História Conte até 10! - Apocalipse Zumbi. - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Apocalipse, Resident Evil, The Walking Dead, Twd, Zombie, Zumbi
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Palavras 2.628
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que gostem, dêem a opinião de vocês, por favor ❤

Capítulo 3 - De volta pra casa! part. II


3. De volta pra casa! 

                             part. II


- Mike! - disse o menino com a voz numa enorme felicidade por vê-lo de novo, seus olhos brilhavam. - eu pedi tanto que você estivesse bem, não saberia o que fazer se ficasse só. - completou sincero.

- Eu nunca deixaria você sozinho, boiola. - disse num tom de brincadeira claramente forçado. - precisamos ir depressa. O ônibus tá lá fora. - Falou enquanto vasculhava embaixo da cama, atrás de um embrulho de presente. Colocou-o dentro de sua mochila. Pegou Ryan pelo braço e disse alto. - Comida, agora. - jogando o menino para fora do quarto. Enquanto ia em suas gavetas e pegava uma quantidade minima de roupas.

Quando Mike desceu Ryan já havia pego biscoitos e enlatados. Ele sorriu com satisfção por seu irmão ter acatado todas as suas ordens. Pegou seu taco em cima do sofá que deixou uma mancha de sangue, sorriu ao pensar ''se minha mãe visse isso..". Caminhou até a cozinha, onde achou o faqueiro de sua mãe, pegou todos os facões, eram três de cabos verdes para combinar com tudo que havia na cozinha, assim como o avental de sua mãe.

- Vamos Ryan. - falou ao jogar a mochila na costa e olhar pelo olho mágico, o ônibus ainda estava ali, parado. Mas haviam três canibais lá fora. - precisaremos correr, se alguma coisa cair, não volte pra pegar, apenas corra pro ônibus. Entendeu? - falou enquanto segurava o rosto de seu irmão com uma das mãos. Estava tenso, com medo de falhar com Ryan também.

- Entendi. - afirmou o garoto que mostrava claramente seu pavor.

- Certo, vamos. - abriu a porta fazendo o menos de barulho possível. E quando pôs o pé pra fora de casa, olhou para trás, queria memorizar o rosto de seu irmão, estava com medo de perdê-lo. Sorriu com os olhos claramente desapontados. - corre! Mais rápido! - estimulava o irmão.

- Mike, eles estão atrás de nós. - disse ao olhar para trás, o que eram três, já são cinco. Haviam sido seus vizinhos, seriam hoje eles seus assassinos?

- Não olha pra trás, só corre. - falou Mike que deixara seu irmão passar a sua frente.

Sr. Peterson ao notar a apoximação deles, ligou o ônibus, e de repente parecia que Mike e Ryan não estavam mais lá, todos se direcionaram ao ônibus. Batiam na lataria enferrujada do ônibus e subiam uns nos outros para tentarem entrar. Todos pareciam ter tido o mesmo pensamento, em uma só vez todos nos abaixamos. Alex me abraçou, não sabia se estava com medo ou se estava tentando me acalmar, ambas estavam aflitas, nenhuma de nós nos reecontraríamos com nossas mães, era o fim. Quando ouvimos os zumbis se afastarem do ônibus, suas presas agora seriam Mike e Ryan. Que insistiam em chegar no ônibus. Mike começou a correr atraindo os mortos para si. Sua intenção era clara, salvar Ryan.

- O que você tá fazendo Mike? - indagou enquanto corria desesperadamente.

- Vá para o ônibus, eu dou meu jeito. - enquanto corria para esquerda, fazendo os cinco canibais o seguirem.

Ryan correu para o ônibus e o Sr. Peterson abriu a porta para que ele entrasse. Assim que entrou jogou sua mochila no banco e ficou debruçado na janela, vendo Mike pôr sua vida em risco para salvá-lo. Não acreditava que perderia ele também para esses monstros. "O que são eles?" se interrogava. Seus olhos brilhavam, mas dessa vez não era fruto de sua felicidade, e sim medo, medo de perder a única pessoa que restou-lhe. Seus olhos vazavam involuntariamente até que ele olhou para o fundo do ônibus, como se soubesse que Alex já arriscara sua vida antes por alguém e gritava.

