História Constelações - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer, Cameron Monaghan, Matthew Gray Gubler, Mila Kunis, Wes Bentley
Personagens Cameron Monaghan, Luke Hemmings, Matthew Gray Gubler, Mila Kunis, Personagens Originais, Wes Bentley
Tags Astrologia, Luke Hemmings, Mila Kunis, Mortes, Psicopata, Serial Killer, Starlotus2017, Suspense, Zodíaco
Visualizações 32
Palavras 4.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii olha quem apareceu depois de um mês! Fiz um capítulo maior para recompensar a minha demora.
Bom, eu queria dizer que realmente não sei se o capítulo ficou bom, principalmente o final dele.
Enfim.
Eu escrevi o finalzinho ouvindo "i wanna be yours" da Sofia Karlberg (sei que a música não é dela, mas esse cover ficou perfeito, sério). Se alguém tiver a música e quiser ouvir enquanto lê, sinta-se a vontade.
Boa leitura e até as notas finais :')💜

Capítulo 6 - Na mira


Fanfic / Fanfiction Constelações - Capítulo 6 - Na mira

Nathaniel Rivers

Mirei a arma no centro do crânio do boneco de espuma e apertei o gatilho em uma pequena fração de tempo. A bala zuniu e atravessou o material sintético, atingindo uma coluna de ferro.

Eu estava cansado dos pesadelos, das lembranças, das cicatrizes. Viver na minha pele era como uma tortura prolongada na qual só havia uma saída, e eu ainda não estava preparado para sair de cena. Não sabia se algum dia estaria realmente preparado para isso.

Sentia-me chegar ao limite, totalmente esgotado. Sentia todo o rancor e maldade me puxando para baixo, cada passo mais próximo da completa escuridão.

Adrenalina corria por minhas veias quando disparei a segunda, terceira e quarta bala sem pausa entre elas. Eu precisava descontar a raiva em algo, precisava parar de pensar em tudo que já havia feito.

As vozes não sumiram, elas continuavam me dizendo o que fazer e o que não fazer. A única diferença é que antigamente elas soavam como gritos pela minha cabeça e agora não passavam de meros sussurros, às vezes incompreensíveis.

Houveram momentos em que a cacofonia era tanta que cheguei a quase desmaiar. Tampar os ouvidos não adiantava, elas vinham de dentro, eram como as badaladas de um grande sino, fazendo cada pequeno pedaço do meu ser estremecer.

Lembro que cheguei a surtar por conta das frases indesejáveis e pelas fortes e constantes dores de cabeça que as mesmas davam-me. Desesperado, ajoelhei no chão do quarto e gritei mais alto que elas até quase perder a voz, arranhei os braços com as unhas e observei enquanto pequenos pontos vermelhos preenchiam minha pele pálida.

Elas não pararam, apenas diminuiram o volume de forma considerável. Enquanto me acalmava deitado no piso frio, a porta foi aberta em um estrondo e não pronunciei uma palavra sequer ao me levarem para o hospital imobilizado em uma maca.

Foram em momentos como esse que eu desejei mais do que nunca acabar com tudo. Desejei fechar os olhos e não abri-los novamente. Desejei ser invisível, esquecendo de tudo que já havia vivido e deixando de existir.

Simplesmente desejei não ser eu.

Pelo canto do olho, vi Brad passar pela porta e parar assim que notou o que eu tinha em mãos. Fiquei de frente para ele e apertei a arma com força.

— O que você tá fazendo com essa merda?!

— Calma, irmão. Você age como se eu fosse atirar em alguém. —olhava-o por cima do cano da pistola, o silenciador direcionado bem na sua testa. — Estou treinando para o caso de encontrar com um assassino por aí.

— Como se ele fosse escolher um homem como vítima. —resmungou sem tirar os olhos do meu dedo posicionado no gatilho e sem exalar medo na voz.

Esbocei um pequeno sorriso. Seu semblante não demonstrava qualquer tipo de culpa, e isso me irritava aos poucos. Bradley havia alcançado um novo patamar, já não bastava ser um babaca, ele precisava avançar para babaca traidor.

— E aí? Como a Juliett está? —inquiri, cada palavra saindo com certa dificuldade, como se doesse em mim proferi-las.

— Como eu vou saber?

