História Contagious - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Fairy Tail
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Natsu Dragneel
Tags Apocalipse, Armas, Gale, Gruvia, Jerza, Nalu, Romance, Sangue, Supense, Terror, Zombies, Zumbis
Exibições 36
Palavras 1.879
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Quando o Caos Bate em Sua Porta.


Capítulo 2 - Quando o Caos Bate em sua Porta.

Ainda estava ali, parada na frente do carro e tomando coragem para aguentar mais um dia de perturbações e impaciência. Peguei meu celular e os fones de ouvido brancos em meus bolsos para botar a música no último volume.

Me afastei do carro e fui em direção a escola. Um vento súbito bagunçou meus cabelos e olhei para cima, onde um helicóptero passava. Aquele já era o quinto que eu via desde que tinha chegado no estacionamento, algo estava errado.

Ignorei e decidi continuar andando em direção a escola. Quando cheguei na sala de aula a mesma já estava cheia. A professora me encarou com aquela sua expressão severa de sempre e eu apenas ignorei e fui para minha cadeira quando ela começou a resmungar qualquer coisa que eu, por acaso, não estava conseguindo ouvir com os fones no máximo.

Me sentei ao lado de Levy, que me olhava animada com seus olhos marrons. O cabelo estava preso em uma trança lateral e sua franja estava presa para trás. O óculos (que insistia em escorregar por seu nariz) completava seu visual ‘’nerd boazinha”.

—OI. –Cumprimentei, tirando meus fones de ouvido e me sentando ao lado da janela.

—Oi. –Respondeu ela de volta. –Porque demorou hoje?

Dei de ombros. Simplesmente não queria ter que explicar que hoje eu tive que vir deixar Wendy na escola, já que ela tinha dormido na noite de ontem em minha casa. Hoje, logo depois da escola, Wendy voltaria para a casa do meu pai.

—Acordei tarde. –Menti.

A professora pigarreou, lançando um olhar advertido para nós duas, e quando já estava prestes a começar a escrever no quadro negro enorme na frente da sala, a caixa de som ressoou nos corredores:

“Todos os professores, por favor se reúnam na sala do diretor. É uma emergência, repito: É uma emergência!

A professora suspirou, cansada e saiu da sala.

—O que você acha que é? –Levy perguntou para mim, sem tirar os olhos do caderno que estava rabiscando.

—Algum problema na máquina de café, provavelmente. –Ouvi Levy soltar uma risada pelo nariz ao meu lado.

Ok, talvez a máquina de café estivesse mais complicada do que parecia. Dez minutos tinham se passado e a professora ainda não tinha voltado. Nada mais foi dito pela caixa de som da escola e os alunos aproveitaram essa deixa para cochichar entre si.

“Você viu os noticiários de hoje de manhã? ” Alguns deles cochichavam.

“Parece que as pessoas estão morrendo com uma febre muito alta, e depois voltando a vida” Quase tive vontade rir com esse outro cochicho. Pessoas voltando a vida? Ridículo.

“Disseram que a doença está se alastrando. A qualquer hora pode chegar aqui! ”

“Ah, socorro” Brincou um dos alunos.

Soprei cansada. Aqueles boatos só serviam para me irritar. Desviei o olhar para janela, com uma mão apoiando o queixo. Simplesmente gostava de passar a aula inteira em meus devaneios, olhando para o céu azul e límpido, para o sol fervente que não me afetava dentro da sala com ar-condicionado e para as plantações no jardim da escola; com todas aquelas flores e todo aquele... sangue?!

Senti meu corpo gelar, num arrepio. Tinha um corpo jogado entre as folhas, reconheci o corpo como o do nosso professor de educação física, mas ele estava diferente. Não estava mais com todo aquele porte forte e sua postura intimidadora; estava quase cinza e murcho como um cadáver e uma ferida horrível em seu braço soltava sangue por entre as flores.

Senti alguma coisa atingir minha cabeça e pousar na mesa; uma pequena bolinha de papel que conseguira fazer eu parar de encarar a janela.

