História Consequência Perfeita - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Karol Sevilla, Ruggero Pasquarelli, Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo, Personagens Originais
Tags Lutteo, Sou Luna
Visualizações 966
Palavras 3.303
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi.
Antes de começar, queria dizer que não tive tempo de responder os comentários do capítulo passado ainda, mas dei uma lida rápida e amei o que li. Estou adorando esse feedback de vocês. Agradeço sempre o carinho que vocês tem em comentar e dividir comigo as experiencias de leitura! <3
Para fechar a semana com chave de ouro, nada mais justo que esse capítulo aqui. (Porque essa semana foi incrível; beijo lutteo, lutteo de namoradinhos, lutteo no roller, lutteo no blake, lutteo por todos os lados, e hoje ainda teve mais uma demostração da química deles, vulgo que más da ao vivo.)
ESTÃO PRONTOS?

BOA LEITURA!!!

Capítulo 18 - Quando menos se espera


Luna Valente

A multidão no saguão do hotel se vê borrada aos meus olhos. É lacrimejando e sentindo uma dor horrível no peito que eu passo entre as pessoas que me olham sem entender. Não presto muita atenção na expressão delas. Não sei nem se ao menos consigo decifrar alguma expressão. A imagem da traição de Henry está grudada na minha cabeça.

Continuo andando ao passar pela porta do hotel. Sem nenhum rumo. Não tenho a menor intenção de ter algum rumo.  Tudo o que eu queria era poder me esconder em algum lugar da terra onde pudesse esquecer de toda essa humilhação e tirar do peito essa sensação que estou sentindo.

A noite não está fria, mas a leve brisa me arrepia. Abraço a mim mesma, na intenção de que minhas mãos possam me dar um pouco de calor. Atravesso a rua numa direção qualquer, não me faz diferença. Só quero ir para longe dali.

Um casal passa por mim. Alegres, cantando, aos beijos e caricias. Ela carrega um pequeno buquê de flores escuras como o que eu usaria amanhã. Ele está com o terno numa das mãos e a outra gira e gira a mulher vestida de branco com a qual ele se casou. Eles vão nessa dança, nesse amor, nessas coisas que eu acreditei que faria. Desaparecem da minha visão. E eu me detenho.

O aperto no peito piora e sinto que vou desabar ali mesmo, no chão de uma rua qualquer. Não consigo mais. É demais para mim.

Antes mesmo de que eu possa fazer qualquer movimento, Matteo me envolve nos braços e me aperta contra ele. Recosto a cabeça em seu peito e deixo que todas as minhas angústias sejam externadas.

Sei que ele me seguiu desde o hotel. Talvez por esse motivo eu estava tão segura de sair sem rumo. Porque não importava o rumo que eu fosse, ele estaria lá comigo. É uma estranha sensação de estar protegida.

Sinto minha cabeça rodar conforme cada imagem passa por ela. O estômago se aperta e faz um gosto amargo chegar na minha boca. Minhas mãos estão trêmulas. Quero virar pó e desaparecer. Minhas lagrimas não cessam. Sou uma Luna Valente destruída por dentro. E odeio estar assim.

Não me reconheço como essa pessoa que está aqui. Fraca, debilitada, perdida. Mas não posso fazer nada quanto a isso. O aperto no peito dói. Sinto-me como um objeto que foi usado. É isso que pareço ser para todas as pessoas. Um objeto que elas usam e fazem de mim o que bem entendem.

- Por que as pessoas me usam, Matteo? – afasto meu rosto e o encaro – É tão difícil assim se importar com os meus sentimentos? – fecho os olhos e sinto o toque da pele dele com a minha; seus dedos enxugam meu rosto e acariciam suavemente minhas bochechas – Será que eu sou tão ingênua ao ponto de que qualquer pessoa se aproveite de mim? – volto a abrir os olhos e encontro os olhos castanhos me encarando – Será que o problema sou eu?

- Para de falar besteiras. O problema não é você. São as pessoas. – secou mais uma lágrima – Aquele cara não merece uma lágrima sua, mas sei que é necessário colocar para fora isso que está sentindo.

