História Consequences of a Dangerous Game - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Karin, Naruto Uzumaki, Neji Hyuuga, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Suigetsu Hozuki, Temari, TenTen Mitsashi
Tags Apostas, Escolar, Gaaino, Naruhina, Naruto, Nejiten, Romance, Sasusaku, Shikatema, Suika
Visualizações 57
Palavras 4.480
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Artes Marciais, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Volteiii!!E voltei mais rápido. Capítulo grande, amém. Muita coisa acontece, por isso, prestem atenção nos dias e horários das coisas. A algumas informações novas e novos mistérios. Quero ver quem nota as pistasss.
Ps: Pra quem que Gaaino, peço desculpas agora mesmo, mas vai ter eles no próximo, já está tudo esquematizadooo. Por isso, vai ter muito Gaaino.
Boa Leitura.

*Postando novamente, tive um problema com o anterior.

Capítulo 24 - Chocolate Ice Cream.


Fanfic / Fanfiction Consequences of a Dangerous Game - Capítulo 24 - Chocolate Ice Cream.

Sakura’ s Pov

 

 

...

Eu precisava escapar.

Senti um alivio quando sua mão relaxou em minha cintura, era hora.

 

Me preparei, consegui acertar uma joelhada no meio de suas pernas, ele me soltou e para completar o ataque, dei uma cotovelada em seu maxilar.

 

Pulei a poça de coca, apanhei as chaves, tentando manter minhas mãos paradas, sem tremer. Vendo seu corpo agonizando no chão e com medo de represálias, consegui abrir a porta e corri, corri como nunca.

 Cheguei no banheiro, fui na cabine mais próxima e descobrir como é respirar tranquilamente e livremente, outra vez.

 

...

 

Sakura’ s Pov

 

 

4:12 p.m – Saída do colégio.

 

“Eu já vou, Sakura. Sabe como é, nesse clima pré-campeonato, tenho que estar à disposição para responder qualquer dúvida da equipe. Me espera no estacionamento, vai ser só uns minutinhos.”

E foi nessa conversinha barata de “só uns minutinhos”, de Karin, que me encontro no estacionamento do colégio, a exatos 22 minutos.

Entendo que como capitã da equipe de natação, ela deve estar livre para qualquer assunto, que envolva a competição que está por vir, mas 22 minutos, não são 22 segundos.

Bem, talvez eu esteja sendo uma vaca, e que não custa nada esperar ela. Mas, preciso achar um motivo para todo esse estresse acumulado.

Apesar de tentar colocar a culpa na espera por Karin, o único culpado tem nome e sobrenome:Uchiha Sasuke.

Em nenhum momento antes, ele conseguiu desestruturar todo meu equilíbrio, como hoje.

Depois de conseguir fugir de seus braços, na sala de fotografia e me trancar no banheiro, tentando buscar os últimos resquícios de calma, eu chorei.

Chorei, porque estava sobrecarregada de emoções, precisava, necessitava esvaziar esse acúmulo de confusão, que estava alojado em minha mente. nos últimos dias.

Derramei lágrimas e elas caíram, molharam minhas roupas, me deixaram com a cara inchada, mas lavaram as bordas desse oceano de incertezas.

E foi após todo esse choro e desabafo pessoal, respirei fundo e fui encarar o segundo horário da dia. No entanto, o meu corpo estava lá, mas minha mente navegava nos recentes e estranhos acontecimentos.

Minha consciência desligou para o mundo exterior e focou na nova faceta que o Uchiha havia me mostrado.

Aquele olhar escuro de ódio, está causando calafrios em meu corpo até agora. Por um momento, pensei que as coisas iam ultrapassar todos os limites e que nenhum de nós iria sair bem dali.

 E Talvez, realmente tenha passado. Eu não estou totalmente recuperada, mas e ele? O que será que esse episódio ocasionou no Uchiha?

 

Bom, parece que não vou precisar esperar muito para saber. Como se o mundo quisesse me dar as repostas, vejo o famigerado menino Sasuke, indo em direção a quadra, para o treino do time de basquete, envolto pelos outros jogadores, em companhia mais próxima de Shikamaru e Gaara, também do time, ele mantém a expressão séria, lançando curtos sorrisinhos de canto, quando alguém aparenta falar algo engraçado, fora a presença de alguns líderes de torcida, muito animadas e cordiais, eu diria, umas namoradas dos jogadores e outras, apenas uma noite se sexo selvagem. No entanto, tudo parece normal demais.

