História Contagium - Capítulo 11


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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Castiel, Dajan, Dakota, Kentin, Kim, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Professor Faraize, Rosalya
Tags Amor Doce, Apocalipse, Contagium, Louise, Louniel, Nathaniel, Nathise, Zumbi
Exibições 56
Palavras 1.092
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Survival, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá, pessoas! Como estão?

Então...

É, eu sei! Demorei CINCO meses para postar a continuação, mas acontece que, com os contratempos da universidade, as coisas meio que "apertaram" pro meu lado. (Risos). Eu ainda estou com certas dificuldades, mas voilá! O capítulo pode - e deve, até - estar mais curto que o habitual, mas eu não queria deixá-las na espera por muito mais tempo.

Entããão... (Risos).

Espero que gostem! Tenham uma boa leitura!

Capítulo 11 - Onze


Fanfic / Fanfiction Contagium - Capítulo 11 - Onze

Afastei-me do grupo por algum tempo depois de ter as contusões tratadas. Esgueirei-me pela porta dos fundos, tomando todo mínimo de cuidado para não atrair a atenção dos caçadores, e cheguei à varanda.

   Apoiei-me contra a cerca. Nathaniel ainda tratava os ferimentos de alguns deles, e eu não pude deixar de me sentir grata mais uma vez pelo que fizera por nós. Fitei-o pela fresta da janela; ele virou a cabeça e seu olhar encontrou o meu. Lembrei-me do que acontecera minutos atrás e, em resposta, toda extensão de meu rosto pareceu arder em chamas.

  Desviei os olhos a fim de recobrar o controle. Por mais que renegasse, o forasteiro não me parecia mais tão ameaçador assim, e não pude deixar de me martirizar por isso. Quero dizer... Ele ainda implicava problemas, certo?

  - Hey. – uma voz distinta fez-se ouvir atrás de mim. Virei-me rapidamente para encarar Armin, os lábios crispados em um biquinho para disfarçar a surpresa.

  - Hey... – respondi. Voltei a me apoiar na cerca e suspirei.

  Armin fez o mesmo.

  - E o seu pai?

  Ergui o olhar, dando-me conta do óbvio só naquele instante. Após as ameaças de Dake, o líder do clã de caçadores, mais nenhum vestígio de papai foi encontrado; não pude deixar de conceber a hipótese de tê-lo maltratado por pura diversão enquanto nos matávamos para ajudar na recuperação de seus subordinados, franzindo o cenho para me livrar da imagem que minha mente projetara.

  Mas não, lembrei-me, e logo em sequência respirei fundo. O código dos caçadores, pelos meus conhecimentos, implicava lealdade acima de tudo; como o resultado da barganha foi a impunidade de todo mundo, então, eles com certeza cumpririam o trato. Contanto que realizássemos nossa parte também, é claro.

  Mas aquilo – infelizmente- não explicava a ausência de papai, e me voltei a Armin com a esperança de ele ter as respostas que me faltavam para completar o quebra-cabeça.

  - Você não o viu? – inquiri, e, para minha infelicidade, ele fez que não. – Droga...!

  - Ei, o que tá acontecendo? – virei-me rapidamente e dei de cara com Castiel, que estava recostado ao batente da porta. Ele me encarou com seu olhar inquisitivo antes de fazer sinal para que eu entrasse. – Vem!

  Obedeci. Antes de sair, entretanto, lancei um último olhar a Armin, e ele fez que sim em resposta. A seriedade em meu olhar, afinal, explicava tudo: “Por favor, mantenha-se alerta”.

  - Sabe onde está papai? – inquiri enquanto fazia o máximo de esforço para acompanhar os passos de meu irmão, que, sério, caminhava a passos largos pela sala sem nem se importar com os caçadores ao redor. – Castiel?

  De súbito, ao sairmos da vista de todos os presentes ali, ele entrou no espacinho entre a escada e a parede e me puxou contra si, tampando meus lábios quase que instantaneamente. Fitei-o com muito desdém antes de vê-lo colocar os dedos sobre a boca em sinal de silêncio.

