconteceu no dia anterior, Magali acorda num lugar estranho com o Cascão. Ele conta a ela o que aconteceu e então ela se dá conta do que realmente é: uma BRUXA. O que irá acontecer? Ela irá conseguir filtrar as informações em sua mente ou vai enlouquecer com esse baque em sua vida? Só esperando o próximo capítulo pra saber. Comentem o que acharam desse capítulo e o que acham que vai acontecer no próximo. Até a próxima.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...