História Connect - Capítulo 3


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alix Kubdel, Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Hawk Moth, Jalil Kubdel, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mylène Haprèle, Nathalie Sancoeur, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Plagg, Sabine Cheng, Sabrina, Tikki, Tom Dupain
Tags Adrinette, Ladrien, Ladynoir, Marichat
Exibições 86
Palavras 6.910
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Famí­lia, Fantasia, Hentai, Josei, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


E VOLTEI COM MAIS UM CAPITULO SAÍDO DO FORNO, DO JEITINHO QUE VCS GOSTAM ╰(▔∀▔)╯dessa estou usando luvas hahahaha *risada maligna*. Prepara o coraçãozinho que esse capítulo é forte demais para os apaixonantes de ML ;v; Quando reli, quase tive vontade de chorar.... quase (;ω; )ヾ(´∀`* )

Irei parar de falar, pois sei que vcs estão muuuuuito curiosas kkkkkkk

Até lá em baixo (-ω-/ )

Capítulo 3 - Fio rompido.


Fanfic / Fanfiction Connect - Capítulo 3 - Fio rompido.

Ela era a mulher mais linda do mundo.

Você não pode fazer isso...

Eu sinto tanta falta dela.

- Marie!

Pare de agir como uma criança mimada.

Eu não devia...

- Ei Marie!

Eu odeio você!

- Acorda Marie!

Apenas aprenda uma coisa...

Ela...

Não existe mais.

- Marie. - Grita.

A loira acordou no pulo, gritando, fazendo Marinette acordar gritando também. Por causa do susto causado, ambas acabaram caindo da cama, uma em cima da outra.

- aí.

- Essa doeu. - A morena gemeu.

Sabine que tentava acordá-las, apenas rir da situação engraçada que se encontravam.

- D-Desculpa meninas. - Disse com dificuldade para finalizar a risada. - Mas vocês duas tem sono de pedra.

- Hum... - Resmungou, se levantando, ainda tonta, e se senta na cama, esfregando o rosto amassado pelo o travesseiro. Marie bocejou, ainda sentada no chão, estava sonolenta.

Marinette procurou o celular no meio dos panos grossos e desbloqueou a tela com um pouco de dificuldades, viu o horário e bufou chateada. Encarando sua mãe diferentemente incrédula.

- Mãe, são 07:15 da manhã e hoje é sábado. Por que, diabos, me acordou?

A mais velha sorrir pacientemente. As vezes esquecia que sua filha era rabugenta quando acordava.

- Mas foi você que me pediu filha. - Fingiu inocentemente.

- Eu pedi? - Encarou sua prima que já estava quase dormindo no chão.

- Sim. Disse que iria à feira comprar alguns tecidos e que era para eu te acordar cedo. - Sua voz era tão suave e leve que o sono da morena se multiplicava cada vez mais, fazendo seu corpo pesar e implorar por cama. - Agora desçam para tomarem café. - Dizia enquanto descia as escadas cuidadosamente.

A pequena Marie jogou o resto do corpo no chão, fazendo um barulho de bate, morrendo de sono. Já Marinette, tentou se levantar, mas parecia que tinha um imã em sua cama, onde foi puxada de volta a se deitar, ela estava lutando com seu pior inimigo: a soneca de cinco minutinhos.

- Nunca mais vou ficar acordada até tarde. - Resmungou infeliz.

- Marinette! Marie! Desçam logo.

- Nem eu. - Marie fala com um pouco de irritação e tédio em sua voz.

******************************************

Adrien tomava seu chocolate quente calmamente. Milagre, ou não, acordou muito cedo. Por ser final de semana, teria à manhã e à tarde toda livre para fazer o que quiser, à noite teria patrulha com Ladybug. Pelo menos isso para lhe alegrar naquele dia tão tedioso.

Nesses últimos dias estava estressado. Muitas responsabilidades em suas mãos e olha que ele só tinha 16 anos.

Sentiu algo se mexer no bolso de sua jaqueta, era Plagg resmungando com a pequena quantidade de queijo que ganhou naquela manhã. Isso fez o loiro lembrar da noite passada.

Demorou alguns minutos para o Agreste entender o que seu kwami acabará de falar. Não era possível, era? Plagg falar mal de sua my Lady na sua frente?

Apertou os punhos fortemente, tentando controlar a raiva que lhe consumia.

- Por isso acho... - Ele não conseguiu terminar sua frase, pois um caderno voou contra ele, lhe atingindo em cheio, esmagando-o contra a parede e depois o mesmo cai no chão. - De onde... saiu essa droga!?. - Gemeu dolorosamente. Balançou a cabeça, tentando raciocinar direito, foi quando viu Adrien com um olhar assustador, uma de suas mãos segurava um inseticida e a outra um tênis velho. A visão do gato estava meio embaraçada, conseguia ver dois Adrien em sua frente. - Adrien, não quero ser chato não... - Começou ele ainda zonzo. - Mas você está com uma cara de demônio.

- Ahh... - O loiro rugiu antes de ir pra cima do pequeno, que saiu gritando com medo dele. Ele tentou acerta-lo com o sapato, mas o mesmo conseguiu desviar.- Vou te ensinar a respeitar my Lady seu projeto de gato preto. - Corria atrás do moreninho espirrando o inseticida nele, ou ao menos tentava.

- Não! Espera seu idiota. Deixa eu explicar. - Dizia rápido. Não sabia o que era aquilo, mas pela a pobre barata morta desenhada no objeto, com certeza não era coisa boa.

- Explicar nada. Você mexeu com algo perigo. seu verme. - Tentou atingi-lo novamente, mas ele foi mais rápido e flutuou para cima rapidamente. Com medo de morrer.

