História Consequências - Capítulo 36


Escrita por: ~

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Categorias The Heirs
Personagens Cha Eun-sang, Choi Young-do, Kim Tan, Lee Bo-na, Personagens Originais, Rachel Yoo
Tags Comedia, Drama, Romance, The Heirs
Exibições 25
Palavras 2.064
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi gente, tirei um tempinho para vocês.

Capítulo 36 - Eu ainda me lembro do seu cheiro


Passou-se uma semana, Taila estava se recuperando, mas suas memórias ainda estavam confusas. Ela passava o dia todo brigando com Choi Young Do, que insistia em implicá-la o tempo todo. Roberto acabou sendo internado, seu estado estava cada vez pior. Ele pediu para que ninguém dissesse a Taila o que ele tinha, pois ele queria que ela recuperasse suas memórias antes que algo pior o acontecesse.

Chan Eun Sang não sabia o que fazer, ela estava em um país desconhecido, não sabia como voltar para casa e não tinha a companhia de seu namorado, que passava mais tempo ao lado da amiga, do que ao lado dela. Ela foi passear sozinha pela cidade, estava caminhando no calçadão, quando viu alguém conhecido correndo por ali.

—Chan Eun Sang? — Ele perguntou se aproximando, ela virou o rosto. — Por favor, não fuja!

—O que você quer comigo, Park Soo Yong?

—Me desculpe! Eu sei que não tem perdão o que fiz a você, e a garota que eu gosto. Tudo o que aconteceu foi minha culpa — ele se agachou no chão, tentando esconder as lágrimas que caíam de seu rosto. — Se eu não fosse tão egoísta, nada daquilo teria acontecido.

—Park Soo Yong — ela se agachou diante dele e lhe fez um suave cafuné — o Tan e o Young Do realmente fizeram tudo aquilo com você?

—Sim... — disse enquanto ainda chorava desesperadamente.

—Eu posso até discordar do que você fez, mas eu sei o que é ser atormentada por ser uma bolsista. Sei como é ser pobre e estar estudando em um colégio onde só há gente rica.

—Você acha que a Taila vai recuperar as memórias dela?

—Eu acredito que sim, na verdade, eu torço para que isso aconteça.

—Eu não sei se eu conseguiria viver carregando essa culpa.

—Não se preocupe. Só me prometa que não vai fazer nenhuma besteira...

—Besteira como? Me matar?

—Sim.

—Não se preocupe, isso não vai acontecer, não importa o quanto eu tente.

No hospital, Taila havia acabado de fazer a fisioterapia. Estava se recuperando bem e estava feliz como nunca, ao lado de Kim Tan. Seu psicólogo, contratado de Roberto, o mesmo psicólogo que ela se tratava quando era mais nova. Foi consultá-la. Ele apenas a observou no início. A forma em que ela se comportava quando estava perto de Choi Young Do e depois a forma que se comportava com Kim Tan, e por último com os dois juntos. O médico chamou a mãe de Taila e Marcela para conversar, ele podia imaginar o que estava acontecendo com Taila.

—Doutor o que a minha filha tem? — Perguntou a mãe dela, com ar de desespero.

—Antes de mais nada, me responda uma pergunta, qual dos dois é o namorado de sua filha?

—O mais branquinho. O que está se fingindo de segurança para ficar ao lado dela.

—E o outro? Ela gosta dele ou já gostou no passado?

—Ela me disse que o amou intensamente no passado — começou Marcela —, mas aquele sentimento começou a desaparecer quando ela conheceu o outro, o Choi Young Do.

—Acho que entendo o que está acontecendo. Se ela amou aquele rapaz, ele é a fonte da grande recuperação dela. Ela só está se recuperando bem porque ele está ao lado dela. E esse é um dos motivos que ela não consegue recuperar a sua memória, ela não quer, pois se ela se lembrar, logo ela irá se lembrar de tudo o que aconteceu de ruim antes do acidente e não terá forças para se recuperar.

—O senhor está dizendo que ela está encontrando forças no Kim Tan?

—Ela está encontrando forças nas memórias que ela possui com ele, provavelmente foi a fase mais feliz da vida dela.

—O senhor acha que ela ainda o ama e não ao seu namorado.

—Não exatamente, se ela não amasse ao outro rapaz, não se sentiria estranha por estar perto dela, ela seria indiferente. O fato de ela se implicar com ele, significa que ela sente que no fundo o conhece, mas não sabe como foi.

