História Contando com um Futuro ao seu Lado - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Madara, Madasaku, Naruto, Sakura
Visualizações 47
Palavras 4.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ecchi, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 3 - Capítulo Três. Momentos de Prazer, Momentos de Repreensão.


Um mês depois...

 Recuperada da morte dos pais, com o apoio de Madara, Hinata, Ino e outros amigos, caia e eles a levantavam, Madara principalmente, um ser com quem podia contar toda hora. 

 Voltou a trabalhar, o laboratório de arqueólogos, onde trabalhava, estava sempre cheio de novos objetos pré-históricos encontrados para análise. Cada vestígio de fogueira apagada a séculos, cada pedra com riscos em cavernas era considerado.

 Trabalhava no laboratório, fazendo as análises e saia como médica nas expedições arriscadas. Gostava do que fazia, a mantinha distraída já que entrava e saia quase no mesmo horário de Madara. Saía de casa as sete da manhã e voltava as seis, em quando Madara saía uma hora antes e voltava as sete da noite. Assim, não ficando sozinha em casa. Ele falava que ela não precisava trabalhar, o emprego dele pagava bem o suficiente, só que tem um porém, ficar o dia inteiro em casa, sozinha. Sem falar que se sentiria uma inútil, esse foi o primeiro motivo de briga no começo do casamento entre eles, mas a reconciliação foi melhor, quase engravidou. 

 Estava com o olho pressionado no vidro do microscópio, aumentando aos poucos os graus da lente, tirou do bolço do jaleco branco um pano de seda , esfregando na testa tirando o suor. Impossível estar todo aquele tempo, com a coluna doendo de tanto ficar na mesma posição, os outros funcionários que passavam por ela, pensavam nela como uma estátua, achada e colocada ali para análise. Sakura sentiu um tapa em sua bunda, se virou bruscamente massageando o local espalmado.

 - Ino! Que mania chata, o que os outros vão pensar?- A voz irritada da Uchiha fez a loira levantar as mãos para cima, em forma de desculpa.

 - A, Sakura, todo mundo aqui sabe que você é casada, e muito bem casada por sinal... - Ino falava enquanto se escorava na bancada, observando as unhas bem pintadas.

 - Ela tem razão. - Hinata disse tímida, assustando a rosada que não notara sua presença, olhou para trás e viu a mulher, com uma rodela de vidro entre as mãos. - Toma, essa é a lente certa para esse microscópio. 

 - Ohn, agora eu entendo. - Apanhou a lente, colocando no aparelho. - Agora sim...

 - ACHOU? - Ino falou, gritou, perto demais, atrapalhando a visão da mulher.

 - Ino. - Vendo o olhar raivoso sobre si, Ino se afastou, com um sorrisinho falso.

 - Desculpa, eu já estou de saída... - Ino passou por elas, não antes de deixar outra palmada na bunda da rosada.

 - Ino sua ... - Já estava indo atrás da loira, que ria sem parar enquanto saía pela porta, mas sente Hina segurar seu braço.

 - Não dá atenção a ela, e ai, o que você procura afinal? - Falou puxando-a de volta para a bancada. 

 - Nem eu sei, a única coisa que descobri, é que essa garra tem mais de seiscentos anos, ela veio pra cá ontem, já faz um tempo que encontraram ela. - A garota dizia fascinada, observando e mostrando para Hinata a descoberta de alguns dias.

 - Bom, já é alguma coisa. Já são cinco horas, não quer tomar café comigo e com a Ino? 

 - Pode ser... Só deixa eu... Eu já vou. - Hinata vendo a concentração da amiga, foi para sua bancada terminar o que fazia antes. Sakura continuou com os olhos penetrados na garra, tinha um pouco de terra grudada em volta, mas não podia tirar, se tivesse qualquer pista naquela terra e ela a limpasse, diminuiria as chances de saber o tempo exato que aquele objeto pontudo tinha. Olhou no relógio e já marcava cinco e quinze, teria que tomar café com suas amigas, se não reclamaria pela quinta vez sem a presença dela.

