História Conqueror (G!P) - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Visualizações 22
Palavras 1.547
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - A primeira aula


Foram precisos três minutos para que eu me arrependesse daquela proposta idiota. Nunca daria certo!!! Que burrice, Lauren Jauregui. 
Na terça-feira passei o dia inteiro tentando não pensar na quarta, e até que funcionou. Na escola, Camila ainda me olhava de soslaio e vez ou outra Alexa perguntava o que estava acontecendo, claro que eu desviava do assunto. Hoje era quarta-feira e Dinah, Alexa e eu estávamos sentadas no pátio principal tentando almoçar tranquilamente, quando Dinah perguntou:
- Laur eu posso ir à sua casa te ver jogar? 
Arqueei as sobrancelhas para ela tentando me lembrar qual era seu interesse nos meus jogos online. Sim, eu era uma nerd de mão cheia. Todas às quartas e sextas tinha um compromisso pela tarde com um grupo de jogadores onlines.
- Ahn, eu não tenho jogo hoje… - Tente não enrubescer, Lauren. 
       - Por que não? – Alexa perguntou saltando no colo de Dinah onde estava deitada. 
- Jordan tem consulta médica, então não vamos jogar. – Disse dando de ombros, torcendo para que mudassem de assunto. 
- Queria ver aquela sua amiga. – Dinah murmurou chateada. 
Da primeira vez que havia deixado-a ver um jogo, Dinah ficou enchendo o saco de Normani e nós perdemos uma batalha. Minha amiga online vivia em um colégio interno em Santa Mônica, nós nos conhecíamos há mais de três anos, mas nunca nos encontramos pessoalmente. 
Revirei os olhos para Dinah e coloquei minha latinha de Coca Light de lado.
- Nós podíamos sair hoje. – Alexa disse pensativa. 
Não, não, não. 
- Podemos ir ao shopping. – Dinah concordou animada. – O que você acha L? 
Limpei a garganta abaixando a cabeça, se dissesse que não, iriam desconfiar e Dinah me conhece muito bem. 
- Ah não posso. – Disse tentando soar convincente. – Prometi que ajudaria minha mãe com uns papéis de um cliente que está dando trabalho. 
- Tudo bem. – Alexa deu de ombros. – Parece que somos só você e eu. – Ela olhou para Dinah com uma expressão chateada. 
Já era ruim o bastante chatear minhas amigas por não ir a barzinhos nos fins de semana com elas. Não podia continuar dando mancadas. 
Mal conhecia Camila Cabello e já estava a colocando como prioridade. 

[...]