—O que o senhor nos recomenda para que ela se lembre?

—Por enquanto nada, se ela continuar se recuperando assim, logo ela sairá do hospital. Aqueles dois são a chave para a recuperação dela e eles estão fazendo isso muito bem. Mas assim que ela estiver bem, e não recuperar as suas memórias, podemos pensar em duas maneiras: procurar um input e tentá-la fazer se lembrar ou deixar tudo como está, e deixá-la esquecer que viveu coisas ruins. Acredite, a segunda opção é a melhor, não se lembrar do acidente é um bom remédio para curar feridas psicológicas. A própria Taila está fugindo dessas memórias inconscientemente.

—Mas doutor a Taila tem uma vida! — Disse Marcela indignada.

—Ele tem razão Marcela, se a Taila não se lembrar, ela poderá ser mais feliz do que ela foi todo esse tempo em que viveu com o Roberto. Ele trouxe muitas feridas a nossa filha e a tratou de forma fria por tanto tempo.

—Você tem certeza que está pensando na Taila quando diz isso? O Kim Tan tem uma namorada, você acha mesmo que ele vai querer ficar com a Taila? E o Choi Young Do? O namorado que ela nem se lembra, acha mesmo que ele vai aguentar isso por muito tempo? A Taila não ia aguentar ser trocada de novo pelo Kim Tan. E se o pai dela morrer, ela nem saberá o motivo, vocês acham isso justo?!

—Como você pode pensar dessa forma Marcela? — Gritou a mãe, indignada. — Sabe o que pode acontecer com a Taila se ela se lembrar de tudo de uma vez? Ela poderá não ter esperanças para continuar se souber que o pai dela não tem mais que um mês de vida.

—Você é desumana, você sabe o quanto a Taila gosta do Roberto?

—Se a sua irmã tiver outra parada cardíaca por sua teimosia, eu te espanco moleque!

—Faça o que quiser. Eu vou ajudar a minha irmã se lembrar, ninguém é feliz o tempo todo e a Taila já viveu muitos momentos felizes ao lado daqueles dois homens lindos só para ela. Está na hora de mostrar a realidade a ela.

—Marcela o que você vai fazer?

—A coisa certa.

***

Em seu quarto, Taila estava almoçando. Em seu quarto, estava irritada, pois durante a fisioterapia, Choi Young Do começou a chamá-la de fraca, enquanto Kim Tan a ajudava cuidadosamente. Mas ela ainda estava intrigada, pois no fundo sabia que conhecia aquele garoto, mas não conseguia se lembrar de onde. E sempre que tentava, sua cabeça começava a latejar e começava automaticamente a sentir náuseas.

Resolveu caminhar um pouco pelo hospital, era uma exigência de seu médico, embora ela ainda se sentisse fraca e caminhasse com lentidão. Arrastando consigo o soro pregado a sua veia. Caminhou devagar, quando ouviu a voz de duas pessoas conversando em coreano. Ela estranhou, pois não sabia nada daquela língua, ou pelo menos acreditava não saber, mas se sentia confortável quando a ouvia. Como se estivesse em casa.

Avistou de longe Kim Tan conversando com uma moça, Chan Eun Sang. Ela estava triste e estava falando em um tom alterado. Taila não sabia quem podia ser, mas estava ficando desconfiada, pois não sabia como e quando havia voltado para o Brasil e nem o porquê de tantos coreanos estarem ali.

—O que você está fazendo aqui? — Perguntou Choi Young Do com o seu jeito brincalhão, colocando seus óculos escuros, ficando muito atraente. Taila não conseguia negar, mesmo que ele a irritasse completamente.

—Vim falar com o meu namorado.

—Volte para o quarto! — ficou preocupado. Lembrou-se de quando Taila chorou em seu ombro por Kim Tan. Não queria que aquela cena se repetisse novamente. Principalmente agora que ele sabia que ela já o havia esquecido, mas por um golpe do destino, tudo aquilo foi apagado. — Está na hora de você descansar.

—Eu não quero!

Kim Tan estava muito nervoso, não conseguia sequer imaginar que Taila estava atrás dele. Chan Eun Sang estava triste, mas já havia tomado a sua decisão.

—Eu quero voltar para a Coreia, e a Jang Yang Mi já me convidou.

—Eun Sang você prometeu ficar comigo até a Taila se recuperar. Você sabe como a Taila é importante para mim, não posso abandoná-la dessa forma.