Continuo encarando, mesmo já atravessando a linha da discrição, meu corpo pedia para saber se nada mudou. Ele parecia tão normal. Tão tranquilo. Tão Uchiha. E foi aí, que por pequenos segundos, sua cabeça virou de lado e nossos olhares se encontraram.


        Sua expressão mudou. Encarou meu rosto e logo depois, balançou a cabeça negativamente, indo embora, sumindo no mar de corpos masculinos altos, com ombros largos e salientes.

 

A única diferença notável, foi um curativo no mesmo local que lhe dei a cotovelada.

No fim das contas, fui a única prejudicada desse pequeno embate.

Isso me deixa ultrajada. Porque ele consegue fazer isso comigo? Me quebrar em poucos segundos? Maldito Uchiha.

Serrei meu punhos. Algo me dizia para controla-me, o troco estava por vir. Ele vai provar gota da angústia que me fez passar por esses anos.

 

Envolta nessa bolha de determinação, passo mais alguns minutos compenetrada em meus pensamentos, até escutar um voz fina e conhecida. Levantei a cabeça, e não era Karin, mas Ino. Acompanhada das líderes de torcida, pelo menos, as que não estava lambendo o chão que os jogadores passavam.

Com o uniforme padrão, o cabelo amarrado em um rabo de cavalo, estupidamente animada e feliz tentando chamar minha atenção.

 Quando a loira finalmente percebeu que já tinha toda minha atenção, sua expressão sorridente sumiu, como uma fina fumaça.

Havia um vinco em suas sobrancelhas, juntamente com olhos preocupados.

 

Ela estava apreensiva por mim. Ino foi a primeira das meninas a notar meu estado anormal, no entanto, a loira resolveu respeitar meu espaço pessoal, mas nota-se que a garota ainda está preocupada.

 

A Yamanaka passa mais um tempo me olhando, até que faz um sinal de joinha, como se perguntasse se estava tudo bem. E bom, balancei a cabeça positivamente.

Bom, não estava tudo bem, mas ela não precisava saber. Sua expressão logo suavizou, e sorriu, me mandando beijinhos no ar, indo embora para o treino das líderes, a loira tinha falado alguma coisa sobre coreografias novas para o campeonato que estava chegando, mal posso esperar para ver.

 

Passo alguns segundos, pensando em como elas conseguem se mexer de cima pra baixo, e se contorcer em cada manobra diferente das coreografias. Mas, esse devaneio é logo cortado quando sinto um peso em minhas costas.

 

Olho de canto e vejo Karin presa em minhas costas, como um coala preguiçoso. Busco o relógio em meu pulso e vejo as horas.

 

Exatamente 4:42 p.m, essa malandra me fez esperar 52 minutos e ainda vem chegando nessa folga toda.

 

Soltou um suspiro profundo e resolvo não fazer caso por isso, temos um assunto mais importante para resolver.

 

...

 

Karin’ s Pov

 

As bochechas carmim de Sakura, deixavam tudo mais constrangedoramente real.

Realmente, ver aquele casal em uma dança quente de amassos, gemidinhos finos e profundas lufadas de ar, mexia com qualquer um.

Quando a Haruno havia me dito, no almoço para esperar ela na saída, no intuito de instalar a câmera na sala da piscina, de tudo que acreditei que poderia encontrar aqui, essa definitivamente, seria minha última opção.

O plano era muito simples, Sakura iria entrar, interligar as imagens da câmera com meu celular e posicionar a mesma no local perfeito para captar tudo que ocorreria no local, e eu, teria apenas que vigiar, caso alguém aparecesse.

E foi aí que nosso problemas começaram, crente que ninguém daria as cara naquele horário, fiquei mais preocupada em meus devaneios pessoais, que iam e vinham e no fim, estacionavam na Melinde.

 

Sinceramente, sou uma completa trouxa. Mesmo depois de tudo que ela fez comigo, me pego relembrando os bons momentos, quer dizer, me critiquem, me julguem, Melinde foi meu primeiro amor, mas não minha primeira decepção.

Ou seja, tinha que esquematiza uma maneira de tirá-la da minha cabeça. No entanto, escolhi a pior hora para focar nisso.