  - Shh. – pediu, soltando-me assim que assenti. – O pai está lá em cima, conversando com aquele rato nojento que é o líder dos caçadores. Vamos lá ver!

  - V- ver?! – surpreendi-me. Mas o que ele tinha na cabeça, afinal? Estava certo que tínhamos de encontrar um meio de salvar papai, mas, se fôssemos pegos bisbilhotando, com certeza estaríamos ferrados.

  E eu não estava muito a fim de correr os riscos. Antes que eu pudesse negar a proposta, entretanto...

  - Anda! – Castiel puxou-me escada acima, e eu nada pude fazer senão segui-lo com aquela pressão que ele aplicava em meu pulso.

  O corredor estava vazio e silencioso. Olhei para ambos os lados ao chegar no último degrau, e crispei a boca em um biquinho hesitante antes de perceber o quão escuro estava o ambiente. Olhei para meu irmão de relance. Ele olhou para o lado, em direção à porta do quarto de papai.

  Olhando bem, a luz que incidia da pequena fresta era a única de maior destaque ali, como um convite para bisbilhotar. Castiel tomou a dianteira e agiu antes que eu pudesse me dar conta do quão curiosa eu já estava, e nós dois nos empertigamos contra a porta.

 - É impossível! – reconheci a voz de meu pai instantaneamente. Pelo timbre de voz, parecia bem alarmado. – Vocês devem ter visto coisas, isso sim!

  - Está me chamando de mentiroso, doutor? – agora, Dake falava. Contraditório ao esperado de uma conversa sigilosa, parecia bem calmo. – E se eu estourasse seus miolos agora mesmo, hein?

  Castiel enrijeceu os músculos. Eu, por minha vez, tive o ímpeto de invadir o cômodo naquele mesmo instante, porém me segurei ao ouvir a risada escrachada do caçador.

  - Tô brincando. – ele disse em tom mórbido. Maldito! – Mas eu sou um homem de palavra, doutor! E o que eu falo é verdade.

  Mas sobre o que eles tanto discutiam? Embora eu não confiasse nos caçadores, Dake parecia sério demais para um cara tão descontraído. Preocupado demais, para falar a verdade, o que me instigou a me aproximar ainda mais. Quando, entretanto, fui me movimentar...

  Algo pousou em meus ombros, assustando-me. Fui para frente quase que ao mesmo instante, o que – por descuido – denunciou nossa posição. A porta se escancarou contra a parede, e então eu caí de bruços no chão.

  - Ora, ora. – uma voz distinta fez-se ouvir logo em frente a mim. Ergui a cabeça e dei de cara com Dajan, que me olhava com certo sarcasmo no olhar. – Não ensinaram a vocês que é feio espiar atrás da porta?

  - Louise! Castiel! – papai fez-se ouvir, apesar de eu não consegui rastreá-lo dentro do quarto.

  Castiel se meteu na minha frente, prestes a atacar. Dajan, porém, apenas sorriu e olhou para Dakota, que suspirou e deu alguns passos em nossa direção.

  - A princesa e o brutamontes, veja só... – e riu em tom de escárnio. Olhou para a porta em seguida. – Ah, olá, mauricinho da Alexandrine...  

  Olhei para trás no mesmo instante. Parado ao batente da porta, Nathaniel me olhava de cabeça baixa, sussurrando um “me desculpe” como forma de expressar o arrependimento que sentira ao arruinar nosso plano. Ao meu lado, Castiel bufou de irritação, e então nós dois encaramos o chefe dos caçadores.

  - Por favor, não os machu... – papai mais uma vez se intrometeu, e eu enfim pude vê-lo algemado sobre a própria cama, de cócoras.

  Dake o silenciou com um movimento das mãos.

  - A conversa já terminou, doutor... – e abriu espaço entre mim e meu irmão para que pudesse passar. – Ah, só para avisar! – virou a cabeça minimamente. – Eu e minha gangue ficaremos aqui por um tempo, ok?  

  



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