- Tipo o q-que? A Ladybug? Cara, você está obcecado por ela. - Sua respiração estava ofegante. Nunca tinha gastado tanta energia assim.

- Isso não é obsessão. É amor. Eu amo ela. - Dizia com a voz firme. - Uma coisa não tem nada haver com a outra. - O modelo estava fora de si.

Plagg não tinha mais para onde fugir. Estava encostado no teto, mas Adrien subiu na cama e mirou o inseticida, pronto para acerta-lo.

- Não Adrien, você ama a máscara dela. - Disse rapidamente, protegendo seu rosto com suas pequenas patinhas, esperando o veneno, mas depois de segundos, nada. Ele encarou seu mestre, percebendo que o mesmo parecia ter sido afetado com essa frase. Que ficou alguns minutos fitando-o.

- Isso... Não é verdade. - Abaixou a cabeça, junto com os braços. Soltando a inseticida, que rolou pelo o colchão da cama até cair no chão. Ele amava a heroína por completo, não só a máscara vermelha, tinha certeza disso.

O gato suspirou de alívio. Salvo pelo o gogo.

- Sim, é verdade. - Disse devagar. Acabou de aprender que deveria tomar cuidado com algumas palavras. - Você se apaixonou por uma farsa.

- Ladybug não é uma farsa. Ela é corajosa, gentil e gosta de ajudar as pessoas. - Levantou o olhar para seu kwami novamente. Um olhar de irritação.

- Sim, isso também é verdade. Mas apenas quando está com seu traje. - Cuspiu as palavras sem dó. Estava de saco cheio com tudo aquilo.

- Claro que não. - Tentou mais uma vez protege-la.

- Por que não? Você é um exemplo disso. - O Agreste se calou, sentindo um arrepio ocorrer suas espinhas quando fitou as esmeraldas do felino, tinha um brilho estranhamente assustador. - Normal; você é um menino educado e gentil, mas com seu traje é irritante e confiante demais. Por que acha que não pode acontecer o mesmo com a Ladybug?

Seu corpo estremeceu.

Como Plagg pode falar assim dela? Por que ele está assim? Por que está tentando destruir seus sentimentos por sua amada? Logo agora que pensou que o kwami queria lhe ajudar. Não conseguia mais entender mais nada. 

- O que você sabe sobre ela!? Nada seu imbecil.

- Realmente, mas sei mais que o necessário para saber que ambos ficarão magoados um com outro se descobrissem suas identidades. - Ele se aproximou lentamente do rapaz que estava se encolhendo cada vez mais. - Nunca passou pela sua cabeça que pode machuca-la se não gostar de sua verdadeira eu!? Você pode gostar dela como Ladybug, mas como garota normal? O que sente por ela? - Cada palavra, mexia com seu psicológico. À cada pergunta, seu coração se rachava, pronto para quebrar em milhares de cacos minúsculos.

- E-Eu não sei. - Caiu de joelhos na cama e depois seu corpo foi de encontro com os lençóis cheirosos no colchão. Deitando-se por completo. Estava exausto de tanto pensar, acabado de tanto sentir sensações estranhas em seu corpo. Piscou inúmeras vezes, mas antes de cair em um sono profundo, soltou um sussurro sôfrego. - Eu não sei... - Dormiu sem um pingo de energia.

Plagg fitou Adrien antes de encarar qualquer ponto no quarto quase destruído. Se distraindo com qualquer coisa.

- Então desista dela Adrien. É o melhor para você... E pra mim também. - Diz antes de desmaiar ao lado dele, também exausto.

Essas lembranças fizeram a cabeça do modelo latejar. Precisava relaxar. Talvez sair um pouco com o Nino, para o cinema ou para o parque. Seria legal se ele convidasse Alya e Marinette também!?

Um barulho de salto alto ecoa pelo o local, fazendo o mesmo encarar a mulher que se aproximava com um tablet em mãos.

- Adrien, as faxineiras disseram que seu quarto estava uma bagunça. O que ouve?

Adrien revirou os olhos. Estava de mal humor e não queria descontar na Nathalie, seu pai já faz muito isso.

Ele se levantou, pegou seu celular ao lado da xícara e se despediu. Queria sair dali o mais rápido possível, aquele lugar lhe deixava enjoado.

- Onde vai? Adrien!? - Ela seguia o rapaz em passos rápidos.

- Estou indo me encontrar com Nino no parque. - Fala sem se virar para ela.

- Que horas volta? - Pergunta, mexendo algo no tablet, vasculhando alguns documentos de seu patrão.

O Agreste parou e virou apenas o rosto para o lado, encarando os olhos claros dela friamente.

- Nathalie... - Começou com a voz baixa e rouca. - Minha mãe é outra.

A Sancoeur arregalou os olhos, surpresa pela atitude do rapaz. Ele nunca fora assim com ela, nem mesmo nos dias mais tristes com seu pai. Sempre gentil e carinhoso. Acho que foi isso que a fez perceber que estava realmente tomando o papel de mãe para ele.

O loiro percebendo que ela não iria falar mais nada, apenas continuou a caminhar. Antes de atravessar o grande portão da casa, se pronunciou novamente.

- Irei voltar às 17:00. - Diz antes de bater a porta, assustando a morena.

Ela continuou ali, no meio do salão, parada e encarando a porta. Franziu a testa, sentia cheiro de menina aí e tinha uma sugestão para isso.

*******************************************

A família Dupain estava reunida na cozinha. Tom tomava uma caneca de café quente, enquanto lia seu jornal. Sabine tomava uma xícara de chá com mel, Marinette e Marie preferiam tomar chocolate quente com pequenos pedaços de bolachas. A morena achava que era a única que amava aquela mistura, mas descobriu uma aliada ali.

