História Conselheiro Amoroso - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Kookmin, Namjin, Taeseok, Vhope
Visualizações 1.021
Palavras 2.566
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Tardei mas não falhei e cá estou com mais um capítulo.

Espero que gostem e não queiram me matar! hahaha

Beijooos e uma boa leitura!

Capítulo 12 - Yoongi não me preparou para isso


Cheguei no endereço que Hoseok havia me passado por mensagem. Fazer ele me mandar  localização por uma mensagem de texto foi a desculpa mais incrível do mundo para conseguir o número do meu crush, e também fazê-lo ter o meu. E de quebra ficar pensando em mim, pois teria que se lembrar de passar a informação.

E isso havia sido a minha investida de maior orgulho em relação ao Hoseok, se bem que de tudo que eu fiz até então não havia muito do que se orgulhar. Mas se até Yoongi havia me parabenizado e elogiado pela iniciativa, eu tinha mais era que me gabar dela mesmo.

Não era um lugar totalmente desconhecido para mim. Era provável que eu já tivesse ido até lá umas duas ou três vezes com uns colegas do colégio/faculdade - porque na faculdade eu também ia a casas de jogos - alguns anos atrás.

Respirei fundo e desejei do fundo do meu coração e toda a força do pensamento que aquele lugar não estivesse cheirando a xixi, fralda descartável, colônia de lavanda e mingau. Acho que o que eu mais queria de verdade era que Hoseok não estivesse cheirando a essas coisas. Que aquele playground estivesse cheio de mães e o trabalho dele fosse tão moleza que daria até para fingir não estar lá e me dar uns pegas no banheiro.

Que Yoongi não me ouça, ou leia meus pensamentos sobre isso, mas eu estava preparadíssimo para qualquer coisa. Boatos que até mais de uma camisinha estava levando na carteira para o caso do boy ter fogo para mais de um round, ou gostar de um troca troca.

Eu disse ali em cima que estava preparado para qualquer coisa, mas lá ia a vida me mostrando que eu não estava nada preparado mesmo! E para levar essa tapa de realidade na cara foi bem rápido, mais especificamente assim que eu passei pelas portas da, vamos chamar de “Creche do papai” porque gosto desse filme e acho a cara da situação, e me deparei com o que acontecia ali.

Haviam pessoas demais, crianças desesperadas correndo para todos os lados e as mãezinhas os seguindo, ajudando nos brinquedos e algumas outras bem nem aí conversando em panelinhas localizadas em alguns pontos.

Eu passava por aquilo ali me sentindo jogado em outra dimensão, uma.realidade paralela em seu cenário de apocalipse infantil. No meu mundo, o fim chegava pelas mãos de crianças em meio ao ápice de sua diversão. E eu só me perguntava o que diabos eu estava fazendo ali. Onde eu estava querendo amarrar meu bode?  

E foi quando ele apareceu. Jung Hoseok do bloco ao lado. O dono do meu… A causa do meu nervosismo, o mais investimento a minha vida - porque o dinheiro que eu estava gastando com as consultorias de Yoongi não era brincadeira - a razão para eu estar me expondo às possibilidades de ser vomitado, chamado de Tio e receber carinha na cara ao invés de rebolando muito na balada. Tinha um garotinho adormecido - não me.perguntem como a criança conseguiu dormir no meio daquele pandemônio - que já estava indo entregar para a mãe,  que me despertou um leve ciúmes por aquele jeitinho que sorriu para ele e agradeceu quando recebeu o molequinho de volta.

Ah que ele estava lindo. Usava uma calça jeans nem apertada e nem frouxa demais e uma camisa branca com mangas curtas. Era o visual mais simples do mundo mas cara, Hoseok estava simplesmente maravilhosamente lindo. Foi um impacto tão grande finalmente vê-lo ali e perceber que realmente era real, estava mesmo acontecendo aquilo, que tive que me vigiar muito para não acabar tendo um surto de nervosismo, ou paralisando de vez e perder toda a água do meu corpo babando por ele.

