História Constelações - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Emma Swan, Regina Mills (Rainha Malvada)
Tags Emma Swan, Regina Mills, Swanqueen
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Palavras 2.730
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi swenzinhaasss!! Mil perdões pela demora, eu perdi metade do capítulo e tive de reescrever, então demorei mais do que planejava.

Não irei mais prolongar. Boa leitura à vocês!

Capítulo 2 - Gosto do sorriso que vi


Em um frequentado bar de Boston, Emma se inclinou para frente e cruzou os braços sobre a mesa. Pensava que só amando muito Killian para estar num lugar como aquele em plena quarta-feira.

Ela tinha seus pés cansados, mas, se manteve em pé. Passou a mão pelo bolso da calça e puxou o papel que sentiu passar pelos dedos.

Sorriu ao visualizar o sorriso da morena que antes lhe tirou a monotonia de um de seus dias. Mesmo tendo a estranha certeza de que a veria de novo, a loira não mais a vira desde o primeiro encontro. O que já lhe resultava à três semanas.

Emma observou os rapazes desfilar os olhos pelas pernas torneadas das mulheres que lhes serviam. Sentia repulsa ao visualiza-los assedia-las e ainda se chocava, depois de testemunhar a rispidez com que elas os tratavam. Não sabia o que lhe causava mais irritação, ve-los tentando algo que de fato não conseguiriam ou observar um rapaz estimular o outro. Não era possível. Em uma escala de sensualidade, aquelas mulheres sem dúvida alguma, estavam tão fora do alcance deles que pareciam não pertencer ao mesmo planeta.

Elas não pareciam estar interessadas. As expressões vazias e extremamente profissional mostrava isso. Os rapazes pareciam ter a mesma fisionomia, mal haviam brotado barba, como quem acabara de alcançar a maioridade. O comportamento imaturo e a pilha de cerveja sobre a mesa também lhes entregavam. O que lhe resultariam a sequer conseguir se aproximar de corpos como aqueles que poderiam ter sido facilmente confundidos à um quadro esculpido.

Minutos depois de observar filhinhos de papai a todo vapor, Emma voltou a se concentrar em esperar por Killian, que lhe obrigara a estar naquele bar.

Você trabalha muito, Emma! Era seu curto monólogo de todos os dias.

Por que tanta demora? Ao olhar suas mensagens de texto, Emma praguejou ao saber que esperaria por mais uma hora. Não era de se surpreender, Killian sempre fazia o mesmo.

Inferno! Não estava nem um pouco interessada em estar naquele bar, menos em ter de observar rapazes disputando qual seria o primeiro dispensado. Sinalizou para a outra garçonete sem olhar seu rosto e lhe entregou o copo ainda cheio, com algumas notas sobre a mesa.

Caminhou até a saída. Estava cansada. Esperaria por Killian em seu carro. Ouvindo suas músicas e quem sabe poderia descansar melhor do dia exaustivo que tivera. 

Bem, esse era o plano até ouvir aquela risada tão feminina, incorporada e suave repercutir do corredor.

Era o mesmo som sensual que lhe afetou os sentidos semanas atrás. Emma fechou os olhos com força e se virou para confirmar tal expectativa. Negou com a cabeça e sorriu. Seus olhos se prenderam ao rabo de cavalo brilhoso e escuro sobre um dos ombros. As pernas torneadas. As curvas que lhe lembravam uma ampulheta. Por fim, sem menos importância os castanhos que já haviam lhe mergulhado e rasgado a alma.

Observou a morena erguer a perna esquerda para cima de uma cadeira e ajeitar a sapatilha enquanto gargalhava do que a outra garçonete, mais alta e com mexas vermelhas, lhe dizia enquanto limpava o balcão. O descontentamento de Emma evaporou em instantes e no lugar de sua irritação ficara o som da risada de Regina.

"Espero que na próxima eu lhe veja sorrir com mais frequência do que o piscar dos olhos"

Emma lembrou.

Não era de admirar que ela mantivesse aquela risada escondida. Regina poderia manter suas feições séria, era impossível que cruzasse o bar sem que um cretino lhe olhasse. Se eles ao menos a olhasse como Emma a olhava. Seguiriam a mesma linha de raciocínio da loira; Ela tem o sorriso mais bonito que qualquer constelação.

