História Connected - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Palavras 1.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, amores. 😍
Me desculpem por não estar postando com frequência. A tela do meu celular está danificada e não dá para mexer direito e eu escrevo lá. Agora estou tendo que escrever notebook e não sou muito acostumada a fazer isso. 🙁
Espero que gostem do capítulo. 😘😀

Capítulo 8 - Capítulo 8


Fanfic / Fanfiction Connected - Capítulo 8 - Capítulo 8

A garota corre o mais rápido que consegue em meio ao lindo jardim repleto de rosas de diversas cores que rodeia a mansão dos Lancaster. Seu vestido branco manchado de sangue voa com o vento e perde pequenos pedaços conforme encosta nos espinhos das flores. O homem que corre atrás dela chega cada vez mais perto, deixando-a ainda mais em pânico.

— Não importa o quanto você corra eu vou te alcançar de qualquer jeito. Você é minha e de mais ninguém. Matar meu irmão foi necessário, querida, afinal ele só atrapalhava nossa relação. — grita o homem para ela.

— Você é louco, Adam! — grita ela, olhando para trás.

Ao olhar novamente para frente ela percebe que já está na pista onde se depara com um carro vindo em sua direção em alta velocidade. É tarde demais para o motorista frear.

Natasha acorda sobressaltada. Ela quase sempre sonha o mesmo sonho com uma garota loira com vestido branco correndo de um homem, mas nunca descobriu seus nomes ou vira seus rostos direito. Até agora.

Só conseguiu enxergar o rosto de seu futuro noivo indesejado no sonho, mas o que ela realmente quer descobrir é quem é a garota. Pensa se não se trata dela mesmo presa em uma metáfora ou previsão do que será sua vida quando se casar com ele. Confusão mental é algo comum em sua vida e pode explicar facilmente o sonho, mas não pode retirar sua curiosidade.

Seus olhos se adaptam à luz do lugar repleto de móveis brancos típicos de um quarto de hospital que atravessa a janela. A única cor do lugar está presente na orquídea roxa sobre uma cômoda que há ali. Steve entra em seu campo de visão. Ele dorme profundamente, sem se incomodar com a luz ou com o fato de ter dormido em uma cadeira.

Ele é realmente lindo.

Ela xinga a si mesma em pensamento por pensar isso sobre ele e se odeia ainda mais por não poder negar a verdade. Com um tapa na perna dele o faz acordar sobressaltado também. Ele olha para ela rapidamente e passa as mãos no rosto, colocando uma mecha de cabelo solta que caiu sobre seu rosto no lugar e senta de forma ereta antes de virar seu pescoço em diversos ângulos para se espreguiçar e espantar o sono.

— Isso é um ritual diário seu? — questiona ela.

— Não. E por que você me deu um tapa?

— Porque eu quero saber porque eu estou no hospital.

— Você não se lembra do que aconteceu ontem?

— Eu lembro. Na verdade, lembro muito bem da sua mão boba.

Na noite anterior ela havia sentido um frio que nunca sentira antes — não que ela se lembre. Seus ossos pareciam estar congelados e seu corpo entrou em êxtase. Como se não bastasse sentir que estava morrendo aos poucos congelada, estremecia a cada toque de seu segurança. Em alguns momentos sentiu medo dele, pois não o conhece há muito tempo e a situação em que se encontravam era realmente constrangedora, mas percebeu que no coração de pedra dele existe um pouco de compaixão e humanidade.

— Você não mudou nada desde os tempos da escola. Continua a mesma garota durona que sempre exagera e me irrita facilmente. — um sorriso sutil surge no rosto dele ao olhar para ela — Só não entendo porque mudou seu nome para Natasha. Eu gostava do nome Sophia.

Ela franze o cenho.

— Do que você está falando?

— Eu sei, é difícil de acreditar que nos reencontramos depois de 10 anos. O mundo é realmente muito pequeno, Romanoff.

Natasha tenta encontrar algum sentido nas palavras dele, mas não consegue. Ele não é do tipo que faz brincadeiras. Curiosa, confusa e ao mesmo tempo desconfortável ela aperta um botão no controle que está ao lado da cama e a faz inclinar-se para frente antes de se mexer a procura da melhor forma para sentar.

— 10 anos? Eu só te conheço há três dias. Isso é algum tipo de brincadeira?

— Você que tá brincando comigo. Como pode não se lembrar de mim? Eu, você e a... — ele hesita. Antes de voltar a falar suspira. — ...e a Melanie éramos melhores amigos. Eu te chamava de formiga porque você é menor que eu e você me chamava magrelo. A Mel vivia te chamando de palhaça. Como pode não se lembrar disso?

Sim, eu posso não me lembrar disso.

Natasha nunca entendeu porque mesmo sendo saudável desenvolveu um transtorno mental. Seu médico lhe explicou que o transtorno de estresse pós-traumático que ela criou foi graças as diversas dificuldades que passou durante a imigração de sua família para a América — não foram poucos e foram pesados —geraram essa perda de memória. Segundo ele as memórias estão "escondidas" e podem vir à tona de uma só vez a qualquer momento. Ela se sente perdida, porque não se lembra de nada do que ele disse, mas isso explica o porque da sensação de já conhecê-lo há mais do que somente três dias. Gostaria que suas palavras a fizessem vê-lo como um melhor amigo da adolescência, mas continua enxergando-o como seu segurança.

— Eu não me lembro de parte da minha vida, então não sei o que dizer... não sei se posso acreditar.

