História Conte até 10! - Apocalipse Zumbi. - Capítulo 10


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Resident Evil, The Walking Dead, Twd, Zombie, Zumbi
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Palavras 1.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Desculpem o tempo fora.

Capítulo 10 - Nada doce lar.


Foram exatamente três dias para conseguirmos limpar toda aquela casa, a ideia de cada um ter seu próprio quarto animou a todos. Alex e eu nos acertamos. Não tivemos uma notícia sequer de Kaique. E graças aos céus, Jéssica já levantava pra fazer refeições e suas necessidades. Mas ainda precisava ficar de repouso. Estávamos arrumando nossas coisas para levarmos para a outra casa, Alex parecia feliz, todos pareciam felizes. E eu estava aliviada.

- Alex pediu para que colocasse as coisas de vocês no carro. - Kendal me avisou. Sua barriga já estava visível. 

- Obrigada Kendal. Como tá o neném? - perguntei enquanto caminhava até o carro com uma caixa enorme. 

- Bem. Eu acho. - alisou a barriga enquanto sorria. - Quer ajuda? - fez menção de pegar uma das caixas.

- Ah, de jeito nenhum. Você tá grávida. Não está sequer tendo a sorte de poder acompanhar o bebê. Pode ser uma gravidez de risco. E a gente nem sabe. - sorri.

- Você tá igual ao meu pai e Mike. Me sinto tão inútil não ajudando em nada. Não aguento mais pensar em nomes. Quero uma tarefa, Malú. - bufou.

- Falando em nomes. Já sabe quais? Tudo bem, Kendal. Arranjarei tarefas pra você. Mas por enquanto pode ficar com a entrega das refeições. Que tal? - coloquei a caixa no banco de trás do carro.

- Ainda não decidi. Obrigada!! - saiu empolgada.

Acabei de colocar as mochilas e caixas no carro. Caminhei pela casa e dei até logo ao pessoal, Alex já estava lá, entrei no carro e fui em direção ao nosso novo lar. A casa era exatamente sete casas depois da que estavamos. Pensei no quanto minha mãe adoraria morar em qualquer casa dessa rua, até as que não eram muito luxuosas, eram um sonho. O calor de todos os dias se repetia, e a noite ficava ainda mais fria do que nas primeiras noites, a rua beirava o mar, a visão era linda da sacada da casa, é uma daquelas casas que eu e minha mãe vivíamos sonhando em morar. Onde os vizinhos disputam quem tem mais, quem é mais. Era extremamente engraçado como nada disso importava agora. Estamos todos destinados a um só fim, por mais que se prolongue, vai ser sempre o mesmo fim. Estacionei o carro dentro da garagem e Alex fechou o portão, me ajudou a levar as caixas até o nosso quarto.

**

- Kendal pensa. Podemos ter nossa própria casa. Todos vão para lá ainda hoje. Podemos morar aqui, eu e você. - Mike segurava seu rosto. 

- Mike, não quero estar longe do meu pai. E como vamos sobreviver caso essas coisas invadam a nossa casa? Lá seremos mais. Eu tô grávida. Não posso entrar em um combate. Eles me defenderiam. - sentiu Mike apertar seu rosto, com brutalidade. - Mike, você tá me machucando.. para, por favor. 

- Você não sonha em ter uma vida comigo? Hein Kendal? Você não quer formar uma família? Você não tá grávida de mim? - seus olhos estavam cheios de uma raiva assustadora.

- Não nesse mundo Mike. Teremos proteção lá. Abrigo e alimentos. Teremos um quarto só pra gente. Somos uma família. Mas não podemos deixar pra trás o resto dela. - disse com os lábios trêmulos.

- Lá teremos que obedecer àquelas sapatões ridículas. - soltou-a.

- Não sei o que tá acontecendo com você. Eu e teu filho estamos vivos por causa delas. Você nem sequer moveu um dedo para ir atrás de nós. - alterou a voz. 

- Cale a maldita boca. - Mike deu-lhe um tapa na cara, com as costas da mão. 

**

- Eu sinceramente não acredito que Kendal e Mike sejam compatíveis. - comecei.

- Kendal é uma boa menina. Mike só está com medo. Algumas pessoas se tornam covardes. - Alex sorriu. 

- É... Talvez seja.