- Alguém por favor me ajuda a ajudar ele, por fa.. - sua voz falhava por causa do choro, pude sentir seu desespero. - ele precisa de ajuda, por favor. Por favor! - suplicava.

- Precisamos de armas. - Levantei-me.

Seus olhos se reergueram para mim, vasculhou a mochila e havia achado um outro facão, sentiu um alívio por ter trago.

- É unica coisa que tenho. - erguendo o facão em minha direção.

- Certo. Eu vou com você. - Caminhei até Ryan e estendi a mão para pegar o facão.

- Eu vou com vocês! - a voz era familiar, olhei para trás e vi Alex se levantando.

Caminhamos até a porta do ônibus, Ryan desceu seguido por mim, e Alex em seguida. Corremos cada um pra uma direção, os zumbis logo se espalharam. Havia um atrás de cada um deles, e dois atrás de mim. Senti a morte correr atrás de mim, quando olhei para Alex indo de encontro a Mike que lhe deu uma de suas facas. Ryan havia derrubado uma mulher - de seus vinte e cinco anos, cabelos razoavelmente compridos, batiam no meio de sua costa, havia um rasgo no lado esquerdo de sua blusa, provavelmente causado pela luta por sua vida, o bico de seu seio esquerdo havia sido arrancado, não havia mais nenhuma mordida, apenas lama e sangue em sua blusa azul cor de céu e seu short jeans branco. - com um chute bem em sua barriga e quando ela levantou ele enfiou a faca em sua testa e rodou com as duas mãos.

Alex costumava ser boa de briga, vivia em confusão por ter ficado ou dado em cima de alguma menina que namorava, mas agora não se tratava só de manter sua fama, se tratava de sobreviver, de rever sua mãe. Alex viu o homem baixo vindo em sua direção sedento de sua carne, não pensou duas vezes antes de apunhalá-lo em seu peito. Mas efeito algum teve, Alex manteve-se parada, pensando como aquilo seria possível, eu vi de longe o terror em seus olhos. Pensou em correr, mas percebeu que não daria quando sentiu que o homem já estava segurando seus braços pronto para abocanhá-los, sua única alternativa era tentar defender-se com as mãos, como era na escola, com as pessoas normais. Ela empurrava a cabeça dele enquanto com o pé direito tentava da-lhe uma banda. Alex havia ficado sem sua faca, estava presa no peito do homem, se ela tirasse uma de suas mãos da cabeça dele, ele a mataria, ela tinha certeza. Tentando não perder o controle da situação e de sua respiração, enfim conseguiu fazer com que o homem caísse ao chão, em seguida não pensou duas vezes antes de pisar em sua cabeça, amassando-a sem pena, quanto mais via o sangue dele sair pelos ouvidos e boca, mais pisava. Amava a sensação de matar um deles. Amava a sensação de estar viva. Enclinou seu corpo para pegar a faca, precisou da ajuda do pé para soltar a faca, pisou no peito dele com o pé direito enquanto puxava a faca com as duas mãos.

**

Mike estava preparado para aquela zumbi que ele mesmo entitulou como "gostosa", pulava de um lado para o outro com a guarda armada, como se estivesse provocando alguém antes da briga. Mike era alto, negro, e tinha seu corpo extremamente definido pela quantidade de lutas que praticava. Ele estava ofegante, havia corrido por muito tempo, mantia o controle de sua respiração, mas não de suas pernas, que fraquejaram e bambearam quando ele mais precisou delas. A zumbi se aproximava no que parecia com uma velocidade ainda maior, quando ela se jogou em cima dele para saborear sua carne, ele deu uma tacada em sua cabeça o que a fez voltar para trás e quebrar o pescoço.

**

Ryan havia apoiado o braço de seu irmão em seu ombro e foi arrastando-o para o ônibus. Enquanto Alex pegou o taco que Mike havia deixado no chão e veio em minha direção. Eu estava pronta para morte, mas não conseguia me arrepender de ter vindo ajudar a salvar Mike. Eu teria sido apenas a isca? Talvez, não importava, eu morreria contente por Ryan, por Mike, por Kendal e por Alex.

