História Continuações de uma longa vida - Original Yaoi - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bem Viado Mesmo, Gay, Nem Tão Clichê, Originais, Romance, Sem Bts, Sem K-pop, Sem S/n, Um Pouco Clichê, Yaoi
Visualizações 17
Palavras 1.632
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


DESCULPA A DEMORAAAAA
MINHA SEMANA FOI CHEIASSA
VOLTA ÀS AULAS É FODA
VOU TENTAR PASSAR O FDS INTEIRO ESCREVENDO, PRA TER CONTEÚDO PRA POSTAR AO LONGO DA SEMANA
BJS
(vejam as notas finais pelo amor de deus)

Capítulo 12 - 12 continuação - Não era estranho, mesmo


A caminhada da escola até o parque durou alguns quinze minutos que se passaram rapidamente, enquanto Nico me fazia perguntas sobre minha vida, as quais eu respondia com um pouco de preocupação, sem saber o motivo de tantas delas. Mas mesmo assim arriscava responder.

— Então...por que você mora sozinho? Tipo, só no dormitório? É temporário? — perguntou, enquanto íamos atravessando a rua, em direção ao parque, onde havia inúmeras crianças e adolescentes brincando por lá, com seus skateboards ou cordas, e pulando em brinquedos ou passando pelas torres de madeira.

    Fiquei uns segundos tentando lembrar os porquês da pergunta, já que ninguém me perguntava isso há um bom tempo.

    — Basicamente, nem na minha cidade-natal nem na dos meus outros parentes alguém poderia me cuidar, então, meio que me jogaram pra cá, porque um ex-parente fundou a escola — Nico me olhou surpreso, murmurando um “wow”, enquanto também observava as pessoas se divertindo.

    — Não, mas por que não tinha ninguém? Tipo, teu pai, mãe, avô, tia, sei lá? E como assim um dos ex-parentes? Você é um Fischer? Eu te fazendo muita pergunta? Eu estou, ? Desculpa, tem uma confusão na minha cabeça, de novo! — perguntou ele, fazendo mais nós de perguntas em apenas dois segundos.

    — CALMA! Calma, espera, quer dizer, meus pais morreram há algum tempo, minha avó não tinha dinheiro para sustentar mais um ser humano, e minha tia, nem sei se está viva. Meu bisavô era um Fischer, sim ele fundou a escola, sim eu sou um. Você nunca prestou atenção na chamada da escola? — respondi gaguejando um pouco, parando no meio da caminhada, a fim de acalmar ele e a mim mesmo, já que o bolo de perguntas tinha se formado na minha cabeça também.

    — E-eles morreram? Meu deus, desculpa, eu não queria… Meu Deus, desculpa, foi sem querer, não imaginei que...— falou, olhando para meus olhos, com a testa franzida, realmente se preocupando se eu havia ficado triste. De novo me senti culpado e querendo nunca ter respondido a pergunta.

    — Sim, mas não tem nada, para. Vamos continuar, esquece isso. Já superei faz tempo— sorri um pouco sem jeito, na tentativa de acalmá-lo, tendo sucesso.

    Demos algumas caminhadas entre as árvores, verdes e cheias de folhas, que pingavam gotas de água derretida, e víamos os adultos conversarem sempre as mesmas coisas: “a casa do fulaninho que foi assaltado, do ciclano que se meteu em droga, a Mariazinha que é corna, o Joãozinho viado, a corrupção no país” e etc. Nada de novidade, enquanto as crianças passavam correndo por nós, com suas cordas e patinetes e Nico tagarelava sobre as músicas que gostava ultimamente e como ainda estava puto com o que Brandon e Patrick fizeram, e eu, idiota, tentava fazer ele esquecer o ocorrido, mesmo sabendo que não seria possível.

Depois de algumas voltas observando as pessoas e lugares, decidimos sentar em um banco de madeira que estava no caminho, em frente ao escorregador do parque. Fazia séculos que não saía daquele maldito dormitório, e era estranho para mim sentir um vento dentre as árvores e os barulhos de pessoas aglomeradas ao meu redor. Não era ruim. Eu não estava incomodado. Eu não me sentia esquisito como sempre me sentia. Era uma boa sensação.

— Você não parece tão fechado como antes — comentou Nico, me dando uma cotovelada nas costelas, quebrando o “silêncio” — Quando eu falo as coisas, não olha tanto para os lados, nem fica com aquela carranca no rosto. Eu sabia que devia ter te convidado pra fazer algo com seres humanos.

— Não pareço? , para mim, pareço chato como sempre — tentei sorrir, mesmo que concordando com o que o menino havia falado. Normalmente sou extremamente fechado, vou me abrindo conforme eu simpatize com a pessoa. Minha mãe sempre falava isso — E na verdade sempre olho entre sua sobrancelha direita com a esquerda, às vezes. E eu ainda não gostei de ter ido à festa, não tente me convencer disso — revirei os olhos, enquanto ele bufava após ouvir a última frase.

— Você precisava de alguém pra falar, moço, eu sei disso. Mas, sério? Você olha ali? Sempre pensei que fosse nos olhos. Fui tapeado! — riu, encolhendo os ombros, mas logo em seguida fazendo uma expressão dramaticamente séria — Aliás, eu vou te convencer da festa ter valido a pena, me aguarde, Sr. Logan.

Depois de algum pequeno tempo conversando sobre qualquer coisa, e comigo tentando pegar o celular, mas sendo impedido brutalmente por Nico — o qual parecia querer que eu engolisse o aparelho de uma vez —, começamos a nos entediar.

— Hum... quer ir tomar sorvete? — convidou, em seguida pensando sobre o que tinha acabado de escolher — Quer dizer, acho que está muito frio pra um sorvete, que tal um chocolate quente? Eu conheço um bom aqui perto.

