História Conjura de um Fantoche - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Rap Monster
Tags Escolar, Fantasia, Hopemin, Hoseok, Jihope, Jimin, Magia, Morte, Namjoon, Portais, Realidade Paralela, Romance, Yaoi
Visualizações 31
Palavras 2.616
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção Científica, Fluffy, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


me perdoem pela capa horrível sz

> os pensamentos vão estar sublinhados

Capítulo 1 - I


Fanfic / Fanfiction Conjura de um Fantoche - Capítulo 1 - I

Dentre os morros e colinas sendo as tais ao oeste, uma densa floresta perenifólia que se transforma aos poucos num campo gramado que se estende ao horizonte por quilômetros nesse lugar inclinado ao sul das terras sem nome, lá estava o meu lar. Vivendo a mercê da antiquada literatura, cercado pelas milhares de obras arquivadas na colossal biblioteca particular da família, o pequeno chapéu em formato de cone que se encaixava a minhas madeixas acinzentadas começara a fazer certo sentido. O lugar era iluminado unicamente por tochas, unindo-se a luz da manhã quando se fazia presente, as aranhas construíam condomínios inteiros em teias que se estendiam por metros sem fim entre as prateleiras de carvalho escuro com séculos de idade e aquele aspecto empoeirado.

Em meio a tanta informação acumulada em papéis e documentos avulsos, meu lado intelectual sentia sede do saber. Haviam tantos desses perdidos no meio de uma pseudo desorganização, inclusive um caldeirão de bronze onde os meus antigos ancestrais usavam para fazer seus feitiços e encantos se encontrava aos fundos do local.

Sou realmente uma vergonha para a minha família, tendo como única responsabilidade a zelar daquela coleção, além do próprio nome que carregava comigo e seu colossal peso.

- Cadê o meu escravo? Namjoon! - Gritei com todas as minhas forças.

- Senhor… Me perdoe, estava dormindo. - Balbuciou enquanto as primeiras lágrimas já se formavam em seus olhos, ele era um completo chorão.

- N-não chora, neném. - Abracei o corpo alheio, tendo seu rosto afogado em meus cabelos.

- O que precisas? - Perguntou-me.

- De elementos simples... bauxita, essência de tangerina e orvalho de verde-turquesa.  

- Perfeito! - Animou-se com o meu pedido.

- E também areia branca e potássio…

- Não consigo acreditar nisso. Esses são os ingredientes para… - O interrompi.

- Shhh, não fale nada. Apenas faça.

- Sim senhor.

- Estarei lhe esperando no caldeirão. - E assim fiz, indo ao lugar e acendendo o fogo para esquentar o líquido base; lágrimas de dragão.

Para qualquer feitiço é preciso utilizar desse alicerce para metabolizar a magia, seja ela branca ou negra. Entenda que não existe um lado bom ou ruim; o lado iluminado são os permitidos pelo Conselho da Luz, qual rege o poder do sol.

Já o inverso é destinado a sombras, distribuem o poder de nosso astro; Lua. Ambos clãs se declararam neutros e viviam pacificamente. Na verdade, isso funciona apenas na teoria como os contos da noite, tudo é permitido contanto que venha a acarretar as consequências de seus atos presentes.

 

O transparente se transforma em um amarelo radioativo, para o rosa como o neon basta adicionar o segundo ingrediente, ao adicionar o último componente, se resulta um belo púrpura. Procure a foto da pessoa que deseja e a cole em um espelho, mergulhe o papel no líquido roxo e o veja sair o resultado daquele reflexo.

 

Eu não posso desistir

Já tentei tantas vezes

E brinquei com os meus sonhos

Tive esperanças de alcançar o objetivo

Nisso já se passaram cinco anos

Entretanto, te amo muito para simplesmente desistir

 

Ocorrera uma enorme explosão, resultando em enormes nuvens escuras espalhadas pelo lugar. Pedi para que o Kim abrisse as janelas do lugar e realizasse um feitiço de sopro, o que saiu do enorme recipiente fora dois braços e pernas, um tronco e a cabeça; todos separados, significando que novamente a experiência havia falhado.

 

- Limpe a bagunça, novamente… não deu certo. - Ordenei com o tom choroso enquanto em meus olhos já se acumulava as lágrimas que insistiam em multiplicar, logo começando a escorrer por meu rosto.