Alex correu até mim e pegou de surpresa um dos zumbis, um senhor calvo, de seus quarenta e poucos anos, deu uma tacada na sua calvice, e eu vi o seu pescoço desmontando, sua cabeça afundando. A mulher que poderia ser esposa do homem que Alex acabara de matar, era loira artificial, e virou imediatamente para Alex que ainda estava com orgulho de si pelo que fez com o homem, ou o que costumava ser um homem. Pegou-a de surpresa, estava quase derrubando Alex quando um impulso me fez enfiar o facão com as duas mãos diversas vezes em seu crânio, fazendo com que tomassemos um banho de sangue zumbi. Alex e eu corremos sem pensar duas vezes para o ônibus antes que mais deles aparecessem.

- Muito obrigado. - disse Ryan ao ver eu e Alex entrando no ônibus. - Sem vocês teríamos morrido lá.

- Estamos todos aliviados de estarmos vivos. - afirmou Alex.

- Acho que deveríamos ficar unidos agora, e até ajudar pessoas que acharmos pelo caminho. - concluí.

**

- Próxima casa é sua Alex. - Sr. Peterson a informou.

- Vocês vão parar na casa de cada um? - perguntou Ryan perplexo.

- Sim, assim como você estava vivo, nossa família também pode está. - disse sendo menos amigável que queria.

- É.. verdade. - assumiu.

- Mellanie, obrigado.. Ryan disse que você foi quem se voluntariou primeiro para ajudá-lo a me salvar. - Mike estava claramente envergonhado.

- Está tudo certo, desde que sejamos todos assim. - falei para que todos do ônibus ouvissem.

A cada minuto que nos aproximavamos da casa de Alex sentia ela mais tensa. Ela aparentava estressada, mas eu sabia que era medo, medo de não poder pedir desculpas a mãe.

- Alex.. chegamos. - falei. - Eu vou com você. - Já fui deixando claro que ela não estava sozinha.

- Eu devo essa a vocês, vou também. - Ryan se levantava enquanto dizia já com seu facão em mãos.

Alex sorriu, pegou sua mochila, segurava o taco com a mão direita e o facão com a esquerda, andou até a porta e foi a primeira a sair, Ryan foi atrás e eu em último. O bairro parecia abandonado a anos, fomos caminhando enquanto olhavamos em volta, sabíamos que a qualquer momento um deles aparecia e em seguida traria uma multidão deles, como na escola.

Ao chegarmos perto da casa, olhamos pelas janelas de vidro que a casa estava intacta, nada havia passado da porta ali. Senti uma esperança inundar meu peito, esperança que também não tivesse ocorrido nada lá em casa. Alex entrou com o alívio em seu peito.

- Mãe! - chamou. Esperou por alguma resposta. - Mãe? Cade você? - falou enquanto percorria da sala pra cozinha. Sua mãe estava lá, com a arma de seu ex marido na mão.

- Ainda bem que você chegou. - correu pra abraçá-la. Enquanto as lágrimas escorriam. - Eu havia estabelecido um prazo, se você não aparecesse.. - olhou para a arma.

- Mãe... - enxugou as lágrimas e abriu um sorriso largo. - Precisamos ir. Pegue comida, absorventes, desodorantes, remédios. Vamos cair fora da cidade. Pegue roupas também, não muitas, mas pegue. - falou enquanto a soltava e ia até o armário da cozinha vermelho, sua mãe costumava dizer que era pro amor estar sempre com elas. Fui até o banheiro e peguei os absorventes, desodorantes, sabonetes, pasta de dentes, pus tudo dentro de uma sacola de mercado.

- Filha, quer que eu separe suas roupas também? - perguntou a mãe enquanto caminhava até o próprio quarto.

- Não, eu pego. - viu a arma que a mãe havia deixado em cima do sofá, pegou-a e colocou dentro de suas calças. Caminhou até o quarto pegou seu carregador, riu de si mesma por aquilo. Separou umas roupas rapidamente.

