História Consequences - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~majuseok

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Chanbaek, Exo, Hunhan, Kaisoo, Lgbt, Prostituição, Romance, Sulay, Taoris, Traição, Xiuchen, Yaoi
Visualizações 36
Palavras 2.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estamos aqui novamente!!!

Esse capítulo conta o início da história de Kaisoo.


Boa leitura!

Capítulo 3 - Three: Sorrisos forçados


Fanfic / Fanfiction Consequences - Capítulo 3 - Three: Sorrisos forçados

“Coloque um sorriso no rosto.

Ele não precisa ser real, nem verdadeiro.

Mas os outros não precisam pagar por um erro seu.”

 

 

Kyungsoo observava apreensivo sua própria aparência no espelho. Ajustava o terno atentamente, sabia exatamente quantos minutos tinha até chegar na empresa. Olhou novamente o interior da maleta, checando cada detalhe, só para ter certeza de que nada faltava ali.

Bem, na verdade, essa era a sua justificativa. Estava apenas adiando o momento que iria entrar em sua sala naquele prédio gigantesco e focar sua atenção na tela de computador em sua frente, pelo menos, temporariamente. Em algum momento do dia seria chamado na sala de seu chefe para auxiliá-lo nas decisões que iriam pôr a empresa abaixo ou coloca-la lá em cima, no topo do ranking das maiores empresas de Seoul –que por sinal, é onde ela estava agora.

Porém o que o impedia de ir a trabalho como em outro dia qualquer, não fazia parte de seu expediente. Na verdade, sequer fazia parte da empresa. Ah, mas estaria lá. Isso era uma certeza. Estaria lá para tirar a paz de Kyugnsoo, nem que fosse por um só segundo. E esse problema tinha nome e sobrenome:

 

Kim Jongin.

 

Jongin cresceu junto com Sehun, e sempre se manteve ao seu lado nas horas fáceis e difíceis, inclusive nas decisões empresariais.

 Mulherengo e um galanteador nato, sempre conseguia tudo o que queria com facilidade, apesar de possuir o caráter muito duvidável.

Infelizmente –Pelo menos para o Do– Kyungsoo acabou caindo nas palavras doces e no sorriso fajuto de Jongin, e agora, pagava o preço alto por isso.

“Soo, já está pronto?” Chanyeol perguntou, da cozinha.

Este, de nada sabia, pois o irmão nunca fora de falar muito sobre sua vida pessoal, e mal demonstrava sua tristeza e decepção ao lado dos amigos e família. O sofrimento era dele. Ninguém mais precisava ficar sabendo do que havia ocorrido.

“Claro, já estou indo, Chany.” Olhou seu reflexo por uma última vez, tentou melhorar sua expressão e foi em direção da sala de estar, onde Chanyeol lhe esperava, a refeição matinal já terminada.

“Não vai comer?”

“Ah, não, agora não. Não estou com fome.”

“Tem certeza? Kyungsoo, já faz dias que você sai daqui de casa sem comer nada.”

“Não sinto falta dessa refeição durante o dia. Não se preocupe, eu faço um almoço reforçado.” Forçou um sorriso ao dizer essas palavras ao irmão, que devolveu um olhar desconfiado.

“Agora... acho melhor irmos logo. Não queremos chegar atrasados, não é, Chanyeol?”

O mais novo assentiu e pegou sua mochila que estava sobre o sofá.

Kyungsoo dirigiu sem tirar os olhos da pista, deixando o irmão em frente à sua faculdade.

“Tenha um bom dia, hyung.”

“Você também."

Fez o retorno e passou agora a dirigir até a empresa onde trabalhava, chegando no horário exato do expediente.

“Bom dia, senhor Do” Myunghee cumprimentou o chefe com um sorriso gentil.

“Bom dia, Myunghee.”

Ele seguiu para sua sala, que estava da mesma forma que deixara na noite anterior. Na parede, uma foto estava pendurada desde o seu primeiro dia de trabalho ali. Nela, estavam presentes, Kyungsoo, Chanyeol e seus pais, que não faziam mais parte desse mundo à cerca de um ano. Assassinados.

“Como vai, irmãozinho?” Em outro lugar da empresa, Jongin conversava com Sehun,se sentando na poltrona do amigo, sendo logo expulso de lá pelo mesmo.

“Pra falar a verdade, nada bem...” O mais novo falou, suspirando tristemente.

“Problemas com o Byun?”

“Sim... sabe, eu não entendo o Baek. No início, eu me entreguei completamente, mas ele me evitou, e disse que não queria nada comigo, mas agora... agora ele faz de tudo pra levar esse noivado a sério. Sabe, não é como se ele falasse isso na cara, na verdade ele nem parece estar feliz com isso. Mas... ele não quer acabar com isso. Parece que ele não quer casar comigo, mas ao mesmo tempo quer. É confuso. Muito confuso.”