E foi bem aí que eu descobri que não estava querendo amarrar o bode, ele já estava amarradíssimo faz tempo. Porque simplicidade nunca foi algo que atraiu Kim Taehyung, que combinou com Kim Taehyung. A não ser quando se tratava de Jung Hoseok.

 

— Ah Tae! Você veio mesmo. — Com o maior dos sorrisos no rosto ele me recebia lá no evento do seu trabalho. Era bom que eu estivesse ganhando pontos porque outro não ia aceitar estar ali. — Obrigado. — Ah bobinho, mal sabia que por ele eu ia até em festa de rodeio subir no touro mecânico ao contrário.

— Eu vim. — E foi aí que eu travei. Fiquei sorrindo nervoso feito um idiota olhando para aquele rosto lindo e monumental, completamente em silêncio e sem qualquer outra ação. Aquilo já estava ficando estranho, mas o que eu deveria fazer? — Alguma das crianças já vomitou, ou algo assim? — Me matem. Podem me matar. De todas as coisas que eu poderia perguntar, que podia ser muito bem um “como está sendo o serviço? Os aluninhos estão se divertindo?” mas meu nervosismo que me transforma em uma anta me fez perguntar por vômito infantil. Ah que eu queria morrer.

— Pior que não. — Com uma risada gostosa ele me respondeu. — Estou até impressionado, porque com essa agitação toda e comida, já era para pelo menos três deles terem passado mal. — E com isso eu sorri de volta. Não estava mais me sentindo tão idiota assim porque ele havia me feito sentir melhor. — Vem, agora que você chegou eu vou te dar um pouco de atenção. — Então Hoseok segurou na minha mão, meu mundo parou e nem percebi quando ele saiu me puxando por entre a multidão de crianças e mães deles, que havia a possibilidade de ser um número pequeno, porém minha mente estava conturbada demais para pensar nisso.

 

Hoseok havia dito que ia me dar atenção. Hoseok estava segurando minha mão e arrastando por aí. Tem noção do quanto eu estava gritando de felicidade por dentro? E juro que não estava me importando para onde ele me levaria ali dentro, e o que ele queria dizer com “dar atenção”. Eu simplesmente fui.

Naquela noite Hoseok estava diferente. Tinha algo nele que era completamente distinto daquele cara com quem eu propositadamente trombava todos os dias na academia e pelo condomínio. Porém era um diferente bom. Não era como se ele fosse um tremendo duas caras e eu sequer reconhecesse aquele idiota, lesado que não entendia nenhuma das minhas cantadas. Ele ainda era o mesmo bobão, alegre demais, só que agora eu o sentia mais próximo de mim.

Essa era a sensação de finalmente ser notado?

Porque meu amigo, se realmente fosse isso, era algo maravilhoso de se sentir.

 

— Você quer casquinha de sorvete? — Ele me perguntou e foi só quando eu ouvi essa voz incrivelmente angelical, capaz de me fazer viajar por dimensões, e é melhor eu parar de enfeitar tanto assim as características de Hoseok porque já está ficando estranho, eu voltei a mim. Não posso dizer que foi ao meu estado normal porque isso era meio impossível no momento. — Tem uma máquina aqui, e há boatos que eu ganhei um cartão ilimitado por essa noite.

— Ah, eu adoro sorvete. — sorri dizendo isso enquanto ele inocentemente ia pegar o sorvete para nós dois. E não, eu não fiquei imaginando em como seria lamber o sorvete todinho do corpo dele tá? Minha mente estava bem pura àquela noite.

 

Ele voltou com uma casquinha de chocolate para si e outra pra mim. Começamos a caminhar, eu estava mais para seguindo ele mesmo porque não sabia de nada o que fazer. Yoongi até tinha dado umas dicas valiosas e bem importantes, mas todas eram “Não faça insinuações sexuais”; “Não leve camisinha, você não está indo fazer sexo”; “Não é um encontro”; “Não tente agarrar ele”; “Não destrate as crianças”; “Não tente matar alguém caso ele não tenha lá muito tempo para te dar atenção”; ou seja, um série de proibições chatas.