Corri até a torre do lugar, onde ficava o meu quarto e me sentei na cama, abraçando as minhas pernas e começando a descontar minha dor em gritos, sentindo meu peito apertar num frio que não era característico da estação, e sim aquele sentimento de derrota.

 

Estou cansado.

A minha vida é uma merda.

Tão… quente.

 

Senti o envolver de braços em sua temperatura humana comum; como não poderia me considerar um desses, apenas estranhei o quão reconfortante era. Estava com medo de levantar o meu rosto e abrir os olhos, deparando-me com um inimigo. Não queria acabar com aquele abraço, sentia vibrações boas de seja quem for aquele qual acaricia minhas costas e surpreendentemente consegue sussurrar de forma equilibrada entre o soturno e sensual.

 

- Vai ficar tudo bem, Jimin. Agora eu estou aqui.

 

Finalmente tive coragem para encarar aquele qual já havia reconhecido a voz na primeira palavra dita.

 

- H-Hoseok…?

 

/ o / o / o /

16 anos atrás

 

Em ocasiões como essa, me sentia nervoso. Queria me esconder, mascarar-me e tornar invisível.

- Crianças, nós temos um amiguinho novo, seu nome é Jung Hoseok. - A professora do jardim de infância anunciava com seu sorriso nem um pouco espontâneo e mesmo assim se fazia presente em boa parte do tempo. - Ele é um aluno estrangeiro, vindo da Rússia. Ainda é iniciante na língua coreana, por isso vamos ajudá-lo a melhorar!

- Sim! - Todos gritaram em uníssono, exceto eu que me divertia ao ler um de meus livros de alquimia avançada.

- Park Jimin! - A bruxa gritou.

- E-eu! - Me levantei subitamente, fechando a tal apostila sem lembrar-me de marcar a página onde havia parado.

- Faça uma dupla com o nosso novo aluno, você é o único que está sozinho. - Indicou ao calouro a direção de minha carteira, o fazendo andar na tal direção.

- É porque ele é feio e estranho! Dai ninguém chega perto dele. - Gritou um garotinho insolente qualquer do outro lado da sala, fazendo todos rirem, exceto a professora que o repreendeu.

- Silêncio! Vamos começar a aula de hoje. - A tal velha gagá se virou, começando a escrever qualquer coisa na lousa com o seu pincel que fazia um som irritante.

- O-olá… - O garotinho se aproximou com certo receio, estendendo sua mão formalmente para que eu o cumprimentasse. Suas bochechas se destacavam enquanto coradas pela cor de pele alva que tinha. Era belo, adorável.

- Meu nome é Jimin, muito prazer. - Sorri largo, falando consigo em russo.

- V-você fala a minha língua? - Se afastou de leve, parecendo assustado.

- Eu falo todos os idiomas que existem nesse planeta, além de vários outros criados por diferentes sociedades. - Disse simplório ao outro que arregalou os pequenos olhos.

- Que legal! Você não deve ser humano, acertei? - Questionou-me, inclinando sua cabeça até encostar no ombro direito.

- Sou um bruxo, pertenço ao clã das sombras. - Falei enquanto escrevia em meu caderno as coisas que eram escritas no quadro branco.

- Tú és engraçado cara, pratica coisas como vudú? - Perguntou com aquela mesma cara toda meiga.

- Vudú é pra jacú!

- Eu amo pica-pau!

- Eu também!

- A partir de agora você é o meu melhor amigo!

- ...Tudo bem! - Admiti que estava muito feliz, falando em um tom alto que fez o dinossauro incomodado berrar comigo.

- Calem a boca!

Mal educada, vou contar para a sua mãe.

 

/ o / o / o /

1 mês se passou

- Anjinhos… - Lá vem. - Irei passar um trabalho em dupla para vocês, escolham os seus pares para eu poder explicar.

Olhei para o menininho ao meu lado, o único que ousava se sentar perto de mim já que as outras crianças mantinham-se á no mínimo um metro de distância. O tal também olhou para mim com confidência, entrelaçando seus dedos aos meus.

- Nós parecemos um casal. - Falei enquanto ria demasiadamente.