Lisanna e seu grupinho de idiotas ria do outro lado da sala. Os cabelos albinos, longos e invejados da garota estavam soltos e os olhos azuis cintilavam de maldade. Ignorei-as.

—L-Levy? –Ouvi-me gaguejar quando a cutuquei com força.

—Oque? -Ele se virou para mim, aborrecida por eu tê-la interrompido com seus rabiscos aleatórios. Não consegui responde-la, então apenas apontei tremula para janela. Ela avançou curiosa com a cabeça. –É só o professor... e daí?

Olhei novamente pela janela, sem entender.  A única coisa que vi foi o professor, caminhando de um jeito estranho no pátio. Será que eu estava ficando maluca? A alguns segundos atrás ele estava morto no jardim da escola.

Não tive tempo de me questionar direito e logo a porta abriu. A professora arfava e nos olhava com certo medo. O coque perfeito no topo de sua cabeça começava a se desmanchar.

—Guardem suas coisas e mantenham a calma. Não me façam perguntas e me sigam. Depressa! –A professora disse num fôlego só, já indo até sua mesa e reunindo sua pasta e sua bolsa de couro, preta.

Ninguém questionou realmente, começamos a guardar nosso material depressa dentro das mochilas. Algumas pessoas sussurravam entre si, um pouco nervosas.

Alguns gritinhos foram disparados quando um barulho ensurdecedor preencheu o lugar. Como eu estava perto da janela, pude ver perfeitamente uma explosão detonar alguns prédios que ficavam à poucos metros de distância da escola. Meu coração disparou, nunca tinha visto tal coisa.

—Venham! –Ordenou a professora, já saindo pela porta. Todos os alunos correram para acompanha-la, alguns nem se importaram em guardar o material de fato, e deixaram suas mochilas em cima de suas respectivas mesas.

Do lado de fora, no corredor, todas as turmas que faziam parte desse andar da escola estavam reunidas, murmurando, com medo. Seus respectivos professores estavam lhes orientando, dizendo-lhes que não deviam ficar nervosos – o que era praticamente impossível nessa situação-.

Todos aqueles sussurros irritantes quase fizeram-me perder a cabeça. Eu precisava pensar, tentar entender o que estava acontecendo. Certo, primeiro aqueles helicópteros, depois o professor e para o completar veio aquela explosão. Não, nada disso fazia sentido

—Vamos! –A professora berrou para a turma que estava logo atrás dela, partindo para longe dos outros professores e do resto da turma.

—Espera, o diretor não autorizou que saíssemos desse andar! –Gritou um dos professores que fora deixado para trás.

—Foda-se, eu não vou morrer aqui! –Gritou de volta a professora. A turma prendeu o ar, já que nunca tinham visto a mulher xingar ou perder a compostura daquele jeito.

Virei metade do rosto para trás, pude ver praticamente todos os professores darem de ombros e começarem a nos seguir com suas respectivas turmas vindo logo atrás dos mesmos. Espera, ela disse “morrer’?!

—O que está acontecendo? –Ouvi Levy murmurar ao meu lado, nervosa, e balancei a cabeça negativamente como resposta.

Descemos a rampa da escola em silêncio. Estava claro que a professora pretendia nos guiar para fora da escola no momento em que ela se voltou para o portão de entrada do colégio, que por sinal já estava entreaberto.

—Certo... – A professora virou subitamente para nós enquanto as outras turmas terminavam de descer a rampa também. –Quero que todos peguem seus celulares e liguem para seus p...

Nem pode completar sua frase, antes de gritos apavorados ecoarem por toda escola –menos o meu, que acabara ficando preso no fundo da garganta, tamanho o medo-.

Uma coisa, que no momento não consegui identificar o que era, pulou na direção da mulher. Tudo o que consegui ver foi o sangue jorrando da mordida que ele dera no ombro da professora e o pedaço ensanguentado da carne dela pendurado na boca da coisa.