 Endireitou a postura, indo até a maquina que oferecia café, água, etc... Pegou um copo plástico e se serviu de água gelada, bebeu e saiu da ala de análises, se dirigiu a sala onde os funcionários tomavam café, os que queriam tomar café na verdade, até porque uns aproveitavam suas moradias longínquas para se alimentarem ali. Entrou no local avistando suas amigas sentadas numa mesa ao canto esquerdo. Elas acenaram para Sakura, a mesma fez seu pedido no balcão e foi se juntar a elas.

 - Nossa Sakura, achei que não ia vir, de novo! - Repreendeu Ino, Hinata a olhava com preocupação.

 - Estava concentrada, mas vou terminar amanhã...

 - Sakura, você trabalha demais, eu sei que não quer se sentir inútil, mas um dia de folga na semana não é nada mal, faz como a gente, todas as quartas tiramos um tempinho para nossos maridos ou só para descansar mesmo. - A voz doce de Hinata fazia a ideia parecer bem mais interessante.

 - Descansar, que nada, com um homem daqueles em casa... - As ideias de Ino foram cortadas.

 - Chega vocês duas! Eu sei que você tá certa Hina mas meu marido não fica em casa como o de vocês, em falar em ''marido'', da pra respeitar Ino? você tem o seu, eu tenho o meu e... - Parou a discussão quando foi servida com uma xícara de café e biscoitos polvilhados. - Obrigada.

 - ...

 - ... 

 Tomaram o café em silêncio, Sakura as vezes olhava para elas, Hinata tomava seu café tranquilamente, enquanto Ino molhava o pão integral em seu chá, com os olhos vidrados nas pintinhas pretas do pão. Sakura terminou primeiro, se levantando vendo Ino fazer o mesmo. Ino era tarada demais, as vezes falava do Naruto também, Hinata não falava nada porque tinha paciência em abundância, o problema é que ela falava do Madara como se ele fosse um stripper famoso que ela pagava para ver todo fim de semana em uma boate, como se ele fosse de todas, um pouquinho de respeito com o marido da melhor amiga seria ainda melhor do que um dia de folga. 

 - Ei, Sakura, desculpa, eu sei que eu passo dos limites. - Sorriu sem graça, sorriso que logo saiu ao ver a carranca da rosada.

 - Uhn, vou pensar se te desculpo pela... - Colocou o dedo no queixo, parecendo pensar. - ... quinquagésima vez?

 - Que exagero... - Entortou os lábios, supostamente se ofendendo... 

 - Tá bom, Ino, mas na próxima...

 - Tá, tá. Eu juro não falar mais nada. - Cruzou os dedos dando um beijo de cada lado, selando a promessa em uma forma infantil.

 Sakura soltou um suspiro cansado enquanto recebia o abraço da loira, por cima do ombro da mesma olhou Hinata, com um sorriso satisfeito.

 - Ótimo, podemos ir? - Perguntou a morena sorridente. Ino e Sakura se soltaram e foram em direção a saída do local, se despediram e pegaram seus respectivos carros, menos Hinata, que esperava a carona de Naruto.

 Chegando em casa, Sakura deixa o carro na garagem, deixando um espaço para o Toyota Corolla preto do marido. Entrou na casa ligando a luz, largando a bolça no sofá e indo para o quarto tirar as roupas de trabalho. Tirou as roupas e se enfiou debaixo do chuveiro, espantando a sensação de cansaço, terminada a limpeza corporal, se vestiu com um conjunto de roupas íntimas pretas, sua cor preferida de lingerie, e do moreninho também. Colocou um vestido de alças finas leve e foi preparar o jantar, o moreno chegaria em alguns instantes, já que faltavam quinze minutos para as sete. Madara é aquele tipo de homem meio morto de fome, não aguenta chegar do trabalho e esperar por muito tempo o jantar ficar pronto, quando demora, fica na volta roubando algo aqui e ali, não que ele fale coisas rudes do tipo: '' a comida ainda não tá pronta? mas eu me casei com uma vadia mesmo...'' Não, longe disso, até entendia ele, chegava cansado, queria comer e simplesmente se jogar na cama e entrar num coma de nove horas. Só que este plano diário de trabalhar e dormir anda deixando Sakura nervosa e afastada.