- E somos, bobo. - Permaneceu com humor em seu tom, costumávamos fantasiar uma relação entre nós dois.

- Bom, como já imaginava. Os mesmos grupos de sempre… Tsc. - Olha a incomodada. - Vocês terão o final de semana inteiro para catalogar quinze objetos de acordo com a categoria que sairem no sorteio, estarei passando em cada grupo com um papel e assim farão. - A mulher apenas passava nas duplas de carteira e deixava ali um papel, indo nos alunos seguintes até que terminasse tudo.

- O que você acha que saiu para nós? - Já segurando o bilhete mal dobrado, criava grandes expectativas sobre. Ao abri-lo, meu sorriso pareceu dobrar de tamanho. - Flores! - Celebrei, dando um beijo na bochecha alheia que ficou levemente avermelhada.

- Que tal você ir dormir lá em casa hoje e nós irmos à caça amanhã pela manhã? - O perguntei, já tendo planos em mente.

- Tudo bem, eu só preciso ligar para a minha mãe e avisa-lá!

 

/ o / o / o /

Ao término do horário escolar, Hoseok pegou seu flip-phone e discou o número de sua mãe, sendo atendido em alguns poucos segundos.

- Oi mãe, na paz? - Mudou drasticamente seu tom de voz, soando como um usuário de Common Bloom.

- Eu vou dormir na casa do meu amante, pode crer. - Esperou que sua mãe falasse para continuar. - Ela quer falar contigo, Jiminnie. - Estendeu o telefone em minha direção, apenas assenti e comecei a ouvir a voz alheia do outro lado da linha.

- Tu que é aquele Park que o Hoseok não para de falar? Muito prazer, meu nome é Dvoyneva Keterinka Anatolievna. - Falou de forma casual como se fosse algo comum.

- Você está chapada? - Não calculei direito o peso de minhas palavras e perguntei sem qualquer cerimônia.

- ...Pode crer, brother. Quero saber onde mora, senhor dos parques.

- Planeta de Kafloyhines, na constelação de Anides. Latitude 37.98381 e Longitude 23.727539, as coordenadas são 37º 59' 1,715" ao norte.

- ...Beleza na Creuza, suave na Neusa. - Apenas desligou o telefone e o devolvi para Hoseok.

- Ela deixou! - Fui abraçado pelo mesmo, levando um turbilhão de beijos no rosto. - Safado. - Me afastei do tal, invocando um portal logo ao nosso lado. - Vamos! - O peguei pela mão e o tal começou a gritar de medo, sendo que não levará nem mesmo um único segundo até chegar ao outro lado. - Bem vindo a minha casa!

- Aqui parece a biblioteca que eu frequentava em São Petersburgo. Só que lá as pessoas pegavam os livros e trocavam por vodka, as estantes eram quase todas vazias. - Afirmou. - Cadê a sua mãe?

- Morreu. - Respondi-o simples.

- M-meus pêsames… E o seu p-pai?

- Morreu. - A resposta estava sempre na ponta da língua.

- Então v-você mora sozinho?

- Não, eu tenho o meu escravo.

- O que?

- NAMJOON! - Gritei.

- SIM MESTRE! - Me respondeu de longe, se aproximando rapidamente em passos longos. Logo estava ali conosco.

- Esse é Jung Hoseok. - O apresentei ao meu amigo.

- Muito prazer, sou o Kim Namjoon. Escravo do Jimin. - Disse cordialmente, fingindo tirar sua cartola invisível.

- O prazer é todo meu… Quantos anos tem?

- Cinco, e você?

- O m-mesmo. Tú que cuida dele? - Apontou descaradamente para mim.

- Funciona como uma troca, às vezes sim e também acontece o contrário. Estou sempre apto às ordens dele. - Sorriu de canto.

- Vamos Hoseokkie, vou lhe mostrar a casa. - O peguei pelo braço, arrastando para o meu quarto.

 

/ o / o / o /

7 anos depois

- Parabéns pra você, nessa data querida! Muitas felicidades e muitos anos de vida! - Os dois Kim’s de minha vida cantaram juntos para celebrar o meu aniversário de doze anos.

- Obrigado meus fãs, também os amo. - Fingi ser uma grande celebridade, elevando meu ego para a galáxia mais próxima dali.

