História Consequências - A Escolha - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Exibições 9
Palavras 3.111
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


E aí galera vamos, que vamos...
Esse capítulo vai ser narrado na terceira pessoa.
E temos uma a mostra do meu gostoso Ian Montessori 😍😍😍

Capítulo 3 - Capítulo III


Fanfic / Fanfiction Consequências - A Escolha - Capítulo 3 - Capítulo III

Dias atuais...

Ian Montessori encarava o céu nublado de Nova York entediado, as nuvens começaram a se formavam sobre o seu olhar desinteressado, era apenas um pequeno aviso da natureza de que logo uma tempestade chegaria, mas ele não se importava, estava no último andar de um prédio de trinta andares, e mesmo que a sede da Diamonds fosse o lugar que menos gostasse de frequentar, ainda sim, era sua obrigação tomar a frente dos negócios da família.

E por mais que tentasse se concentrar nos negócios, sua cabeça estava em outro lugar, como por exemplo, não ter em mãos a senha do banco na Suíça e isso o irritava profundamente.

E para piorar a situação, Richard Garner estava cada vez mais perto de ter acesso aos cem bilhões de dólares da transação com a Rússia e dos dóceis que incriminavam o chefe de segurança do estado, como também do FBI, mas infelizmente se aqueles documentos caíssem em mãos erradas, até mesmo ele poderia correr o risco de ser pego.

E esse era um erro ao qual ele não estava disposto a correr, por isso tinha que descobrir logo a senha, só assim poderia finalmente dar um fim no governador. Richard até podia ser poderoso por ter um posto como aquele, mas ainda sim, não era páreo para a sua inteligência.

Ian balançou a cabeça negativamente sem ainda acreditar no que o pai estava planejando em suas constas com o governador. Não é a toa que agora está a sete palmos da terra.

― Não faz a mínima falta velho inútil! ― disse sem nenhum pingo de remorso, pois era o que realmente sentia em relação ao pai.

Gregório Montessori não passava de nada para ele. Mas em frente à família a história tinha que ser diferente.

Para sua avó o mesmo ainda estava mal pela perda paterna por isso vivia tão recluso e distante da família. Enquanto sua irmã mais nova Ivy o via como um porto seguro já que ainda estava muito abalada pelos acontecimentos recentes.

Já os seus tios o apoiavam com orgulho, até mesmo George que fora contra ao fato de Ethan estar fora do testamento estava o ajudando, já sua mãe como de costume estava alheia a tudo, apesar de Ian suspeitar que a morte do pai tenha lhe trazido alegria, já que Esmely entre todos da família era quem tinha mais motivos para odiá-lo.

Mais apenas o seu avô parecia de fato saber o que tinha acontecido naquela noite, mas Ian duvidava que ele fosse contra os seus planos, ter um bastardo na frente dos negócios seria uma grande vergonha para ele, principalmente depois de tudo que aconteceu no passado, e que só piorou quando a verdade perturbadora daquela família veio à tona. E nada poderia ser concertado depois disso. 

Seu pai era o culpado por toda tragédia que rodeava sua vida, e ninguém nunca mudaria a sua opinião sobre esse assunto. Nem mesmo sua avó, por quem tinha tanto carinho e respeito.

Giulia sempre tentou de alguma forma fazer com que pai e filho se reconciliassem, mas nada nunca funcionou.

Ele sabia muito bem que ela jamais o perdoaria se descobrisse que ele quebrou a promessa de nunca assumir os negócios do seu avô, e principalmente que mentiu sobre a morte do pai.

Mas o que seria daquela família se não fossem as mentiras? Com toda certeza já estariam todos destruídos! E mentir é o que ele vem aprendendo a fazer desde o momento que nasceu com o sobrenome Montessori.

Assim que finalizou a ligação, Amélia notou que parado em frente a sua mesa havia um homem de terno cinza e com um olhar endurecido em sua direção, ela sabia muito bem quem ele era, e seu rosto antes calmo deu lugar ao espanto e talvez até um pouco de receio. Ele era nada mais, nada menos, que Richard Garner, o governador dos Estados Unidos, tinha a índole de ser um homem honesto e justo em frente às câmeras, mas a verdade é que tudo não passava de uma grande farsa.

Amélia se recompôs rapidamente deixando o semblante transparente, não deixaria que ele notasse o seu desconforto perante a sua presença.

― Eu quero falar com o Montessori! ― informou de maneira rude.

Já estava acostumada com o gênio forte do senhor Montessori, mas a diferença entre os dois é que o senhor Montessori a pagava muito bem para aturar o seu mau humor.

― Tem hora marcada? ― perguntou com um sorriso falso o que fez Richard bufar.