 Está mesmo só trabalhando?

 Espalmou as mãos na bancada que se juntava ao lado da pia, com este último pensamento, se lembrou das coisas pervertidas que Ino falava sobre ele. Espera. 

 NÃO! 

 Traindo? Com sua melhor amiga? Aí não, confiança em Madara é o que ela mais tinha, e em Ino também, por mais tarada que fosse.

 Ouviu o barulho da porta abrindo e fechando logo em seguida, limpou as mãos no pano de prato e olhou no relógio, devido ao tempo de espera maior do que nas últimas vezes.

 19:35

 Trinta e cinco minutos atrasado?

 Observou da porta da cozinha Madara sentar no sofá e desfazer o nó da gravata, tirando os sapatos com os pés. Saiu da porta e foi até ele, se sentou ao lado do mesmo e o ajudou a tirar a gravata, que acabou enrolando no cabelo demasiado comprido.

 - Obrigado. - A voz emitia cansaço, foi o primeiro ponto que Sakura notou. - Como você tá? Tudo bem no trabalho? - Perguntou à rosada com as pernas cruzadas em cima do sofá.

 - Estou ótima, e o trabalho também, a é, falando nisto, estou analisando uma garra meio estranha, parece de algum animal extinto... - Madara olhava com um pequeno sorriso diante da empolgação da esposa, que gesticulava com as mãos tentando fazer ele entender melhor. - E você? Como foi lá? Por que chegou à essa hora? - Direta.

 - Uhn, eu jurava que você não ia notar meu atraso de vinte minutos. - Disse em tom de brincadeira, destacando a palavra ''jurava''. - Eu estava terminando de assinar alguns papéis, não queria deixar aquelas coisas pra manhã. - Terminou de falar, tocando as pernas quase descobertas da rosada, fazendo ela descruzá-las e se aproximar para enfim beijar a curiosa. Aquele gosto que ele tanto gostava, de doce, de marshmallow talvez, alegrava aquele começo de noite, o único doce que gostava. E para Sakura, que se esqueceu da preocupação boba de traição, era o melhor momento do dia. Madara finalmente tirou a língua da boca rosada, deixando mais um selinho de brinde, desceu algumas mordidas pelo pescoço, fazendo Sakura soltar risinhos engasgados, já que a cabeça estava voltada para trás, aproveitando as carícias do moreno. - Que mulher mais cheirosa. - Disse contra a pele macia, provocando, Sakura enfiou as mãos entre as madeixas negras, pedindo em silêncio que ele não parasse.

 - Madara! - Levantou de súbito, correndo até a cozinha, deixando um Madara de face estranhada para trás.

 - O que foi? Mordi muito forte? - Perguntou preocupado seguindo a rosada.

 - Não, é que... O gyudon quase queimou. - Se virou do fogão, mostrando a panela com a carne. 

 - Ahn. - Se escorou no batente da porta, desabotoando a camisa preta e tirando-a, deixando alí pelo chão mesmo. Sakura, vendo o peitoral exposto, mordeu o canto inferior da bochecha, corando levemente, se virou e devolveu a panela ao fogão. Morria de vergonha quando ele fazia aquilo, e ele sabia, fazendo questão de provocar. 

 Ainda virada para o fogão, sentiu sua cintura ser laçada pelos braços grandes, quando o moreno grudou as costas da mulher totalmente junto ao seu corpo, Sakura não conseguiu evitar o formigamento entre as pernas. Tombou a cabeça para trás, apoiando um pouco abaixo do ombro devido a diferença de tamanho, Madara deixou uma mordida, dessa vez mais forte na pele clara do pescoço, que ficaria marcada com certeza. Se afastou da rosada, fazendo a mesma estalar os lábios em reprovação.