— Não se faça de desentendido, Kurt. Demorou, mas eu finalmente descobri que você é um filho da puta traidor! —vociferei, sentindo meu lábio inferior tremer. Cerrei os dentes, evitando que o nervosismo se tornasse visível para ele. — Ontem, eu a vi receber uma ligação, uma ligação sua! —soltei uma risada seca, vendo que ele encarava o cano da arma. Eu estava apenas começando. — Na hora, eu não acreditei que fosse você. Afinal, o que meu irmão teria para conversar com a minha ex-namorada que ele afirmava odiar?!

Ele ergueu os olhos e finalmente me encarou. As íris azuis, idênticas às minhas, transmitiam a indiferença que Brad tinha em relação a tudo que eu falei, ele não entendia a dor que a traição causava. Eu esperava ser apunhalado pelas costas por qualquer um, menos pelo meu irmão mais velho, aquele que deveria estar ao meu lado, e não contra mim.

— Será que podemos conversar sem você me apontar uma arma?

— Ah agora vai se fazer de civilizado. —desdenhei. — Você é tão selvagem quanto eu, Bradley. Não importa se você se enche de remédios que te deixam estável. —indiquei seu coração com a arma, sussurrando a última sentença: — O monstro que existe aí dentro nunca irá embora, por mais adormecido que ele esteja.

Ficamos em silêncio, olhando nos olhos do outro. Mesmo com a raiva fervilhando dentro de mim, eu ainda desejava ver um vestígio de culpa em seu semblante, por mais pequeno que fosse.

Por fim, respirei fundo e abaixei a arma. Haviam outros modos de feri-lo indiretamente. Meu plano estava indo bem e, se tivesse sorte, Brad receberia uma péssima notícia em menos de três dias.

— A partir de hoje, é cada um por si. —murmurei, deixando a pistola em cima da mesa de madeira. Meu irmão encarava o teto, mas percebi quando seu maxilar se tensionou. — Não me envolva nos seus negócios, Kurt. —finalizei, saindo do cômodo sem dizer mais nada.

A porta bateu atrás de mim, e soltei o ar, sentindo meu coração voltar ao ritmo normal gradativamente.

Eu deveria estar magoado, porém o único sentimento que parecia despertar algo em mim era a raiva crescente.

***

Apertei o cinto em torno do pescoço fino sem deixar de fitar os olhos verdes. Ela se contorcia e engasgava em busca de ar, tudo em vão. Ainda sem afrouxar o aperto, passei a mão enluvada pelo cabelo ruivo e o puxei, forçando-a a me encarar. Lágrimas misturadas à maquiagem escorriam pelo rosto azulado devido a escassez de oxigênio.

Abaixei-me e toquei nossos lábios de leve, fazendo-a se debater mais ainda em meus braços. Deixei o cinto de lado e peguei a faca, girei-a entre os dedos e fitei meu reflexo. Então, em um movimento ágil, cravei-a no peito de Julie, vendo-a se impulsionar para a frente e engasgar com o próprio sangue.

Sorri largamente, sentindo uma lágrima solitária descer pela minha bochecha, e sussurrei vendo seus olhos se fecharem aos poucos:

— Queime no inferno, vadia.

Acordei em um sobressalto. Joguei o lençol longe e tentei acalmar minha respiração, os cheiros do pesadelo ainda frescos na minha mente. Sequei as lágrimas em um movimento raivoso, meu lado humano —embora enfraquecido— ainda me pregava peças como essa.

Ignorei a pontada aguda que ameaçava se dispersar pelo meu peito. Juliett merecia sofrer por tudo que já havia feito, e qualquer tipo de tortura a qual ela fosse submetida na Terra seria pouco. Não me esforçaria para sentir pena de alguém como ela. Não me daria ao luxo de ser fraco.

Meu corpo e mente haviam regurgitado esse sentimento há anos para o meu próprio bem, e se dependesse de mim, nunca voltariam a experimentá-lo. Sequer chegariam a sentir seu gosto anestesiante e incapacitante.

Levantei da cama ainda meio tonto, minhas mãos tremendo levemente. Eu precisava de um cigarro.

Saí do quarto e me deparei com a casa totalmente escura e silenciosa. Após nossa pequena discussão, Brad resolveu sair sem dizer uma palavra. Ótimo, ele deve ter percebido que algo aconteceu com a sua queridinha, ela não atendia o celular, não dava qualquer sinal de vida.