Estacionei o carro na garagem e espiei a casa do vizinho, Camila ainda não chegara da escola. Ótimo. Entrei em casa e deixei os sapatos na porta. 
- Mãe. Cheguei! – Falei alto o suficiente para ser ouvida do andar de cima. 
Quase pulei quando notei minha mãe saindo da cozinha com um avental na cintura. 
- O que está fazendo? – Arqueei as sobrancelhas um pouco desconfiada. 
Ela sorriu e caminhou em minha direção beijando minha bochecha. 
- Bem, Sinuhe comentou comigo que Camila viria para que vocês estudassem um pouco esta tarde, - Ela pausou me puxando para a cozinha - então estou preparando uma torta de maçã para vocês. 
Ah mais que droga! 
- Quando foi que você falou com Sinuhe? – Franzi o cenho e roubei um pedaço de maçã antes de receber um tapinha na mão. 
- Sempre conversamos, Lauren. Ontem ela passou no meu escritório para pegar uns papéis de um caso que estou passando para ela na empresa. – Ela disse séria, prestando atenção aos ingredientes. 
Minha mãe e meu pai eram grandes advogados, quando se divorciaram, mamãe vendou sua parte da empresa para meu pai, e abriu seu próprio escritório de advocacia. Sinuhe Cabello também era advogada, e Alejandro havia conseguido um convite para ser o delegado do estado. Então ele saíra da empresa Jauregui, mas Sinuhe ainda trabalhava lá. 
- Por que está passando o caso? – Perguntei um pouco receosa, minha mãe nunca negava um caso.
Ela levantou o olhar com um sorriso trêmulo.
- Ah não quero pegar um caso tão longo. – Disse como se não fosse nada. – Recebi uma proposta recentemente do Tribunal da Justiça e talvez eu aceite, então… 
Arregalei os olhos e pulei da banqueta agarrando a cintura da minha mãe. 
- Isso é incrível, mãe! – Sorri abraçando-a.
Ela riu e me abraçou de volta. 
- Eu sei, mas não há nada certo ainda. 
Soltei sua cintura e dei a volta na mesa pegando minha mochila. 
- Sim, mas de qualquer forma estou muito orgulhosa senhorita Clara Morgado. – Balancei as sobrancelhas fazendo minha mãe gargalhar. – Vou subir tomar um banho. 
- Certo, estou quase terminando. – Ela disse enquanto eu saía da cozinha.
Subi para o meu quarto e abri meu computador enquanto conectava, fui tomar um banho. Vesti uma calça larga de moletom cinza e camiseta vermelha com a bandeira do Canadá. Tentei não ficar ansiosa demais com a ideia de Camila Cabello na minha casa (isso não seria bom). Mas falhei miseravelmente, a verdade é que estava com medo dela tocar no assunto da festa, ou fazer alguma piadinha, ou me ameaçar, ou… 
Parei de pensar quando ouvi minha mãe abrindo a porta da sala. 
- Pode subir, querida. Lauren está lá em cima. 
- Obrigada senhora… Clara – Sua voz hesitou um pouco. 
Fechei a porta do quarto rapidamente e me joguei na cadeira, abrindo minha página no Twitter. Duas batidas leves na porta e Camila passou a cabeça pela porta. 
- Ahn, pode entrar. – Eu disse olhando para o cômodo, verificando se não havia alguma cueca, ou sutiã jogados. 
Camila sorriu um pouco e entrou com a mochila nas costas.
- Olá. – Disse claramente desconfortável, mexendo na barra de sua mini saia jeans. 
- Podemos estudar aqui, ou lá embaixo, se preferir. – Falei levantando da cadeira giratória. 
- Ah tudo bem, pode ser aqui mesmo. – Ela deu de ombros. – Então por onde começamos? 
Sentei na cama e indiquei com a cabeça para ela fazer o mesmo. Camila sentou e tirou os sapatos. 
- Bom, o que você entendeu de química até agora? 
Ela arregalou os olhos e mordeu os lábios. 
- Certo. – Camila disse um pouco hesitante. – Mas não tia de mim. Acho que entendo um pouco sobre química orgânica, sobre… Hm, dipolos negativos e positivos. 
Tudo bem, então estava tão mal assim. Levantei e peguei meus livros na prateleira e meu caderno de anotações. Seria difícil. 
- Vamos revisar tudo por via das dúvidas. – Falei me sentando novamente. 
- Via? – Camila debochou rindo. 
Arqueei as sobrancelhas para ela. 
- Foi mal, é que ninguém fala assim. 
Dei de ombros e comecei a explicar para ela toda a matéria. 
Camila aprendia rápido e prestava atenção quando queria, então as coisas seriam muito mais fáceis. Depois de três horas estudando, minha mãe bateu na porta do meu quarto. 
- Meninas? 
- Pode entrar, mãe. – Disse retirando meus óculos e jogando o cabelo para trás. 
Camila virou o pescoço para olhar para a porta. 
- Se quiserem fiz uma torta, e a mesa está posta. – Minha mãe sorriu. – Estou indo até o escritório, filha, volto mais tarde. 
Assenti já acostumada. 
- Valeu mãe. 
Ela sorriu e acenou. Abriu mais a porta e fez um gesto para mim dizendo que a porta deveria ficar aberta. Arregalei os olhos e senti meu rosto pegar fogo.
Camila riu baixinho e virou para me encarar.
- Ahn, acho que já vou. – Ela fechou os livros e jogou na mochila. 
- Claro. – Levantei espanando minhas calças.
Peguei Camila me encarando, mais precisamente encarando aquela região. Pigarreei, e ela virou-se de costas.
Descemos as escadas em silêncio e fomos para a sala de jantar. Mamãe havia de fato feito a torta de maçã. 
- O cheiro está ótimo. – Camila disse umedecendo os lábios. 
Não encare demais, Lauren. Seja gentil, mesmo que a odeie. Essa ideia estúpida foi sua. 
- Étre mon invité. – Disse. 

- Hm… Não sabia que falava italiano. 
Camila já estava com a boca cheia de torta e o copo cheio de suco. Sentei-me e servi um pedaço de torta.
- Você fala? – Arqueei a sobrancelha. 
Ela engoliu outro pedaço de torta antes de limpar os cantos da boca.
- Ah não, só entendo um pouco. – Ela deu de ombros. – Só falo espanhol além do inglês.  
Mas eu já sabia que sua família era cubana. Então apenas concordei. 
- Precisa de ajuda com a louça? – Ela perguntou levantando-se da mesa. 
- Não precisa. – Dei de ombros também me levantando. 
Camila pegou sua mochila e caminhou pelo corredor para ir embora. Abri a porta para ela. 
- Obrigada pela ajuda, Lauren. – Camila disse me encarando. 
- Sem problemas. 
Ela agarrou as alças da mochila e me olhou um pouco hesitante. 
- Olha, eu não ia contar para ninguém sobre a festa… De qualquer jeito. Então… Se você quiser cancelar o nosso acordo eu vou entender. 
Ok, Camila estava mesmo sendo legal? Ela era uma vaca egoísta, não era? Eu estava realmente muito confusa com suas palavras, e sequer sabia se deveria ou não acreditar. Mas aquela era a minha chance de cair fora, e eu realmente queria, porém alguma coisa me segurava. Ela estava ali, prostrada diante de mim com os olhos arregalados, e Camila não parecia tão péssima… 
- Tudo bem, nós podemos continuar fazendo isso. Posso pensar em alguma coisa em troca, está bem? – Disse rindo para ela. 
Por que eu estava rindo escandalosamente? 
Camila sorriu de canto. 
- Ótimo, eu sou muito boa em ajudar. Valeu Lauren. – Ela disse e acenou enquanto atravessava o quintal para sua casa. 
Voltei para dentro correndo e lavei a louça. 



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