História Consequências de um Amor - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger, Ronald Weasley
Tags Dramione
Exibições 422
Palavras 2.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem a demora, meu notbookquebrou, mas espero que gostem do capítulo, acho que é meu preferido até agora!

Capítulo 16 - Esclarecimentos


Poin't Of View – Hermione Granger

Três dias depois

Três dias. Exatos três dias que não falo com Draco, ou ao menos o vejo. Três dias que nem mesmo do meu quarto eu saio.

Sinto todo meu corpo cansado, uma vontade de chorar que a três dias perpetuá em meu corpo. Estou triste, meu rosto com olheiras das noites mal dormidas. 

A qualquer momento minha menininha pode nascer. A enfermeira disse que o certo seria que a bebê esperasse mais uma semana, mas com toda essa tensão emocional, pode ser a qualquer momento. Sinto raiva de mim mesma por não ser forte o suficiente para proteger minha filha. Raiva por ser fraca e dependente dele. Preciso de Draco mais do que achava humanamente possível.

Saio do quarto e caminho lentamente até o Salão Principal. A barriga pesa, anda difícil me locomover por aí, ainda mais por que Hogwarts é cheia de escadas e é impossível caminhar pelo castelo sem ter que desce ou subir dezenas de lances de escadas. poucos minutos depois, já me sinto cansada.

Quando finalmente chego ao Salão Principal, sento à mesa ao lado dos professores de Hogwarts, todos eles entretidos em suas conversas enquanto eu estou perdida no meu mundinho particular.

Sinto saudades do Draco, saudades dos seus beijos e carícias. Sinto saudades dele por perto, me abraçando e até mesmo dos momentos em silêncio que ele ficava simplesmente olhando para mim.

- Bom dia, senhorita Granger.

- Bom dia, diretora.

- Cadê o Draco? - Minerva pergunta. Coloco um pedaço de torrada na boca e fico enrolando para responder a diretora. Quando enfim não há nada para fazer além de responde-la, digo evasiva:

- Deve estar no quarto dele.

A professora balança a cabeça como quem concorda, e sem dizer mais nada volto a atenção ao meu café da manhã. Mexo as frutas do meu prato pra lá e pra cá sem a mínima vontade de comer aquilo, e quando penso em levantar da cadeira e mais uma vez me trancar no meu quarto, de onde nem deveria ter saído, ouço a voz rouca dele ao meu lado dizer:

- Precisa comer pelo menos metade desse prato.

Me viro para ele e fico alguns segundos em silêncio, apenas olhando aquele rosto que tanto amo até ter coragem e dizer:

- Não é como se você se importasse.

  Me viro para frente dando as costas para ele. Meus olhos se enchem de lágrimas e sinto vontade de chorar. Respiro fundo enquanto tento segurar as lágrimas e evitar que elas escorram livremente.

- Hermione, eu sei que você me odeia, mas isso não é por mim é pela...

- Não põe minha filha no meio disso. - eu digo entre dentes, evitando gritar e chamar a atenção de todos.

- Eu amo essa criança, não pode querer que eu me afaste dela.

- Desculpe Draco, eu sou incapaz de odiar qualquer um que ame a minha filha, mas isso não é suficiente pra mim.

- Isso também não é suficiente pra mim.

- Eu sei, Malfoy. - eu falo, a voz embargada. - Percebi isso a três dias.

- Droga Hermione!  - ele grunhi. Ficamos em silêncio alguns segundos, ouço sua respiração se acalmar e então ele diz: - Podemos, por favor, conversar em um outro lugar?

Levanto a cabeça e olho os professores ao meu redor, todos eles lançam um olhar pra mim e percebo que eles estavam ouvindo a discussão.

Arrasto a cadeira e me levanto, começando a caminhar mais a frente de Draco, antes porém que eu saísse do Salão Principal já estava me sentindo cansada, tanto física quanto psicologicamente.

- Vem, conheço um lugar e não vai precisar subir dois lances de escadas.

Draco passa na minha frente, e vejo que carrega um prato cheio de fruta. Reviro os olhos entre irritada e terna, odeio que ele esteja mandando em mim em um momento como esse, mas amo que ele se preocupe e cuide de mim, me faz sentir como se nem tudo estivesse perdido.