Porque não havia mais vida.

Ela nunca retornaria suas ligações, nunca sequer olharia em seus olhos e sorriria. Se Bradley realmente gosta dela, irá sofrer por demasia quando a notícia se espalhar.

Deixei meus pensamentos de lado ao ouvir batidas firmes na porta de madeira. Destravei-a e a abri, dando de cara com uma policial morena. Ela me mediu de cima a baixo antes de dar uma olhada no papel que tinha em mãos.

— Nathaniel Rivers? —concordei, e um arrepio percorreu minha espinha ao fitar a viatura estacionada na entrada da minha casa. — Poderia nos acompanhar até a delegacia? Uma conhecida sua foi dada como desaparecida ontem à noite e precisamos do seu depoimento.

— Quem? —questionei, apesar de estar ciente da resposta.

— Juliett Holland.

Como quem demora para digerir a informação, eu não me movi. Levei a mão até a boca e fingi conter um soluço de surpresa.

— Ela sumiu? —a mulher assentiu com cautela, suavizando o rosto. Meus olhos estavam meio arregalados, e passei a mão pelo rosto, quase sem acreditar. — Meu Deus! —murmurei, movendo a cabeça para os lados e então me recompondo, porém sem tirar totalmente o choque do rosto. — Irei me trocar, só um momento.

Ela sorriu sem mostrar os dentes e percorreu os olhos pelo meu tronco nu, e por fim disse em um tom de voz mais suave:

— Seja breve, por favor. Estarei esperando aqui.

Concordei, me virando e tendo certeza de que ela continuava me encarando. Minhas costas pareciam pegar fogo, mesmo com o vento gelado que entrava. Quando cheguei no corredor, abri um sorriso maldoso, sem esconder a satisfação.

Estava tudo dando certo.

***

Nathaniel Nolan Rivers, diagnosticado com transtorno de bipolaridade, transtorno de ansiedade generalizada e sonambulismo em estado grave aos doze anos. —Blake lia cada informação da minha ficha, olhando-me após cada sentença. Eu tentava permanecer relaxado, como se o fato de estar em uma sala de interrogatório trancada fosse algo do cotidiano. — O paciente vêm sendo observado há mais de dois anos, período em que iniciou o tratamento com hipnoterapia. Os resultados apresentaram queda na eficiência nos últimos quatro meses. —houve uma pausa, e eu aproveitei para escorregar pela cadeira. Demonstrar tédio era o primeiro passo para disfarçar o nervosismo. — É uma ficha e tanto para alguém de apenas vinte anos. Você acredita que pode omitir, digamos assim, todos esses impasses das outras pessoas?

Naquele momento, tive vontade de rir da primeira abordagem dele. Eu tinha total consciência do sangue imundo que corria por minhas veias. Não precisava de ninguém para me lembrar que eu carregava a crueldade em meu código genético, e não era obrigado a contar sobre meus problemas para cada indivíduo egoísta que encontrava pela vida.

— Acha que se eu realmente quisesse esconder meus problemas psicológicos, trabalharia logo na área da investigação?—arqueei as sobrancelhas, demonstrando divertimento.

Blake soltou uma risada nasalada e cruzou os braços, destacando os músculos sob o uniforme.

Eu não gostava dele.

Havia um ar de superioridade em sua voz, em tudo que fazia. Ele é alguns anos mais velho que eu, sabia disso pois Ted Blake era da mesma classe de Bradley na faculdade. Existia uma grande rivalidade entre eles, e quando meu irmão foi pego, Ted fez questão de tentar foder com a vida dele. No entanto, todas suas tentativas falharam.

Pude perceber, no brilho rancoroso de seus olhos cinzentos, que ele estava mais do que satisfeito em me acusar por algo. Sua raiva seria direcionada para mim, que nesse momento partilhava do mesmo sentimento negativo.

Nessa situação, o ditado "o inimigo do meu inimigo é meu amigo" não se aplica. Ted acredita piamente que eu compro todas as brigas de Brad, e bom, eu comprava, até descobrir o caso dele com a Julie.

