História Conto de falhas - Capítulo 3


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Categorias Originais
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Palavras 2.353
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse capítulo foi intenso na hora que escrevi, espero que gostem! Leiam com a música da MARINA AND THE DIAMONDS "STARRING ROLE"

Capítulo 3 - Conhecendo os vagabundos: João Carlos Mattos (Jack)


Fanfic / Fanfiction Conto de falhas - Capítulo 3 - Conhecendo os vagabundos: João Carlos Mattos (Jack)

Antônio e Jack estavam em uma casinha velha, paredes mofadas e pintura descascada. Jack esperava o amigo pacientemente do lado de fora da casa, até que ele pareceu:

- A nova droga acabou. – Antônio bufou. – Comprei maconha, cocaína e LSD. Sei que vocês não gostam de LSD, mas eu acho interessante e a Karen também!

- Você devia parar de alimentar os vícios da Karen desse jeito! – Jack afirmou, era muito difícil ele falar algo que contrariasse Antônio, porém o menino se importava com a namorada.

- Você nunca teve esse cuidado comigo. – Antônio fala aproximando-se de Jack, e sussurra no ouvido do amigo. – Nem quando tínhamos mais intimidade. - Eles saíram do local e entraram no carro, no trajeto os pensamentos de Jack foram desviados para o dia em que conheceu Antônio.

Jack sempre teve uma boa situação financeira e estudou nas melhores escolas de Brasília, quando tinha 15 anos estava no primeiro ano do Ensino Médio. Jack era tímido, um garoto com a pele morena e lábios desenhados, os olhos tinham uma coloração verde linda, o pai achava que o garoto era gay, mas ele nunca tinha beijado nem mesmo uma menina, então não fazia ideia de qual era sua orientação.

No meio do semestre um aluno novo entrou na escola, todas as meninas ficaram fascinados com ele. Quando ele entrou na sala a professora nem precisou apresenta-lo, ele mesmo fez:

- Meu nome é Antônio Rodrigues! – Falou com total confiança.

Jack nunca tinha visto alguém falar daquele jeito. Durante todo a aula Jack não tirou os olhos do novato e isso chamou a atenção de Antônio que decidiu conversar com ele:

-Oi! Olha, eu percebi que você não para de olhar para mim, não que eu me importe, adoro ser observado! Mas acho que você deveria prestar atenção na aula. -  Jack ficou constrangido e abaixou a cabeça.

No intervalo, Jack se sentou sozinho, ouviu um barulho e percebeu que o novato havia se sentado ao lado dele, então Antônio apenas falou:

 - Olá admirador, como vai? –

Jack estava completamente sem jeito e olhava atentamente para o rosto do novato tentando decorar cada detalhe que aquele lindo menino tinha, criou coragem e falou:

 - Estou bem! – E rapidamente completou. - Por que você se sentou perto de mim?

 Com aquela pergunta Antônio gargalhou e disse:

 - Gostei de você! E o pessoal dessa escola se acha demais. Vamos mostrar para todos eles quem é que vai mandar de agora em diante. – O novato falava de um jeito autoritário. Jack achou estranho o modo como ele falava, mas apenas concordou.

Em poucas semanas Antônio se tornou um Deus naquela escola, todos queriam ficar perto dele. Até os alunos do Terceiro ano o adoravam! E Jack pegou uma parcela da popularidade do novo e único amigo.

Nos meses que tinham se tornado amigos Antônio já havia ficado com várias garotas enquanto Jack ainda não tinha dado o primeiro beijo, e claro isso incomodava Antônio, então ele disse para o amigo:

 - Você tem que beijar alguém essa semana! - O tom que ele usou para expor aquela afirmação era autoritário o que fez Jack estremecer e disser:

 - E.… eu ainda não estou pronto, não encontrei ninguém ainda. - O menino viu a frustração no rosto do amigo, os dois estavam na casa de Antônio deitados na cama dele, depois que se tornaram amigos ficaram inseparáveis. No entanto, a ousadia e maldade de Antônio incomodavam Jack às vezes.

Depois de passarem horas conversando e assistindo filmes, foram dormir, na mesma cama. Jack dormiu primeiro, estava muito cansado. Durante o sono teve um sonho quente envolvendo o amigo.

Em algum momento acordou com a risada de Antônio, aquela risada cruel que Jack tinha muito medo:

- É por isso que você não fica com ninguém. Você gosta de mim! - Aquela frase fez todos os músculos de Jack ficarem tensos, como Antônio sabia daquela dura verdade. - Você gemeu meu nome enquanto dormia. – Antônio respondeu como se lesse a mente de Jack.

Antônio se aproximou do amigo e então encostou os lábios na boca de Jack iniciando um beijo calmo e quente.

 Quando Antônio se afastou, a mente de Jack estava atormentada, porquê o amigo fez aquilo? E como se entendesse a expressão confusa de Jack, Antônio falou:

- Você é bem gostoso, e tem uma boca quente! - Depois desse comentário se beijaram de novo.