 - Vou tomar um banho. - Se retirou da cozinha, rindo da face emburrada da mulher.

 Sakura ficou olhando a porta por onde Madara saiu, emburrada começou a colocar os pratos na mesa, se sentou e esperou pelo moreno. Levou a mão até o meio das pernas, já fazia um mês que Madara não a tocava, mais profundamente por assim dizer, provavelmente respeitando seu luto, já tinha se acostumado com a ideia de ser órfã, Madara a ajudara a se conformar já que também tinha os pais mortos, até compartilharam algumas lágrimas juntos a mesma dor. 

 Tirou a mão do local e abriu os olhos, que nem percebeu fechar, viu Madara encostado no batente da porta, sem camisa. Olhando ela com malícia, puxou uma cadeira a frente de Sakura e se sentou.

 - A quanto tempo estava aí? - Perguntou com a voz falha.

 - Alguns segundos... - Falava enquanto se servia da carne sobre arroz. Sakura soltou um suspiro de alívio. - Por que?

 - Nada! - Respondeu de imediato, fazendo Madara aumentar o sorriso meio vulgar. Vendo o mesmo já servido, pegou seu prato e começou a decorá-lo com a comida. 

 - Ahn, sei...

 - É sério! O que pensa que eu estava fazendo? - Sabendo que Madara já sabia, perguntou tendo certeza que ele não teria coragem de responder.

- Nossa, calma. - Levou os hashis até a boca, degustando o alimento. - Só pensei que estava praticando algumas... coisas...

 O jantar seguiu com uma Sakura corada e um Madara risonho. Termidado, Sakura lavou a louça enquanto Madara secava e guardava, vendo a hora, subiram para o quarto, usando o banheiro de cada vez, fazendo a higiene bucal. Madara ainda voltou até a sala para pegar a chave do carro e deixar no bolço da calça que usaria amanhã, quando foi passar pelo sofá, bateu o dedo mindinho no apoiador do mesmo, soltou um ''ai'' meio alto, o que fez Sakura aparecer nas escadas, usando apenas uma camisola transparente a partir dos seios, e com a calcinha preta que ele adorava. 

 - O que foi? 

 - Nada eu... Só bati os dedos. - Se perdeu no corpo da mulher que vinha em sua direção.

 - Esse grito por isso? - Sorriu. - Parece um velho. - Desafiou, vendo ele mudar as expressões, odiava ser chamado de velho na casa dos trinta.

 - Ora sua abusada... - Colocou as mãos na cintura de Sakura, a erguendo do chão, a rosada entrelaçou as pernas no quadril do homem automaticamente, apoiando as mãos nos ombros largos. - Vou te mostrar quem é velho! - Falou já subindo as escadas.

 Se ele não estava esgotado de tanto trabalhar, esgotaria ele agora!
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 04:03

 Sua cabeça subia e descia, depositada no peitoral suado, ouvindo o coração acelerado do homem. Ele por sua vez, roçava os dedos nas costas nua, ambos de olhos fechados, mas não tinham dormido ainda.

 - Madara?

 - Uhn... - Respondeu ainda de olhos serrados.

 '' Só quero ter certeza...''

 - Você só amou eu na vida toda né? Digo, tirando as outras com quem você andou antes de mim, quer dizer, você falou que foi só paixonites... - Madara a silenciou, colocando um dedo nos lábios inchados.

 - Por que isso, agora? - Fez um leve aperto na pele das costas.

 - Sei lá, bateu insegurança... - Sua voz saia suave, sentindo o toque no meio da coluna. Queria completar, despejando na cara dele que estava trabalhando demais, só que seria judiaria xingar ele depois do que acabaram de fazer.