— Tudo bem, vamos logo ao que interessa. —ficou sério, dando uma olhada para a janela de vidro que permite que se observe quem está dentro da sala, e não o contrário. Fixei meu olhar ali tendo certeza de que um policial e talvez os pais de Julie me encaravam com raiva. Esbocei um pequeno sorriso apenas para alfinetá-los antes de voltar minha atenção para o homem à minha frente. — Ontem à noite recebemos uma queixa de desaparecimento da estudante Juliett Holland. De acordo com alguns colegas da jovem, você foi um dos últimos a vê-la.

Assenti, controlando a vontade de revirar os olhos. Bando de fofoqueiros desocupados.

— Estávamos no último tempo de aula, no qual eu não consegui assistir pois não me sentia bem. Encontrei com ela no corredor por acaso e acabamos trocando algumas palavras.

  — E sobre o que conversaram?

Fiquei quieto, dividido entre contar ou não que Brad e Julie tinham um caso há mais de três meses. Isso passaria as suspeitas para ele, e a corda em meu pescoço afrouxaria.

Abri e fechei a boca. Não. A descoberta do caso dos dois me colocaria como principal suspeito novamente, e com um motivo perfeito. Traição estava entre os principais motivos daqueles que cometem homicídios, e eu não daria um tiro em meu próprio pé.

— Bom... —comecei, fingindo certo desconforto. Eu precisava imitar reações reais que pessoas inocentes costumam ter. Simular completo relaxamento não era o melhor caminho, disso eu sabia. — Ela estava ressentida com o término do namoro, não havia se conformado que tudo estava acabado. —despejei, sabendo que ela não poderia desmentir. Aliás, ela nunca mais falaria. — E, bom, Julie tem certa implicância com uma amiga minha, Carolyn Middlebrook. E a insultou durante a conversa.

— E existe algum motivo de seu conhecimento para a senhorita Holland nutrir essa implicância?

— Ela sempre foi muito territorial, e acho que minha amizade com a Carolyn despertou algum tipo de insegurança. —dei de ombros.

O detetive coçou o pescoço, pensativo. Não havia como desconfiar de minhas palavras, elas soavam como se fossem totalmente verídicas.

— E o que você fez após o término das aulas?

— Fui para casa. —repeti o gesto anterior, franzindo levemente a testa. — Estava vazia, obviamente.

Um brilho de interesse pareceu atravessar os olhos frios, pois o canto esquerdo de sua boca ameaçou erguer-se em um pequeno sorriso, que rapidamente desapareceu.

— Meu pai costuma trabalhar até tarde, então eu não estranhei a ausência dele naquele horário. Bradley não estava em casa, e eu não fazia ideia de onde ele poderia estar. —eu sorria internamente, contente por meu plano estar dando certo. — Ultimamente ele não tem ficado muito tempo em casa.

Blake bateu com a caneta na mesa e escreveu algo em um pequeno bloco de notas.

— Depois disso você não saiu de casa? —movi a cabeça de forma calma, negando. Depois eu precisaria me lembrar de tudo que havia dito, para não cair em contradição. — E por que não compareceu às aula de hoje?

— Tive terapia durante a tarde.

— Hm, e enquanto conversavam a srtª Holland agia de maneira estranha?

Neguei novamente. O detetive se levantou e guardou a caneta no bolso do casaco, foi quando seus olhos me fitaram.

— Tudo bem, você está liberado. —esboçou um sorriso falso, que não deixei de retribuir ao me levantar. — Informe-nos sobre qualquer coisa que se lembrar.

— Claro, só quero que encontrem a Julie bem.

Dito isto, saí da sala e passei pelos pais da minha ex-namorada, ambos tinham um copo de água na mão e se abraçavam em uma tentativa falha de diminuir a tremedeira causada pelo nervosismo.

Eu não iria falar com eles. Isso era forçar demais a barra e, do jeito que Beatrice não gosta de mim, acabaria iniciando uma discussão.

Peguei um copo descartável e aguardei a máquina liberar o café, meus dedos brincavam com a corrente de tecido que eu mantinha o tempo todo em torno do meu pescoço. Apertei o pingente com força, era uma pequena asa de anjo feita de metal.

Juliett havia me dado de presente quando fizemos um mês de namoro, e por mais que eu tenha ressentimento dela agora, não conseguia me desfazer da corrente.

Alguém tocou de leve o meu braço, e só então percebi que o café transbordava do copo. Desliguei a máquina e me virei, achando que era algum policial querendo reabastecer as energias quando dei de cara com Carolyn.