Pois, em meios a tantos esquemas, escutei uma conversa sussurrada. Nesse momento que meu corpo esfriou.

Se me pegassem? Se pegassem Sakura? Ela não tinha nada a ver com essa aposta. Com esse ímpeto, me escondi atrás da grande pilastra e procurei a rosada...

E um alivio tomou conta de meu corpo, ela tinha consegui se esconder a tempo, mas estava carregando um expressão de desespero e constrangimento.

Seria muito cômico de se ver, claro se a situação não fosse tão errada.

Afinal, não é todo dia que se vislumbra Suigetsu Hokuzi e a Sra. Moore, as beijos e trocas de carícias no meio da piscina. Quer dizer, ela é professora dele, ele é aluno dela, ela é mais velha, ele é menor de idade e a cereja do bolo, o Sr. Moore, o marido dela, não ficaria nada feliz em ver sua esposa se atracando com um aluno.

 

Na verdade, talvez o que torne isso mais errado é a traição. Porém, parece que nenhum dos dois está se lembrando de tal detalhe.

Peças de roupa já estão no chão. Agora vislumbro o corpo torneado e bem distribuído de Suigetsu, e devo admitir, mesmo ele sendo um tamanho canalha, aquele corpo foi agraciado. Músculos na medida certa, pernas torneadas e atrativas e um bumbum durinho, delineado pela box preta, que também esconde seu tamanho.

Já a Moore, possui curvas invejáveis. Ela não era uma mulher bonitinha ou linda, ela era gostosa. Desculpem pela palavra, mas o conjunto da obra, cabelos loiros, olhos azulados e um belo par de seios, que acaba de ser revelado, quando seu sutiã preto vai ao chão, só complementam minha teoria. Essa mulher é fogo.

A troca de caricias vai se tornando mais quente a cada segundo, assim como as bochechas pálidas, agora rosadas de Sakura.

E o grande momento chegou, Suigetsu parece muito desesperado para esperar, retirando sua cueca rapidamente e Uau.

Que bunda e que tamanho. Parece que quanto mais canalha, mais gostoso. A senhora Moore que o diga, agora também nua, ostentando uma bunda lisinha como pêssego, se atraca sobre o corpo dele, o levando a piscina.

Meu Deus, eles vão transar na piscina, na água da piscina. Eu nado nisso, como não parei para pensar no que eu nadava. Uma onda de asco percorre meu corpo, mas os gemidos, agora estupidamente altos, levam toda minha atenção.

Hora do show.

 

...

 

Vejo Sakura correr em minha direção, ainda com as bochechas coradas e uma carranca enorme.

Faz alguns minutos que o casal acabou o show, fora o tempo perdido entre beijos na hora de vestir suas respectivas roupas, com uma singela promessa de mais na próxima semana.

- Não acredito que aqueles dois coelhos no cio, me fizeram ficar aqui até essa hora. Não sabia que a Sra. Moore tinha tanta energia pra gastar. Foram três vezes seguidas... Sabe o que é isso? – Falava, enquanto gesticulava com as mãos, visivelmente irritada.


            Mesmo sendo errado, achei engraçado toda essa comoção de Sakura.

Porém, o momento de saber se tudo deu certo era agora.

A Haruno me deu meu celular, estava com ela para programar a conexão câmera e aparelho.

Abrimos o aplicativo ansiosamente e....

-SIMM! –Gritamos em uníssono, depois de tantos obstáculos conseguimos concluir nosso objetivo com sucesso.

Iniciamos uma dancinha da vitória ridícula e nos aprontamos para ir embora.

Sakura veio para perto de mim, e se agarrou em meu braço direito. Acomodada como um filhotinho querendo colo. Ela parecia cansada, sua feição exalava um estado de pura exaustão.

Precisava saber se minha amiga estava bem, pois quando eu estava precisando disso ela me deu.

- Sakura, você não está bem, e nem adianta negar. Conhecendo sua cabecinha teimosa como eu, não vai querer me falar nada, mas se lembre, quando quiser, é só falar comigo. Gosto mais quando você está sorrindo. – Disse calmamente, vendo um pequeno sorriso surgir em seu rosto.

 

E com um simples “Ok”, ela me respondeu.

Começamos a caminhas pelos corredores, deixando apenas o barulho de minhas botas como rastro.