Assenti, também pensando em comer algo, já que meu almoço havia sido uma miséria, e eu estava exausto pela noite anterior.

A cafeteria ficava há algumas ruas da praça, então não seria algo muito cansativo. No caminho Nico continuou a me perguntar coisas do gênero: “Onde você estudou? Qual sua matéria favorita? Você sabe cozinhar, tipo, mesmo? Como assim você sabe acertar o ponto do chocolate quente? Já fez curso? Qual é o seu Facebook? Twitter? Instagram? Snapchat? Você fica o dia inteiro no computador e não posta nada?”, até que decidi esclarecer algo:

— Você é do FBI? Vai me sequestrar? Me esquartejar? Vender meu rim no mercado negro? — tentei criar várias possibilidades, imitando-o. E como resposta, recebendo outra cotovelada nas costelas.

— Eu gosto de saber das coisas, desculpe, senhor! — encolheu os ombros, um pouco envergonhado, rindo. Logo em seguida apontando o dedo para um estabelecimento de cor marrom com azul escuro — Ali! A Bread and Coffe, é bem legal lá, gosto bastante do chocolate quente deles. Você eu não sei do que gosta, mas tem o cardáp…

Droga! Eu não trouxe carteira, esqueci em casa — o interrompi, me dando conta que para comer em um estabelecimento, você precisa pagar depois.

Nah, não tem nada, eu tenho dinheiro! Vamos de uma vez.

— Não, eu não vou gastar o seu! Bom, eu posso ficar te devendo depois — recebi uma cara extremamente irritada de Nico, tentando me convencer de que não precisava de reembolso, ao mesmo tempo em que eu falava o contrário.

Então me puxou pelo braço com o dinheiro na mão, em direção à cafeteria. Como eu havia desistido da discussão, decidi que iria o reembolsar de qualquer forma. Novamente, uma expressão dramática de irritação se formou no rosto dele.

    Pegamos a primeira mesa que estava na nossa frente, do lado da janela e dentro do estabelecimento, já que era mais quente. Bread and Coffe era bem organizada e bonita, com alguns detalhes, como relógios Cuco ou pequenos animais de gesso enfeitando as paredes do lugar, que emanava um cheiro maravilhoso de pão com café (o que coincidia com o nome). Alguns minutos depois, um funcionário carregando uns croissants vê o menino e sorri, acenando, sendo retribuído pelo mesmo.

    Como o esperado, Nico pediu um chocolate quente que aparentava ser extremamente cremoso, enquanto um capuccino com espuma simples foi o meu. Anotei que havia dado uns 3 dólares, o que eu tinha que dar para o menino, mesmo que ele não aceitasse.

    — Você gostou daqui? — pediu, misturando a camada de chocolate formada por cima do resto. Afirmei, e agradecendo pelo convite — Eu vinha aqui todo dia quando pequeno, mas como me mudei de bairro, agora é só uma vez por mês, praticamente.

    Tudo estava indo bem, até que repentinamente um caminhão buzina sem motivo nenhum aparente, com um som alto e estridente, bem ao lado da janela, fazendo Nico levar um susto, derrubando chocolate na camisa. Na hora deixei escapar uma risada pequena, a qual foi respondida por um revirar de olhos. 

    — MERDA! Por que sempre acontece isso? Já tenho umas cinco camisas e calças com manchas de chocolate — riu, enquanto eu tentava ajudar pegando alguns guardanapos, tentando segurar o riso — bom, depois eu arrumo isso, hehe. Ainda bem que já paguei…

    O observei limpar a camiseta azul clara, que combinava com as pontas do cabelo também azuis. Parecia ser a única camiseta que tinha, já que passava o guardanapo desesperadamente, expressando preocupação no rosto. Não tinha o que eu ajudar, então voltei a tomar os últimos goles do capuccino.

    — Acho que já bom, Nico, mal dá para ver — comentei, sendo finalmente escutado. O menino voltou a sentar na mesa, bufando, um pouco vermelho, talvez pela vergonha e irritação.

    Assim que terminamos, retiramos nossas coisas, acompanhados da ligação da mãe de Nico, perguntando se demoraríamos muito, ainda. Então, aparentemente, seríamos buscados na frente da cafeteria. É, a mãe dele não parecia ser tão diferente das outras.

    Não demorou muito para que um carro azul, com uma mulher sorrindo dentro, aparecesse. Perguntou como havia sido, e se eu queria ser deixado na porta dos dormitórios, ou ir direto para a casa do menino. Neguei novamente a ideia de passar a noite da casa de Nico, pensando que seria muito incômodo a minha presença lá sem nenhum aviso prévio. A mãe aceitou, mas o filho me encarou friamente mais uma vez, me dando uma pontada de arrependimento, porém não mudei minha resposta.

    Me despedi, agradecendo Nico mais uma vez pelo convite, e, assim que entrei no quarto, me joguei na cama descansando um pouco (eu sou sedentário, caminhar muito de um dia para o outro é estranho) e pensando no que havia acontecido.

    Foi esquisito estar fora de casa, com alguém que aparentemente não falava comigo por obrigação. Que não me ignorava. Que olhava na minha cara. Me fazia perguntas e respondia as minhas. Que me convidava pra ir tomar café. E que se emburrava quando negava passar a noite na casa dele. Mas foi um sensação boa.

    Foi legal, eu diria.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado aaaaaa
ENTÃO
ESSA SEMANA EU TO CHEIAAAAAAAAAAAAAAAA DE PROVA
TERÇA 2, QUARTA 1, QUINTA TAMBÉM, E SEXTA TEÓRICA DE ED. FÍSICA
VAI SER BEM DIFÍCIL POSTAR
EU TO TENTANDO, DESCULPA


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