Saber me proibir as coisas divertidas ele soube, mas me dizer o que fazer caso ele tivesse me dando atenção, tomando um sorvete e em um silêncio de dar pânico, ele não disse. Precisava ter uma discussão de relação consultor/cliente com Yoongi urgentemente depois daquilo.

Depois de tanto caminharmos pelo playground acabamos parando em uma das atrações, isso mesmo, um dos brinquedos. Era algo com naves espaciais que deviam subir e girar quando estivesse funcionando. Hoseok só apontou para lá e eu assenti com a cabeça continuando a segui-lo. Parecia bem bobo sentar para conversar ali dentro daquele troço apertado e infantil, mas o mais estranho de tudo era que eu não me sentia mal. Me sentia um bobo, mas era em um sentido confortável.

 

— Você deve estar achando bem bizarro isso tudo aqui não é? — Hoseok quebrou o silêncio depois que nos acomodamos em uma das naves e terminamos o sorvete. — Eu ser professor do jardim de infância.

— Na verdade, estou curioso. — Ele apertou os olhos. — É que, sei lá, isso nunca se passou pela minha cabeça. — Só pela de Yoongi, mas ele lê mentes e prevê o futuro, assim não vale. Ele não conta.

— E o que você achava que eu era? — Hétero. Essa resposta veio na ponta da língua, mas claramente não ia sair.

— Nunca tentei dar palpites. Até dias atrás você só era o cara legal - entende-se lindo - e simpático - entende-se gostoso - da academia que mora no bloco ao lado. — E que eu sou louco para pegar tem vidas, mas não me nota.

— Eu consigo ver sua janela do meu apartamento. — Opa! Que revelações eram essas? —  Quer dizer, acho que é a sua. — Parece que alguém ia começar a receber uns shows gratuitos da nudez de Kim Taehyung.

— Minha janela do quarto ou da sala? — Ai gente, desculpa, nesse momento a safadeza foi mais forte que eu.

— Não sei dizer, mas acho que era da sala. — Não tinha problema, eu podia começar a me enxugar e trocar de roupa na sala.

— Hoseok, — chamei e até tinha uma pergunta na mente para fazer mas quando o rosto dele ficou tão perto do meu e me fitando tão fixamente assim eu esqueci. Foi tão forte que era capaz de eu sequer saber dizer meu nome caso me perguntassem.

— Tio Hobi! — Fechei meus olhos mas não foi para receber o tão esperado beijo que eu queria naquele momento, e sim de frustração por ter sido interrompido por aquelas crianças lindas, intrometidas, mas ainda sim lindas.

— Oi! O que fazem aqui? — Com um rosto um pouco confuso Hoseok foi receber as crianças saindo da nave, e eu o segui, só para variar.

— Quem é esse, Tio Hobi? — O outro garotinho perguntou apontando para mim. Detalhe, eram gêmeos os molequinhos. — Pai de alguém?

— Ah esse aqui? — meu coração até deu um pulo loucaço só de imaginar a resposta. — É o Taehyung, um amigo do Tio Hobi. — Ai que facada no peito ser chamado de amigo. Nem paquerinha eu sou? Sério que ainda não havia evoluído nada?

— Tio Hobi eu quero brincar aqui.

— Eu quero também.

— Ah eu não posso ir com os dois. A não ser que o Tio Taehyung aí aceite brincar também. — Eu não estava crendo que ia ter que brincar na navezinha, e ainda ser chamado de “Tio”. — Por que não perguntam a ele?

— Tio Taeyon. Tio Taeyon. — Não consegui me segurar e sorri da forma fofa como o garotinho não soube pronunciar meu nome todo.

— Oi.

— Você brinca com a gente?

— Por favor, diz que sim.

— É rápido.

 

Não deu outra. Eu sou coração mole e me derreto por crianças muito fácil, mesmo que elas tenham interrompido o beijo que, na minha imaginação, eu daria em Hoseok.