- Ele me traía com uma pessoa que diariamente estava comigo. Não era minha amiga, mas estava sempre ali, perto de mim no trabalho. Isso é nojento demais, Matteo. Nunca me senti tão usada e humilhada quanto hoje.

- Ele é um canalha. E não sabe como vai se odiar quando se der conta que teve a chance de se casar com a mulher mais incrível do mundo e a perdeu. – a intensidade nos olhos dele hipnotizou – Posso falar disso com muita certeza. Porque eu também tive em minhas mãos a chance de estar o resto na vida ao lado dessa mulher maravilhosa e desperdicei essa chance por covardia. E você não sabe o quanto me sinto um idiota por isso. Ter te feito sofrer foi o maior erro da minha vida. Porque nenhuma mulher no mundo se iguala a você, Luna. – algumas lágrimas insistiam em cair e ele seguia secando uma por uma – Chora o que tiver que chorar. Coloca para fora tudo isso. Mas me promete que depois disso não vai mais sofrer. Porque eu te juro que sou capaz de qualquer coisa para não te ver sofrer nunca mais. Estou sentindo aqui dentro. – colocou a mão no coração – Estou sentindo o que te causei e me odeio por isso. Você nunca, nunca mesmo, deveria ter passado por isso. Ninguém no mundo tem direito de te machucar e, hoje, eu te prometo que ninguém mais te fará sofrer.

Fechei os olhos e o beijei. O gosto das lágrimas se mesclou com alguma coisa que eu não sabia explicar. Matteo segurou meu rosto com as mãos, mas não fez nada mais que isso. Deixou que eu fizesse da minha maneira. Movi os lábios e os entreabri, apenas para pode tocar os dele um pouco mais, mas sem aprofundar em nada o beijo.

Não sei por quantos segundos permanecemos num roce de lábios e movimento de cabeças, para ser sincera eu sequer sei porque estou fazendo isso. É raro. Não sinto nada com o beijo. Nada do que imaginei que sentiria. Não consigo sentir nada. Meu coração está despedaçado demais para isso. Mas apesar de não sentir nada é agradável estar beijando Matteo.

- Desculpa. – passo a mão nos lábios e digo desviando o olhar do dele.

- Você não precisa me pedir desculpas por me beijar. – o tom divertido que ele usa na frase faz um pouco de cócegas nos meus sentimentos, mas nada que mude a sensação de ser um lixo que estou sentindo – E relaxa, você está frágil, confusa e com os sentimentos a flor da pele. Entendo que suas atitudes nesse momento possam não ser as que você tomaria se a situação fosse outra.

- Bem, é... Obrigada. – dou um olhar simples para ele, que me devolve seu melhor sorriso e volta a me acariciar; uma das mãos brinca com a minha e a outra desce e sobe pela minha bochecha, como ele costumava fazer ao me beijar, ou melhor, das poucas vezes que nos beijamos.

- Sei que não tenho o direito de te pedir nada. Mas você sabe que não estou aqui por acaso e não tem nem porque eu ocultar que ainda sinto coisas fortes por você. – abaixa o olhar e levanta logo em seguida – Então ao invés de te pedir que confie em mim outra vez, eu vou começar do zero e reconquistar sua confiança. Vou fazer tudo de novo. Como se nossa história começasse agora e eu tivesse que remar muito para que você confie em mim, porque sei que vai ser assim, que não vai ser fácil para mim. Mas estou disposto a qualquer coisa para reconstruir nossa história, Luna. De agora em diante vou estar aqui para e por você. Se eu ver que você está incomodada com isso, tratarei de entender que minha chance realmente foi aquela e eu a perdi, mas a um mínimo sinal seu de que as coisas podem evoluir, só vou parar quanto tiver seu sim. Tome o tempo que quiser e não se preocupe, sei que agora está abalada demais para qualquer coisa. Só quero que saiba que tem meu ombro para chorar, caso queira. E se não quiser, tudo bem. Estarei aqui cuidando de você e esperando o tempo certo para te conquistar outra vez.

Não tive reação.