- Nossa! Isso está uma delícia tia. - Os olhos raros da garotinha brilharam ao provar o pão de queijo. Estava macio e crocante.

- Obrigada querida. Mas não foi eu que fiz os pães de queijo. - Sorrir adorável. Marinette corou meio sem jeito. - Foi Marinette.

- Uau! Isso está incrível. - Mordeu outro pãozinho, se saboreando com o queijo derretendo em sua língua.

- Obrigada Marie. - Bagunça os fios longos da menina, que sorrir sapeca.

- Pode me ensinar a fazer? - Diz animada.

A Cheng se derreteu com a carinha de gatinho abandonado. "Como assim? Nem Chat que faz essa cara, consegue me convencer".

- Claro. - "Quem é você garota e como sabe meu ponto fraco?"
 

- Marie, tentei ligar para seu pai hoje e quem atendeu foi a empregada dele, disse que ele está em uma viagem para Washington e não sabe quando volta. Você não tinha me falado nada sobre isso. - Encarou a loira que se engasgou com o chocolate quente.

- P-Por que eu não sabia tia. Ele não disse nada sobre viajar. - Pela sua expressão, parecia realmente surpresa pela notícia.

"O que está acontecendo aqui? O que o Wang está aprontando?" Sabine suspirou antes de tomar um gole do seu chá.

- Estranho. Será que ele foi convidado para outro evento de culinária? Em Washington tem muitos eventos assim. - Disse Tom, dobrando o jornal e entrando na conversa das meninas.

- Deve ser isso. - Sabine diz por fim, porém continuava desconfiada. 

A heroína que estava calada, pensava em algo curioso sobre ela e sua prima.

- Mãe. - Chamou pela a mais velha que deu um leve olhar. - Só agora percebi uma coisa. Eu e a Marie temos quase o mesmo nome? Por quê? - Arqueou uma de suas sobrancelhas escuras.

- Verdade. - Marie percebeu isso também. Ficou curiosa agora. - Por que tia?

Sabine apenas sorrir adorável.

- Vocês perceberam!? É que eu e Wang queríamos que o nome dos nossos futuros filhos fossem estrangeiro e nós dois queria colocar Marinette, se fosse menina e Marlon, se fosse menino. - Rir um pouco antes de continuar. - Então fizemos um acordo, quem tiver um filho primeiro, ganhará esses nomes, dependendo do sexo, é claro. - Ela revirou os olhos, se divertindo com as lembranças do passado. - Nós tinha feito esse acordo quando tínhamos 14 anos. Mas depois que tive você, eu joguei na cara dele que seu nome seria Marinette.

A mais velha rir das caretas de espanto das duas Cheng's. Tom segurava o riso, sempre se divertia com as histórias que seus sogros contavam sobre seu cunhado e sua esposa.

- E quando Marie nasceu, colocou esse nome por ser seu segundo nome preferido. - continuou, dando um sorriso largo. 

- Você e o titio eram estranhos. - Marinette faz uma careta ao ouvir essa história. Viu o horário no relógio na parede da sala e se levantou. - Bom, já tenho que me arrumar, quero chegar cedo. - Se dirigiu para as escadas direto para seu quarto. - Você vem Marie? - Gritou no meio dos degraus.

Marie se levantou indo até a morena, mas não antes de beijar os rostos de seus tios e agradecer pelo o café da manhã.

Quando ela chegou no quarto, sua prima não estava lá. Estranhou, porém ouviu o chuveiro ligado, então deixou de se preocupar.

Aproveitando que ela estava no banheiro, observou bem o quarto da mesma. Os desenhos, as fotografias, grande maioria do modelo Adrien Agreste. Isso fez a pequena rir.

"Por que será que eu não estou surpresa por isso?

Parou em frente ao calendário. Tentou lembrar de algo que tinha decorado. "Hoje não tem nada marcado para ele". Pensou distraidamente, até ver as roupas que Marinette iria usar hoje de manhã.

Sorriu sapeca. Pegou as roupas e se livrou delas rapidamente, mas uma certa joaninha assistia tudo às escondidas no meio dos livros de sua mestra. Ela estava curiosa em saber o que a garotinha iria fazer.

*******************************************

Adrien caminhava em direção à casa de seu melhor amigo. Dispensou o motorista naquele dia, queria andar um pouco, se distrair. Observava tudo sem muito ânimo, mas tinha que admitir, tinha sorte de morar em uma cidade tão bonita como Paris.

Virou um pouco a cabeça e avistou a padaria dos pais de Marinette do outro lado da rua. Sorriu, já tinha provado vários tipos de doces naquele lugar, - escondido de seu pai, é claro. Era em um domingo, quando Marinette tinha convidado-o para jogar video-game, assim como Alya e Nino também foram convidados. Nunca tinha se divertido tanto como naquele dia.

O loiro caminhou em direção à padaria, visitar uma amiga não faria mal.

Esperou o sinal abrir para os pedestre, porém seu celular tocou. Era Nino mandando mensagem, dizendo que mudou o local de encontro, que já estava no parque lhe esperando.

Adrien leu e depois desligou a tela, guardando o aparelho em seu bolso. Suspirou. Outra hora visitaria Marinette.

Então voltou sua caminhada até o parque.

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A Cheng suspirou aliviada, lavar o cabelo depois de uma semana lhe deixou com a cabeça mais leve. Enrolou uma toalha sobre seus cabelos úmidos, secando-os. Depois outra toalha para cobrir seu corpo pálido e magro.

Entrou em seu quarto, procurando por sua prima. Ela estava esperando sentada no sofá, com uma pequena toalha branca em seu ombro, - que foi dada por sua tia.