Eu fui para uma das naves com um dos garotos e Hoseok ficou na outra com o irmãozinho dele. O brinquedo foi ativado por um dos funcionários e nós giramos, e giramos e giramos naquilo por umas quatro rodadas seguidas porque os dois menininhos não queriam sair dali.

Eu ri feito uma criança, e me diverti de uma forma que fazia muito tempo que não acontecia. Onde eu ia imaginar que o ser humano mais sociável e festeiro como eu, estaria trocando um sábado a noite regado a muito álcool, bebidas e beijos em várias bocas, para estar em um playground, repleto de crianças, sorvete e um cara bobão que nem enxergava o quanto eu o queria?

Nunca.

E eu estava em um estado tão grave de modificação mental, que ao olhar aquela cena do meu ângulo eu dei o maior sorriso de toda a noite até então porque imaginei que caso eu tivesse que fazer aquilo novamente na vida, se fosse com Hoseok mais um vez e duas crianças, sendo elas nossos filhos, eu juro que estaria feliz.

É, eu já podia ser internado porque estava louco. E o pior de tudo, por alguém que não sentia o mesmo de volta.

E ainda existia o porém de que eu não queria desistir de forma alguma.

 

— E você, Tio Taeyon, se divertiu hoje? — Hoseok me perguntou quando já estávamos dentro do condomínio em que morávamos.

— Ah sim, Tio Hobi. — Rimos alto por estarmos nos tratando por esses apelidinhos que os garotos nos deram. Quer dizer, deram para mim, porque o de Hoseok era universal naquele playground.

— Desculpa a bagunça na sua camisa. De verdade. — Ele apontou para a grande mancha molhada na camisa que eu usava. Estava assim depois de eu tanto tentar lavar porque um dos gêmeos acabou vomitando em mim quando desceu do brinquedo, e me fez questionar todas as minhas escolhas de vida.

— Ah, isso não foi nada. — Foi só uma rajada de vômito na minha camisa Gucci, caríssima, uma das primeiras que comprei da minha marca preferida. — Está tudo bem. — Mas realmente estava tudo bem. Juro que não estava com raiva, e era isso que me assustava.

— É...obrigado por não ter rejeitado o meu convite. — Até parece que eu seria capaz de cometer uma atrocidade dessas. Nem morto eu recusaria algo de Hoseok. — Fiquei com medo de que recusasse.

— Ah mas por que eu iria recusar isso?

— Por não querer sair comigo. — Só se fosse louco.

— Eu gosto de conversar com você. — Queria dizer outras coisas a mais, porém hoje não.

— Eu queria na verdade te chamar para sair comigo, só eu e você, sem trabalho, mas fiquei com medo de que dissesse não. — Socorro, alguém. Taehyung se encontrava passando mal. Ele estava realmente dizendo aquilo, o meus ouvidos estavam me enganando?

— O que? Você queria sair sozinho comigo? — Ele concordou. Ai meu Deus, estava marcado o dia da minha morte porque daquilo ali eu não ia passar. — E não fez por medo? — Concordou de novo. Alguém consegue me ouvir gritar? — Olha Hoseok, você não pode ficar se prendendo por medo. Isso vai te impedir de fazer o que quer, o que gosta, de tentar coisas que podem te fazer feliz e satisfeito. — Adivinha quem desandava a falar feito louco quando nervoso? — Você tem que ter a coragem e fazer as coisas que realmente quer fazer ou do contrário- — e ele me beijou.

 

Vocês estão entendendo a gravidade da situação? Jung Hoseok me beijou! Na boca. Nos lábios. Os lábios dele tocaram os meus. Se ele queria calar minha boca conseguiu imediatamente porque fiquei caladinho morrendo aos poucos com a realização parcial do meu sonho.

Porque o sonho integral era sentir a potência do seu… do seu amor por mim. Eu queria conquistar Hoseok, era isso!

 

— Pp-por que me beijou? — se eu ainda consegui dizer isso foi muito.

— Era algo que eu queria muito fazer.

 


Notas Finais


Boatos que Kim Taehyung está morto, mas na verdade sou eu mesma.


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