A morena de mexas andou pelo corredor e Regina ajeitou o avental, parou diante ao olhar de Emma que agora sentava em sua mesa. Os olhos castanhos se acenderam em luz ao olhar para Emma e o calor que emanava dos olhos da garçonete ao olha-la entregou o quanto se interessou pelo que viu. Seria mais fácil se Regina fizesse pouco caso ao lhe ver, ao menos assim, a fotografa saberia a hora de sequer se aproximar novamente daquela que lhe parecia um risco a se correr.

Emma não iria a lugar algum.

– Pode me trazer outra tequila quando tiver um minuto - a loira disse antes de lhe mostrar o sorriso e voltar à sua mesa.

Regina a olhou sem entender. Ela conhecia aquela mulher. Mas se era quem ela estava pensado, por que não lhe cumprimentou? Só poderia estar enganada.

Emma nunca teria ficado naquele bar por um sorriso feminino em um dia tão cansativo como aquele. Ela não conseguia entender. Então é assim quando você conhece alguém sem intenção? A encontra num dia de semana a noite, não a vê por três semanas e quando a reencontra não consegue simplesmente ignorar? Afinal, Emma ja havia feito sua parte, Regina precisava de uma companhia somente naquela noite. A desconhecida agora lhe parecia tão bem.

Quem quer que fosse a loira que Regina desconfiava ter certeza saber quem era, ela não tinha tempo para isso. 

Emma possuía um magnetismo feminino magnífico, tinha postura sofisticada e trajava jaqueta de couro. Tem que ser ela, mulher como aquela só existe uma! Regina riu de seu próprio pensamento. A loira atraía olhares femininos e masculinos e a garçonete não deixara de observar isso. A experiência de Regina lhe dizia que Emma não estava lá a procura de conquistas. 

Ao virar a cabeça em direção a fotografa, Regina pegou a observando com um sorriso de quem lhe viu aprontando algo. Foi o suficiente para a morena sentir uma vergonha desconhecida. Abaixou o olhar e negou com a cabeça enquanto sorria.

Aquilo estava parecendo um flerte e não duas pessoas que já se conheciam – ou quase – e travavam uma luta para ver quem diria algo primeiro. Regina em cinco anos de trabalho nunca saira com nenhum cliente e parecer ao menos estar interessada em algum na visão de seus amigos e até seu chefe que poderia aparecer ali, era abominado por ela. Mas hoje era uma exceção. Se agora parecia trocar olhares amorosos com Emma, não se importava, afinal, não era verdade. 

A garçonete se encostou no balcão e aguardou que Ruby preparasse a dose de tequila da sra. dona dos momentos. Que agora parecia mais ser a dona dos olhares. Olhou o relógio e constatou que faltava apenas uma hora para suas lições chegarem ao fim naquela noite.

Linkin Park ecoou nos ouvidos de Regina e ela sentiu a vontade súbita de dançar lhe atingir. Mas teve seu controle. Uma hora. Só mais uma hora servindo drinques, limpando mesas, recebendo gorjetas e sendo cantada por rapazes que mal saíram das fraldas, para então relaxar em sua cama que todos os dias lhe esperava ansiosa. 

A boa distração de onde trabalhava, é que Regina via de tudo por ali, o que não levava seu pensamento à Daniel. Mas ainda sentia o peito formigar cada vez que entrava em casa e sentia seu cheiro. Por quanto tempo ele ficaria por ali? O homem não ousou cortar nenhuma ligação com Regina. Deixou claro; quero ser seu amigo, você é uma das pessoas mais importantes pra mim! Ela sorria toda vez que se lembrava, mas como poderia ser amiga do homem que ainda amava tanto e que agora amava outra? Amigos saem, se divertem e conhecem as conquistas um do outro. Ela jamais conheceria a outra de Daniel. Jamais sairia sem sentir a estúpida vontade de estar em seus braços. Sequer conseguiria se divertir ao seu lado se não poderia lhe beijar a boca.

Parando em frente a mesa da fotografa, Regina direcionou um olhar  animado à mesma.

– Sua tequila. Mais alguma coisa?

O olhar especulativo daquela mulher a fez imaginar qual seria seu jogo. E, então, ela fixou em seus olhos causando um calafrio que Regina julgou ser a  noite fria. Mas não teria desculpas ao sentir o adejar de borboletas no estômago ao lhe ver sorrindo de forma tão intensa novamente.

Que droga! Por que ela não diz algo? Regina estava impaciente.