Não demora muito e estamos os dois em uma sala de aula vazia. Draco me puxa uma cadeira e faz um gesto indicando que eu devo me sentar. Obedeço muda sem ao menos olhar para ele e quando estou acomodada, ele põe o prato cheio em meu colo.

Ficamos em silêncio por um longo minuto, fico encarando o prato de comida enquanto um bolo se forma em minha garganta. Odeio estar brigada com ele, odeio me sentir fraca e inútil, e odeio estar nessa posição de quem precisa ser cuidada, como se eu fosse pequena e fraca, embora pequena e fraca é exatamente como me sinto.

 Draco suspira longamente enquanto eu continuo a encarar o prato. Sinto sua frustração, mas simplesmente não consigo olhar para ele. Se Draco disser que acabou, se ele falar que não pode mais e que tudo o que vivemos foi errado, simplesmente não sei se posso seguir em frente, talvez possa sobreviver por minha filha, mas jamais vou poder olhar para outro homem e ama-lo novamente, porque é isso que sinto por Draco Malfoy, amor. E não é algo que eu possa voltar atras, que um dia eu possa deixar de sentir, é eterno, está cravado em cada célula do meu ser, faz parte de mim e de quem eu sou. 

 - Hermione...

 - Não quero ouvir Draco. - eu o interrompo. Dessa vez deixo as lágrimas caírem livremente e que se dane se ele vai me achar fraca. Tudo o que eu queria era sentir seus lábios me beijando, sua mão percorrendo meu corpo. - Não quero ouvir que não me quer mais, que o que vivemos foi errado.

 - Porque acha que vou dizer isso? - ele pergunta. Ouço a mágoa na sua voz e isso só serve para me deixar ainda pior. Odeio vê-lo sofrer. - Achou que eu estava mentindo todo esse tempo?

 -Não Draco, pensei que talvez isso que você sentisse pudesse ter acabado, que talvez você percebesse que eu não era a mulher certa para a sua vida. 

 - Droga Hermione!! Por mais que eu me esforce, mesmo que eu me redima todos os dias da minha vida, eu nunca vou ser o homem certo pra você, - a voz dele se torna um pouco mais branda e eu finalmente tomo coragem de olhar para ele. Draco se aproxima, se abaixa diante de mim olhando diretamente nos meus olhos. Suas mãos vai para o prato que ainda carrego intocado no meu colo e ele pega um cacho de uva e me oferece. Começo a mastigar meio emocionada com seu cuidado comigo. O que ele sente não pode ter mudado, pode? Esse homem ajoelhado na minha frente e cuidando de mim não pode ter esquecido dos seus sentimentos e decidido seguir em frente sem mim. - Hermione, me desculpa tá legal? Me desculpe por eu ser fraco e idiota, por não ser o homem que você merece ter em sua vida...

 - Você não é idiota ou fraco, e não quero outro em minha vida, quero você Draco. 

 - Espera! e escuta, tudo bem? - aceno positivamente pra ele disposta a apenas ouvir o que ele tem a falar, Draco pega o prato do meu colo e me estimula a continuar a comer. Pego uma fruta qualquer no prato e começo a mastiga-la. - Há três noites, no dia em que... Você sabe... - Aceno e Draco continua, dessa vez ele olha para o chão e odeio que ele se sinta tão pequeno que não consiga me olhar nos olhos. As coisas não deveriam ser assim, eu devia ser seu refúgio, assim como ele é o meu. - Naquela manhã McGonnagal tinha me perguntado se... Se você ia continuar aqui no castelo, se quando a bebê nascesse você não iria querer a comodidade de uma casa... Eu pintei todo um cenário em minha mente, pensei que se você fosse embora, não iria mais precisar de mim, que iria seguir em frente e um dia encontrar alguém que servisse pra você. Que iriam morar naquela casa que nem existe e eu já odeio, e ele iria criar minha menininha como se fosse dele, e ela iria ama-lo como um pai e eu seria só o tio legal que ela iria ver uma ocasião ou outra. E quando você me deu as costas aquele dia, quando me deixou sozinho naquele quarto, foi como se... Como se o pesadelo pudesse não ser mais um pesadelo, como se ele fosse real. Como se você tivesse desistido de mim.