Enquanto eu observava a coisa – que agora consegui identificar como uma mulher de rosto deformado e pele cinzenta- devorar a professora que caíra no chão gritando e chorando desesperada por ajuda, todos começaram a correr, se distanciando o máximo possível.

Virei metade do rosto, chocada, para trás. Onde mais um aluno que tinha certeza que era da minha sala, estava gritando e sendo mordido por um homem de shorts, que logo percebi ser meu professor de educação física.

Aquilo estava um caos. Não consegui processar nada com todas aquelas pessoas gritando à minha volta e a professora que agora tinha parado de gritar e apenas arfava com o rosto suado, enquanto isso, a mulher que tinha mordido ela pareceu ter ficado insatisfeita com o gosto da carne da minha professora ensanguentada e quase morta no chão, indo atrás de outra vítima.

—Lucy! –Recobrei-me assim que senti Levy puxar meu braço brutalmente, me tirando do caminho de uma das pessoas que estavam arrancando pedaços de carne das outras. Quer dizer, era fácil reconhecer os canibais; tinham o rosto mais fino, a pele cinzenta como um cadáver, os olhos sem brilho ou vida e tinham um comportamento obviamente estranho.

O canibal que estava tentando me devorar, após perceber que tinha errado o alvo começou a perseguir outra aluna, que começou a correr e a gritar, chorando. Em menos de dois minutos o pátio já estava coberto de sangue em pontos isolados e com alguns corpos de professores e alunos mortos no chão, ainda com muita gente correndo para todos os lados.

—Corre! –Levy berrou e me puxou desesperada junto dela. Certo, por ser baixinha nunca imaginei que Levy pudesse ser tão forte a ponto de me puxar e correr daquele jeito. Minhas pernas estavam muito bambas e fracas para contraria-la , então apenas corri.

Levy guiou-nos para o banheiro feminino, onde a porta estava aberta. Assim que chegamos lá, apenas deu tempo de Levy empurrar um pouco a porta antes de um dos canibais sair de lá de dentro agarrando meus ombros.

Pude sentir aquele cheiro horrível que ele emanava, algo como vômito, sangue, comida podre e lixo em um só lugar. Um grito formou-se em minha boca, pude até perceber as lágrimas de horror se formando no fundo de meus olhos quando ele aproximou a boca de meu ombro brutalmente para uma mordida certeira.

Apertei os olhos depressa, apenas esperando a dor chegar. Quero dizer, era só uma mordida, não? Não devia ser tão ruim, gostava da esperança de que nada iria acontecer comigo e realmente não aconteceu.

Quando abri os olhos novamente a coisa já estava longe, com a barriga aberta, mostrando as tripas podres e o sangue nojento; em vez disso na minha frente estava um garoto com o pé ensanguentado. Conclui que ele devia ter dado um chute na coisa (que por sinal devia ter a barriga muito mole para ter aberto daquele jeito apenas com um chute).

—Venha! –O garoto disse sério e segurou minha mão, puxando-me para dentro do banheiro. Reconheci-o logo então. Era da minha sala, mas nunca falou comigo. Estava sempre sentado no fundo, sem fazer barulho e com os fones no máximo; muito quieto e ao mesmo tempo sempre atraindo atenção por causa do cabelo longo e negro e o rosto severo. Já até ouvi boatos de que ele fazia parte de uma gangue.

Gajeel (lembrei-me de seu nome depressa) fechou a porta rapidamente e ativou a tranca do banheiro.

A última coisa que me lembro é de tudo ficar embaçado depois de algo atingir minha cabeça com brutalidade. Levy tinha vindo até mim e eu suava frio sem saber nada do que estava acontecendo, apenas senti algo quente escorrer da minha cabeça, sangue talvez. Minha pressão baixou rapidamente, minha boca secou, estava apavorada.

Antes que me desse conta eu já havia desmaiado, e Levy gritava por meu nome.

Tob Continue.


Notas Finais


Espero q tenham gostado, n esqueçam de comentar ^^


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