História Conhecendo você - Simbar - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Simón
Tags Simbar
Visualizações 168
Palavras 1.853
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Prontos para odiarem ainda mais o Matteo? Hahahah
Desculpa, mas precisei avisar.

Capítulo 7 - Confusa


- Sabe, eu achava que você era um nerd chato. 

- E o que acha de mim agora? - Simón perguntou curioso. 

- Ainda acho que é um nerd chato se quer saber. - A loira riu quando o viu fazer uma careta de indignação. 

- Eu aqui dizendo coisas legais sobre você e você me chama de chato? - Seu tom ainda estava num falso magoado. 

Ela riu ainda mais. 

- Ainda ri de mim? 

- Desculpa... - Ámbar disse enquanto tentava controlar a risada. - Você não deixou eu terminar. 

- Há! Tem mais elogios para mim?  

- Tenho. - O encarou. - Mas não retiro o que disse. Você é sim um nerd chato, mas acredite: É o nerd chato mais legal que eu já conheci. 

- E quantos você já conheceu? - Franziu o cenho. 

- Não importa. - Ela respondeu. - O que importa é que você é o mais legal. 

O moreno sorriu de lado. 

Os dois ainda se encararam por alguns segundos antes de seguirem andando. 

- Você é um bom ouvinte. - A loira disse de repente. 

- Por que diz isso? Você não me contou o que houve com você. - Simón disse. 

- É, mas você conseguiu me fazer esquecer de tudo... - Ela o olhou. - Tudo mesmo. 

- Bom... - Sorriu. - Sabe aonde me encontrar se precisar, não sabe? 

Já estavam na rua cuja era sua casa. Conversaram tanto que Ámbar mal viu que já se aproximavam do seu destino. 

- Eu sei. - O olhou. -  Acho que chegamos, naquela casa ali na frente. - Apontou para o lugar enquanto parava de andar. 

- É agora a hora em que eu dou tchau? - Ele sorriu tímido. 

- Sim, é agora. - Dito isso, a loira ficou na ponta dos pés (já que o rapaz era mais alto que ela), e deu um beijo na sua bochecha. - Até amanhã, Simón. 

- Até amanhã. - Ele se despediu. 

Ámbar virou de costas, caminhando para o portão de casa. O porteiro não demorou a abrir quando a viu. 

- O senhor Benson pediu para a senhorita ir falar com ele quando chegasse. - O empregado a avisou. 

A loira respirou fundo, levaria uma bronca com toda a certeza. 

- Obrigada, eu já vou ir falar com ele. - Respondeu. 

Abriu a porta de casa o mais devagar possível, mas não adiantou muita coisa já que a primeira coisa que viu foi o seu pai sentado no sofá da sala. 

Droga! Aquilo não era bom. 

- Achei que não voltaria mais para casa. - Ele disse enquanto se levantava. 

- Eu... - A loira tentou. 

- Estou falando, não me interrompa! - O senhor Benson a olhou sério. A garota abaixou a cabeça, estava nervosa. - Acha que isso são horas de chegar em casa? 

- Eu só me atrasei. - Se defendeu. 

- Só se atrasou? - Soou irônico. - São oito horas da noite Ámbar! Se eu souber que você andou se encontrando com aquele tal Balsano... 

- Eu não vi o Matteo. - Pelo menos, aquilo não era mais uma mentira. - Terminamos faz meses, pai. 

- Aonde estava até essa hora então?  
 

- Eu estava no Roller. - Respondeu. - Eu perdi a hora. Só isso. 

- Acho que esta passando muito tempo patinando e pouco estudando. - Ele a olhou. 

- Mas minhas notas estão boas. - E completou. - O senhor viu todas as minhas provas. 

- Você só me arranja problemas. - O homem permanecia rígido, sem ligar para o que ela disse. - Atormenta minha vida desde que nasceu. 

A jovem segurou as lágrimas. 

- Quer saber, é melhor você ir para o seu quarto. - Disse. - Antes que eu proíba você de entrar naquele lugar. 

Ámbar apenas assentiu brevemente e subiu as escadas, indo apara o seu quarto como ele havia dito. 

Tentou não pensar muito nas palavras do pai. Era sempre assim. Ela devia estar acostumada, certo? 

Quando chegou no seu quarto, foi direto para a cama sem se importar em trocar de roupa. 

Deixou sim algumas lágrimas caírem, mas não era somente seu pai o culpado. Sua vida estava confusa, um turbilhão de emoções parecia se amontoar em cima dela. 

E pela primeira vez, ela sentia que não tinha mais forças para fingir que estava aguentando. 

*** 

- Enviando outra mensagem?  

Matteo desviou o olhar do celular para encarar o amigo á sua frente. Os dois tinham saído para tomar alguma coisa logo depois que o garoto havia terminado de fazer seu trabalho com a tal da Luna. 

- Sim. - Suspirou frustrado em seguida. - De qualquer jeito, já sei que não vou ter respostas. O celular dela está desligado. 

Gastón bebeu um gole do seu suco antes de falar. 

- De um tempo, amanhã você fala com ela e resolve isso. 

- Eu não vou falar com ela. - O garoto bufou, estava irritado. - Ela quem ta me evitando. Ela deve vir atrás de mim. 

- E se ela não ir? 

O moreno pareceu pensar por um momento, aquela possibilidade não passou pela sua cabeça. Até porque não aconteceria, Ámbar viria até ele. Ela sempre vinha. 

- Ela vai vir. - Teve certeza. - Você sabe como ela é, duvido que não vá sentir minha falta. 

- Se você ta dizendo. - O amigo deu mais um gole no suco. - Como foi com a Luna hoje? 

- Luna? - Perguntou confuso.  