Ele deixa aparente em seu rosto a decepção que sente por ela não se lembrar.

— E meu nome sempre foi Natasha, nunca Sophia. Você deve estar me confundindo com outra pessoa.

— Não estou não e posso provar. — ele se inclina para mais perto dela e retira parte do cabelo dela do pescoço, deixando amostra uma pequena cicatriz — Essa cicatriz você ganhou graças a sua teimosia. Tinha um balanço interditado no parque da escola e eu disse para você não subir nele, mas mesmo assim você subiu. Ele caiu e você bateu o pescoço em uma pedra. Por pouco não morreu. E você tem mais três cicatrizes no corpo.

A forma como ele pronuncia cada palavra comprova a veracidade dos fatos. Os olhos dele expressam a verdade, pois olham diretamente para os dela. E o que Anya disse bate com o que ele disse sobre essa cicatriz, exceto pela presença dele no momento. Nunca se sentiu tão desnorteada como agora.

— E meu nome era Sophia?

— Sim. Sophia Romanoff.

São tantas informações para assimilar ao mesmo tempo e todas a levam ao fato de que Anya e Taras a enganaram durante anos. Como pode aqueles que a colocaram no mundo terem feito isso? Isso se eles realmente forem seus pais. Passou sua vida à mercê de histórias sobre si mesma contadas por eles e parentes. Nada mais parece ser verdade para ela.

— Nós dois...

O barulho da porta se abrindo interrompe Steve. Ao ver de quem se trata ele se levanta imediatamente, voltando ao seu posto de segurança sério e indiferente.

— Você passou a noite aqui, Rogers? — Adam deixa claro em seu rosto algo que pode ser chamado de ciúmes ou desaprovação.

— Ele salvou a vida da sua noiva. — diz o médico que está ao lado dele, Dr.Mackie.

— Ao contrário de você, ele estava comigo quando eu mais precisei. E foi eu quem pediu para ele ficar aqui. Odeio hospitais e não quis ficar sozinha.

Ela mente para ajudá-lo e retribuir tudo o que ele fez por ela e Lana e recebe em troca um olhar sincero de obrigado dele.

— Bom, agora eu estou aqui e você já pode sair, motorista.

Um sorriso se forma no rosto de Adam. Ele acompanha Steve até a porta com o olhar e revira os olhos quando ele sai. Dr.Mackie começa a conversar com ele, mas a essa altura Natasha já não está mais prestando atenção nele. Tudo o que ela mais deseja agora é descobrir a verdade.

...

Anya passa a maior parte de sua vida cozinhando, já que trabalha em uma loja própria — localizada no centro do Canadá. As vendas caíram muito nos últimos anos. As pessoas preferem comprar um hambúrguer engordurado e refrigerante do que salada de fruta ou suco por acharem mais gostoso e prático para suas vidas repletas de compromissos. Taras de vez em quando a ajuda divulgando a loja, isso quando os dois não brigaram um com o outro e ele está sóbrio. É mais comum que Lana a acompanhe do que ele.

— Você voltou!

Lana adentra a casa e corre ao ver Natasha. Ela abraça a irmã mais velha, enquanto Anya coloca a bolsa dela sobre a mesa de centro e observa as duas em silêncio. O olhar dela se depara com o olhar severo de sua filha mais velha, que se afasta de Lana.

— Por que você passou o dia fora? Já anoiteceu.

— Depois eu te conto tudo com detalhes, tá bom? Agora eu preciso falar com a mamãe.

— Tá, mas não demora.

Lana corre pela sala e sobe as escadas.

— Então você passou a noite e o dia com o segurança e motorista do seu chefe? — diz Anya. — Lana me contou. Você sabe que ela fala pelos cotovelos.

— Não é da sua conta, mãe. Se é que eu posso te chamar assim, Anya. — Natasha cruza os braços.

Anya inclina um pouco a cabeça e franze o cenho.

— Que história é essa, Natalia?

— Você e o Taras me enganaram todos esses anos. Por que não me contaram sobre um melhor amigo de infância chamado Steve Rogers? Por que meu nome era Sophia? Vocês são mesmo meus pais?

Anya fica aparentemente surpresa com as perguntas inesperadas, mas apenas momentaneamente. Ela suspira e começa a andar na direção da cozinha. Natasha a segue, esperando ansiosamente por uma explicação plausível para tudo o que está a confundindo. Sua mãe abre a geladeira e pega uma garrafa de cerveja. Ela não costuma beber álcool, mas às vezes gosta de usá-lo para afogar as mágoas.

— Você quer a verdade, então eu vou te dizer a verdade. — ela toma um longo gole da bebida ácida. — Não sei como você descobriu essa história, mas quero que saiba que tudo o que eu e Taras fizemos foi para o seu próprio bem.

— Só me diz se vocês são ou não meus pais! — esbraveja Natasha.

— Não, nós não somos! Você foi adotada.

Natasha nunca imaginou que poucas palavras conseguissem causar tanta dor como as que Anya pronunciou estão causando. Ela sente que seus 24 anos de vida não valem absolutamente nada. Tudo não passou de uma mentira, uma farsa e dói mais ainda em seu âmago saber que irá sair de uma vida falsa para entrar em outra, na qual irá "usufruir" ao lado de Adam.


Notas Finais


BOOM!
Mais surpresas virão. 😏
Até o próximo capítulo. 😊
Beijos. 😘


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