- Consegue tomar banho sozinha? - A morena pergunta, caso teria que banhar a pequena.

- C-Claro que s-sim. - Sua face fica rubra, mas tinha uma expressão de aborrecimento. Ela passa pela Marinette fazendo biquinho, e fechou a porta atrás dela. Estava envergonhada demais depois dessa pergunta.

A morena ficou confusa, não sabia porquê dela agir daquele jeito, então apenas ignorou. Procurou suas roupas em cima da cama, mas tinha algo errado, não era as que tinha escolhido.

Ali tinha um vestido simples, branco e reto, com gola redonda e solta, sem mangas. Uma jaqueta róseo de pano fino e mangas até o cotovelo, - que Alya tinha lhe dado de presente e raramente usava. E um cinto de cintura, preto e fino, para marcar suas curvas, junto com uma meia-calça grossa da mesma cor e uma sapatilha rosinha.

Marinette franziu a testa, tinha certeza que ela não escolheu essas roupas.

- Uau! Para uma menina de 8 anos, sua prima é bem estilosa. - Tikki apareceu ao lado dela, sorrindo divertida.

- Marie? Foi ela que fez isso? - Perguntou ainda confusa, pegou o vestido e fez uma careta de desaprovação. Suspirou. - Viu onde ela colocou minhas roupas?

- Sim. - Seu sorriso aumentou. - Mas não irei dizer.

- E posso saber porquê? - Cruzou os braços, dando um olhar sério para a Kwami que apenas ignorou. Ela voou até o meio das roupas e encarou a morena.

- Vamos lá Marinette. Nunca te vi de vestido. Só hoje. - Dizia com os olhos pidão. Amou essa travessura da Marie.

- Não posso Tikki, eu não gosto de mostrar minhas pernas. - Disse o óbvio.

- Mas parece que Marie pensou nisso, escolheu até uma meia-calça para você.

Marinette suspirou. Tinha impressão que aquele dia vai ser longo.

- 'Tá. - Revirou os olhos em derrota. A joaninha se alegrou ainda mais, ansiosa para ver sua mestra de vestido.

- M-Marinette.

Ambas ouviram um grito vim do banheiro, rapidamente a morena corre até o local e abre a porta sem pensar duas vezes. Por um motivo estranho, seu coração aumentou uma batida ao ouvir sua prima gritar.

- Marie? O que foi? - Pergunta desesperada, quase escorregava no piso molhado.

A sua frente, estava uma pequena menina, corada e medrosa, seus olhos estavam fechados e trêmulos, escondendo seus olhos verdes turquesas. Ela estava sentada desajeitadamente no chão, enquanto escondia sua calcinha com as mãos, envergonhada. Marie estava apenas com uma calcinha de algodão e a camisa do seu pijama.

- M-Marinette... - Abriu e encarou a Cheng com os olhos úmidos, corando ainda mais. - Eu cai. - Choramingou.

- Deixa eu ver. - A mais velha ajuda a caçula se levantar devagar, percebendo uma mancha avermelhada no joelho direito dela e um pequeno arranhão. - Caramba! Depois eu coloco um gelo e um curativo.

A loira que chorava em silêncio, apenas concordou com a prima. A morena ligou o chuveiro e deixou a água fria esquentar automaticamente. Ajudou a pequena a tirar os resto das roupas. Esticou o braço para pegar o shampoo, enquanto Marie se banhava e passava sabonete em si. Colocou uma pequena quantidade na palma da mão e passou pelos os cabelos macios da loira, tomando cuidado para a espuma não cair em seus olhos.

Ambas riam divertidamente com os penteados que Marinette fazia com as espumas e as bolhas de sabão que a pequena fazia.

A heroína se encantava cada vez mais com as risadas da menina, contagiando o ambiente com seus sorrisos radiantes e iluminando o lugar com o brilho forte nos seus olhos inocentes. Por alguma razão, sentia-se tão bem na presença dela, que lhe surpreendia.

Terminou de massagear os fios longos da Marie. Pediu para a prima fechar os olhos, e então a guiou para baixo do chuveiro, deixando a água fazer seu trabalho.

Ao terminar o banho, pegou a toalha que estava na pia, - já que a loira não conseguiu alcançar onde coloca as toalhas. Cobriu o pequeno corpo da menina e saiu do banheiro, junto com a mesma.

- Já escolheu a sua roupa? - A morena pergunta, pegando suas roupas e voltando para o banheiro para se trocar, resolveu não questionar mais.

- Sim.

- Ótimo! Vista-se rápido. Okay? - Disse antes de entrar no cômodo.

- Okay.

A loira soltou um pequeno gritinho pelo o grande passo que está dando com sua prima. Porém, sua animação acabou rápido. De repente, a menor foi até sua mochila rapidamente. Tinha esquecido de algo, ou de um certo alguém. Abriu ela, fechou a cara quando não encontro-o.

- "Onde ele está?". - Pensou ela.

*******************************************

As duas Cheng's desceram as escadas, conversando e rindo, distraídas com as histórias que a morena contava sobre a escola.

- Vocês estão lindas. - Diz Sabine que observava elas lindamente da sala.

- Obrigada tia. - Agradeceu timidamente. A menininha usava um macacão jeans claro, até a metade da coxa, uma camisa listrada, vermelho e branco, com mangas longas até o pulso, junto com uma sapatilha vermelha e meia branca para não machucar seus pés. Seu curativo estava visível, mas nem isso deixou a menina menos fofa. Seus cabelos dourados estavam soltos, mas com uma parte de cima pra trás, amarrado com uma fita vermelha que sua prima emprestou.