Quando vimos já estavamos de volta ao ônibus, sem ter que lutar dessa vez e isso foi um alívio. Olhamos a hora e já eram cinco da tarde, iriamos na última casa por hoje. Era a de Jess. Ela não sentia-se preparada para descer do ônibus, ou talvez não queria ter que encarar o que o Mike por exemplo encarou, seus pais mortos.

- Vamos, aqui em casa temos uma lona imensa que podemos jogar por cima do ônibus para podermos dormir. - se levantou sem dizer mais nada, pegou um dos facões de Mike e desceu do ônibus.

Seguimos ela até a porta de sua casa, dessa vez o grupo era maior, éramos cinco: Eu, Jess, Alex, Ryan e Mike que havia se recuperado. Andavamos todos juntos, cada um olhando pra um lado diferente. Ela preferiu que fossemos no quintal antes, então passamos pela janela e eu pude ver alguém andando lá dentro. Cheguei perto da janela e vi uma menina de sete aproximadamente sete anos - seu cabelo era loiro, mais escuros nas raízes e clareava até as pontas, num lindo degrade de amarelos, seu vestido era azul até os joelhos - amarrada numa cadeira com uma corda grossa o suficiente para rebocar um carro, seus pés ficavam distantes do chão por causa de sua altura -, com aqueles olhos mortos, com o vazio dentro de si, tentando se soltar a todo custo para morder a mulher que cochilava e acordava com cada barulho que ela fazia com a cadeira.

- Alex, - puxei ela pelo braço para que ouvisse meus sussurros. - tem uma criança de aproximadamente sete anos.. - pausei e olhei para ver se Jess nos escutava. - ela tá amarrada numa cadeira. - pensei e continuei. - e também tem uma mulher lá dentro, ela não foi mordida, provavelmente amarrou a menina para não ter que matá-la. - conclui.

- Onde? - perguntou preocupada.

- Na sala. - terminei.

Continuamos até que chegamos em seu quintal, tinha um piscina enorme lá, com as águas azuis, como se tivessem limpado ela hoje mesmo. Jess era um tanto quanto quieta, parecia que não sentia nada em estar ali, onde morou com sua família por toda sua vida. Parecia um lugar que não lhe trazia recordações boas, diferente dos outros ela não ficou olhando para piscina lembrando de como se divirtiu ali com sua irmãzinha, não olhara para churrasqueira com saudade dos dias de sol e basebol quando sua família toda se reunia para fazer um churrasco.

Jess foi direto onde estava a lona - era imensa e verde musgo, como se tivesse sido do exército. - em seguida entrou pela porta dos fundos que dava na cozinha. Abriu os armários e foi fazendo a limpa, sem ao menos perguntar se havia alguém ali.

- Olá.. Jessica, é você querida? - perguntou sua mãe, enquanto caminhava lentamente com um machado na mão em direção a cozinha.

- Sim mãe, sou eu. - falou enquanto fuxicava o armário nas pontas dos pés sem expressar ao menos um alívio por sua mãe está viva. - Vamos mãe, ajude. Pegue algumas roupas e vamos ralar. Não demore. - disse enquanto andava até a sala para subir as escadas e ir em seu quarto. Viu o estado de Judith, abaixou a cabeça e subiu as escadas, tive a imprensão de que ela finalmente havia demonstrado algo, vi uma lágrima escorrendo ao ver Judith.

- Já vou, já vou. - falou a mãe enquanto ia até o quarto.

- O minimo de roupa possível. - gritou Jess, lembrando sua mãe de que não precisaria levar seus saltos altos. Caminhou até a cama de Judith que era ao lado da sua e pegou uma boneca de pano, enfiou na mochila olhando para os lados para certificar-se de que ninguém vira. Procurando em suas gavetas remédios, achou uma caixinha que dizia ''Coisas da Judith", pegou seus remédios e a caixa, foi a mais rápida de todas, em dez minutos estávamos indo para o ônibus, agora com uma marreta, um machado e mais uma pistola.


Notas Finais


Espero que gostem, 💥



Beijos e até ❤


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