 - Mas eu já dei motivos pra isso? 

 - Jamais.

 - Então por que a insegurança?

 - Eu... Não sei direito, você chegou meio atrasado hoje, e eu fico me lembrando das coisas que Ino fala de você...

 - Já me expliquei do atraso, o que a Ino fala de mim?

 - Por que quer saber? 

 - Eu quero saber o motivo da insegurança da minha mulher, mesmo depois de ter feito amor com ela...

 Ainda bem que Madara não tinha a visão de seu rosto, porque ele corou da testa ao queixo.

 - Ela... Fica criando... Fantasias com você, e eu detesto isso, mesmo sabendo que ela tá brincando. E se ela que é casada fala isso, imagina as solteiras ? - Sentiu o apoio de sua cabeça balançar, estava rindo.

 - Tá, mas você mesma tá dizendo, ela só está brincando e é casada. Você que é insegura demais, eu também tenho insegurança as vezes sabe...

 Sakura se apoiou sobre os cotovelos, encarando-o surpresa, ele abriu os olhos e girou na direção da rosada.

 - O cara da padaria, da sorveteria... Acha que eu não percebo o olhar deles em cima de você? 

 - Ohn, mas eles são feios. - Soltou uma breve risada, contagiando Madara também. - E por que eu me interessaria por eles? Como a Ino diz, com um homem desses em casa... - Puxou mais o lençol, arrepiada pela brisa fresca que vinha da janela. Madara fez o mesmo, se virando para o lado da rosada.

 - Ela falou isso? Acho que o Sai não tá fazendo o trabalho dele direito. - Disse entre risos, encostaram as testas sem se tocarem com os corpos e adormeceram, ainda tinham duas horas de atuação nos sonhos.

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 Madara saiu cedo duas horas depois, as olheiras estavam terríveis, deixou Sakura dormindo e foi trabalhar, Chegando na empresa foi recebido por Tobirama, o mesmo lhe entregou uma pasta, cheia de documentos que precisavam ser assinados em confirmação para começarem a construção das novas casas.

 - Eu já não tinha assinado ontem ? - Sua voz saiu séria, nada que deixasse Tobirama amedrontado, mas o restante dos funcionários quando ouviram a voz grossa se aproximando, voltaram imediatamente a fazer suas tarefas, os mesmos conversavam e fofocavam enquanto o chefe não chegava.

 - Você assinou os documentos da viagem, esqueceu? 

 - A é, a viagem... Mas é daqui a um mês ainda, e eu nem falei com a Saky. Ela vai me matar... - Disse em tom cansado, entrando em sua sala seguido de Tobirama.

 - Ela vai ter que entender, sua presença é insubstituível, nem eu nem Hashirama podemos ir sem você. - Se sentou na mesa e viu o albino se sentar a sua frente. 

 - Eu sei. - Apoiou a cabeça na mão, e começou a dedilhar a mesa empilhada de papeis. Pensando na cara da rosada, quando soubesse da viagem. O bom é que ela não vai ficar sozinha já que tem as meninas e trabalha o dia todo, e se ela sair em expedição, odiava essas expedições, um dia ela voltou totalmente queimada pelo sol e com os pés em carne viva, tinha ido em uma ilha onde achou uns ossos... Ela não, na verdade foi para ajudar em caso de ferimentos nos escavadores, mas ela foi a que voltou em pior estado, eles estavam na sombra, no subsolo, ela já estava em pé no sol quente a horas esperando eles encontrarem o que queriam. Mesmo com os protetores, não foi suficiente... Interrompeu as criticas prestando atenção no homem a sua frente.

 - E essas olheiras? 

 - Que olheiras? - Se fez de desentendido.

 - Ora, não me obrigue a pegar um espelho. 

 - Dormi tarde, só isso... - Disse rendido.

 - Só isso? - O tom malicioso já tinha adivinhado, não tinha como esconder.