Nos meses que seguiram os dois adolescentes se descobriram cada vez mais, entenderam o que cada um gostava e o que não gostava. Eles tinham um tipo de conexão, no entanto para Antônio aquilo não passava de um jogo, enquanto que para Jack era algo profundo, mas ainda não poderia ser descrito como amor.

Em uma certa noite os pais de Jack tinham viajado, então ele decidiu convidar o amigo amante para dormir na sua casa. Antônio aceitou e foi para casa do amigo.

A noite começou animada, com filmes e jogos. Até que Antônio decidi que era hora de beijar o amigo. Os garotos se atracam, buscando pela língua um do outro de maneira desesperada. Antônio tinha acabado de conhecer Alice, mas não contou para Jack.

Os beijos se tornaram quentes e Antônio começou a tirar a roupa do amigo, que tinha o corpo definido, lambeu todo o abdômen de Jack:

-Sabe Jack, acho que eu quero você dentro de mim! – Antônio afirmou com os olhos negros, era normal que seus olhos tivessem essa tonalidade. Só que em momentos de tensão ou êxtase, eles se tornavam obscuros.

-Você tem certeza? – Jack falou, parando os beijos que distribuía no pescoço do amigo.

- Haah Jack, você deveria saber que eu não faço nada que eu não queira! Não mais.  – Antônio afirmou e começou a tirar a própria roupa.

Foi algo carinhoso, delicado! Antônio ainda não havia contado para Jack sobre o abuso, e pensava que nunca iria contar. Os meninos se acariciavam, lambiam, chupavam, faziam tudo que queriam.

E Jack, ele estava maravilhado com tudo aquilo, estava finalmente fazendo amor com seu verdadeiro amor.  O pobre garoto acreditava que era correspondido, mas logo iria descobrir a verdade!

Quando amanheceu Jack estava sozinho na cama, sentiu falta do calor do amigo, levantou e foi procurar por ele. Encontrou Antônio na cozinha preparando algo para comer:

- Bom dia! – Jack falou e deu um beijo casto nos lábios perfeitos de Antônio.

– Por quê está me beijando? – Antônio perguntou sarcasticamente. – Ontem não passou de uma transa Jack! Eu não quero nada com você. – O diabo falou de maneira seca e continuo preparando o sanduiche.

Naquele momento o mundo de Jack desabou, ele não entendia como alguém podia ser tão cruel. Eles eram amigos, e Jack já havia presenciado vários momentos onde pode ver a maldade que percorria a mente de Antônio, mas nunca imaginaria que o amigo faria isso com ele, então falou:

-Eu pensei! Eu pensei que você gostava de mim.

- E eu gosto, mas nunca iria namorar com você. Olha para mim, eu sou perfeito! Sem nenhum defeito, sou como um anjo! – Antônio observou o amigo desmoronando e a única atitude que teve foi gargalhar. – Você é tão romântico Jack. Isso é patético, você é patético!

Jack nunca teve coragem suficiente para abandonar Antônio. Logo o amigo começou a namorar Alice, e então, Jack percebeu que não era gay, o único homem que o interessava era Antônio. Só que ele nunca deixou de amar o amigo...

 

O caminho para a casa de Alice foi rápido e silencioso, mesmo com todas as situações Antônio conseguia manter os amigos por perto. Claro que conseguia, estar com ele era como experimentar uma droga poderosa, deliciosa e viciante.

Só que era uma droga que destruía as pessoas, fazia com que elas se humilhassem de todas as maneiras possíveis e ninguém conseguia ficar sem ela. Era destrutivo, quase uma bomba e o seu alcancei era gigante, sem proporções e os estragos eram permanentes, era uma espécie de Depressão Pós-Antônio. Todos que tinha o mínimo contato com ele sentiam isso, era inevitável!

Era exatamente 22:00 quando chegaram na mansão da garota, desceram do carro, pegaram as drogas e as bebidas indo em direção a entrada. Karen abriu a porta e pulou nos braços de Jack, que correspondeu ao abraço de maneira doce. Ele gostava da namorada, no entanto o que sentia não era nada comparado ao que um dia sentiu por Antônio.

Começaram a beber, Jack e Alice não usaram nenhuma droga, porém Karen e Antônio estavam totalmente vidrados.

- Vamos jogar! – Antônio exclamou. Bebeu todo a conteúdo da garrafa que segura e girou no meio do círculo de amigos. Por coincidência a garrafa parou em Jack.

- Verdade ou consequência Jack? – Antônio perguntou com um sorriso no rosto. Aquele sorriso era sugestivo e todos os três sabiam o que significa, era quase obviou! Ele queria disser que ninguém o conhecia, e que era capaz te fazer qualquer coisa para conseguir aquilo que queria.

- Consequência! – Jack afirmou. Antônio sabia todos os segredos do amigo, por isso Jack tinha medo.

- Ousado, eu gosto! Certo, quero que você me beije. – Todos ficaram espantados, principalmente Jack. – E teve ser um beijo de língua, bem quente. – Antônio completou a frase extremamente sugestivo.

- E... Eu não quero fazer isso. – Jack respondeu em um sussurro.