― Sabe muito bem que os assuntos que tenho que tratar com ele são pessoais. Avise aquele moleque que estou aqui. E que é bom me receber! ― exigiu em um tom ameaçador.

Amélia assentiu com um pouco de irritação e se levantou seguindo até o escritório do seu chefe, sabia que ligar para avisá-lo não faria nenhuma diferença, principalmente numa situação dessas, e ambos já avinham combinado que quando visitas indesejadas aparecessem, a primeira coisa que ela deveria fazer era ir até a sua sala para avisá-lo pessoalmente.

Ian andou até o pequeno bar recém-reformado de seu escritório e se serviu de uma boa dose de uísque, só bebendo para conseguir acalmar os ânimos e ter a paciência necessária para bancar a pose de um empresário de sucesso, por isso sentou se em sua cadeira e começou a analisar os documentos que ainda tinha que assinar, apesar da faculdade de administração que tinha feito alguns anos antes, parecia enferrujado, não gostava de ficar atrás de uma mesa como um perfeito idiota, como o pai queria que Ethan fosse.

Ian abriu a tela do notebook e começou a digitar alguns dos documentos que estava lendo desde cedo, apesar de não ficar muito naquela empresa, tinha que estar a par de tudo que acontecia, afinal de contas era tudo dele. Além do mais, confiava em Amélia para ficar de olho em Arthur, mas desconfiava que o mesmo tentasse roubar um centavo seu, já que as consequências desse ato poderiam custar caro a sua família.

E quando a vida de alguém que se ama está em jogo nos tornamos totalmente vulneráveis e fáceis de se manipular, e Ian sabia disso melhor do que ninguém e na maior parte das vezes, usava isso a seu favor, mas para o seu desagrado, ele mesmo não era imune a esse jogo, tinha pessoas importantes em sua vida, mesmo sendo uma pequena lista que se resumia em seus avós, mãe e irmã, e é claro em Alexia.

Ela talvez fosse a mais importante delas, mas admitir isso o enxia de ódio, não pensaria nela por enquanto, ou melhor, dizendo, não até conseguir algo que a trouxesse de volte e que principalmente a fizesse mudar de ideia.

Ele poderia parecer um louco por querer que os dois continuassem juntos depois de tudo que aconteceu, mas em sua cabeça, toda aquela loucura parecia fazer algum sentido.

Alexia pertencia a ele, e sempre seria assim, ela ter o seu sangue não mudaria as coisas. Foi quando uma batida delicada na porta o despertou dos seus pensamentos obscuros, já imaginava que fosse sua assistente pessoal.

― Entre. ― sua voz saiu mais amarga que de costume, infelizmente Alexia tinha o poder de mexer com suas emoções. Até mesmo quando povoava seus pensamentos.

Amélia entrou na sala com um olhar preocupado, devia ter cerca de um metro e cinquenta, era branca e possuía cabelos louros escuros, além de olhos castanhos quase que dourados, seus cabelos estavam presos em um coque, e usava um vestido discreto vermelho, acentuando suas curvas, mas nunca vulgar, e ao julgar pelos saltos, usava como artimanha para aparentar ser mais alta. Ela era esposa de Vincent Masen, chefe da segurança de Ian, por isso Amélia estava ali, era inteligente e sabia como ninguém o que devia fazer para manter as aparências.

Ian tinha ciência que a sua imagem perante a mídia nunca deveria ser manchada, por isso ela cuidava de todos os seus assuntos pessoais, como eventos, reuniões, família, e às vezes até mesmo as mulheres com quem se relacionava.

― Desculpe o incomodo senhor, mas Richard Garner está aqui fora, e exige que o senhor o receba. ― informou com desgosto, já que ouviu o bastante dele para saber que era uma pessoa horrível.

Ian franziu o cenho, não esperava a visita dele tão cedo, mas não gostava de tratar dos seus outros negócios na empresa, porem sabia que não teria tantos problemas quanto a isso, o que Richard queria era bem diferente e principalmente não o comprometeria.

Sorriu divertido, ter tirado Anne Lise de suas garras no fim serviu de muita utilidade, parece que a ideia do Black realmente deu certo.

― Deixe que ele entre Amélia, já imaginava que ele viesse me procurar.

Amélia assentiu e encarou o chefe por mais um minuto, sabia como a situação estava delicada, principalmente depois da morte do senhor Montessori.

― Quer que eu peça para Vicente subir? ― perguntou em duvida, sabia que nessas horas era bom ter o marido por perto, mas Ian negou.