Mais a frente, encontramos Sai,no estacionamento.

 Ele disse que estava resolvendo uns assuntos sobre o campeonato que estava por vir.

O garoto se juntou a nós, e partimos. Na esperança de que tudo desse certo.

 

...

 

Neji’ s Pov

 

Terça-feira- Colégio-Banheiro Masculino- 4:30 p.m

 

- Sim, tio. Com certeza, ficarei de olhos bem atentos na Hinata. Até mais. – Desliguei rapidamente o celular, no mesmo instante que um alivio dominava meu corpo.

O velho não ficou sabendo do infeliz vídeo. Ou seja, minha imagem estava intacta, perante aquele cretino aproveitador, me plano está a salvo.

E que teatro bem feito, esse homem só está preocupado com as aparências, passa tal imagem de homem e preocupado, mas no fundo, tudo se resume negócios, os suntuosos e luxuosos hotéis Hyuga, que domina toda Ásia e começaram a germinar na América.

Porém, não sei qual o intuito de manter a casca tão pura e intacta, quando o interior é podre e cheio de segredos obscuros. Esses são os Hyuga, impecáveis por fora e um poço de mistérios remendados por mentiras e conflitos.

E no meio de toda essa escuridão interior, eles tiveram que sacrificar algumas peças de seu perigoso joguinho de aparências e uma dessas, foi o meu pai, que serviu de peão para essa podre família. Mas, estou aqui, disposto a algum dia, reaver tudo que é do meu falecido pai, por direito, está chegando perto da jogada final, garantirei que sairei vitorioso.

 

No entanto, enquanto isso não acontece, tenho que terminar de me aprontar e correr para o treino de Muay thai. Preciso aliviar toda essa tensão, o mais rápido possível, antes que eu exploda pelo corredores desse colégio.

Essa semana está sendo deveras estressante. Tiro minha camisa e começo a procurar a regata branca na bolsa. Encaro meu reflexo no espelho e lembro do vídeo.

A maldito vídeo. Aquela maldita agravação fez o início da minha semana, um verdadeiro inferno.

Cada passo que eu dava, sentia os olhares queimando minha pele. Alguns com pura satisfação, pela recente humilhação e uns banhados de desejo.

Mas o único sentimento que consegui sentir foi o ódio. Ódio por cada uma daquelas descontroladas, mesmo custando a acreditar na inocência delas, meu corpo borbulha, no ímpeto descontar cada segundo de constrangimento que aquele vídeo gerou.

E talvez consiga.

Agora com a regata no lugar, amarro meu cabelo em um rabo de cavalo leve. Só falta eu encontrar os shorts de luta e as luvas. E lá está, no fundo da bolsa, posso ver o tecido preto do short.

Começo a me trocar, quando tenho o deleite de lembrar quem vai estar no treino comigo, nada mais, nada menos que Tenten Mitsashi. Aquela morena, com o corpo levemente musculoso, sempre acompanhada de dois coques cor de chocolate. Ela trabalha como líder da equipe ao meu lado, no entanto, é claro que sou melhor que aquela baixinha invocada.

Com o jeito totalmente rustico e hostil, ela consegue me tirar do sério só por existir, sempre querendo deixar claro o quanto me odeia e todos os outros, do que intitularam “mesa do sucesso”....

           Mas quem sou eu para negar nosso status dentro  desse lugar?

          Coloco as luvas, dou uma última olhada em minha aparência.

Perfeito.

Hora do show.

 

...

Entrei na sala com gás, era hora de sentir a plenitude de lutar.

E a primeira cena que meus olhos puderam contemplar foi interessante.

-VAMOS!!! COMO Vocês QUEREM VENCER? EM? SE NÃO CONSEGUE NEM ME ACERTAR? ESTOU ESPERANDO O IMPACTO DE UM SOCO! – Lá estava ela, Tenten travava uma batalha ferrenha com um do membros de nossa equipe e nossa…Mas que surra. Ela se mexia com uma rapidez e agilidade impressionantes, seu corpo desviava dos socos como se fosse uma mera brincadeira de criança. Trajando uma leggin preta e colada em suas coxas, um top escuro, coberto por uma camisa cinza cavada, e os pés descalços, essa menina estava simplesmente dando um show em meio ao treino.

Todos estavam parados, apenas admirando o surreal desempenho dela.