Ela segurava seu gatinho negro que fazia um som engraçado por causa do sino em seu pescoço, disse a prima que não andava sem ele.

- Obrigada mãe. - Beijou a bochecha da mais velha. - Daqui a pouco estamos de volta. - Falava enquanto andava normalmente até a porta.

- Eu vou beber água. - Disse Marie, correndo até a cozinha.

- Não demore.

Marie confirmou com a cabeça, antes de desaparecer da visão das morenas. Sabine então voltou para a filha.

- Parece que vocês duas estão se dando muito bem. - Disse ela com a voz suave como sempre.

- Sim, Marie é uma boa menina. - Tinha sinceramente na frase.

- Ela falou alguma coisa sobre Wang?

- Não. - Marinette fez uma careta ao lembrar de suas inúmeras desconfianças que tinha sobre sua prima. - Mãe, o que será que aconteceu lá na China? Sei lá, é meio que estranho tudo isso. Não que eu esteja reclamando que Marie fique aqui, muito pelo contrário, mas... É só curiosidade.

A mais velha suspirou. Também tinha algo de errado aí, pior que Wang não chegou ainda de Washington e não sabia o número do hotel onde ele estava.

- Eu entendo Marinette. - Fala, suspirando em seguir. Isso já estava dando dor de cabeça.

No mesmo tempo, Marie volta sorrindo sapeca.

- Vamos? - Pergunta animada pelo o passeio. Marinette revira os olhos, rindo da pequena.

- Vamos. Tchau mãe.

- Tchau tia.

- Até logo queridas. Tomem cuidado, e Marinette, guarde esse dinheiro bem. - Falava enquanto acompanhava elas até a porta.

- 'Tá.

Sabine ficou ali, encarando elas se afastarem cada vez mais.

- Sabine! - Alguém lhe chamou calmamente.

- Oi querido! - Se virou para o homem atrás de si, o mesmo segurava um saco vazio.

- Quantas cenouras você usou no bolo de ontem?

- Três. Por quê? - Arqueou a sobrancelha, confusa.

- Por que o resto das cenouras sumiram. - Disse confuso, aliás, devia ter pelos menos cinco cenouras ali naquele saco.

*******************************************

Nino estava sentado no banco da praça, próximo de uma árvore, que lhe protegia dos raios solares fracos que iluminava o dia. O mesmo digitava coisas banais com sua namorada, divertido-se com as ameaças dela, caso ele não apareça no encontro de amanhã à noite, assistir um filme novo no cinema.

Nino sentiu uma mão em seu ombro, guardou o celular e encarou o amigo, sorriso depois.

- Demorou em?

- Você que está adiantado demais. - Adrien se senta ao seu lado, relaxando o corpo.

Ambos riram levemente, relaxando e aproveitando o clima agradável.

- Então? Qual é a emergência de me ligar de manhã cedo?

O sorriso do loiro sumiu em segundos. Ele suspirou exausto, jogando a cabeça pra trás, fitando o céu nublado.

- Queria sair um pouco de casa. Lá está um tédio. - Sua voz era baixa e desanimada.

- Entendo. - Encarou o Agreste com tristeza. Sabia sobre os problemas que ele enfrentava, a mãe desaparecida, o pai ausente, o trabalho obrigado de modelo e a falta de tempo para si. Conhecia tanto Adrien, que só pelo o jeito de falar, saberia que o mesmo estava triste, com raiva ou qualquer coisa assim.

O moreno então lembrou do que Alya lhe disse semana passada. Seu amigo precisava de uma companheira, e concordou com ela, Adrien realmente precisava de uma namorada. Mas quando Alya sugeriu quem poderia ser a namorada do modelo, parecia que tinha levado um balde de água fria.

Sim, ela. Odiava admitir, mas ela seria perfeita para seu amigo. Ambos tão legais e bondosos. Um par perfeito. Porém, o egoísmo falava mais alto e então decidiu.

Não iria se meter nessas coisas, caso eles ficassem juntos futuramente, ficará feliz, caso não, apenas assistiria, mas não ajudaria sua namorada com isso. Não mesmo.

Nino sorriu tristemente, esse fato nem se quê aconteceu, - e nem sabe se vai acontecer. Mas já tá fazendo conflitos em sua mente e em seu coração.

Balançou a cabeça com força, expulsando esses pensamentos negativos. Ajeitou seus boné laranja e se levantou do banco.

- Bom, não podemos perder tempo então. Primeiramente, vamos comer por que estou morrendo de fome. - Resmungou enquanto se afastava.

O Agreste revirou os olhos, seguindo o amigo, acompanhado-o.

- Me diga um dia que você não esteja com fome. - Ironizou sorridente.

- Quando eu visito minha sogra. Nossa cara, ela cozinha pra... - Adrien lhe enviou um olhar semicerrado. Esqueceu que o amigo não gostava de palavrões. - Caracas.

- Hum. E como vai o namoro? Coitada da Alya tendo que te aturar todos os dias.

- Hahaha muito engraçado senhor Agreste. Quero ver quando você namorar. - Disse rindo da cara rubra do loiro. - Mas em falar em namorada. Não tá' gostando de ninguém não? Nunca ouvi você dizendo sobre alguma garota.

Adrien encarou qualquer outro ponto na calçada. Fazendo um biquinho, apenas disse em voz baixa, como se mais alguém pudesse escutar.

- E-Eu gosto de uma garota.

- Sério? - Estava surpreso pela confissão e até mesmo curioso.

- Mas ela não gosta de mim. - Suspirou tristemente. Ótimo, outra coisa para lhe desanimar naquele dia.

- Quem é ela? - Pergunta o moreno. Arqueou a sobrancelha, pensando em "Quem não gostaria do Adrien? Sendo que ele é um modelo e ainda é filho do maior estilista do mundo."