- Trabalho. - Gastón explicou. - Lembra? 

- Há sim, bem esquentadinha essa garota. - Revirou os olhos. - Não conversamos direito. 

- Pelo que Nina me falou, elas são amigas.  

- Então a Nina deve ter uma paciência de ouro... - E completou. - Porque essa menina é tão chata. 

Gastón suspirou. Estava cansado das reclamações do garoto. 

- Talvez o problema seja você, não? 

- O que isso quer dizer?  

- Interprete como quiser. - O amigo desistiu de tentar colocar alguma coisa na cabeça do outro. - Só... peça desculpas para Ámbar. 

Conhecia Matteo á tempo o suficiente para saber o quão chato o garoto podia ser, e o quanto seu ego era grande.  

E ele já havia falado disso com o amigo, mas aparentemente o próprio não enxergava. 

- Eu vou falar com ela amanhã. 

***  

- Ámbar, será que dá pra falar o que aconteceu? - Delfi a encarava confusa. - Foi o Matteo de novo? 

A loira negou. 

- Matteo não tem nada haver com isso. 

Elas estavam na sala de aula, Ámbar como sempre, no fundo da classe, Delfina estava sentada em sua frente e Jazmin ao seu lado. A sala não estava totalmente cheia, o professor sequer havia chegado. 

- Então o que aconteceu? - Foi a vez da sua outra amiga a questionar. 

- Nada, eu já disse. - Falou. - Eu só quero ficar sozinha e não falar com ninguém. Será que é dificil entender? 

- Mas Ámbar, somos suas amigas. Só queremos ajudar você. 

- Olhá, vocês não podem ajudar! - A loira se levantou irritada, atraindo alguns olhares dos outros alunos. - Vocês não podem, que saco! Me deixem em paz. 

Ela pegou sua mochila que estava em cima da sua mesa e saiu rapidamente daquela droga de sala. 

Mas assim que cruzou a porta e dobrou o corredor, deu de cara com quem menos queria encontrar no momento. 

- Ei, calma. Pra onde vai com tanta presa?  

- Matteo, eu realmente não quero brigar agora. - Encarou o namorado. - Dá pra sair da minha frente? 

- O que houve? - Ele a olhou confuso. - Você esta chorando? 

- Não, eu não estou. - Respondeu rapidamente, mas era inútil, seus olhos avermelhados eram a prova da sua mentira. - Só sai da minha frente, por favor. 

- Precisamos conversar Ámbar. Já foram dois dias. Você não pode simplesmente me ignorar e... 

- Eu não quero conversar agora. - Sua voz falhou quando completou. - E-eu quero que você saia da droga do caminho. 

- Chega disso, Ámbar! - estava começando a se irritar. - Eu só queria consertar as coisas, você pode parar de se fazer de coitadinha por pelo menos um minuto? 

A loira o olhou confusa. 

- Eu não estou me fazendo de... você não entende.  

- Não aja como se não soubesse do que estou falando. - Ele a encarou. - Você não pode ficar me culpando por tudo, você também tem sua parte. Não tem direito de ficar mal ou fingir estar mal.  

- Eu não estou fingindo nada, droga! 

- Conta outra Ámbar. - Ele a encarou. - Conheço você o suficiente para saber o quanto é manipuladora, quer que eu me sinta mal e assuma a culpa de tudo, não é? 

A loira o encarava sem acreditar. 

Era aquilo que ele pensava? 

- Eu não quero que assuma a culpa de nada. - E em seguida, tentou desviar do garoto mas não conseguiu. - Eu só quero ir embora. 

- Por que me evitou nesses dois dias? Por que não atendeu minhas ligações? 

- Eu não queria falar com você - Ela tentou soar firme. Sua mão foi até seu rosto para limpar aquelas malditas lágrimas. - E ainda não quero. Você é um idiota, só me deixa em paz. 

E tentou, mais uma vez passar pelo namorado, mas o garoto dessa vez, segurou seu pulso. 

Não chegava a ser um aperto forte a ponto de machuca-la, Ámbar sabia que ele não seria tão louco, mas era firme o suficiente para não a deixar ir. 

- Me larga! 

- Eu não vou soltar. Precisamos conversar. 

E então, a loira não pode falar mais nada porque a próxima fala, não havia sido de nenhum dos dois. 

- Ei, você tá maluco? 

Ela olhou para o lado a tempo de ver Gastón se aproximando. 

- Solta ela! - E quando não houve respostas, ele voltou a pedir. - Solta, Matteo. 

E só aí a loira sentiu o aperto no seu braço diminuir, para em seguida, ser solto de vez. 

- Que droga foi essa? - O garoto encarou o outro, mas não demorou a desviar a atenção para a amiga. - Você esta bem? 

Mas ela não respondeu, apenas deu as costas para os dois e saiu dali o mais rápido possível. 

*** 

Simón andava apressado naquele dia, estava atrasado.  

Seu despertador não havia tocado e ele acabou dormindo até um pouco mais tarde na manhã. 

Estava no campus da escola quando olhou para o portão e viu uma Ámbar apressada sair de dentro.  

Franziu o cenho confuso. 

Era para todos estarem na sala, certo? 

Apertou ainda mais o passo para ir até a loira e quanto mais se aproximava, mais sabia que tinha algo errado. 

- Ámbar! - Gritou para chamar sua atenção. 

Quando estavam próximos o suficiente viu a garota agarrar seu ombro e enterrar o rosto no seu pescoço, enquanto o abraçava. 

Sentiu a loira fungar e o lugar aonde ela estava encostando ficar úmido. 

Ela estava chorando.  

O que havia acontecido afinal? 


Notas Finais


Muitas emoções, não acham?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...