- Fiz o seu bolo favorito! - Namjoon trouxe a sobremesa que era maior do que sí. - Meio frasco de Decalcolor e Moon Honey-Coated bem crocante.

- Eba! - Dei dois pulinhos e já tirei com prontidão a primeira fatia, provando o delicioso sabor mágico. Meus olhos inverteram de posição e ouvi os gritos de Hoseok soarem pela casa.

- SEUS OLHOS, JIMIN! - Berrou.

- Está tudo bem, neném. - Acariciei seus cabelos. - Tirando a parte que eu estou vendo uma decalcomania em arco-íris.

Ele apenas gritou, novamente.

 

E se levaram alguns minutos para o efeito da poção vir a se dissipar.

- Você está bem? - O abraçei forte, ainda parecia estar em choque.

- Sim… Eu estou triste porque não teve como te trazer um presente. - Fez um bico fofo.

- Tem uma coisa que você pode dar sem precisar de nada, sabe o que é? - Questionei-o com uma situação óbvia demais, estava arriscando que o tal compreendesse as minhas intenções.

- Não… O que é? - Felizmente, lerdo.

Assim, passei os meus dedos sobre sua nuca, subindo até os cabelos loiros e inclinando o meu rosto para que pudesse enfim.

Colar os meus pequenos lábios nos do mesmo, num selar inocente e muito bom por sinal.

- Você…

- Eu acho que gosto de você, Hoseokkie. - Acabei admitindo, fazendo minhas bochechas corarem fortemente em seguida.

- E-eu… também sinto isso, também… te amo. - O maior se enrolou com as palavras, demorando para conseguir formar a frase que tanto queria ouvir.

 

/ o / o / o /

4 anos depois

Agora no auge de minha adolescência, os dois clãs de feiticeiros finalmente admitiram a sua rivalidade, iniciando uma grande guerra; a maior de todos os tempos. Felizmente, o palco desse conflito não é a Terra; apenas um outro planeta onde habita parte da população que compõe ambos os lados. Como eu tinha um cargo na parte alta da sociedade sombria, obviamente vieram a travar conflitos injustos contra a minha pessoa de forma covarde; lutando sozinho contra quatro ou cinco soldados do Sol.

Entretanto, não cogitava receber uma carta escrita com sangue dando um endereço qualquer e consequentemente, ao ligar para Hoseok. O mesmo não me atendia de forma alguma.

Fui as pressas para o lugar onde indicava o papel. Era uma pradaria como onde se localizava a minha casa, entretanto fora plantada ali no meio do verde uma enorme árvore qual nem me dei o trabalho de observar.

Um corpo quase completamente deformado por cortes profundos em método de tortura, o peito descoberto da pessoa estava desfigurado pela insígnia da Luz, tal cadáver segurava em mãos um bilhete também escrito no líquido vital alheio.

 

“Seu namorado fora o primeiro a sofrer as consequências de suas ações, o próximo será o seu escravinho, seja qual for o nome dele. Não nos importamos com formalidades.”

 

E naquele dia eu jurei que iria matar cada um daqueles membros do clã solar, mesmo que estivesse em meio aos seus gritos de dor e sofrimento. Nenhum deles seria poupado no holocausto que faria no tempo que se passasse seguidamente.

Ninguém poderia me impedir de ter uma vingança. Afinal, essa é a lei que nos rege.

Como nada poderá infelizmente, trazer o meu amado de volta, desisti de ter sequer um mínimo senso de humanidade. Podem existir bilhões de outros garotos, o meu Hoseok é único, insubstituível.

E dessa forma, o Clã da Luz fora completamente exterminado, junto ao meu coração que já não existia. O sangue abundante dos corpos mortos em minha volta apenas saciava uma quantidade insignificante do ódio que alimentava diariamente.

Mesmo assim, eu continuava sendo aquele Park Jimin qual é tímido, com um senso de humor péssimo e que tem medo de escuro.

O único fato que mudaria seria o de ser agora, um psicopata sanguinário que durante as noites passadas em branco, fazia pilhas de corpos pálidos e sem vida para logo em seguida, atear fogo sem qualquer remorso.


Notas Finais


sim, a mãe do hoseok usa drogas
e não, eu não uso.


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