- Não posso revelar o nome dela "ainda". - "Principalmente por que não sei quem ela é".

- Oh! - Ficou em silêncio, mas durou apenas alguns segundos. - Como ela é então? - Solta um sorriso maroto.

Adrien sorriu bobeando, abriu a boca para começar sua lista de coisas que tinha sobre sua Lady, tudo, até mesmo suas manias, mas de repente, esse sorriso derreteu e sumiu por completo quando lembrou das palavras do Plagg.

- Você se apaixonou por uma farsa.

Depois disso, o Agreste não sabia mais quem era Ladybug, se essa personalidade era verdadeiramente dela. Baixou o olhar e apenas descreveu uma menina perfeita que não existia.

- Ela é inteligente, bondosa, confiante, corajosa... - Pensou mais um pouco. Então sua mente mostrou os momentos engraçados e inesquecíveis com sua Lady. Sorriu novamente. - Às vezes se irrita quando as coisas não vão como queria, mesmo assim se esforça para ajudar e ajeitar tudo, deixando ainda mais melhor. Ela odeio injustiça, tanto que quando percebe que errou, ela vai lá e pede desculpas da pessoa. Sempre tão sincera. - Suspirou apaixonado. - Ela é muito especial e única. Talvez não exista ninguém igual a ela.

Nino ouvia tudo atentamente. Seu coração se apertava cada vez mais. Tentou se ocupar com algo, mas não dava, os pensamentos eram inúmeras.

"Isso só pode ser sacanagem do destino".

Ambos se sentaram na mesa de um restaurante mais próximo, um garçom os atendeu e anotou seus pedidos antes de se afastar.

Adrien ainda sonhava acordado, enquanto Nino sentia que estava nos seus piores pesadelos. Respirou fundo, tentando agir naturalmente.

- ... Mas acho que ela só me ver como amigo. - O loiro continuou. - O que eu posso fazer? - Pergunta quase em desespero. Nino o encarou duramente, sentindo o coração encolher mais.

- Você devia se confessar para ela. - Disse com um pouco de dor em seu peito. Ignorou. - E tenho certeza que Marinette aceitaria seus sentimentos por ela.

*******************************************

Marie se encantava com a loja colorida, cheio de tecidos e materiais de costura. Se voltou para a prima, que conversava com a vendedora, - provavelmente eram amigas.

- Então essa é sua prima? - Perguntou Elizabeth. Ela era uma mulher de meia idade. Pele morena, cabelos castanhos claros e longos, - que no momento, estava amarrado em um rabo de cavalo alto, com alguns fios caindo sobre seu rosto. Seus olhos tinham um tom de mel, e seus lábios cheios e rosados. Usava uma regata branca, que definia seus seios grandes e firmes, junto com uma calça solta, marrom. Mesmo com a idade um pouco avançada, ela tinha o corpo que qualquer outra mulher desejava, muitas clientes invejavam-na, mas ninguém comentava, - não na frente dela, porém ela já notava isso há tempos. - Sabine me contou sobre ela. - Finaliza sorrindo para a menor que retribui. - Muito fofa.

- Todos acham isso. - Revirou os olhos, rindo depois. - Vou dar uma olhada. Okay?

- Oh claro. - Disse sorridente. Quando Marinette dizia isso, já sabe que irá levar a metade dos tecidos, dependendo da quantidade de dinheiro que tinha, é claro.

- Fica de olho nela por mim? - Sussurra apenas para a mulher ouvir.

- Pode deixar. - Deu uma leve piscada para a morena que agradeceu mentalmente.

- Marie, fique apenas por aqui, nada de ir lá fora.

- Tá' bom.

Marinette foi para os fundos da loja, onde, - na opinião dela, - tinha os melhores tecidos escondidos. Analisou cada um deles, sorrindo com satisfação ao perceber que tinha tecidos novos e lindos. Porém, um lhe chamou atenção, no final, bem escondido mesmo, tinha um tecido vermelho com bolinhas pretas. A Cheng se aproximou e tocou com delicadeza.

Ladybug.

Realmente, amava ser Ladybug. Ajudar as pessoas, vê-las felizes e seguras lhe deixava bem. Assim como a grande admiração que ela sentem por si. Mesmo com a dificuldade que teve no começo, sentia-se mais segura e forte. Aprendeu com o tempo e sinceramente, não se arrependia de nada.

Marinette estava distraída com seus pensamentos positivos, com um sorrisinho bobo, ainda encarando o tecido.

- Gostaria de ter uma fantasia da Ladybug. - Uma voz baixa e graciosa surge ao seu lado, assustando a morena que tampou a boca com a mão para conter o grito.

- Marie!? Meu Deus menina! Você me deu um susto. - Colocou a mão no meio do peito, sentindo o coração acelerado.

- Desculpa Marinette. - Rir um pouco da cara de susto da prima, parando depois, deixando um leve sorriso tímido. - Você fica tão bonita quando fica distraída. - Diz com sinceridade. - Até tirei uma foto. - Mostrou a tela do celular, que pertencia a morena, revelando a foto dela distraída, enquanto segurava o pano fino.

- O QUE? Mas como você...? Apaga isso Marie. - Tentou pegar o aparelho das mãos da menina, mas ela foi mais rápida e se afastou em passos longos.

- Por quê? Você está fofa. - Seu sorriso agora era divertidamente sapeca. - Viu? Não sou a única fofa aqui. - Mostrou de novo a foto.

- Me devolva isso Marie. - Correu atrás da menor, impaciente.

Marie correu pelo os corredores da loja, rindo da cara burrada da mais velha.