“Sehun eu cresci com você e com o Byun, ele nunca foi muito de se entregar com facilidade. Mas talvez ele só queira dar uma chance à vocês. Talvez ele só queira dar uma chance à si mesmo. O Baek sofreu demais, Hunnie. Talvez ele não te ame realmente. Talvez nunca vá te amar, e vice versa. Mas acho que ele está cansado de viver sobre pressão. Aceitar esse casamento de vez pode ser a única saía que ele enxerga.”

“Para um verdadeiro mulherengo você parece saber dar conselhos muito bem viu.... Mas...Colocar a minha felicidade e a dele em risco? É essa a saída?”

“Sehun, você já parou pra pensar na felicidade dele? Mesmo? Ou você só está pensando em si mesmo nessa história?”

“Olha, eu vou trabalhar, que eu ganho mais. Já basta eu aguentar essa confusão em casa, agora aqui.”

Apertou um dos botões do seu telefone, ligando diretamente para Myunghee.

“Myunghee, pode chamar o Kyungsoo pra mim, por favor?”

“Claro, posso sim, só um segundo” A voz doce da recepcionista responde do outro lado da linha, desligando a ligação em seguida.

“Kyungsoo?” Kai dá um sorriso malicioso ao ouvir a voz.

“Não começa, Kai. O Kyungsoo é uma pessoa muito séria e profissional, não cairia em suas cantadinhas baratas. Ele é um dos melhores profissionais que tenho em minha empresa. E sinceramente, não quero perde-lo pelos seus desejos sexuais.”

“Você sabe muito pouco, Sehun... muito, muito pouco...” Jongin sussurra, falando baixo o bastante para o amigo concentrado na tela do computador não ouvir.

A moça vai até a sala de Kyungsoo e bate levemente na porta.

“Pode entrar.”

“Com licença, senhor Do. O senhor Oh gostaria de falar contigo.” Myunghee diz, com um olhar preocupado.

“Ok, obrigado Myunghee, já vou.” Ele agradece à garota, que volta à recepção.

Kyungsoo se levanta e vai até o elevador, as mãos suando enquanto apertava o botão do terceiro andar.

“Boa sorte...” Myunghee sussurra a ele, segundos antes do elevador se fechar e separá-los. Apesar de terem trocado no máximo três frases em uma conversa, ela era o mais próximo e uma amiga que Soo tinha na empresa. Era uma moça nova, no máximo uns vinte e dois anos, mas parecia ter uma inteligência absurda. Interpretava os pensamentos das pessoas como um simples olhar, suas pupilas escuras que viajavam até o interior das pessoas, identificando o mínimo de nervosismo ou medo que tivessem.

O garoto andava e um lado pro outro enquanto estavam no elevador enquanto este não parava, estava acima de tudo com raiva. Raiva de si mesmo, por ter sido tão idiota, por ter se deixado levar com tanta facilidade.

Bateu na porta de seu chefe, e ouviu a voz de Sehun permitindo sua entrada.

“Com licença, Sehun. Gostaria de falar comigo?”

“Sim, entre, Soo.” Ele entrou na sala e viu exatamente o que lhe preocupava. Jongin estava sentado em uma das cadeiras que ficava em frente a Sehun, lhe observando com um sorriso sacana no rosto.

“Pode se sentar ao lado de Jongin.” Sehun se pronunciou e apontou para a cadeira em sua frente. Do se sentou e endireitou a postura. Não deixaria problemas pessoais afetarem seu trabalho.

Sehun lhe perguntara sobre o desenvolvimento da empresa, poucos minutos que para Do pareciam horas, procurava manter a calma, sendo que estava coçando os dedos para bater em Jongin até os pulsos doerem. Mas, por mais que pudesse fazer isso, provavelmente não conseguiria.

“Acho melhor eu voltar à minha sala, Sehun. Preciso conferir algumas coisas em relação às últimas ações da empresa.”

“Tudo bem. Caso eu precisar e algo te chamo, ou vou até a sua sala. Obrigado, Kyungsoo.”

“Sem problemas.”

“Se me permite, eu gostaria de conversar com o Kyungsoo, Sehun.” Jongin diz, quando Soo estava prestes a sair da sala.

“O que você precisa conversar e tão importante, Jongin?”

“Não se preocupe, Sehun. É só uma conversa. Eu já deveria ter falado com ele anteriormente. Mas infelizmente...”

“Eu não quis te ouvir...” Kyungsoo pensou, mas não chegou a dizer a frase em voz alta.

“Infelizmente, as circunstâncias atuais não permitiram que eu falasse com ele.”

“Isso cabe ao Do decidir.” Kyungsoo olhou com uma expressão assustada a Sehun. “Então?”

“Ah, eu não...”

“Acredito que essa conversa seja necessária, Do. Para você e para a empresa.” Kai se levantou e abriu a porta para Kyungsoo passar, saindo logo atrás dele.

O mais novo não deu atenção e seguiu para o elevador, apertando freneticamente o botão para descer, mas a porta não fechou rápido o bastante, deixando o maior entrar.