Mas quando foi que ela ficou tão boa? Será que anda treinando as escondidas?

Até, que no meio de meus devaneios, a luta acabou, com ele no chão e ela vencedora.

Todos ainda estavam em choque, até que as palmas começaram, forte e extensas...

E devo admitir, foi uma bela apresentação, mas eles tem que saber quem é o melhor.

 

- Ok, Ok, Mitsashi, você já se exibiu o suficiente hoje? Não é mesmo? – Comecei a entra pelo ring, vendo todos abrindo caminho para que chegasse até ela.

Com o rosto coberto por uma fina camada de suor, e uma expressão altiva, ela me encarava como me desafiasse.

- Você pode até ser boa, mas não me alcançou, não passa de uma amadora. Até...

Mal pude terminar a frase que senti seu corpo vindo com força sobre mim, ela estava ensandecida.

Tenten avançava e eu fugia, ela vinha cada vez mais sedenta, mas no final, consegui derruba-la no chão. Com o joelho entre suas pernas, e os punhos posicionados um de cada lado de seu corpo, nos encarávamos.

Com os olhos castanhos agressivos e as bochechas rosadas do esforço, ela exalava ódio. Até que me aproximei, cada vez mais de seu rosto e cheguei próximo a sua orelha e surrei: Você pode ter melhorado, mas vai precisar treinar muito mais para me alcançar, baby.

E o impacto veio em seguida. Senti o chute no meio de minhas pernas e rolei com o corpo exalando a mais cruel dor.

Mesmo gemendo, com a visão embaçada, pude der o corpo feminino saindo em disparada, expelindo os mais diversos palavrões existentes.

Enquanto eu só queria uma alivio para tanta dor.

...

 

19: 59 – p.m- Colégio.

 

Estacionei o carro no prédio que havia deixado pra trás, pelo menos a uma hora e meia.

Estava tudo estupidamente escuro, mas como o portão ainda estava aberto, então não custava nada tentar recuperar minha mochila.

O problema em questão, é que após eu deixar a escola, já arrumado e de banho tomado, resolvi passar em um restaurante para jantar e acabei voando no tempo entre as páginas de “A casa torta”, de Agatha Cristie. E foi só na hora de ir embora, que notei que estava apenas com a chave do carro e a carteira. Havia esquecido a chave da casa dentro da mochila, junto com os livros e o celular.

Ou seja, como não sabia se teria alguém em casa, precisava recuperar minha chave o mais rápido possível.

Parti como um furacão do restaurante e aqui estou. No início do corredor que me leva para a sala do treino.

Estava tudo escuro, mas consegui me guiar até lá. Talvez, eu tenha batido em alguma coisa no meio do caminho, mas isso era o de menos. Meu corpo pedia por descanso, por isso, quanto mais rápido chegasse em casa e deitasse meu corpo naquela cama macia e confortável, melhor seria.

No entanto, uma coisa me chamou atenção. A cada passo que dava, pude notar um melodia conhecida, soando da sala de treinamento, juntamente com uma luz que se intensificava a cada passo que me aproximava da sala.

 

A curiosidade já reinava meus pensamentos, até que ao encontrar a porta aberta e uma visão intrigante tomou meus olhos.

Era Tenten, agora usando só o top e a leggin, treinado sozinha. Com um olhar determinado e movimentos precisos, vi o esforço e força de vontade a cada novo movimento que ela fazia.

Eu estava maravilhado, petrificado, bestificado. Ela realmente estava treinando mais, fazendo mais por ela, por nós, por essa competição?!

Observei, mais e mais, a cada segundo querendo me sentar e assistir. Passei os olhos pela sala e pude ver minha mochila preta ao fundo. Porém, a última coisa que queria saber era isso.

A cena a minha frente era tão instigante, que esqueci completamente quem éramos e todo nosso passado.

Eu só queria ver a força dessa mulher, a cada olhada, cada movimento, a cada respiração entrecortada.

E foi aí que me vi perdido. Em um chute mais complexo e difícil, seu corpo acabou se desequilibrando e indo ao chão, juntamente com seus coques, que acabaram se soltando, revelando brilhantes e longos fios chocolates.

Amontoados sobre o ring, formando uma cama macia, onde ela repousou a cabeça e se deitou.