- Pra quem será que eu envio!? - Fingiu pensar, enquanto corria e mexia no celular ao mesmo tempo.

- Você não seria capaz. - A morena parou ofegante, encarando a chinesa incrédula.

Várias pessoas que estavam ali, riam ou reclamavam, mas ambas ignoravam.

A pequena Cheng sorriu maldosa, um sorriso que Marinette ainda não tinha vista em seu rosto, porém esse sorriso maroto lhe lembrava alguém. "Esse sorriso se parece com...". A loira então aproximou o dedo no botão de "enviar para todos."

- Quer apostar? - Perguntou com deboche.

Mas não teve tempo dela fazer qualquer outro movimento, pois uma grande explosão surgiu perto da loja, formando uma fumaça de poeira no local. A pequena gritou pelo o susto, assim como outras pessoas que estavam ali e na rua.

- Marie! - Gritou o nome dela em desespero por não encontra-la no meio daquela fumaça tensa e de tantas pessoas correndo histéricas.

Correu por todos os lugares daquela loja, chamado seu nome, mas seu esforço era inútil, pois o local estava vazio agora e  nada dela.

- Marie! - Tentou novamente.

- Marinette.

Alguém lhe chamou ao longe. Virou e viu Elizabeth, com a mão na boca para não engolir muita fumaça.

- Elizabeth, você viu a Marie? - Pergunta rapidamente.

- Eu levei ela para a outra loja, pedi para minha irmã cuidar dela por mim. Vim atrás de você. Vamos. - Ela pegou a mão da amiga e correu para fora, onde a movimentação estava espantoso. Ambas corriam quando um homem apareceu em suas frente.

- Para onde a senhorita vai?

Ele tinha uma roupa estilo jogador de basquete. Usava uma camisa sem manga, laranja com detalhes brancos, assim como o boxer da mesma cor. Ele era alto e moreno, assim como seus cabelos escuros e seus olhos. O mesmo segurava uma bola de basquete que brilhava estranhamente. Com a aparência comum, rapidamente, Elizabeth identificou o rapaz.

- Elias!? - A morena arregalou os olhos ao ver o irmão caçula.

- Olá irmã. Pronta para receber o prêmio de ser a melhor irmã de todas? - Segurou a bola com força, sorrindo diabolicamente para ela. - Ah e mais uma coisa, pra você é Bomber.

- Por que está fazendo isso? - A mulher gritou, ofegante. Marinette que assistia, procurava um lugar seguro para se transformar sem ser vista por ninguém.

- Por quê? Pelo o simples fato de você nunca ir aos meus jogos. Sabe quantas vezes eu me distrai no meio do jogo, procurando você pela a platéia!? Você nunca foi me ver. Sempre cuidando dessa merda de loja idiota. - Diz tudo com desgosto. - Mas não se preocupe, hoje eu posso ter perdido minha bolsa universitária, mas irei ganhar algo que sempre quis... - Uma lágrima rolou pelo seu rosto. - Atenção de minha irmã.

Elias pulou o mais alto possível e jogou a bola com todas suas forças na direção das meninas. Ambas se abraçaram e fecharam os olhos, esperando o impacto. Porém, antes da bola chegar nelas, um certo loiro apareceu na frente, batendo a bola para cima com seu bastão, fazendo-a explodir no ar.

- Que isso? Jogando uma partida de basquete sem me chamar!? Mas que falta de consideração. - Chat Noir sorriu de formar sapeca, parecendo uma criança brincando com seu melhor amigo.

Marinette que ao ver o herói, arqueou a sobrancelha.

- Esse sorriso...? - Disse baixo, relembrando de algo, mas Chat ouve e se vira para elas, só agora percebendo a Cheng. Ao vê-la, sem explicação, ele cora e desvia o olhar para o vilão novamente, constrangido.

- O-O que vocês fazem aqui? Fujam e procure um lugar seguro. - Fala rapidamente, antes de atacar Bomber com determinação.

A morena ficou confusa com o acontecimento, não entendeu do porquê ele ficar rubro com sua presença. De repente, algo passou por sua mente, lhe deixando ainda mais desesperada. "Ele sabe que sou a Ladybug?"

- Vamos Marinette. - Elizabeth a puxou até um beco que dava do outro lado da rua, onde entraram em outra loja, porém menor e menos movimentada, parecia uma mini padaria.

Antes de entrar, Marinette parou, fazendo Elizabeth parar também, lhe encarando confusa.

- E-Eu preciso pegar uma coisa que esqueci. - Tentou se afastar, porém a mais velha segurou seu pulso, mesmo assustada e suada, ela lhe enviou um olhar questionador.

- Você está louca? Onde vai?

- Eu esqueci algo importante. - Sentiu a Tikki remexer em sua bolsinha. Precisava se transformar rápido. Suspirou antes de segurar a mão que apertava seu pulso e dizer que a voz mais suave que já disse, sabia que Elizabeth estava preocupada com sua segurança também. - Elizabeth, eu realmente tenho que ir, mas eu juro que irei voltar. - Dizia enquanto tirava a mão dela de cima do seu braço. - Eu juro. - Disse antes de correr para longe dela que ficou ainda mais confusa e com medo, mas confiava na morena, quem não confiaria!? Aliás, ela é uma Dupain.

Quando viu a morena se afastar, a mais velha correu para dentro da loja de sua irmã, onde a viu sentada em uma das cadeiras da padaria.

- Onde está Marie? - Perguntou ela correndo em sua direção.

- Está no banheiro. Onde está a Marinette? - A jovem diz um pouco apavorada. Ela tinha os cabelos longos e castanhos, seus olhos eram claros e redondos, assim como sua bochecha gordinha. Sua pele era morena e bronzeada. Usava um vestido azul claro com detalhes brancos e uma rasteirinha beje. Ela era jovem, não muito velho que Marinette.