Jack ficou apavorado, se ele ousasse encostar a boca no amigo não conseguiria se controlar, o menino sabia o efeito que Antônio tinha sobre. Ele conhecia o poder de vicio que Antônio tinha.

As meninas conseguiam ver a tensão se formando no local. Alice estava apreensiva, ela sabia sobre o caso que os meninos tiveram, no entanto Karen não fazia ideia. Alice acreditava que ela deveria continuar sem saber sobre o assunto.

- Você tem que fazer, é a regra do jogo e você escolheu consequência. – Antônio falou, seus olhos se tornaram escuros. Todos sabiam que aquilo era um sinal de catástrofe, era como um terremoto, antes de acontecer os animais conseguiam sentir.

- Antônio, já chega! – Foi Alice que afirmou segurando no braço do namorado, ela sabia que o garoto não faria nada com ela. Pelo menos não naquele lugar.

- Ok, essa brincadeira me deixou cansada. – Karen disse entediada. – Soube que tem uma festa no Club, deveríamos ir!

- Ótima ideia. – Antônio falou. – Vamos!

Os três obedeceram como cachorros, entraram no carro e foram em direção à boate. O caminho foi silencioso de maneira geral, todos os quatro estavam tensos depois da pequena e desconfortável discussão. Porém nada iria estragar à noite perfeita dos garotos, ao menos era isso que eles pensavam, iriam apenas ter um pouco de diversão.

A boate estava lotada, felizmente Antônio tinha alguns amigos no local e conseguiu entrar com o grupo facilmente. O cheiro do ambiente tinha uma mistura de álcool e drogas, maconha era a mais visível, quase todos estavam fumando.

Pela primeira fez na noite Alice concordou em experimentar o LSD, como consequência teve alucinações maravilhosas. Começou a dançar de maneira sensual no meio de todos.

- Você não sente ciúmes? – Karen perguntou para o amigo.

- Claro que não, eu sei que ela é minha! E ninguém nunca vai mudar isso. – Antônio afirmou com total confiança.

- Por que fez aquele desafio pro Jack? – A menina estava intrigada.

Antônio sabia que Karen suspeitava dos sentimentos de Jack por ela.

- Não sei. – Ele falou friamente. – Apenas queria saber como seria beijar aqueles lábios grossos. – Mentiu mais uma vez para a menina. – Quer alguma coisa para animar?  –

Karen apenas balançou a cabeça em sinal de concordância. Antônio tirou o pacotinho com cocaína e entregou para a garota. Ela foi ao banheiro e quando voltou começou a dançar, era quase tão sexy quanto Alice.

Depois de um tempo Jack se aproximou de Antônio:

- Por que fez aquilo? – Perguntou tímido.

- Queria ver se você ainda me ama. – Antônio falou encarando o amigo.

- Você sabe que nunca deixei de te amar! – Jack respondeu.

- Então por que está com ela?

- Não sei. – Jack olhou para a namorada e percebeu que um homem a tocava e a garota tentava se afastar.

Os toques daquele brutamonte tornaram-se cada vez mais insistentes e a garota tentava se livrar, mas não conseguia. Ele estava machucando ela e Jack não conseguia fazer nada.

- Aquele homem vai machucar ela! E você não vai fazer nada? – Antônio falou acendendo um cigarro.

- Não sei o que fazer! – Jack estava apavorado, normalmente era um cara medroso.

Antônio bufou, começou a andar decidido na direção de Karen. Ele imaginou que estava desfilando, por esse motivo todos olharam para ele, chegou perto da amiga e a empurrou para longe daquele Troll.

- Fica longe dela! Idiota. – Foi apenas isso que ele falou. – Pessoas machistas como você estragam o mundo, sabia!

O homem gargalhou, uma risada nojenta e suja. Antônio que continuava com o cigarro na mão, tragou profundamente e soltou a fumaça na cara do Troll. A expressão de fúria que surgiu no rosto dele era assustadora, mas nada atingia Antônio:

- Você nunca mais vai fumar essa coisa nojenta, vou fazer você engolir essa porra. – O brutamonte falou e iniciou um movimento com a mão direcionando um soco no rosto de Antônio.

O garoto segurou a mão do homem com força e torceu, tragou mais uma vez o cigarro, segurou a ponto do mesmo e em um ato extremamente planejado queimou o rosto do homem com o cigarro. Os gritos dele eram dolorosos e angustiantes.

- Você deve ter pensado que eu era apenas um cara magro e bem defino, não é? Só que sou muito mais que isso. – Antônio encostou os lábios no ouvido do homem e prosseguiu com o discurso. – Eu sei ser extremamente agressivo quando quero, e faço qualquer coisa para proteger meus amigos. E adivinhe, ela é minha amiga. - Falou com um sussurro.

O diabo não teve piedade, continuou apertando a ponto do cigarro naquele rosto nojento, até se apagar, chutou o homem e pegou Karen pelo braço levando a garota para o bar:

- Aqui está sua princesa! – Ele disse rindo para Jack.

 



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