Talvez, eu tenha assistido todo o treino, talvez eu tenha esperado ela ir embora, acompanhado cada passo que ela deu naquele lugar, talvez eu quisesse ter dado uma carona para ela, talvez eu tenha pegado minha mochila e ido embora como um covarde, talvez eu tenha dormido pensando em como aqueles cabelos devem ser macios. Talvez, tudo tenha acontecido.

E aconteceu.

 

...

 

 

Naruto’ s Pov

 

 

Quarta-feira- 8:15 a.m – Sala de Espera- Diretoria. (Colégio.)

 

Encaro as paredes caramelo, tentado achar alguma coisa que chame minha atenção, o suficiente para deixar certos pensamentos de lado.

Desde o encontro com a Hyuga, a dois dias atrás, não consigo tirar os recentes acontecimentos da cabeça. Sei que tem alguma coisa por trás. Aquele blog, o vídeo vazado, tenho plena consciência que o pior está por vir.

Seja que for, quem está comandando esse blog, ainda não acabou, as vítimas só começaram. Me pergunto, quem será o próximo?

Bom, isso já é dor de cabeça suficiente. Olho em volta mais um vez.

Minha única companhia é a secretaria, uma moça de aparentemente 25 anos, com o cabelo vermelho e mais preocupada com a pessoa com quem troca mensagens, furtivamente, do que com seu trabalho. Mas quem sou eu para falar alguma coisa? Queria que qualquer ser humano, minimante sociável, estivesse me tirando desse ócio.

Mas é claro, que eu tinha que ser o primeiro a ser atendido do dia, com o horário exclusivo para mim. “O filho de Minato Uzumaki, não pode ficar esperando, as coisas tem que ser na hora e no momento que ele quiser.”

As vezes meu pai pode ser tão controlador. Quer dizer, ontem de noite, quando escutei meu telefone tocar, esperei que ele perguntasse como eu estava, ou um “Oi, filho”, mas escutei unicamente: “A diretora falou comigo, você precisa ir falar com ela o mais rápido possível, o primeiro horários é seu. Va lá, e não me decepcione mais, obedeça tudo que ela mandar. Boa Noite.” E só. Não questionei, apenas soltei um gruindo como reposta.

Ele sabia que eu iria obedecer. Sempre obedeço. Não é possível fazer muita coisa quando se tem 16 anos, nenhum centavo no bolso e só se sabe surfar.

E mais, não consigo achar a foto. A maldita foto.

Se aquela fotografia parar em mãos erradas, sinceramente, estou em apuros. Não sei o que fazer, mas meu segredo vai ser jogado na lama.

 

Meu nome vai ser jogado na lama e bom. Talvez, outras pessoas sejam atingidas.

 E o pior, já recapitulei, aquele dia. De trás pra frente, não consigo achar o momento onde deixei abertura para perder a foto.... A não ser quando...

Era isso. Como fui cego.

 Agora tudo faz sentido.

Quando eu colocar as mãos...

- Senhor Uzumaki, me acompanhe. – Escuto a voz da diretora, quebrando minha linha de raciocínio. Ela estava com a expressão severa e a psoturta rígida.

Parece que alguém vai se meter em problemas, e esse alguém sou eu.

Mas, agora tenho respostas.

Me aguarde.

...

Hinata’ s Pov

 

Quarta-feira-  11:35 a.m – Sala do Grêmio.

 

O líquido escuro e quente, borbulhava em minha frente.

Era o que eu precisava, café puro e fervente. Só isso para me manter acordada, enquanto leio essa montanha de papeis chatos.

Quer dizer, essa é a parte chata de ser presidente do grêmio. No entanto, minha cede por controle, poder e liderança consegue ser levemente saciada. Veja bem, mesmo podendo ter sexo a hora, não posso ficar à mercê de meus desejos.

Preciso comandar a tudo, inclusive a mim mesma. Por isso, tento descarregar toda essa sede por dominação, em outras atividades. Claro que tem pontos positivos e pontos negativos.


           E ler esses inúmeros documentos é um dos negativos. Olho no relógio, e vejo o horário de almoço escapando de minhas mãos.

Inferno, não vou poder saciar meu inoportuno desejo por doce, no dia de hoje. Esse ímpeto infernal, veio logo cedo.