São muitas palavras, muitas promessas, muitas coisas vindas de alguém que já me machucou demais. Mas ainda assim, vejo verdade nelas. Matteo me surpreendeu ao dizer todas essas coisas. Ele sabe que agora não, mais do que nunca, eu preciso de um tempo para mim mesma. E talvez o que me tenha feito não gritar e sair correndo ao ouvir ele dizer que quer tentar de novo, é que por mais que falte confiança e o medo disso me aterrorize, ele está aqui, ele vai lutar por mim. A Luna Valente de 16 anos está pulando de alegria dentro de mim, enquanto a de 23 segue despedaçada e confusa com tudo.

- Sabe que eu não vou conseguir confiar em um cara por um bom tempo, não é? – minha voz sai baixa, quase como se eu tivesse me arrependido de falar.

- Sei. Mas não sou qualquer cara. Sou Matteo Balsano. E temos uma história. Cheia de buracos, problemas, decepções, mas uma história de amor. E não é qualquer história de amor, porque a nossa já deu frutos. A Sol transformou a minha vida. Virou de cabeça para baixo. E me mostrou que eu ainda sou maluco por você.

Ele voltou a abaixar o olhar e pela primeira vez durantes esses últimos minutos eu sorri. Não por ele dizer que ainda é louco por mim, mas por ele falar da Sol. Minha filha é a coisa que me faz esquecer os problemas e ver a vida de um jeito melhor. E eu tenho certeza que ela não vai medir esforços para ajudar Matteo a me conquistar.

- Nina deve estar preocupada.

- Ela sabe que você não está sozinha.

- Mas já é madrugada e estamos no meio de uma rua quase deserta numa cidade que é no mínimo, duvidosa. E uma mulher traída é sempre um perigo.

Dizem que rir da própria situação ajuda.

- Você é um perigo de qualquer jeito.

Senti como se estivesse fazendo um raio-x. O olhar que Matteo me lançou conseguiu enxergar até a minha alma. Ele mordeu os lábios e soltou seu habitual sorriso de mauricinho.

- Por mais que você tenha estragado meu casamento, obrigada por ter me aberto os olhos.

- Eu disse que não deixaria ninguém te fazer sofrer. – se aproximou e automaticamente dei um passo para trás, mas ele negou com a cabeça e se aproximou outra vez, deixando um leve beijo na minha testa – Vem, vamos voltar para o hotel. Você precisa dormir.

Assenti e nós andamos lado a lado, sem falar nada, por algumas quadras até chegar ao hotel onde estamos hospedados. É estranho estar assim com ele. Tudo foi estranho no dia de hoje. Agora o único que preciso é uma boa noite de sono para digerir tudo isso e colocar meus sentimentos no lugar.

 

(...)

 

- Ele mandou tudo isso? – Nina olha perplexa para a quantidade de buquês de rosa que Henry tinha mandado entregar no meu quarto.

- Sim. Como se fosse mudar alguma coisa. – reviro os olhos e solto um suspiro – E ainda teve a capacidade de escrever em um bilhete que tem certeza que vamos nos casar hoje. E que me ama, e que se arrepende, e blá, blá, blá.

- Não. Não pode ser verdade. Esse cara não tem nenhuma noção da vida. – pega um dos bilhetes na mão – “Nossa suíte está reservada para depois”. Certo, ele realmente acha que você vai perdoá-lo.

- Que entenda que não vou. Sabe-se lá quantas vezes ele me traiu. Sol tentou me mostrar isso o tempo todo e ele sempre deu um jeito de esconder para que eu nunca descobrisse. Minha filha deve me achar um monstro por não acreditar nela.

- Amiga não fica assim. Você não podia acreditar em nada sem provas. Poderia ser qualquer pessoa te falando, se você não visse, não teria como saber se era verdade ou não. O que importa é que agora a Sol deve estar surtando de alegria. Porque tenho certeza que o pai dela já ligou e contou as novidades. – sentou na cama ao meu lado – Vocês dois ontem. O que houve? Ele estava sorrindo feito uma criança quando o encontrei no corredor antes de vir para cá.