“Para mim e para a empresa? Que história é essa?”

“Acho que precisamos conversar, Soo.”

“Não preciso conversar nada com você.” Kyungsoo estava prestes a sair do elevador, porém Kai apertou o botão do último andar, fazendo o compartimento voltar a subir.

“Ah, precisa.” Jongin diz ficando entre Do e os botões do elevador. “Não adianta fingir que esqueceu, ou que não gostou, Kyungsoo.”

“Dá licença, Jongin, tenho mais o que fazer.” Jongin deu uma risada gostosa.

“Eu sabia, você não consegue negar. Sabe, Do, prefiro você me chamando de Kai. Ainda mais quando...”

“Chega, Jongin, CHEGA! Você mesmo disse que foi só uma noite, nada mais. Fui um idiota ao cair nesses seus galanteios. Mas se me permite, eu tenho que trabalhar.” Kyungsoo tentou passar, porém teve seu corpo colado à parede do elevador e os lábios de Kai colados aos seus. Mais uma vez deixou se levar pelas emoções do momento e retribuiu àquele ato tão ousado e ao mesmo tempo tão necessário.

“Droga! Me deixe sair daqui, por favor. Não quero passar por isso denovo.” Kyungsoo empurrou Jongin e seguiu para sua sala, castigando a si mesmo por ter feito aquilo, e ainda ter gostado.

“Foi só uma noite, só isso.”

Ele dizia aquilo pra si mesmo enquanto sentava na poltrona, imaginando claramente essa mesma frase saindo da boca de Kai à algumas semanas atrás, aquelas palavras que esmagaram seu coração e jogaram-no no lixo. Jongin o fez e brinquedo, como fizera com tantos outros, e ele caíra como um pássaro que vai em busca o alpiste e fica preso na armadilha. Mas agora, ele não conseguia mais sair. Ficara preso na gaiola que era Jongin, e por mais que o odiasse, não conseguia esquecê-lo. Ele odiava estar preso à Jongin, mas às vezes perguntava a si mesmo: Sairia se tivesse a oportunidade? Ele estava realmente disposto a esquecer Kai de uma vez? Ninguém nunca mexera com seus sentimentos com tanta facilidade.

“Eu não sou uma marionete, e não vou servir de brinquedo sexual pra ninguém.” Ele dizia, repetia isso várias vezes, mas já tinha dúvidas quanto à sua própria afirmação.

O interesse de Jongin por Kyungsoo ficou claro desde a primeira vez que o menor pisou os pés na empresa, mas ele nunca pensara que fossem ter alguma coisa, se é que posso chamar assim.

Kyungsoo se lembrava de cada detalhe, de cada palavra dita, de cada “Eu te amo” proferido daquela boca tão convidativa, palavras tão fortes desperdiçadas por um verdadeiro cafajeste que gosta de brincar com os sentimentos dos outros.

E Soo se entregou. Se entregou completamente ao amigo de seu chefe que lhe lançava olhares que secavam até a sua alma, palavras doces e provocativas, mesmo indiretamente, se entregou a um convite para jantar que pareceu ser tão inocente no início... se entregou e quebrou a cara. E agora tentava juntar, sozinho, o que um dia foram seus sentimentos.

Sentiu um enjoo percorrer seu corpo e correu até o banheiro da empresa. Fazia dias que aquilo estava acontecendo.

Sentiu o gosto azedo do vômito percorrer sua boca e viu cair no vaso sanitário o pouco de comida que ainda tinha em seu estômago.

“Senhor Do, está tudo bem?” A voz de Myunghee ecoou do outro lado da porta.

Kyungsoo enxaguou bem a boca com água e abriu a porta do banheiro.

“Sim Myung, está tudo bem”

“É impressão minha, ou isso já está acontecendo há algum tempo?”

“Acredito que seja só impressão sua.” Kyungsoo diz apressado, se direcionando de volta à sua sala.

“Enjoos, vômitos, náuseas. Cuidado, pode ser alguma coisa que o senhor comeu, não sei. Ou até mesmo... gravidez...” A moça diz a última parte da frase mais baixo, como se estivesse com medo da resposta que receberia do chefe. Este apenas entrou na sua sala, batendo a porta.

Aquilo não podia ser verdade. Ele não estava grávido. Não podia estar. Se concentrou, ou pelo menos tentou se concentrar no trabalho durante o resto do dia, a dúvida martelando em sua cabeça.

Duvidava muito que aquilo fosse verdade, mas ainda assim, quando estava a caminho de casa, passou em uma farmácia do centro e comprou um teste de gravidez.

“Chanyeol, cheguei!” Gritou ao irmão assim que entrou em casa, largou a maleta encima da cama e foi diretamente pro banheiro, fazer o tal teste. Seguiu as instruções e esperou.

“Ah, não. Não, não...”

Dois tracinhos vermelhos se destacavam no branco do teste em suas mãos trêmulas. Então era isso. Estava grávido.


Notas Finais




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