- Ela... Eu... Ele...- Não sabia explicar, apenas suspirou exausta. - Eu preciso de um pouco de água agora. - Se senta na cadeira mais próxima de si, estava cansada.

- Claro. - Rapidamente foi buscar o copo para sua irmã.

Elizabeth encarou lá fora, vendo as pessoas correndo e gritando histéricas. Não acreditava que era seu irmão que estava fazendo tudo isso. Nunca pensou que isso aconteceria, sempre quis ir vê-lo jogar, porém não tinha tempo, tinha muito trabalho, não só na loja, mas também em casa, ela era uma mulher de compromissos importante. Inspirou devagar, estava começando a passar mal em pensar nessas coisas, com certeza Chat Noir e Ladybug irão dá um jeito nisso.

- Só espero que a Marinette esteja bem... - De longe enxergou um carro sendo explodido, dando tremedeira no chão. - Ah a mãe dela vai me matar quando souber disso.

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Marinette correu para outro beco, se escondendo ao lado de uma pilha de sacos de lixos. Resmungou com o mau cheiro, mas tinha outros assuntos mais importantes a tratar.

Tikki saiu da bolsinha, flutuando até altura de sua mestra.

- Ladybug atrasada como sempre. - Rir da cara fechada da Cheng.

- Não tenho culpa se sempre tem alguém me atrapalhando. - Revirou os olhos, muita emoção e sustos apenas hoje, isso lhe deixou estressada.

Kwami sorriu levemente.

- Não é atrapalhar, você sabe. - Disse sábia.

Suspirou longamente, a pequena como sempre tinha razão.

- Sim, eu sei. - Acariciou a cabeça da joaninha com carinho. - Mas agora não temos tempo. Uma heroína precisa fazer sua chegada triunfal.

- Quais as palavras mágicas?

- Tikki, transformar!

*******************************************

Chat tentava se concentrar na luta, porém sua mente estava ocupada pela última conversa que teve com Nino.

Adrien dobrou um pouco a cabeça, sem entender o motivo do amigo colocar o nome da morena no meio da conversa.

- Marinette...? - Repetiu, achando que tinha ouvido errado.

Nino ajeitou seu boné pela terceira vez só naquela hora.

- Sim. Você não está apaixonada por ela!? - Disse como se fosse o óbvio da situação.

- Pela Marinette? - Arqueou uma de suas sobrancelhas bem feitas. Parecia um idiota perdido na opinião do Lahiffe.

- Não, por mim. - Revirou os olhos sem paciência.

- M-Mas a Marinette é só minha amiga. - Tentou corrigir isso do amigo achar que a morena era a garota que estava apaixonado, porém absolutamente não era.

Mexeu os braços na frente do rosto nervosamente, enquanto corava levemente. Odiava falar sobre esses assuntos, sempre ficava constrangido.

O moreno sentiu um sentimento de irritação preencher seu corpo. "Ele só pode estar mentindo".

- Cara, você acabou de descrever ela toda. - Cruzou os braços enquanto encarava o loiro que estava cada vez mais vermelho. Pode até engolir do Adrien gostar da Marinette, mas mentir pra ele, seu melhor amigo!? Isso não! - Ela é gentil, inteligente, determinada, justa, forte e várias outras qualidades.

O Agreste não sabia o que falar. Porém, por alguns segundos apagou a imagem da Ladybug de sua mente e colocou a de Marinette. Sentiu-se mal por isso.

Nino percebendo o comportamento estranho do amigo, apenas suspirou. O garçom chegou com seus pedidos, lhe desejando um bom dia antes de ir em direção a outros fregueses.

- Vocês formariam um belo casal. - Sussurra, mas o loiro conseguiu escutar. Levanta a cabeça e fitando o Lahiffe. - Eu sei como se sente, confuso com seus sentimentos, eu mesmo já passei por isso. - Ele relembrou do acontecimento do zoológico, e pelo o olhar caído do modelo, ele também relembrou. Então continuou. - Mas eu fiz uma escolha e não me arrependo disso. Pois foi a melhor escolha que fiz até agora. Mas não quero ver um amigo na mesma situação, ao menos tente ou nunca vai saber. - Encarou Adrien que estava de cabeça baixa. - Como diz a Alya, siga seu coração e receberá a verdade em mãos. Então Adrien, o que seu coração diz sobre a Marinette? - Perguntou sério.

O Agreste sentiu algo no meio do peito, parecia uma sensação, uma estranha sensação. Estava quente ali. Realmente, tinha que ser verdadeiro com seus sentimentos. Levantou a cabeça devagar, encarando os olhos claros de seu amigo, sorrindo de forma gentil e educado.

- Eu não gosto da Marinette. Ela é apenas uma amiga pra mim.


Notas Finais


GENTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!? O QUE FOI ISSO? ∑(゜Д゜;) Muitas situações inesperadas e revelações marcadoras "Q QUE TÁ ACONTECENDOOOOOOOOOOOO" ヽ(゚ー゚*ヽ)ヽ(*゚ー゚*)ノ(ノ*゚ー゚)ノ Esse capitulo foi tipo "WTF????" (ノಠ益ಠ)ノ彡┻━┻ ESSE ADRIEN ESTRAGANDO MEUS SHIPPES...

Então? O que acharam? (≧◡≦) Deixem seus comentários e não esqueçam de colocar nos favoritos para ficar sempre atualizado, isso me dá mais inspiração para continuar a estória ╮(─▽─)╭

E qualquer erro, onegai, me falem, arigatou ╰ (◡‿◡✿╰)

Bye~


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