 - Tá bom, me enrolei com a Sakura... - Não conseguiu evitar o sorriso no canto dos lábios, Tobirama notou isso e cruzou os braços atrás da cabeça, em forma de apoio.

 - Sabia, Também me enrolei... - Imitou a voz de Madara na última palavra. 

 - Nossa, alguém prendeu seu coraçãozinho? - Tobirama se engasgou, levantou a cabeça e encarou o moreno.

 - Claro que não! - Disse parecendo ofendido. - Foi uma noite só, e ponto.

 - Ahn, tá chega, vai achar o que fazer, que eu já achei. - Mostrou os papéis e viu Tobirama sair da sala resmungando algo que ele não entendeu.

 Durante a manhã, se empenhou em revisar os papéis das casas, pequenas, mais fáceis, e durante a tarde, revisou os papéis dos prédios, deu uma olhada nos desenhos dos edifícios. O que era mais difícil de analisar, já que a obra era maior. Dando seis horas, arrumou a mesa e foi ao banheiro, revisar papéis parecia fácil, mas como chefe precisava organizar viagens, solucionar alguns problemas que aconteciam durante as obras, etc... Voltou até sua sala para pegar a pasta e encontrou Hashirama e Tobirama sentados no sofá, com mais papéis nas mãos.

 - Não me diga que...

 - É, falta esses, e tem um prédio que precisa da sua visitinha, o guindaste deixou cair o peso do concreto sabe... E puf... - Esse é um jeito bem eficaz de dizer, jeito estilo Hashirama.

 - Não me diga. - Passou as mãos no rosto, puxando as pálpebras para baixo. - Essa visitinha não é agora, é? - O sorrisinho de Hashirama denunciava que sim, a visitinha é agora.

 - Tem que ser, tem que se desculpar pela barbaridade do seu funcionário desastrado, cujo já foi despedido. - Disse Tobirama. 

 - Já? Choji não era tão ruim assim.

 - Não, não era, mas quando você encontra um funcionário comendo, ao invés de estar manobrando uma maquina causadora de inúmeros acidentes... - Foi cortado por um '' Tá '' vindo de Madara, o albino calou a boca e voltou a ficar entediado na cadeira.

 - Vamos logo com isso. - Hashirama tirou um papel do bolço. - Fica nesse endereço, é aqui perto.

 - Tá, vou avisar a Sakura que vou demorar um pouquinho pra chegar, da última vez ela ficou preocupada... - Falou já saindo da sala. Ligou o celular e discou para a rosada.

 - Sakura ?

 - Oi - Sua voz saia alegre do outro lado da linha. - Fiz aquele sushi que você adora, já ta voltando? - Pergunta que fez Madara retrair as expressões faciais.

 - Não... Teve um imprevisto...

 - Que imprevisto? - Nem esperou continuar.

 - Uns papeizinhos aqui... Um prédio caído ali...

 - O QUE ? Como assim ? 

 - Sakura, não tenho muito tempo, preciso ir até o local do acidente, prometo não demorar muito.

 - Mas e o Tobirama, ele não pode fazer isso? 

 - Sakura. - Disse em tom mais sério, dessa vez as pessoas na volta já estranhavam, o tom doce que Madara estava falando no telefone fez eles despertarem curiosidade.

 - Tá... - Não gostava daquele tom, respondia pequenas sílabas era sinal de magoa, inquietação. 

 Saiu do corredor e entrou no banheiro.

 - Desculpa tá? Eu juro que volto em menos de uma hora.

 - Aham

 Desligou o aparelho e voltou a sala. Tobirama e o moreno já estavam de pé, prontos para ir ao local.

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 Estacionou o carro no lugar endereçado no papel, saiu e notou o grande quadrado de concreto desabado na calçada.

 - Senhor Uchiha? Este guindaste pertence a sua empresa não ? E supostamente o '' profissional '' que o manuseava era seu funcionário. - Uma mulher alta, de cabelos claros veio com uma voz irritante para seu lado. Madara colocou as mãos na cintura, observando o caos e olhando para a mulher.