—Eu sei — disse ela conformada, enquanto uma lágrima escorria pelo seu rosto. — Eu não estou te deixando, mas não posso ficar aqui sem poder ajudar. Está na hora de eu voltar a Coreia.

—Eun Sang...

—Isso não é o fim do nosso namoro. Vamos ficar juntos para sempre, lembra? Venha me procurar assim que a Taila se lembrar de tudo, está bem?

—Você vai mesmo embora?

—Vou!

Ele respirou fundo, mas conseguia entender os sentimentos de Chan Eun Sang. Por mais que ela soubesse que Taila estava doente, ainda lhe doía dividir o seu namorado com ela. Kim Tan não conseguiu evitar, puxou Chan Eun Sang pelo braço e a abraçou. Choi Young Do ficou alerta. Tentou impedir Taila de olhá-los, mas o único progresso que conseguiu foi impedi-la de ir até eles. Os lábios de Kim Tan tocaram os de Chan Eun Sang. Aquela era a sua despedida antes que ela voltasse a Coreia.

Assim que o viu beijando outra, ela se assustou, sentindo uma pontada forte em seu peito. Como uma apunhalada. Choi Young Do entrou na frente dela e a abraçou, mesmo que ela o empurrasse, querendo se torturar olhando para eles. Ele não a soltou, nem por um instante. Depois segurou na mão dela e a levou de volta para o quarto. Ela se deixou ir. Enquanto as lágrimas deslizavam de seus olhos. Assim que se sentou na cama do hospital, ela deixou que as lágrimas caíssem com força. Sentiu uma forte dor de cabeça, e uma dormência onde estava enfaixado e junto com a dormência. Um flash de memória. Ela pode ver Kim Tan beijando Jesse no dia seguinte em que a beijou. A dor era a mesma que estava sentindo. Mas começou a diminuir quando ela se lembrou do abraço de Choi Young Do no corredor.

—Como é... o seu... nome? — Perguntou, enquanto soluçava em meio as palavras.

—Choi Young Do! — Ele respondeu enquanto a cobria com o cobertor. — Como você pode se esquecer do seu próprio namorado? — Resmungou ele, para si mesmo.

—Obrigada.

—Pelo quê?

—Pelo que você fez. Eu sei como o Kim Tan é, aquilo não é uma novidade para mim. Eu bem estranhei, ele agir de forma tão madura esses dias, mas ele continua o mesmo.

—Por que você gosta de um cara assim? — Resmungou ele, sentando-se a beira da cama.

—Eu não sei.

—Não é à toa que você é uma azarada. Olha o seu estado.

—Não precisa me ofender.

—Não estou te ofendendo. Estou dizendo a verdade. Eu estou aqui para te proteger.

—Claro que está e você ganha para isso.

—Você é realmente demais — aspirou indignado. — Ei! Você sabe quanto é o salário de um segurança? E é muito pouco para aguentar uma criança mimada como você.

—Quem está pedindo para você me aguentar?!

—Olha só como você fala comigo... eu sou mais alto que você...

—E eu sou a sua patroa!

—Eu me demito então! Eu não suporto mais isso. Acha que eu posso viver só com esse salário? Eu ainda tenho amor a minha vida — ele se levantou e tirou o paletó do terno e jogou-o sobre a cama. Afrouxou a gravata e retirou os óculos. — Ah, como esse país é quente.

Taila sentiu algo estranho. Pegou o casaco de Choi Young Do com as duas mãos e o segurou firme. Choi Young Do estranhou a reação dela, teve esperanças, mas estava com medo de que fosse apenas mais uma esperança falsa.

—Será que você pode me deixar descansar um pouco?

—Claro — ele aproximou-se para pegar os seus óculos e o casaco, mas ela o segurou. Ele apenas o soltou um pouco sério.

—Pode ficar na porta e não deixa ninguém entrar? Principalmente o Kim Tan?

—Está bem. Eu faço qualquer coisa que você me pedir.

Ele colocou seus óculos e saiu enquanto desabotoava a sua camisa branca e um pouco desabotoada. Assim que a porta do quarto se fechou, ela aproximou o casaco dele perto de seu nariz e o cheirou. Seus olhos percorreram por todo o quarto.

—De onde... de onde eu conheço esse cheiro?


Notas Finais


Gente não esqueçam de deixar um comentário, eu ando muito ocupada esses dias e eu posso sumir e brotar a qualquer dia, beijos e vejo vocês a qualquer dia


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