Ela sorriu para mim.

— Tudo bem?

Mordi o lábio ao envolver o copo em um guardanapo. Eu não sabia como deveria me sentir, não entendia porque minha raiva havia desaparecido tão rápido. Em um momento eu estava quase em êxtase, e no outro algo parecia me puxar para baixo.

— Não sei... —confessei em um sussurro. — Posso dormir na sua casa, só por hoje?

Calleigh suspirou e acenou, andando abraçada a mim até o estacionamento. Minha mente não parava por um segundo, a ficha de que eu havia sido intimado pela polícia para depor só caiu no momento em que sentei na beirada da cama, em um silêncio estranhamente ensurdecedor.

Pressionei os dedos contra minhas têmporas, tentando diminuir a tensão que se deslocava dos ombros para a nuca. Até mesmo depois de morta aquela garota conseguia me fazer perder a cabeça.

Carolyn se abaixou na minha frente, sentada sobre as pernas dobradas. Ela segurou meu rosto com ambas as mãos —já que permaneci encarando um ponto fixo no piso de madeira— e me lançou um olhar reconfortante. As íris cor de caramelo me traziam certo conforto, pois toda vez que a olhava sentia meu corpo se aquecer, de um jeito bom.

Ela mordeu o lábio inferior e ficou de joelhos novamente, abraçando meu pescoço e enterrando o rosto no mesmo. Circulei sua cintura com um braço, puxando-a para o meu colo.

— Você precisa relaxar, babe. —sussurrou, a respiração fria batendo diretamente no meu pescoço.

Suas mãos apertam meus ombros e descem pelas minhas costas, por dentro da camisa preta. As unhas arranham de leve minha pele, me fazendo suspirar e apertar a cintura fina com firmeza. Mordisco e puxo lentamente o lóbulo de seu ouvido, arrancando um suspiro prolongado de sua garganta. Minha mão puxa os fios ondulados do cabelo dela, fazendo-a rebolar lentamente sobre mim.

Ainda sem soltá-la, viro e deito nossos corpos no colchão macio, ficando por cima dela. Carolyn abaixa a calça até os joelhos, e me ajuda a tirar sua camisa cinza e não me surpreendo ao confirmar que ela não usava nada por baixo da peça de frio.

Ela me puxa para um beijo ansioso e repleto de desejo, e pressiona o quadril contra o meu, o que apenas faz com que meu membro dê outro sinal de vida.

Desço por seu pescoço com beijos lentos e molhados, arrancando-lhe diversos suspiros. Minha boca percorre uma trilha que parece incendiar seu corpo gradativamente.

Seus mamilos bronzeados estão arrepiados e não deixo de esboçar um sorriso de canto ao vê-la suspirar tendo o mesmo pensamento que eu. Minha língua circulou a região sensível de forma lenta ao mesmo tempo em que pressionava seu clitóris com o polegar por cima da renda azul.

Em meio aos pequenos gemidos e movimentos suplicantes que seu quadril fazia a cada toque meu, ela enfiou a mão no meu cabelo e não teve dó ao puxar os fios loiros enquanto tentava diminuir a tensão que se espalhava por seu corpo. Mais uma vez não contive um sorriso maldoso, voltando rapidamente a mordiscar e lamber seu mamilo esquerdo.

Calleigh me puxou para outro beijo, arfando quando colei meu corpo ainda vestido no seu quase todo exposto. Enfiei os indicadores nas laterais da calça vermelha que ela usava e a puxei para baixo, pondo-me de pé ao tirá-la completamente.

Deixando a peça colorida pelo chão, aproveitei para tirar a camisa e abrir o zíper da calça jeans preta que me incomodava por apertar meu membro. Meus dedos pararam na barra da peça assim que pousei meus olhos em Carolyn novamente.

Seus olhos se fecharam por um instante, as pontas dos dedos vagando por entre os seios medianos de forma lenta. Reprimi um gemido ao vê-la dobrar e afastar as pernas antes de pressionar sua intimidade já úmida, arqueando as costas e mordendo o lábio inferior ao fazê-lo.

Repeti o seu último ato, observando os cabelos castanhos escuros formarem ondas ao redor da sua cabeça. Seu olhar malicioso me examinou de cima a baixo, com um aumento no interesse quando tirei a calça. Ela me chamou sensualmente com o indicador, e em poucos segundos já me encontrava deitado sobre ela.