― Não será necessário, Richard não é uma ameaça, bom… Pelo menos não a que você imagina ser, mas peça a ele que me espere para sairmos daqui uma hora, tenho que falar com o Black. ― Amélia assentiu um pouco contra gosto, pois sabia que o Black significava ir à boate, e por mais que confiasse em seu marido, sabia muito bem como as mulheres daquele lugar eram deslumbrantes.

Assim que voltou para a recepção, Richard a olhou com deboche, sabia bem que ela era a esposa do Masen, uma das pedras em seu sapato e que cuidava perfeitamente bem da segurança do Montessori, o que ele considerava um grande problema.

― Pode entrar senhor, ele já está te esperando. ― Amélia avisou secamente. Richard apenas lhe lançou um olhar frio e superior, e seguiu para a porta.

Ian encarou Richard assim que ele adentrou em sua sala, seu sorriso debochado demonstrava a sua total falta de respeito e medo pelo governador. O que apenas mostrava que a briga entre os dois estava apenas começando.

― Ora, Ora, Ora! Mais ah que devo a honra da sua visita?― Ian perguntou com a voz carregada de ironia, o que fez Richard ranger os dentes com a sua impertinência, mas não disse nada por um momento, tamanha era a sua surpresa com o que via.

Seus olhos passaram por todo escritório que um dia já pertencerá ao seu grande amigo. E que agora não trazia nenhuma lembrança de Gregório, tudo estava modificado, era como se ele nunca estivesse estado ali, como se fosse uma lembrança apagada, e isso o fez se irritar ainda mais, por isso não entendia como Gherardo confiava tanto em um neto que podia ter culpa pela morte do próprio pai.

― Não se faça de desentendido moleque! Há anos eu nunca tinha gostado de você, e não era à toa! Matou o seu pai a troco do que, Ahãm? Ter o poder de comandar tudo? ― esbravejou cheio de raiva, o que fez Ian apenas revirar os olhos com as acusações de Richard, se era assim que ele queria começar... Tudo bem então!

― Acho que se esqueceu de que não sou mais um "moleque". Eu tomava conta dos negócios do meu avô há muito tempo, não foi à morte do meu pai que me tornou quem sou! Eu não tenho culpa dele ter sido um tolo para cometer suicídio… ― respondeu com um sorriso sarcástico.

Richard sentiu vontade de dar uma boa surra nele, mas Ian realmente não era mais um moleque de anos atrás, já havia se tornado um homem feito há muito tempo, e sua arrogância e prepotência também pareciam só ter aumentado.

― Nós dois sabemos que seu pai não se matou... Não me admira em nada que você tenha sido o último a telo visto com vida.

― Suas acusações não vão te levar a nada! Tudo sempre foi meu por direito. E nada poderia mudar isso! ― respondeu calmo e observou Richard ir até o seu bar e se servir de sua bebida, e naquele momento desejou que tivesse uma boa dose de veneno na garrafa.

― Mas nós dois sabemos o que ele iria fazer se ainda estivesse vivo! Era para Ethan estar comandando tudo, não você! ― respondeu bebendo do uísque e logo fazendo uma careta para o copo vazio. ― Deveria comprar uma bebida melhor…

Ian soltou uma risada fria e olhou para o homem com ódio, não via a hora de acabar com Richard e ser ele mesmo a dar os últimos minutos de vida ao governador.

― Aquele bastardo nunca terá o que me pertence por direito! Eu sou melhor do que ele! Sempre foi assim! Onde estou agora prova isso, não acha? ― perguntou com desdém. Richard assentiu, mas sorriu quando se lembrou de algo que poderia atingi-lo e tirar aquele sorriso prepotente de seu rosto.

― Mas acho que tem uma coisa que ele te venceu… Pelo que eu saiba Alexia amou ele, muito mais do que você, tanto que ela desistiu de tudo... ― Richard alfinetou, o que fez Ian sentir o peito inflar de ódio com a mera citação do nome dela.

Alexia ainda estava confusa com tudo que havia acontecido, mas ele sabia muito bem do amor que ela sentia por ele, isso nunca havia sido contestado, ele a conhecia melhor do que ninguém.

― Veio aqui para falar dos meus problemas amorosos? Porque isso realmente não me é um problema. Eu já encontrei uma mulher bem interessante para suprir todos os meus desejos obscenos… ― Ian comentou como quem não quer nada. ― Ah mais é claro! Como ia me esquecendo, você também a conhece, a vadia da Anne Lise... Sabe Richard, eu sempre me perguntei qual era a sua fissura naquela garota… Mas acho que agora te entendo… ela realmente sabe o que fazer para realizar os desejos de um homem… ― rebateu com um sorriso malicioso. Richard se enfureceu com o rumo que a conversa estava sendo levada. Agora ele estava na desvantagem, mas de qualquer forma, fora por esse motivo que tinha ido até ali.