Terminamos de por as coisas no lugar e Alex não parava de falar o quanto estava feliz por termos uma suíte, que o banheiro era espaçoso e que não poderíamos ter pego outro quarto. Senti o vento soprar e vi algumas árvores se balançarem, caminhei até a janela e pude ver o pessoal chegando aos poucos. Tínhamos concordado em trazer toda a gasolina e carros, amarzenamos a gasolina nas malas dos carros, para caso precisassemos sair com pressa desse lugar. Trouxemos um total de cinco carros e colocamos na garagem enorme. Dentro das malas deixamos alguns casacos e cobertores também. Durante a noite, foi tudo tranquilo, jantamos e batemos papo numa grande sala, uns estavam sentados no sofá, outros ao chão. Todos falavam de suas vidas antes disso. Seus sonhos, os lugares que conheceram, do que sentem falta e o que gostavam de fazer.

- Sou o João Carlos. Mas todo mundo aqui me conhece como JC. Eu era MC. E eu tô mec. Nunca tive família. Minha família era meus parceiro de rima. Mas não tive notícias deles. - deu de ombros. JC era moreno e tinha o cabelo cortado na máquina, com um disfarçado, tinha as sobrancelhas grossas e os olhos negros. Era magro e definido. Tinha mais tatuagens do que era possível contar, aparelho nos dentes e brinco nas duas orelhas. Era prestativo, engraçado e estava sempre disposto a fazer alguma coisa. 

- Sou a Bia. Eu sou recém formada em química. Sinto muita falta de dar aulas. - Seu sorriso era extremamente branco, isso chamava muita atenção. Tinha um corpo de dar inveja. Cabelos pintados de loiros. Era o tipo de mulher que adorava parar o trânsito. 

Depois de todos falarem um pouco de si, descobrimos que tínhamos entre nós, uma química, um mc, uma personal trainer, um veterinário, uma engenheira, uma farmacêutica, um motorista, uma médica, estudantes e uma cozinheira. 

O pessoal se dividiu nos quartos da seguinte forma: Eu e Alex. Jéssica e sua mãe. Aninha ficou com a mãe de Alex. Pietro e seu pai. Mike e Kendal. Bia e Brenda. Kelly e JC. Renan e Ryan. Sr Peterson ficou em um quarto sozinho. 

- Alex, a comida tá acabando. Conseguimos ficar um mês só com a comida que estavam nessas casas. Mas já saqueamos todas as casas da rua. 

- Puta merda. É verdade.. vamos organizar uma busca por alimentos agora. - caminhou até a sala onde todos estavam - Rapaziada, é o seguinte a comida tá acabando. Precisamos ir buscar. 

- Que tal dessa vez irmos a um mercado? - perguntou JC.

- Acho que um mercado vai ser perigoso demais. - falou Pietro.

- É, o Pietro tem razão. Tem um mini mercado na rua debaixo. Podemos ir lá. - Alex falou.

- E quem vai dessa vez? - perguntou Jéssica, já recuperada. 

- Você, Ryan, JC e eu. 

**

- Mas Malú, eu preciso que alguém fique aqui em casa, alguém de confiança. Jéssica é confiável, jamais me deixaria pra trás, caso algo aconteça. - segurou meu rosto e deu-me um beijo na testa. - Eu prometo que tudo vai ficar bem. Mas preciso ter certeza que aqui também vai estar. 

- Ok, ok. Kendal pediu para que visse se acham pêssego enlatado e canela em pó. 

- Sério? - deu uma risada alta. - Tudo bem..

**

Ao descerem do carro notaram cinco zumbis vindo logo atrás, com seus braços esticados para chegarem mais rápido em suas presas, alguns sem partes do corpo, com os olhos acinzentados, pareciam até cegos. De suas bocas saíam gemidos, como se a alma de cada um que eles mataram tivessem ficado presas lá. 

- Acho melhor matarmos esses, enquanto ainda são poucos. Melhor do que juntar com mais deles. - falou Jéssica, abaixada ao lado do carro com todos os outros.

- É. Concordo. - Alex falou.

Jéssica se levantou e pegou seu taco, com alguns pregos martelados e acertou na cabeça do primeiro, que caiu ao chão. Ryan pegou uma espécie de lança que ele mesmo havia construído de madeira, com a ponta finíssima e enfiou nos olhos da criatura. Alex, acertou o facão na metade da cabeça de um deles, que caiu com a cabeça rachada. JC tentava abrir a porta do mercadinho com um pé de cabra. 

- Meu facão já era. - reclamou Alex.

- JC falta muito? - perguntou Ryan olhando de um lado para o outro. 

- Só um segundinho. - forçou a porta e a abriu. - pronto! Vamos às compras? - deu uma gargalhada.

Ouviu-se um disparo e vimos JC ao chão.



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