 Fecho os olhos e deixo as lágrimas correrem livremente. Os soluços saem da minha boca e eu sinto como se estivesse desmoronando de vez. 

 - Não vê que é justamente ao contrario? - eu pergunto em meio aos soluços. - Esse cenário que você pintou aí, é o que pode acontecer comigo. Eu fiquei sozinha por muito tempo Draco, não como você que teve que se distanciar das pessoas que amava porque elas não eram boas pra você, eu fiquei sozinha porque afastei todos que me amavam de mim mesma. Me distanciei deles porque eu não sinto como se o amor delas valesse a pena ser gasto comigo. - Suspiro fundo, tentando conter a vontade de chorar. - Você chegou na minha vida no momento em que eu mais me senti desamparada, quando a idéia de ter um filho me assustava mais que tudo porque eu tinha medo de ser uma péssima mãe, assim como fui uma péssima filha e uma péssima amiga. Você disse uma vez que eu te salvei de uma vida de completa solidão, mas na verdade foi você quem me salvou de mim mesma, e a idéia de te perder me assusta mais que tudo.

 - Me desculpa, me desculpa Hermione. - ele diz, Draco segura meu rosto com as duas mãos e me fora a levantar os olhos em direção ao mar turbulento que são suas íris acinzentadas. Tento conter o choro, mas meus sentimentos estão todos embaralhados e não consigo pensar racionalmente em nada. - Me desculpe. - ele sussurra outra vez. Abraço Draco pelo pescoço enquanto tento reprimir as lágrimas. Eu senti tanto medo de perde-lo, tanto medo de que quando eu encontrasse Draco novamente ele me dissesse que não queria mais, tanto medo de que talvez não pudesse mais abraça-lo ou beija-lo. - Eu te amo, Hermione Granger. Quer viver todos os dias da minha vida ao seu lado, porque nunca na minha vida vou ser capaz de amar outra mulher assim como te amo. Quer casar comigo?

 Sorrio por entre as lágrimas, não passa das oito da manhã, mas tudo o que eu vivi hoje vai ficar marcado para sempre. Seco as lágrimas teimosas que ainda descem por meu rosto, olho para Draco e sinto todo o meu corpo corresponder a ele. É ele o homem da minha vida, o príncipe encantado dos meus tolos sonhos de criança. É o homem que amo mais que a mim mesma, é o pai da minha filha e dos futuros filhos que virão, porque é ao lado dele que quero construir minha família.

 Essa certeza me enche de uma emoção que não sei por em palavras. Sinto meu coração bater mais rápido, e nem mesmo a dor da contração que passa agora pelo meu corpo é capaz de diminuir a felicidade que sinto no momento, ao contrário, aumenta minha felicidade. 

 Espero  dor passar, busco em Draco a força que preciso, a força que ele nem sabe, mas passa para mim. Draco é meu alicerce, e fico feliz de tê-lo ao meu lado nesse momento.

 - Eu também te amo. - digo para ele. Fecho os olhos e selo nossos lábios em um beijo longo que de alguma forma é diferente de todos os outros beijos que já trocamos. É o amor sendo transmitido nesse pequeno gesto. - Você é o amor da minha vida, o homem que sonhei desde criança. Eu aceito casar com você. 

 Draco me sorri e vejo em seus olhos todo o amor que tolamente pensei não existir. Quando por fim nos afastamos para respirar, sinto um líquido escorrer pelas minhas pernas e em seguida outra contração. 

 - Eu te amo Draco Malfoy, e acho melhor irmos logo, por que nossa filha quer ganhar o mundo. 


Notas Finais


Oiii meninas!! Gostaram do capítulo? Espero que sim!!
Ganhei meu celular novo ontem, já tô com zap e tudo <3
Chamem lá pra eu fazer o grupo: 0-1-9-9-9-9-4-6-4-4-8-1
Gostaram do capítulo? Espero que sim!! Não deixem de comenta ,3


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