Mas a pergunta que vinha o incomodando desde que sairá da boate era como Anne Lise havia sido proibida de ser dele, se ele mesmo pagava uma boa quantia naquele lugar para ser o único a tocá-la? Aquele moleque impertinente não iria tirar-lhe isso, quem ele achava que era para afrontá-lo dessa maneira?

― O que você fez? ― perguntou irritado, o que fez Ian sorrir maroto.

― Bom… Eu apenas segui o seu conselho… Como foi mesmo que você disse? ― perguntou o olhando divertido. ― Ah sim me lembrei! Tenha bons contatos, que eles farão o que você precisar…  ― balançou a cabeça negativamente. ― Se não sabe o Black e eu somos amigos há anos, e quando eu disse que gostaria de ter Anne Lise apenas para mim, ele a tirou de você… É uma pena que eu tenha conseguido mais uma coisa que pertencia a você, mas não se preocupe, tenho certeza de que logo vai encontrar outra vadia tão boa quanto ela! Mas te recomendo á procurar em outra boate…

Richard sentiu o sangue ferver, ele queria ter apenas Anne Lise, aquela mulher o fazia ir à loucura com apenas um toque, ela o encantava de maneira que nenhuma outra mulher um dia conseguiu, mas saber que seu brinquedo favorito estava proibido de ser dele, e ainda pior por causa daquele infeliz, o irritava profundamente.

― Seus joguinhos não vão te levar a lugar nenhum! Eu nunca vou te dar a senha daquele cofre, e se algo me acontecer, acredite, eu já tenho alguém de confiança para saber o que fazer com todo o seu dinheiro e de maneira ou outra eu vou sair vencendo! ― ameaçou, mas Ian apenas soltou uma risada sombria e olhou com tranquilidade para Richard.

― Sim, você não irá… Mas acho que nosso assunto já se encerrou. Tenho um compromisso mais interessante com alguém que você conhece… Se me der licença. ― falou de maneira mais educada possível indicando a porta de saída, era quase como se o fato de Richard estar, com a vantagem não o incomodasse.

O governador apenas o olhou com ainda mais ódio e saiu da sala pensando no que faria para recuperar o poder sobre Anne Lise, mais não deixaria isso barato.

E assim que Richard estava fora do seu escritório, Ian pegou o telefone e discou o número do amigo, apenas para confirmar o que já haviam conversado.

― Creio que a sua ligação seja por um bom motivo, estou certo? ― Black perguntou do outro lado da linha com um sorriso contido.

― Sim, às vezes uma mulher pode ter o poder sobre um homem mais do que podemos imaginar… Ele me deu a informação sem nem ao menos perceber, é o garoto! O filho dele sabe a senha, Richard não confiaria á mais ninguém uma informação como essa… Ele não seria tão estupido ao ponto de contar algo que o incriminasse.

 ― Sabe que Anne Lise faria tudo que você pedisse, não é? Já sabe o que vai fazer com essa informação? ― Chris perguntou com curiosidade, sabia que o amigo era um pouco sádico e gostava de fazer jogos com as pessoas. Duvidava que nesse caso fosse ser diferente.

― Você me conhece muito bem amigo… Já pensei em tudo, mas vou precisar de uma ajuda sua… ou melhor, dizendo, de uma de suas garotas. Sei que para a Anne Lise, ele nunca dirá nada, mas quanto ao filho… duvido muito.

― Acho que sei aonde quer chegar… Tem alguém em mente? Talvez Dominic… ou Sara? ― tentou deduzir quando lembrou das garotas mais persuasivas que havia na boate.

― Não, não, acho que já tenho alguém em mente, alguém que acho que posso fazer isso tudo se tornar ainda mais divertido…

― Quem? ― perguntou com curiosidade.

― A sua bar tender bonitinha, o olhar dela de ingenuidade chega a parecer piada dada às circunstâncias... Ela vai ser fácil de manipular.

― Katherine? Katherine Morgan? ― Chris perguntou com surpresa na voz, mas não achou a escolha ruim, ela era uma garota capaz de enlouquecer qualquer um. Ele mesmo ainda não tinha desistido da ideia de tela por uma noite.

― O que pretende fazer para convencê-la a fazer o que você quer?

Ian começou a rir e girou em sua cadeira coçando o queixo.

― Algo me diz que não vou precisar de muitos argumentos meu caro…


Notas Finais


E então gostaram ?? Se sim deixem o seu comentário, vou ficar muito grata! Até o próximo capítulo 😆👉❤
Beijos 😙😙


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