 - Sim, a multa é muito alta? - Direto.

 - Claro que não, só irá pagar pelo hidrante, pelo telhado da casa ao lado, pelas pedras da calçada quebradas, e o asfalto da rua, que saiu um pouquinho. - Ironizou, principalmente na última parte, já que a rua estava com rachados enormes. - Só isso se a dona daquele gato não lhe cobrar nada pelo esmagamento. - Olhou a idosa, com uma careta nada agradável no rosto.

 - Tudo bem, pode colocar na conta da empresa ? - Hashirama se intrometeu. 

 - Posso, só assine esses papéis para garantir e mande alguém concertar imediatamente esse estrago todo! - Hashirama assinou os papéis e devolveu para a mulher impaciente.

 Saíram do local e voltaram para a empresa, Madara já estava quase dormindo em pé, ainda teria que olhar aqueles papéis para depois ir para casa, ainda teria que explicar direito para a rosada o que aconteceu, se não ela não o deixaria em paz. 

 20:02

 Abriu a porta e entrou, percebendo só a luz da cozinha acesa, largou a pasta no sofá e foi até lá. Colocou só a cabeça para dentro, vendo a garota sentada de costas para ele, sentiu a barra limpa e tentou uma abordagem mais carinhosa, sabia que Sakura odiava quando ele ficava mais tempo trabalhando do que em casa, tentava fazer tudo o mais rápido possível, para chegar no horário, só que ultimamente o capeta tem mandado bastante imprevistos. Chegou na manha, segurando o pescoço que adorava beijar e deixando um beijo na bochecha. A rosada tentou disfarçar o sorriso, até sentiu as expressões do rosto dela aliviarem, sentou a sua frente e escorou os braços na mesa, observando ela tentando fazer uma cara de brava.

 - Não precisa explicar. - Foi a primeira a se pronunciar.

 - Que bom, não estou a fim de falar sobre toda a baboseira que aconteceu hoje. 

 - Tudo bem só, não acha que está trabalhando demais? 

 - Sakura, você teve seis anos pra entender que eu sou o chefe daquilo, e tem o resto da vida para entender que se acontece alguma coisa, não é os faxineiros que eles vão cobrar. - Sem perceber elevou o tom de voz. 

 - Eu sei, mas você chega muito cansado as vezes, eu noto isso... - Disse de cabeça baixa. Tocando o sushi com os hashis, sem a menor aparência de fome.

 - ... - Ela tem razão, ele sabia disso. 

 - Eu vou me deitar, boa noite... - Saiu quase em sussurro, largou os rashis e subiu para o quarto. Ele sabia que trabalhava em excesso, precisava escolher entre Tobirama ou Hashirama para ser seu subchefe, e rápido! 

 - Boa noite... - Falou mesmo sabendo que ela não ouvira.

 Perdeu a fome também, guardou as coisas e foi para o quarto, encontrando a rosada já deitada entre as cobertas. Fez as ultimas higienes do dia antes de também se deitar. Puxou as cobertas até o pescoço e se virou para Sakura, que estava virada para parede, tirou os cabelos negros do rosto e trouxe a rosada pela cintura, a mesma quando sentiu o tecido macio e quente nas costas, se sentiu nas nuvens, entrelaçou sua mão com a dele que estava largada em sua cintura.

 Assim fica difícil Madara... Eu estou tentando ficar brava com você. - Pensou.

 - Vamos jantar fora amanhã? - Sussurrou no ouvido, e Sakura já percebeu a respiração falhada pelo tempo que ficou se movimentando durante o dia.

 - Se você não chegar meia noite... 

 Madara não respondeu, a indireta foi bem feita, amanhã escolheria o subchefe e a levaria num restaurante. Até ele mesmo não aguentava a dor no corpo de tanto ficar sentado e inclinado naquela cadeira do escritório.

 

 Continua...



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