– Por dias, desisti de acreditar que lhe veria de novo. 

Regina abaixou a cabeça e sorriu sem mostrar os dentes. Olhou para desconhecida com uma das sobrancelhas elevada e afirmou;

– E eu ainda quero saber seu nome. - a loira sorriu e negou com a cabeça.

– Gosto do sorriso que vi - Regina não podia acreditar que ela estava mesmo a ignorando.

Mais uma vez não lhe diria seu nome?

– Está fugindo do assunto? 

– Emma Swan - Emma soltou de prontidão.

– Emma Swan... - a morena repetiu suas palavras ainda a olhando. - Pelo visto não está nem um pouco interessada em saber meu nome quanto estava em saber o seu.

Ela observou Emma sorrir novamente e negar com a cabeça. Aquele gesto já virara comum em Emma, aos olhos de Regina. Ela fazia cada vez que achava algo bobo. Mas qual era o problema agora?

– Estou realmente mais interessada em seu sorriso, Regina.

A garçonete arregalou os olhos, causando um divertimento súbito na loira.

– Como sabe meu nome, Emma? - elevou as sobrancelhas e cerrou os olhos em direção à ela.

– Está bem ali no quadro de funcionário do mês. - Regina seguiu seu olhar para onde a fotografa apontou e abriu a boca como quem acabara de entender. 

– Que cabeça a minha. Bem... Swan, pode esperar só mais uns - olhou em seu relógio - trinta e oito minutos até eu ser dispensada? E então podemos conversar melhor.

– Claro que sim - a garçonete já ia se virando quando sentiu Emma a segurar pelo braço.

Seus olhares se cruzaram e se devoraram, aquilo ja havia virado costume entre elas.

– Quero um sorriso daquele que vi, só pra mim. 

A mão branca desprendeu do braço da mulher e o quadril curvilíneo da garçonete se deslocou para o lado.

– Tem uma foto minha sorrindo, Swan - sua sobrancelha agora estava erguida, como quem dizia o óbvio – No mais, posso lhe sorrir agora. - a mesma exibiu um sorriso que em nada diferia dos que dava aos rapazes que a cantava naquele bar. Emma revirou os olhos e fez que não com a cabeça.

– Não quero esse forçado, Regina. Quero o que eu vi há pouco, muito melhor que o de semanas atrás.

Regina abriu e fechou a boca algumas vezes num curto espaço de tempo mas nenhum som foi emitido. 

– Não se satisfez com meu sorriso no parque?

– Na verdade, sim. Até lhe ver hoje e notar que aquele não foi o sorriso sincero e menos ainda a risada. Você me enganou e me deve isso, não acha?

Regina manteve seus olhos cerrados e a boca se movia em um leve sorriso que não daria a Swan. Não agora.

– Está disposta a conseguir meu sorriso? - um sorriso da loira confirmava sua pergunta – Não lhe verei me fotografando? - aqueles olhos castanhos profundos estavam presos aos verdes agora. 

– Por sorte, sua, é claro, não estou com minha câmera hoje, Mills. Mas certamente não perderia a oportunidade de lhe fotografar se aqui ela estivesse. - seus olhares não se desgrudavam. Presos de uma maneira tão prazerosa quanto o sorriso de Swan para Regina. – Vá completar seu turno.

***

Minutos mais tarde, Emma conversava com Killian sobre a proposta de trabalho que recebera. O rapaz explodia de felicidade, exceto o fato de que sua conquista amorosa só ia por água abaixo. 

Certa vez, Emma passou pelo mesmo problema, com um drama a mais. A fotografa realmente estava atordoada de paixão pela moça casada da cidade de Chelsea, localizada no estado americano de Michigan. Sabia exatamente a sensação que o amigo sentia, de que o romance que apostara ser perfeito, não era tão perfeito assim.

Era a pior sensação do mundo. Nesse meio tempo, Killian ajudara a loira com farras, jogos de mesa e muita bebida, garantindo lhe que não precisava "daquelazinha" para que formasse um sorriso no rosto. 

Emma caminhou até o bar, pedindo que Regina lhe preparasse mais uma tequila e um uísque para Killian. A garçonete elevou seu olhar até o amigo da fotografa e não pôde deixar de perguntar;

– Namorado?

Emma não resistiu ao repetir o gesto tão comum. Abaixou a cabeça e negou, gargalhando no final.