Carolyn brinca com a barra da boxer vermelha e escorrega os dedos por dentro do tecido, iniciando um movimento lento com a mão ao redor do meu membro, me arrancando mais suspiros. Enquanto isso sua boca roça na minha, apenas para reforçar a provocação.

Sem colocar todo o meu peso nela, levo a mão livre até a lateral da única peça de roupa que falta para que eu tenha uma visão completa do seu corpo desprotegido.

Puxei o laço de renda azul que mantinha a lingerie no lugar e acariciei sua intimidade, recebendo o calor e a umidade com um sorriso cheio de luxúria. Deslizei dois dedos para dentro dela de forma lenta, sentindo-a se contrair. Carolyn cerrou os dentes e tombou a cabeça para o lado, gemendo baixinho e fincando as unhas na minha nuca.

Voltei a percorrer minha boca pelo seu pescoço, beijando e sugando a pele morena de forma provocante enquanto movimentava meus dedos lentamente no seu interior quente.

Calleigh me puxou para outro beijo, nossas línguas se encontraram já cientes da combinação de movimentos que deveriam fazer. Nos beijamos até que o fôlego se fez ausente. Ela ofegou contra a minha boca no momento em que aumentei a velocidade com que meus dedos a penetravam.

— Nate... —ronronou com a voz falha e gemeu manhosa quando puxei de leve seu lábio inferior com os dentes, exibindo um sorriso convencido logo em seguida.

É divertido vê-la submissa a mim, mesmo que por um curto período de tempo, mesmo sabendo que depois a provocação seria devolvida a altura.

Parei com os movimentos e levei meus dedos até os lábios dela, a obrigando a colocá-los na boca. Carolyn agarrou meu punho e passou a língua pela região úmida, com um brilho sombrio no olhar.

Nossos olhos não desviaram em nenhum instante. Sua boca quente sugou dois dos meus dedos e foi impossível segurar um gemido quando sua outra mão voltou a provocar minha ereção, espalhando o pré-gozo com o polegar.

Tentei me livrar da cueca, porém sua mão impediu que o tecido sequer saísse do lugar. Impaciente, rangi os dentes e apertei sua cintura com força, desaprovando a tortura.

— A pressa é inimiga da perfeição, Nolan. —sua voz pronuncia meu segundo nome lentamente, e por um instante esqueço o motivo que me levou a odiá-lo. Só existe nós dois, e todo o resto parece fugir da minha mente, perder a importância. Quando me vê morder o lábio, ela alisa minhas costas e deixa um beijo no meu peito antes de se esticar para alcançar a pequena gaveta ao lado da cama de solteiro.

Eu havia me esquecido da camisinha.

Deixei-me cair no colchão, observando-a em uma posição tentadora —de quatro— ao procurar por um preservativo no criado-mundo. Quando olhou por cima do ombro e notou que eu a secava, um sorriso travesso dominou seus lábios e ela se empinou na minha direção, provocativa.

— Calleigh, Calleigh... —rosnei, pondo-me de joelhos e a puxando pela cintura. Ela rebolou de forma lenta contra a minha ereção ainda coberta, me arrancando mais alguns gemidos contidos. Enrolei seu cabelo na minha mão e inclinei o corpo sobre o dela, ficando com a boca próxima o suficiente do seu ouvido. — Você sabe muito bem que quanto mais provocações, pior será a sua situação no final disso. —sussurrei com a voz rouca e puxei seus cabelos minimamente, forçando-a a inclinar a cabeça para trás. Passei o nariz pelo seu pescoço e o mordi de leve, sentindo o seu corpo estremecer de prazer logo em seguida.

Carolyn riu e lambeu os lábios, sem se abalar. Ela consegue se livrar do aperto e me faz voltar a posição anterior, com o corpo totalmente deitado no colchão. Há um brilho enigmático em suas íris e eu me pego perdido ao tentar desvendar o que se passa pela mente dela.

— Fica quietinho. —murmurou, com um sorriso malicioso. Atendi ao seu pedido e permaneci parado, observando cada pequena ação. — Bom garoto. —suas unhas arranharam meu abdômen de forma lenta, forçando-me a travar o maxilar com o misto de dor e prazer. Ela ri e se abaixa para que seus lábios possam tocar uma das marcas feitas por si, sem desviar o olhar do meu.