- Basicamente ele se declarou e disse que vai me reconquistar. Isso depois de eu ter chorado por vários minutos abraçada a ele.

- E você?

- Eu deixei ele falar. E fiquei bem surpresa com a forma que ele disse todas as coisas. Você precisava ver o brilho no olhar dele falando tudo aqui. Não era legal eu cortar a fala dele no meio e dizer “ei, bem legal tudo isso, mas você me magoou demais e não sei se consigo confiar em você outra vez”.

- Não era legal ou você não teve coragem de dizer porque lá no fundo a coisa que você mais quer é voltar a confiar nele?

- Sendo bem sincera eu não sei. – suspirei – Ser traída automaticamente fez minha cabeça mudar para o modo de cuidado extremo com qualquer homem que queira se aproximar de mim dessa maneira.

- Mas ele não é qualquer homem. – levantou uma das sobrancelhas – Ele é o cara por quem você é apaixonada desde os quinze anos.

- Eu sei. Ele me disse isso. – rolei para o lado e peguei um pedaço de chocolate – Disse também que temos uma história de amor e que isso já é um ponto extra para ele.

- Ele tem razão. Por mais que você não confie nele por medo de se machucar, sabe que ele não te trairia desse jeito.

- Nesse ponto talvez ele tenha razão. Minha questão de confiança com ele é outra. É mais no fato de que me atormenta pensar que ele pode estragar tudo outra vez.

Nina conhecia melhor do que ninguém minha história e tudo o que sinto em relação a Matteo. Sim, que sinto. Ainda sinto coisas por ele, mas o meu modo autoproteção me mantém o mais longe possível de revelar a qualquer pessoa, com exceção da Nina, que esse sentimento ainda existe.

- Isso quer dizer que você vai dar outra chance a ele?

- Isso quer dizer que no momento eu quero pensar em mim. E que não sei se um dia vou conseguir esquecer tudo que passei. Não envolve só a mim, Nina. Sol também está envolvida nisso e tenho medo de que qualquer esperança falsa possa magoá-la. Isso pesa muito. As noites em claro que passei esperando uma resposta dele magoaram tanto quanto descobrir que ele mentiu.

Ouvimos algumas batidas na porta e indiquei para que Nina ficasse quieta. A passos leves fomos para mais perto da porta e conseguimos ouvir Henry falando.

- Luna, abre a porta. Sei que está ai. Precisamos conversar meu amor. Nosso casamento é daqui algumas hora e temos que esclarecer as coisas e ajeitar tudo. O que você viu ontem não é nada perto do amor que sinto por você. Por favor, Luna. Eu te imploro, eu faço o que você quiser, mas me dê uma chance de pelo menos explicar tudo.

Explicar o inexplicável? Ele deveria se poupar e me poupar disso tudo.

- Se você estiver me escutando, quero que saiba que fui me apaixonando por você. Que no começo eu confesso que você era uma distração e que o fato de estar emocionalmente abalada e vindo de outro país facilitou que eu te conquistasse e eu só queria me divertir. Mas fui criando um sentimento por você e por isso te pedi em casamento. Porque te amo e não queria mais perder tempo. Com a Cinthia era só diversão. Não tinha sentimento como com você. Luna, sei que errei, mas por favor, não arruína toda história que nós poderíamos construir. Eu estou disposto a tudo e te juro que ontem foi a ultima vez que fiz alguma coisa com outra mulher. Eu te amo, Luna Valente.

Apertei os lábios para não chorar. Nina me abraçou e me passou confiança para me manter forte. Ele confessou que eu era só uma diversão. Que se aproveitou da minha falha emocional para me usar. Que enquanto eu estava me apaixonando por ele, para ele eu era só mais uma. Tudo foi uma ilusão. Mais uma ilusão da idiota aqui.

- O que está fazendo aqui? – ouvi a voz do Matteo encarei Nina.

- Eu? O que você está fazendo aqui? – Henry respondeu num tom nada amigável – Eu estou tratando de me acertar com a minha noiva. Você não tem nada para fazer aqui, vai embora e fica longe da minha mulher.