– Ele é gay. - a mulher corou e entreabriu a boca como quem estava realmente surpresa.

– Não parece. - foi a vez de Emma levantar uma de suas sobrancelhas.

– Não precisa parecer, Regina. - sorriu – Não existe uma fisionomia gay. Pareço gay pra você? 

Os castanhos se arregalaram e ela desviou o olhar lhe entregando suas bebidas. 

– Uma amiga... disse que existe alguns modos de se vestir que entregam a sexualidade. - Regina ameaçou rir e Emma se ergueu, mas a morena logo se recompôs ao lembrar que a loira esperava tanto por seu sorriso. – Você está de jaqueta de couro por exemplo. Ruby usa muito. 

– Não vou negar que você tem certa razão. Mas nem sempre isso acontece. Olha pra você, nada que te vista lhe entrega que se relaciona tanto com homens, quanto com mulheres.

Regina franziu o cenho sem entender.

– Não me relaciono com mulheres.

– Tudo bem, Regina.

Quando a garçonete ia contestar sua ironia, notou que Emma já havia se encaminhado à sua mesa.

Se relacionar com mulheres... até parece! Regina gargalhou e revirou os olhos. Emma só podia estar louca. A morena parou por um instante ao lembrar que Emma acabara de lhe dizer que era gay. E o pior, ela praticamente expôs na cara da fotografa que isso estava bem na cara. Não era nada disso. Se envergonhou por tal ato.

Killian ergueu a mão para pegar seu copo e sorriu com malícia para Emma, o que fez a loira franzir o cenho.

– Eu vi aquilo. - o jornalista lhe sorriu novamente, com um sorriso que nunca se expandia.

– Viu o que? - com o copo elevado à boca ela o olhou com os olhos levemente arregalados.

– Vi você flertando com a garçonete. - Emma sorriu enquanto revirava os olhos.

Que estupidez. Não estava flertando com Regina. Estava?

– Eu a conheço, Kill. Não estamos flertando. Só vamos conversar quando acabar o turno dela.

Killian levou a mão até seu peito e abriu a boca como quem estava chocado. 

– Que vaca você é, Emma Swan! Encheu meu ouvido com aquele papo furado de que estava cansada e era quarta-feira e, agora vai sair com a mapoa ali.

Aquele drama todo era típico do rapaz. Emma somente deu de ombros. 

– Killian. Sei que veio aqui e me chamou pra esquecer esses teus sentimentos confusos... - a loira mal havia começado e ele ja estava batendo os pés impaciente. – Mas está na hora de esquecer esse cara, não acha? Não se multiplique por quem sequer quer somar com você. Olha quantos caras tem aqui.

Ele a olhou com os olhos cerrados para depois visualizar ao redor do ambiente. Bufou.

– Estão todos olhando pra você. Está tirando todo meu brilho. - Killian jogou a cabeça como se houvesse um grande cabelo escorrendo por ali. Emma não evitou gargalhar.

A fotografa se surpreendeu ao notar Regina a observar do bar. Depois de brinda-la com uma piscadela a loira voltara a se concentrar em sua conversa com o amigo. Ao lhe dirigir meia-dúzia de provérbios, metáforas e um monólogo sobre conquistas amorosas, Emma chegou ao fim como se sua parte tivesse sido feita.

No final, a loira constatou que o amigo não estava tão mal assim. Não como imaginara. 

Killian a dispensou há minutos atrás e, agora, Emma se encontrava recostada no balcão do bar, observando Regina atender aos clientes.

– Vai mesmo ficar me pressionando?

Emma a olhou sem entender.

– Não estou dizendo nada.

– Seu olhar me diz que você não aguenta mais esperar.

Regina lhe disse e quando a loira notou os lábios da garçonete prestes a se curvar em um grande sorriso, ergueu seu corpo por impulso e sentiu o polegar coçar no ponto vulnerável onde a morena ameaçava agracia-la com aquilo que ela estava se esforçando para conseguir.

A fotografa não obteve sua conquista ao notar que a mulher somente entreabriu seus lábios e deixou escapar um afago.

Seus olhos se encontraram e Regina cortou o contato visual ao verificar seu relógio que apitara.

– Vamos ver se até o final da noite você me arranca aquele sorriso, Swan...


Notas Finais


E aí gostaram? Será que Emma ficou interessada em Regina assim, logo no inicio? Comentem, até o próximo 💙


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