Eu estava correndo pelo calçadão da praia, e me deparei com um monumento. Uma verdadeira obra de arte, com a pele pálida e adornada de belas tatuagens, deixando aqueles bíceps volumosos e grandes, mais apetitosos ao meu ver. Completando o pacote, o homem tinha lisos, longos e belos cabelos que voavam com a brisa suave do mar. Mas, onde meu repentino desejo por doces entra?

Bom, o monumento-gostoso da praia, estava saboreando uma casquinha de chocolate intensamente. Ele saboreava o doce com umA vontade, que me segurei para não chegar nele e perguntar: Que tal você chupar outra coisa?

 

No entanto, apenas continuei a correr, com um inesperado desejo de doces, ou apenas vontade de um novo brinquedinho em minha vida, um bem gostoso e que goste de sorvete de chocolate.

 

Mas, é melhor deixar esse desejo de lado. O foco agora é o Uzumaki.

Me levanto da mesa, me espreguiço e começo a andar. De um lado para o outro, pensando.

Depois do fatídico dia da praia, no qual o pobre garoto perdeu uma singela fotografia, não nos confrontamos.

Resolvi manter o achado em segredo. Não era hora de revelar meu ás na manga para minhas amigas, quando o momento chegar, elas vão saber que a “recatada e discreta” Hinata, está mais adiantada do que imaginam.

 Movimento meu pescoço, em busca de um alivio muscular passageiro.

Até que escuto um estranho barulho...

Eram passos.

Suaves, macios e silenciosos, como de uma raposa, espreitando sua vítima, esperando o momento perfeito para dar o bote.

 

Me viro cautelosamente, no intuito de pegar a raposa em flagrante. Caminho até a porta. Olho para um lado, olho para o outro.

Nada. Seja que for, já fugiu capciosamente.

Virou meu corpo, tentando encontrar coragem no fundo de minha mente, para conseguir ler o resto desses documentos insuportáveis.

Até que vejo a figura impassível, sentada na cadeira que está à frente, de onde eu estava a poucos minutos.

Sentado tranquilamente, com um sorriso presunçoso e de certa forma vitorioso, ele me encarava.

A brilhantes e azuladas orbes, vagueavam momentaneamente o local e voltavam para minha pessoa. Incisivamente, como se buscasse respostas no silêncio.

Com os cabelos emaranhados, em uma confusão dourada e a pele, de um tom bronzeado forte, ele estava mais atraente do que nunca.

Porém, esse singelo devaneio se perdeu, quando a tensão se apossou do meu organismo.

A raposa havia sido astuta. Chegou pelas beiradas, de mancinho, até que deu o bote em sua pobre e desprotegida vítima.

No caso, eu.

Mas pensando bem, ele só me procuraria por um motivo.

A foto. Ou seja, o garotinho Uzumaki descobriu que a tal fotografia está em minhas mãos.

Como não pensei nisso antes?!Ele que está em apuros. Meus planos já estão encaminhados, só falta o garoto morder a isca final.

Na verdade, não pensei que fosse demorar tanto para o Uzumaki ligar os pontos.

Respiro fundo, enrijeço a coluna e devolvo o sorriso presunçoso. Afinal, de acordo com meus cálculos, nesse joguinho, eu estava na frente.

- Senta, Hyuga. Não vou te morder. Uma conversinha não vai fazer mal, não é mesmo?! – Escutei sua voz exageram ente rouca, carregada de cinismo.

Balancei a cabeça positivamente, caminhei lentamente até a cadeira. Sentei-me, confortavelmente.

Encarei olhos penetrantes a espreitar de meus passos e disse:

-Uzumaki, sem rodeios. Você está em minhas mãos!? E sabe disso.... A proposito, você gosta de sorvete de chocolate?

 

...

Em algum lugar de Manhattan.- 

 

Pessoa 1 - Porque você demorou tanto para me trazer isso? Não podemos perder essa oportunidade.

?- Não tem o rosto dela, como pediu. Mas com certeza, a dona dessas tetas vai saber que é ela.

Pessoa 1- Muito bem, hora do segundo post do  The Little Secrets.

 

...

Continua


Notas Finais


O que acharam?Comentem, eu adoro ler as teorias... E a capa nova? Deu um trabalho, espero que tenham gostado e interligado com a história. favoritem, comentem e compartilhem, se quiserem.
Ps; O Gaaino não será esquecido.
Até logo!


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