- Sua mulher coisa nenhuma. Luna desde ontem está solteira, para começo de conversa. – Nina fez uma careta de aprovação com o que Matteo falou – E você não tem nenhum direito de estar aqui importunando ela. Provavelmente ela está dormindo e tentando esquecer a cena deplorável que viu ontem. Seja homem o suficiente para admitir que suas ações acabaram com o que vocês tinham.

- Quem é você para dizer qualquer coisa? – Henry gritou – Mentiu, a magoou e abandonou ela grávida aos 17 anos. Cadê a sua moral? Cala sua boca antes de falar de mim, porque não somos muito diferentes.

- Somos muito diferentes sim. Porque eu nunca trairia Luna. Eu nunca a humilharia desse modo. As minhas mentiras tinham um porque e a situação é diferente. E o principal. Não a abandonei grávida. Se eu soubesse da gravidez eu pegaria o primeiro avião de volta para Buenos Aires e para os braços dela. Porque eu amo essa mulher.

Abaixei o olhar. Meu coração disparou ao ouvir ele dizer que me ama. Nina percebeu minha reação e se limitou a me abraçar outra vez, entendendo minha mescla de emoções.

- Eu também amo. E não pense que não sei que quer uma chance com ela porque está estampado no seu rosto. E se você quer uma chance, porque eu não posso ter? – falou com desdém – Faz um favor a nós dois e vai embora daqui. Luna e eu vamos nos casar.

Só de pensar em casar com Henry um bolo se formou na minha garganta. Essa com toda certeza não é uma possibilidade.

- Você não está entendendo. Não vou permitir que faça a mulher que eu amo sofrer. Não vou permitir que ninguém mais a faça sofrer. Sei de todos os meus erros e não vou repeti-los. Passou muito tempo desde que minha história com ela teve uma pausa. Porque é isso que teve. Uma pausa. Não um final. Se quer saber mesmo, estou aqui sim porque quero conquistá-la e acabei com o casamento de vocês por isso. Se você acha que vou deixar isso fácil, está muito enganado. Sai da vida dela, porque eu posso estar sendo bem pacífico até agora, mas isso pode mudar rápido. E outra coisa. – uma pausa, digamos dramática, aconteceu – Se você ousar ameaçar a minha filha de novo, eu quebro a tua cara.

Ele ameaçou a Sol?

Nina segurou a minha mão para que eu não fizesse nada e fiz um sinal de que eu deixasse Matteo fazer tudo.

- Você... – Henry começou, mas foi interrompido.

- Cai fora e deixa a Luna ser feliz. Eu não sou o único nesse hotel que está disposto a proteger ela de você. Ela não vai estar sozinha até estarmos bem longe de você, portanto, não se iluda. Vocês não vão se casar. Já era. Acabou.

Minha boca se abriu e a de Nina também. Não ouvimos mais nada. Nem uma palavra sequer foi dita e nós ficamos ali sem ter o que falar uma para a outra depois de ter ouvido Matteo me defender daquela forma.

Um bilhete passou por baixo da porta e Nina se abaixou para pega-lo. Ela nem chegou a ler, mas me entregou com um sorrisinho no rosto.

“Não se assuste se abrir a porta e eu estiver aqui fora. O seu ex noivo veio te importunar e quero me certificar que ele não vai aparecer outra vez.”

Neguei com a cabeça e soltei um pequeno sorriso. Quem diria que Matteo seria a pessoa a me fazer rir em meio a uma decepção amorosa. Quando menos se espera a vida nos mostra que algumas coisas tendem a seguir intactas mesmo depois de várias mudanças.


Notas Finais


E ai?
O que me dizem?
EU AMO MEU FILHO MATTEO BALSANO QUE VAI LUTAR PELA MULHER DELE SIM!
Ok, me exaltei.
Matteo abrindo o coração e depois defendendo a Luna do Henry é demais para mim.
E eu não sei porque, mas eu acho que tem alguém lá em San Diego que já está preparadíssima para quando os pais voltarem para casa hahahaha

Comentem e façam Luana feliz :)
Nos vemos ♥


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