Carolyn segue uma trilha de beijos até a barra da minha boxer, onde para e brinca com o elástico. Engoli em seco no mesmo instante em que meu membro pulsa, incomodado por estar preso. Ela pareceu notar, pois passou as unhas douradas pela minha ereção, me arrepiando.

Tentei permanecer quieto ao vê-la finalmente abaixar a última peça de roupa que eu tinha no corpo. No entanto, minhas tentativas falharam assim que ela abriu um sorriso de canto, transbordando malícia e excitação.

Sei quais pensamentos rondam sua mente, e isso já é o suficiente para que os meus hormônios entrem em erupção.

Quase como se pudesse adivinhar meus devaneios, ela brinca ao passar os lábios lenta e fracamente pela minha extensão, me fazendo gemer e segurar seu cabelo com força, tentando conseguir mais contato.

Entretanto, apenas recebi outro sorriso debochado quando ela se pôs de joelhos e abriu a embalagem do preservativo.

Carolyn ficou por cima novamente, e se abaixou antes de me encaixar na sua entrada quente e convidativa. Puxei-a pela nuca e iniciei um beijo lento, com ambos gemendo no momento em que impulsiono meu quadril para cima, invadindo-a com força.

Ajudei a intensificar os movimentos lentos que seu corpo fazia sobre o meu, em uma tortura deliciosa. Ela volta a ficar sentada e apoia as mãos no meu peitoral enquanto rebola, sem desviar o olhar ao gemer baixinho.

Fechei os olhos por míseros segundos para tentar reorganizar meus pensamentos, mas os malditos hormônios me impedem de pensar. Eles me fazem ir com mais força, com mais intensidade.

O suor em minha testa e os gemidos deixam evidente o quanto tanto eu quanto ela estamos próximos do clímax. As posições são invertidas mais uma vez, e eu seguro na cintura dela antes de investir mais fundo.

Calleigh gemeu arrastado no meu ouvido e arranhou minhas costas, as mãos e pernas tremendo de leve. Mordi o lábio e a beijei, nossas línguas se encontrando desesperadamente em meio aos gemidos e sussurros incompreensíveis.

Ela fincou as unhas nos meus ombros e arqueou as costas em um primeiro espasmo. Apoiei meu corpo no braço direito e aumentei a velocidade das investidas, gemendo um pouco mais alto após senti-la se contrair ao meu redor.

Mordisquei seu pescoço ao ouvi-la gemer com um fio de voz, pressionando o corpo contra o meu como se já não estivéssemos unidos o bastante. Meu nome escapou pelos lábios dela ao atingir o ápice e suas mãos descansam nos meus ombros quando eu a penetro uma última vez antes de me desmanchar.

Deitei ao lado dela após jogar a camisinha fora, a respiração descompassada. Carolyn respirou fundo e me abraçou de lado, os dedos brincando entre meus fios de cabelo.

Ficamos em silêncio por longos minutos, meus olhos pesando cada vez mais.

Foi quando ouvi o celular tocar. E não era o meu.

Calleigh pegou o iPhone, deu uma olhada antes de desligar e voltou a me abraçar.

Meu corpo ficou tenso e eu a apertei contra mim, controlando meus pensamentos que se sobrepunham aos outros.

Era uma ligação do Henley.

Hayden Henley estava de volta.


Notas Finais


Gostaram? Se teve algo do desagrado de vcs, podem me falar, sério!
Bom, não tenho muito o que comentar sobre esse capítulo. Acho que deu para entender tudo, não deu? Qualquer dúvida, é só perguntar! (Só não posso dar spoiler kkk)

Obs: no próximo capítulo vcs irão entender melhor esse ngc dos assassinatos e tudo o mais, vou explicar tudinho. Mas eu queria que antes vcs tivessem uma ideia de como funciona a relação do Nate com a Carolyn e mais alguns personagens (como o Brad, o Ted e tals).

Ah já ia me esquecendo, fiz um trailer para Constelações! Tô feliz pois é o primeiro trailer que faço e realmente acho que ficou legalzinho. Vejam se ficou bom, aceito opiniões :)
⬇⬇⬇
Trailer: https://miiarodrigues.tumblr.com/post/163688560279/fanfic-constelações-escrita-por


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